Raoni


Líder dos caiapós, é um dos índios mais conhecidos no Brasil e no exterior por sua campanha em defesa do povo indígena e da floresta Amazônica. Raoni nasce em Mato Grosso, filho do cacique Umoro, do ramo dos caiapós conhecido como Metuktire. O sertanista Orlando Villas Boas é o responsável pela descoberta do grupo em 1954, quando conhece Raoni, então um jovem. O líder indígena não sabe sua idade, mas de acordo com estimativas de antropólogos deve ter hoje mais de 70 anos. Conhecido pelo bodoque de 8 centímetros de diâmetro que ostenta no lábio inferior, marca registrada de seu povo, faz jus à tradição guerreira da tribo - a palavra caiapó significa gente ruim da mata, segundo Villas Boas. Em 1984, ele aparece em público pela primeira vez armado e pintado para a guerra a fim de negociar com o ministro do Interior, Mário Andreazza, a demarcação de sua reserva. Durante a reunião com o ministro, dá-lhe um puxão na orelha e diz: "Aceito ser seu amigo. Mas você tem de ouvir índio". Em 1999, puxa as orelhas do presidente da Funai, Márcio Lacerda, para protestar contra a precariedade da assistência médica nos territórios indígenas. Torna-se famoso internacionalmente a partir de 1989, quando acompanha o cantor inglês Sting numa viagem à Europa, em campanha contra a invasão das áreas indígenas. Retorna ao continente europeu em maio de 2000 em busca de suporte financeiro para desenvolver um núcleo de alta tecnologia no Parque Nacional do Xingu e consegue levantar o correspondente a US$ 100 mil em doações. O projeto prevê a criação de um instituto com seu nome para abrigar um hospital, um centro de pesquisas da biodiversidade da floresta, escolas e um núcleo de comunicação ligado à internet. Conta com o apoio do Rainforest Association, entidade com escritórios na França e na Bélgica. No início de 2001, o senador Carlos Bezerra (PMDB-MT) apresenta projeto para a criação do Instituto Raoni.



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publicado por LUCIANO às 17:33