Olavo Bilac

Poeta fluminense. Principal escritor parnasiano brasileiro. Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (16/12/1865 - 28/12/1918) nasce no Rio de Janeiro. Inicia o curso de medicina e o de direito, mas abandona-os antes de se formar. Começa a trabalhar na imprensa carioca, na qual defende a abolição da escravatura, os ideais republicanos e, mais tarde, o serviço militar obrigatório. Estréia na literatura em 1888, com o livro Poesias. Autor marcado pelo extremo rigor na linguagem e na forma, seus sonetos são compostos em versos decassílabos perfeitos. Os temas mais constantes são a beleza feminina e os momentos épicos da história nacional. Uma de suas obras mais expressivas é o livro de sonetos Via Láctea. Escreve também Poesias Infantis (1904), Crítica e Fantasia (1906), Conferências Literárias (1906), Ironia e Piedade (1916) e um Dicionário de Rimas (1913). Como jornalista, faz oposição ao governo Floriano Peixoto, é perseguido e chega a ser preso. Solto, esconde-se durante algum tempo em Minas Gerais, onde escreve Crônicas e Novelas (1893). Em 1898 é nomeado inspetor do ensino público do Rio de Janeiro. Reconhecido como grande poeta, torna-se secretário da Conferência Pan-Americana do Rio de Janeiro, em 1906, e também em Buenos Aires, em 1910. Atua como secretário do prefeito do Distrito Federal em 1907. Nacionalista, assume o papel de poeta cívico e faz uma grande campanha a favor do serviço militar obrigatório. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, morre no Rio de Janeiro.



publicado por LUCIANO às 19:33