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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUDWIG WITTGENSTEIN


Filósofo austríaco naturalizado inglês. Pensador influente do século XX, especialmente pela filosofia analítica e pelos ensaios de lingüística. Ludwig Josef Johann Wittgenstein (26/4/1889-29/4/1951) nasce em Viena e cursa engenharia na Alemanha e no Reino Unido, antes de se matricular na Universidade de Cambridge para estudar matemática pura. Em Cambridge tem aulas com Bertrand Russell, que o inicia também em filosofia. Deixa a universidade no começo da I Guerra Mundial, para se alistar no Exército austríaco. Durante o conflito escreve Tractatus Logico-Philosophicus, no qual desenvolve um de seus principais temas: o limite da linguagem. Aparentando desinteresse pela filosofia, por vários anos trabalha como professor primário no interior da Áustria. Volta a Cambridge em 1929, apresenta o Tractatus como tese de doutorado e torna-se professor da universidade. Pouco tempo depois, renega muitas das antigas teorias, para escrever sua segunda grande obra, Investigações Filosóficas, publicada postumamente. Naturalizado inglês em 1938, vive recluso a partir de 1947, ano em que deixa a cátedra na universidade. Morre em Cambridge.



publicado por LUCIANO às 12:55
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUIGI PIRANDELLO


Dramaturgo, romancista e contista italiano (28/6/1867-10/12/1936). É um dos mais importantes e inovadores autores do teatro moderno. Suas peças fazem uma análise psicológica da natureza humana, baseando-se na obra de Sigmund Freud e de Alfred Binet. Nasce em Agrigento, na Sicília. Estuda na Universidade de Roma e especializa-se em filologia na Universidade de Bonn, Alemanha. Volta à Itália e, alguns anos depois, enfrenta problemas financeiros que levam sua mulher à loucura. Passa a dar aulas de italiano e escreve o primeiro romance de sucesso, O Falecido Mattia Pascal (1904), cuja principal influência é o realismo dos escritores italianos do século XIX. Em Os Velhos e os Jovens (1913), critica a decadente burguesia italiana. Para o teatro, o primeiro sucesso é Assim É Se Lhe Parece, de 1917. Em 1921 inaugura a estética do teatro dentro do teatro com Seis Personagens à Procura de um Autor, tida como sua principal peça. Outro sucesso é Henrique IV, de 1922, em que a loucura aparece camuflada sob a aparência de normalidade. Ganha o Prêmio Nobel de Literatura em 1934, dois anos antes de morrer, em Roma.



publicado por LUCIANO às 12:53
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUIS BUÑUEL

Cineasta espanhol naturalizado mexicano (22/2/1900-29/7/1983). Considerado um dos principais nomes do cinema mundial. Nasce em um vilarejo na província de Aragon. De família católica, estuda com padres jesuítas e freqüenta a Universidade de Madri. Em 1920 funda o primeiro cineclube da Espanha. Muda-se para Paris em 1925, envolve-se com as vanguardas artísticas locais e cria o movimento surrealista com o pintor catalão Salvador Dalí, com quem realiza filmes que chocam o público da época, como Um Cão Andaluz (1928) – com o famoso primeiro plano de um olho sendo cortado por uma navalha – e L''Âge d''Or (1930). Buñuel justifica-se dizendo que as imagens devem romper com a realidade para melhor criticá-la. Considerado cineasta maldito, é obrigado a viver da tradução de filmes. Entre 1933 e 1935 trabalha para companhias americanas em Hollywood, mas seus projetos não se realizam. Em 1947 muda-se para o México, onde faz filmes que se opõem ao conformismo da burguesia e à religião. Ganha a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes com Viridiana (1961), em que apresenta um jantar de mendigos parodiando a Santa Ceia – o que choca a católica Espanha, onde a obra é proibida. Com o nome firmado pelo público e pela crítica, realiza depois O Anjo Exterminador (1962), A Bela da Tarde (1967) e O Discreto Charme da Burguesia, que recebe em 1972 o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Dirige ainda O Fantasma da Liberdade (1974) e Esse Obscuro Objeto do Desejo (1977), considerados obras-primas do cinema.



publicado por LUCIANO às 12:51
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUÍS CARLOS MARTINS PENA

