EDUARDO COUTINHO

Cineasta paulista. Principal documentarista brasileiro em atividade, autor de Cabra Marcado para Morrer, eleito o melhor documentário do cinema brasileiro. Eduardo de Oliveira Coutinho (11/5/1933-) nasce na cidade de São Paulo. Faz cursos de cinema no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954) e em Paris (1960) e, ao voltar, ingressa no movimento do cinema novo. Inicia as filmagens do longa-metragem Cabra Marcado para Morrer, sobre o assassinato do líder camponês João Pedro Teixeira, mas decide interromper o trabalho em 1964, após o início do regime militar. Atua como produtor (Cinco Vezes Favela, de 1961), como roteirista (A Falecida, de 1964; Garota de Ipanema, de 1967) e como diretor (ABC do Amor, de 1966; O Homem Que Comprou o Mundo, de 1968; Faustão, de 1970). Trabalha também como diretor de teatro, crítico de cinema na revista Visão e articulista no Jornal do Brasil. De 1976 a 1983, faz documentários para o programa Globo Repórter, da TV Globo. É co-roteirista de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), a maior bilheteria na história do cinema brasileiro, e de Lição de Amor (1975). Em 1981, retoma o projeto de Cabra Marcado para Morrer, transformado-o em um documentário sobre a história de sua própria filmagem. Conclui a obra em 1984 e vence os festivais de cinema do Rio de Janeiro e de Havana, no mesmo ano, e o Festival Cinéma du Réel de Paris (1985). Realiza em seguida os documentários Santa Marta - Duas Semanas no Morro (1987), Fio da Memória (1991) e Boca de Lixo (1993). Em 1998 lança Santo Forte, documentário sobre a religiosidade na favela carioca Vila Parque da Cidade, e recebe os prêmios especial do júri no Festival de Gramado de 1999, de melhor filme e roteiro no Festival de Brasília de 1999 e a Margarida de Prata da CNBB. Em abril de 2000, Cabra Marcado para Morrer é eleito o melhor documentário da história do cinema brasileiro, no festival É Tudo Verdade, principal do gênero no Brasil e na América Latina. Seu filme Babilônia 2000 recebe o Prêmio do Público e o Prêmio do Júri de Público Jovem do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. Edifício Master (2002) recebe prêmio de melhor documentário do Festival de Cinema de Gramado e do Festival Internacional de Cinema de São Paulo. Em 2004 finaliza Peões.




publicado por LUCIANO às 08:48