Tônia Carrero


Grande estrela desde a década de 50 e um dos mitos de beleza feminina no Brasil. Maria Antonieta de Farias Portocarrero (23/8/1922-) nasce na Zona Norte do Rio de Janeiro, filha de um oficial do Exército, diretor da Rádio Nacional e presidente da Sociedade Lírica. Desde menina, sonha em trabalhar nos palcos e coleciona estampas e retratos das estrelas de Hollywood. Começa a estudar educação física aos 16 anos, mas interrompe o curso. Casa-se em 1940 com o artista plástico Carlos Arthur Thiré, com quem teria o único filho, Cecil, pai de seus três netos. Estréia no cinema fazendo figurações e, em 1947, viaja a Paris, onde vive durante dez meses e estuda teatro. Ao voltar, faz um papel secundário na fita Caminhos do Sul, ao lado de Maria Della Costa (1948), e atua em Perdida pela Paixão/Quando a Noite Acaba (1949). Em dezembro desse mesmo ano, estréia nos palcos, ao lado de Paulo Autran, na peça Um Deus Dormiu Lá em Casa, no teatro do Copacabana Palace. Em 1951, separa-se de Carlos Thiré e casa-se pela segunda vez, com o diretor italiano Adolfo Celi. Nos anos 50, trabalha no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e na Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em que filma Tico-Tico no Fubá (1951), um marco em sua carreira. Em 1955, forma com o marido e o amigo Paulo Autran uma nova companhia de teatro, com um repertório clássico, particularmente do gênero francês Boulevard, no qual vive sempre personagens elegantes e charmosas. Recebe suas primeiras premiações nos palcos por sua atuação em Entre Quatro Paredes, de Jean-Paul Sartre (1956). Também se destacaria em Navalha na Carne (Prêmio Molière de melhor atriz em 1968) e em Quartet. Em 1964, já separada de Adolfo Celi, casa-se com o engenheiro e empresário César Thedim. Encena pela primeira vez um monólogo, intitulado Esta Valsa É Minha, em 1989. Na televisão, atua nas novelas Pigmalião, Água Viva, Kananga do Japão, Sassaricando e, em 1995, Sangue do Meu Sangue. Em 2000, encena o monólogo e recital Amigos para Sempre, criado por ela. Escreveu O Monstro de Olhos Azuis, memórias da infância (1986). Em 2000, encena ainda o espetáculo Jardim das Cerejeiras, o primeiro texto do russo Anton Tchekov. Em 2002, quando completa 80 anos de idade, protagoniza a peça A Visita da Velha Senhora.


publicado por LUCIANO às 04:53