Dramaturgo fluminense (5/11/1815-7/12/1848). É o criador da comédia de costumes no teatro brasileiro e um dos primeiros a retratar o processo de urbanização no século XIX. Luís Carlos Martins Pena nasce no Rio de Janeiro e ingressa na carreira diplomática. Considerado o primeiro dramaturgo de destaque do país, em suas comédias e farsas utiliza com precisão a linguagem coloquial para satirizar os desmandos dos políticos e a hipocrisia do clero. Critica o governo e o funcionamento dos serviços públicos em O Cigano e Comédia sem Título. Ironiza o uso da religião em proveito próprio em O Irmão das Almas e mostra a ineficiência do Legislativo em O Usurário. Na comédia de costumes retrata o contato das pessoas do interior com os cidadãos urbanos da corte em O Juiz de Paz da Roça e Um Sertanejo na Corte. Deixa numerosa produção: 20 comédias e seis dramas escritos até os 33 anos, quando morre de tuberculose, em Lisboa. Entre suas obras estão O Judas em Sábado de Aleluia (1844), O Noviço e Quem Casa Quer Casa, ambas de 1845.



publicado por LUCIANO às 12:49
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUÍS CARLOS PRESTES


Militar e político gaúcho. Integra o alto comando da Coluna Prestes, que percorre o Brasil em protesto contra o governo, e lidera a Intentona Comunista. Luís Carlos Prestes (3/1/1898 - 7/3/1990) nasce em Porto Alegre, cursa a Escola Militar do Rio de Janeiro e é transferido para o Rio Grande do Sul. Em 1924 é um dos líderes do movimento tenentistas, formado por oficiais contrários à República Velha. Subleva sua guarnição e se encontra no Paraná com os rebeldes da revolta tenentista de 1924, ocorrida em São Paulo. Forma com eles a Coluna Miguel Costa-Prestes, que percorre 25 mil quilômetros, por 13 estados do país, propagando as idéias tenentistas de dezembro de 1924 a fevereiro de 1927. Exila-se na Bolívia e depois na Argentina, período em que entra em contato com o marxismo e o comunismo. Preso em Buenos Aires em 1930, ao sair muda-se para Montevidéu e depois para a União Soviética. Volta ao Brasil em abril de 1935, já casado com a alemã Olga Benário, e participa do movimento armado, conhecido como Intentona Comunista, que tenta derrubar Getúlio Vargas. A Intentona fracassa, e o casal é preso. Prestes é condenado a um total de 46 anos de prisão. Sua mulher é deportada para a Alemanha, sob o governo nazista, em 1936 e é morta num campo de concentração, em 1942. Antes, dera à luz a filha de Prestes, Anita Leocádia. Anistiado em 1945, Prestes assume a direção do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e elege-se senador constituinte pelo Distrito Federal. Em 1947, o Tribunal Superior Eleitoral cancela o registro do PCB (1947) e, a seguir, extingue os mandatos dos parlamentares comunistas (1948). Prestes passa a atuar na clandestinidade. Com o golpe militar de 1964, seus direitos políticos são cassados e ele passa a viver no exílio. Em 1979 volta ao Brasil após a anistia política. Em 1980 é afastado da secretaria-geral do PCB e deixa o partido. Participa do movimento das Diretas Já (1984). Morre de leucemia, no Rio de Janeiro, e é postumamente anistiado pelo Exército e promovido a coronel.


publicado por LUCIANO às 12:46
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUÍS DA CÂMARA CASCUDO


Escritor e folclorista potiguar. Um dos mais importantes pesquisadores das raízes étnicas do Brasil e autor do Dicionário do Folclore Brasileiro. Luís da Câmara Cascudo (30/12/1898-30/7/1986) nasce em Natal, onde começa a trabalhar no jornal do pai, A Imprensa. Entra para a faculdade de medicina na Bahia, mas é obrigado a abandonar a escola por falta de dinheiro. Em 1928 forma-se pela Faculdade de Direito do Recife e, no mesmo ano, conclui o curso de etnografia na Faculdade de Filosofia do Rio Grande do Norte. Dedica-se a escrever a história da cidade de Natal e a estudos nas áreas de folclore, etnografia, crítica literária e história. Cruza o folclore com a literatura pesquisando a influência de Dante Alighieri, de Don Quixote, de Miguel de Cervantes, e da literatura oral francesa na tradição popular do Brasil. Produz, em 1951, um importante trabalho sobre a ocupação holandesa no Rio Grande do Norte e, em 1954, o seu Dicionário do Folclore Brasileiro, a primeira reunião sistemática e crítica do acervo folclórico nacional. Em sua vasta obra destacam-se ainda Antologia do Folclore Brasileiro (1944), Superstições e Costumes (1958) e Coisas Que o Povo Diz (1968).



