DARIO FO


Escritor italiano (24/3/1926-) Prêmio Nobel de Literatura de 1997, é um dos mais importantes autores de peças teatrais de seu país. Atua também como produtor, diretor, mímico, clown e caricaturista. Nasce na cidade de San Giano, na província de Varese, filho de um maquinista de trem e de uma camponesa. De família proletária, cresce cercado por tradições libertárias e antifascistas. Ainda adolescente, vai estudar em Milão e ingressa no curso de arquitetura da Escola Politécnica. Inicia-se no teatro e utiliza-se da farsa e da sátira para improvisar suas histórias em palcos de cabarés e pequenos teatros. Casa-se com a atriz Franca Rame e, em 1959, funda a Companhia Dario Fo-Franca Rame. Juntos, fazem pequenos quadros humorísticos no programa de TV Canzonissima e logo se tornam populares. Aos poucos, desenvolvem um teatro político que abusa da blasfêmia e da escatologia e se baseia na tradição da commedia dell''arte. Em 1968, o casal cria um novo grupo, o Nuova Scena, formado por integrantes do Partido Comunista italiano. No começo da década de 70, esse grupo origina o Collettivo Teatrale la Comune, realizando apresentações teatrais em fábricas, parques, ginásios esportivos e outros locais pouco convencionais. Dario Fo é autor de mais de 40 peças teatrais, entre as quais Morte Accidentale di un Anarchico (Morte Acidental de um Anarquista, 1974), Non Si Paga, Non Si Paga! (Não Pagamos? Não Pagamos, 1974), Tutta Casa, Letto e Chiesa (Toda Casa, Leito e Igreja, 1978), L'Uomo Nudo e L'Uomo in Frak (Um Estava Nu, o Outro, de Fraque, 1985) e Female Parts (Partes Femininas, 1981). Manual Mínimo do Ator (1998) é sua primeira obra depois da premiação com o Nobel. Mesmo sem ter sido escrito para o teatro, Manual Mínimo é adaptado pelo brasileiro Carlos Dimuro e apresentado ao próprio Dario Fo, em 1999, no Rio de Janeiro. No final de 2003, Dario Fo estréia L'anomalo bicefalo, corrosiva sátira política ao governo do primeiro-ministro Sílvio Berlusconi. A peça sofre várias tentativas de censura na Itália, e Fo é processado no início de 2004 por um senador partidário de Berlusconi, também satirizado na peça.



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publicado por LUCIANO às 07:10