LECH WALESA


Líder sindical e presidente da Polônia (29/9/1943-). Nasce em Popowo, filho de um carpinteiro, e só completa o curso primário. Em 1967, começa a trabalhar como eletricista no estaleiro de Gdansk, de onde é demitido em 1976 por protestar contra o governo. Em 1980, transforma-se em líder do sindicato Solidariedade, que reivindica do governo comunista polonês o direito à greve. Em 1981, o governo decreta lei marcial, torna o Solidariedade ilegal e prende seus dirigentes, inclusive Walesa, solto no ano seguinte. Em 1983, ganha o Prêmio Nobel da Paz. Em 1986, vai a Paris, lá escreve sua biografia e retorna à Polônia em 1987. Está novamente na liderança do sindicalismo em 1988, quando uma nova onda de greves varre o país. Pressionado, o governante Wojciech Jaruzelski legaliza o Solidariedade e convida membros do sindicato para um gabinete de coalizão. Walesa tem parte importante no governo do Solidariedade e é eleito presidente da Polônia em 1990, quando o Partido Comunista se dissolve. Entre 1992 e 1993, orienta o país para a economia de livre mercado. Em 1995, é derrotado nas eleições presidenciais pelo candidato da União Democrática de Esquerda (ex-Partido Comunista), Alexander Kwasniewski. Volta ao emprego de eletricista no estaleiro de Gdansk, que pede falência em 1997. Walesa negocia com o governo um plano para sua manutenção por 12 meses. O acordo se repete no ano seguinte, mas depois Walesa é substituído por Aleksander Kwasniewski. O novo presidente da Polônia é reeleito em outubro de 2000 para um segundo mandato com 55% dos votos, segundo resultados divulgados pela comissão eleitoral. Kwasniewski derrotou 11 candidatos, incluindo Lech Walesa, que obteve apenas 0,9% dos votos. Devido ao fraco resultado nas urnas, deixa a política. Em 2002, declara a intenção de liderar uma equipe de inspetores de armas das Nações Unidas no Iraque, o que não ocorre.



publicado por LUCIANO às 19:33