publicado por LUCIANO às 12:43
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUÍS DE CAMÕES


Poeta português (1525?-10/6/1580). Luís Vaz de Camões nasce em uma família da pequena nobreza, não se sabe ao certo se em Lisboa ou Coimbra. Ingressa no Exército da Coroa de Portugal e participa da guerra contra Ceuta, no Marrocos, durante a qual perde o olho direito. Boêmio, de volta a Lisboa freqüenta tanto os serões da nobreza quanto as noitadas populares. Embarca para a Índia em 1553 e para a China em 1556. Em 1560, o navio em que viaja naufraga na foz do rio Mekong. Camões salva os originais de Os Lusíadas nadando até a terra com o manuscrito. Nove anos depois, retorna a Lisboa com a intenção de publicar o poema, o que só acontece em 1572, graças a um financiamento concedido pelo rei dom Sebastião. Os Lusíadas funde elementos épicos e líricos e sintetiza as principais marcas do renascimento português: o humanismo e as expedições ultramarinas. Sua base narrativa é a expedição de Vasco da Gama em busca de um caminho marítimo para as Índias. Nela, mescla fatos da história portuguesa com intrigas dos deuses gregos, que procuram ajudar ou atrapalhar o navegador. Morre em Lisboa, em absoluta pobreza.



publicado por LUCIANO às 12:41
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUÍS DE GÔNGORA Y ARGOTE

Poeta espanhol, líder da corrente literária autodenominada cultismo, desenvolve um estilo, o gongorismo, marcado pelo uso acentuado de hipérboles, metáforas obscuras e dubiedades. Luís de Gôngora y Argote (11/7/1561-23/5/1627) nasce em Córdoba e começa a estudar direito em Salamanca. Em 1581 retorna à cidade natal e logo conquista fama com seus romances, letrillas e sonetos. É protegido por um tio, Francisco de Gôngora, capelão real, sob a condição de receber as ordens menores. Inicia então os estudos religiosos, mas só é ordenado sacerdote aos 56 anos. Começa a freqüentar a corte de Filipe III e passa a levar vida mundana. Cria algumas inimizades literárias, entre elas com Francisco de Quevedo y Villegas, adeptos do conceptismo – culto à sutileza dos conceitos, mais do que à complexidade da forma poética. No fim da vida passa por crises financeiras e chega a ser ameaçado de prisão pelos credores. Em 1626, mal restabelecido do que parece ter sido uma congestão cerebral, retorna a Córdoba, onde morre no ano seguinte. Não chega a ver a primeira edição completa de seus poemas, que fica pronta no mesmo ano, sob o título Obras em Versos do Homero Espanhol.



publicado por LUCIANO às 12:38
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO

Escritor e humorista gaúcho (26/9/1936-). Nasce em Porto Alegre, filho do escritor Érico Verissimo. É alfabetizado na Califórnia, Estados Unidos (EUA), para onde se muda com a família aos 7 anos. De volta ao Brasil, estuda no Instituto Porto Alegre até os 16 anos. Termina o 2º grau nos EUA, e ali vive até 1956. Retorna à sua cidade e se emprega na Editora Globo no mesmo ano. Em 1962, vai para o Rio de Janeiro, onde permanece por cinco anos trabalhando no jornal da Câmara de Comércio Americana. Casado e com uma filha pequena, volta para Porto Alegre e, em 1967, trabalha como redator no jornal gaúcho Zero Hora. Passa a assinar sua primeira coluna diária no jornal em 1969. Estréia na literatura em 1973 com o livro de crônicas O Popular. Entre seus mais de 40 títulos publicados a partir de então, incluem-se O Analista de Bagé (1977), A Velhinha de Taubaté (1983) e Comédias da Vida Pública (1995). Como humorista, escreve as histórias do personagem Ed Mort, desenhado por Miguel Paiva nos quadrinhos Procurando o Silva, posteriormente adaptado para o cinema por Alain Fresnot. As histórias de O Analista de Bagé, Brasileiros e Brasileiras, A Família Brasil e O Marido do Dr.Pompeu são adaptadas para o teatro. Seu livro de crônicas Comédias da Vida Privada (1994) origina a série de mesmo nome produzida pela TV Globo. Atualmente colabora com jornais e revistas, além de manter coluna nos jornais Zero Hora, O Globo e O Estado de S.Paulo, para o qual também escreve, aos domingos, uma crônica ilustrada com os personagens de A Família Brasil.


