INGMAR BERGMAN


Cineasta e diretor teatral sueco (14/7/1918-). É autor de uma obra marcada pela complexidade e riqueza psicológica dos personagens. Filho de um pastor protestante, nasce em Upsala. Fascina-se pelo cinema ainda adolescente e junta o dinheiro da mesada para comprar um projetor. Na universidade, integra um grupo de teatro e, em 1944, escreve o roteiro de A Tortura do Desejo, dirigido por Alf Sjoberg. Em 1945, dirige o primeiro filme, Crise, influenciado pelo cineasta francês Marcel Carné e pelo realismo poético francês. Torna-se conhecido na década de 50 pelos argumentos tensos, em que aborda temas como a morte, a solidão, a incomunicabilidade humana e a alma feminina. Realiza mais de 50 filmes durante a carreira, chegando a rodar mais de uma produção por ano. Também trabalha como diretor teatral, encenando peças de autores clássicos como Molière, Ibsen e Tchekhov. A cena de abertura de O Sétimo Selo (1956) fica famosa por mostrar uma partida de xadrez entre um cavaleiro, vindo das cruzadas, e a própria Morte. Essa interrogação sobre a existência de Deus pode ser reencontrada no filme seguinte, Morangos Silvestres (1957). Outros filmes famosos são: Persona (1966), Gritos e Sussurros (1973), Sonata de Outono (1978) e Fanny e Alexander (1982) – Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Na década de 90, escreve roteiros e dirige filmes para a TV. Divorciado desde 1965, depois de cinco casamentos, passa o tempo solitário em sua casa na Suécia. Diz ter pensamentos suicidas. Em 2001, entra em cartaz em São Paulo Infiel, cujo roteiro Bergmann escreveu parcialmente e entregou a Liv Ullman, diretora do filme. Roda para a TV sueca o filme Sarabande, exibido em 2003, retomando os personagens de Cenas de um Casamento (1973).



publicado por LUCIANO às 16:38