BORIS YELTSIN


Político russo (1º/2/1931-2007). Nasce em Sverdlovsk, atual Iekaterinburgo. Forma-se em engenharia e começa a carreira como construtor. Entra para o Partido Comunista (PC) em 1961. No início dos anos 80, conhece Mikhail Gorbatchov, que o encarrega de eliminar a corrupção no partido durante o processo de reformas no país conhecidas como perestroika (reestruturação econômica) e glasnost (transparência política). Em 1989, é eleito presidente do Parlamento e, no ano seguinte, consegue aprovar uma Declaração de Soberania, que estabelece a superioridade das instituições da Rússia sobre as da União Soviética (URSS). Isso estimula reivindicações de autonomia por parte das demais repúblicas da URSS. Em 1991, vence a primeira eleição direta para a Presidência, com 90% dos votos. No final do ano, com o apoio da população, opõe-se ao golpe da linha dura comunista contra Gorbatchov, mas este renuncia e a URSS deixa de existir. Em 1994, Iéltsin ordena a intervenção militar na Chechênia, república do Cáucaso que se declarara independente em 1991. Em julho de 1996, é reeleito presidente da Federação Russa. Sua segunda gestão começa bem – com a entrada da Rússia na Otan e no G7, o grupo dos países mais desenvolvidos do mundo –, mas prossegue com muitos problemas. A partir de 1998, o agravamento da situação econômica do país dos conflitos com a Chechênia levam Ieltsin a trocar o primeiro-ministro quatro vezes. Em 1999, escapa do impeachment quando a Duma (câmara baixa do Parlamento) rejeita as acusações apresentadas contra ele – entre as quais a de ser o responsável pelo fim da URSS e a de envolver o país na guerra da Chechênia. Debilitado politica e fisicamente – os problemas de saúde, agravados pelo o alcoolismo, levam-no ao hospital várias vezes –, renuncia em 31 de dezembro de 2000. Seu primeiro ministro, Vladimir Putin, elege-se três meses depois como presidente.



publicado por LUCIANO às 09:26