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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUÍS GALVEZ RODRIGUES DE ARIAS


Jornalista e aventureiro espanhol (20/2/1859-1946). Nascido em Cádiz, estuda ciências jurídicas e sociais na Universidade de Sevilha. Trabalha no serviço diplomático espanhol em Roma e em Buenos Aires. O crescimento do comércio da borracha na região amazônica leva-o a se estabelecer em Belém em 1897, onde se torna redator do jornal Correio do Pará. Ali toma conhecimento da situação do Acre, então território boliviano que atraíra imigrantes brasileiros na fase áurea da exploração da borracha. O afluxo fez com que a maioria da população fosse de brasileiros, que não obedeciam à autoridade da Bolívia e exigiam a anexação do território ao Brasil, criando, na prática, um território independente. Em 1899, na tentativa de assegurar o domínio da área, o governo boliviano institui a cobrança de impostos. Luís Galvez Rodrigues de Arias lidera os brasileiros, descontentes com a decisão, no levante de 1º de maio de 1889, proclama o Estado Independente do Acre e dá-lhe estrutura administrativa. É destituído pouco tempo depois, por uma operação conjunta das Forças Armadas brasileiras e bolivianas. Mais tarde, o gaúcho Plácido de Castro concretiza as aspirações de Galvez ao liderar a revolução vitoriosa em 1902-1903. Os conflitos só terminaram com a assinatura, em 17 de novembro de 1903, do Tratado de Petrópolis, pelo qual o Brasil recebe a posse definitiva da região. Galvez volta para a Espanha e morre em Cádiz.



publicado por LUCIANO às 12:32
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUÍS GONZAGA DAS VIRGENS


Soldado baiano. Um dos líderes da Conjuração Baiana, também conhecida como Revolta dos Alfaiates. Luís Gonzaga das Virgens (1761-1799) nasce em Salvador. Aos 20 anos entra para a força pública e passa a servir na Companhia de Granadeiros do 1º Regimento. Deserta pela primeira vez em outubro de 1786, regressando quatro anos depois. Decide abandonar o regimento vinte dias mais tarde, mas volta em seguida. É perdoado pelo governador dom Fernando José. Em abril de 1791 deserta pela terceira vez e foge para o Rio Grande do Norte, onde conhece Manoel João da Silva, comerciante português que lhe ensina latim e rudimentos de cirurgia. Em julho de 1792 é novamente preso e levado a Salvador. É julgado no Conselho de Guerra, reconhece sua culpa e é condenado a seis anos de trabalhos forçados. Perdoado mais uma vez pelo governador, continua na força pública de 1793 a 1798. Mulato e neto de escrava, é preterido nas promoções. Cada vez mais isolado dos companheiros, passa por algumas fases místicas e começa a participar das reuniões secretas que originam a Conjuração Baiana. Apontado como um dos autores dos folhetos clandestinos que proclamam a República Baiense, é condenado e enforcado em Salvador com mais três revolucionários, na praça da Piedade: o soldado Lucas Dantas e os alfaiates João de Deus Nascimento e Manuel Faustino - todos mulatos.



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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUÍS TRAVASSOS


Líder estudantil paulista. Um dos principais ativistas político-estudantis durante o regime militar.Luís Gonzaga Travassos da Rosa (1945-24/2/1982) nasce na cidade de São Paulo, filho de um vendedor e de uma funcionária pública. Inicia os estudos no Colégio Santo Agostinho e, como seminarista, entra em contato com a atividade política em organizações católicas progressistas. Aos 20 anos ingressa na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). No ano seguinte é eleito presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE-SP), mas é preso durante o próprio congresso da entidade. À frente da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1967, defende a mobilização permanente na luta contra a ditadura. É um dos organizadores da Passeata dos 100 Mil, que reúne 100 mil participantes, entre intelectuais, operários, profissionais liberais e religiosos, no centro do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968. É preso em outubro do mesmo, durante um encontro da UNE em Ibiúna (SP). Em setembro de 1969 é um dos 15 presos políticos libertados em troca do resgate do embaixador norte-americano Charles Elbrick, seqüestrado por um grupo de militantes ligado às organizações de esquerda. Enviado ao México, segue depois para Cuba, Bélgica e Alemanha, onde se forma em economia pela Universidade Livre de Berlim. Após dez anos de exílio, retorna ao Brasil dois meses depois da publicação da Lei da Anistia (1979). Passa a trabalhar como tradutor de alemão e ingressa no Partido dos Trabalhadores (PT). Morre no Rio de Janeiro, vítima de um acidente de carro.



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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUÍS XIV


Rei da França (5/9/1638-1º/9/1715). Nasce em Saint-Germaine-en-Laye, filho de Luís XIII da França e de Ana da Áustria. Em 1642, quando tinha apenas 4 anos, o pai morre e ele se torna rei. Durante a infância, o país é governado pela mãe, a regente, e pelo primeiro-ministro, cardeal Mazarin. Em 1660, com 22 anos, casa-se com Maria Teresa, filha do rei Felipe IV, da Espanha. Um ano depois, o cardeal Mazarin morre e Luís assume o trono. Desde o início do governo, adota o absolutismo. Extingue o cargo de primeiro-ministro, mantendo apenas um chanceler, quatro secretários e um administrador das finanças, submetidos a seu controle. Em seu reinado, persegue os protestantes, reorganiza o Exército e trava guerras contra Espanha, Holanda, Áustria e Luxemburgo. Luís XIV também contribui para o desenvolvimento das artes e ciências na França. Dá proteção financeira a escritores como Molière e Racine. Constrói o luxuoso Palácio de Versalhes, com 1,9 mil quartos e o primeiro banheiro interno da história, onde a corte passa a viver a partir de 1682. Também é responsável pela construção de academias de artes, ciências, pintura e escultura. Caprichoso, aprecia a etiqueta e as festas e mantém várias amantes. A ele atribui-se a frase: "L''État c''est moi" (O Estado sou eu). Fica conhecido como Rei Sol por escolher a imagem do astro-rei como seu emblema. Ao morrer, em Versalhes, deixa o país em péssima situação econômica.

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publicado por LUCIANO às 12:23
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUIZ CARLOS BARRETO

Produtor de cinema cearense. Patriarca de uma família inteiramente dedicada à indústria do cinema, realiza mais de 70 longas-metragens em 35 anos de atividade. Luiz Carlos Barreto Borges (20/5/1928-) nasce em Sobral. Muda-se em 1946 para o Rio de Janeiro, onde trabalha como fotógrafo da revista O Cruzeiro. Associa-se a Herbert Richers, produtor e fundador do mais famoso estúdio de dublagem do Brasil, para produzir Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias, do qual é também roteirista. Participa de alguns dos filmes mais expressivos do cinema novocomo produtor (O Padre e a Moça, A Hora e a Vez de Augusto Matraga e A Grande Cidade, todos de 1965), como diretor de fotografia (Terra em Transe, 1967) ou acumulando as duas funções (Vidas Secas, de 1963). Na década de 70, estabelece-se como produtor e, ao lado da mulher, Lucy, lança como cineastas os filhos Bruno (em Tati, a Garota, de 1972) e Fábio (em Índia, a Filha do Sol, de 1981), cujos filmes seguintes também produz. Bruno dirige o maior sucesso de bilheteria na história do cinema brasileiro, Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), e concorre ao Oscar de filme estrangeiro com O Que É Isso, Companheiro? (1997). Fábio disputa o mesmo prêmio por O Quatrilho (1995). Um dos principais interlocutores da classe cinematográfica nas discussões com o governo, defende políticas estatais de incentivo à produção e à distribuição de filmes nacionais. Com a esposa, Lucy, é dono da produtora de cinema LC Barreto. Em 2000, a empresa lança Bossa Nova, de Bruno Barreto, exibido como hors-concours no Festival de Berlin do mesmo ano; 2000 Nordestes, documentário de Vicente Amorin e David França Mendes; e Brasil 500 Anos, documentário de Fábio Barreto e Marcelo Santiago. Em 2002 lança A Paixão de Jacobina, dirigido por Fábio Barreto. O Caminho das Nuvens, dirigido por Vicente Amorim, é lançado em 2003.




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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUIZ GONZAGA


Compositor, sanfoneiro e cantor pernambucano. Considerado o pai do baião, é autor de Asa Branca, uma das músicas mais conhecidas do país. Luiz Gonzaga do Nascimento (13/12/1912-2/8/1989) nasce em Exu. Aprende a tocar sanfona com o pai, Januário, e na infância já anima bailes e festas. Em 1930 vai para Fortaleza, no Ceará, e alista-se no Exército. Serve em vários estados até que abandona a carreira militar e vai para o Rio de Janeiro, em 1939, onde decide tentar o sucesso como sanfoneiro e cantor. Apresenta-se em ruas, bares, cabarés, festas e programas de calouro. Uma participação no programa radiofônico de Ary Barroso abre caminho para o trabalho no rádio. Seu primeiro sucesso é Chamego (1943), gravado por Carmen Costa. Escreve com Humberto Teixeira as canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Juazeiro (1948) e Baião de Dois (1950). O sucesso dessas composições aumenta a popularidade do baião, ritmo típico do Nordeste. A partir de 1954 passa a se exibir pelo interior do país e só reaparece nacionalmente nos anos 70. Em seus shows é muitas vezes acompanhado pelo filho, Luís Gonzaga Júnior, o compositor Gonzaguinha, morto num acidente automobilístico em 1991. Morre no Recife em 1989.


publicado por LUCIANO às 05:56
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


Líder político e sindical pernambucano, presidente da república eleito em 2002 e reeleito em 2006. Luiz Inácio Lula da Silva (27/10/1945-) nasce em Garanhuns. Em 1952, para escapar da miséria do sertão pernambucano, muda-se com a família para Santos (SP) e, quatro anos depois, para a capital. Trabalha ainda criança como vendedor ambulante, engraxate e office-boy; aos 15 anos, emprega-se como aprendiz de torneiro mecânico. Depois de perder a esposa grávida do primeiro filho em 1970, Lula mergulha de cabeça no ativismo sindical. Em 1973 casa-se com Marisa, sua atual mulher. Em 1975, chega à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Lidera a primeira greve de operários do ABC paulista em 1978, no regime militar. Em 1979 alia-se a outros líderes sindicais e intelectuais e funda o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual se torna presidente. No ano seguinte lidera nova greve de metalúrgicos, é preso e tem seu mandato sindical cassado. Em 1982, promove a criação Central Única dos Trabalhadores (CUT)). Em junho de 1983, inicia uma frente suprapartidária pró-eleições diretas para a Presidência da Repúblicacom os governadores de São Paulo, Franco Montoro (PMDB), e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT). Lidera o primeiro comício para a campanha Diretas Já, em São Paulo, em 27 de novembro de 1983. A campanha mobiliza mais de 4 milhões de pessoas em comícios, mas acaba quando a emenda constitucional Dante de Oliveira, que restabelecia o pleito direto para a sucessão presidencial, é rejeitada no Congresso, em 25 de abril de 1984, por falta de quorum. Em 1986, é o deputado federal constituinte mais votado do país. Concorre à Presidência da República em 1989, sendo derrotado por Fernando Collor de Mello, e em 1994 e 1998, quando perde para Fernando Henrique Cardoso. Em 1995, deixa a presidência do PT e torna-se presidente de honra do partido. Em agosto de 1999, é um dos líderes da Marcha dos 100 Mil, a maior manifestação política contra o governo de Fernando Henrique. Lula também é coordenador do Instituto Cidadania, um centro de estudos, pesquisas, debates, publicações e formulação de propostas de políticas públicas, bem como de campanhas para mobilizar a sociedade civil rumo à conquista dos direitos de cidadania. Em 2002, elege-se presidente do Brasil com a votação recorde de 50 milhões de votos. Os primeiros dois anos de governo sofrem críticas em relação ao desempenho de seu governo na área social e à postura conservadora da política econômica. Lula é reeleito em 2006 para mandato até 31 de dezembro de 2010.



publicado por LUCIANO às 05:52
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUIZ VILLARES

Engenheiro português naturalizado brasileiro. Fundador das Indústrias Villares, a maior produtora de aço da América Latina. Luiz Dumont Villares (28/12/1899-14/6/1979) nasce na cidade do Porto, filho de brasileiros e sobrinho do aviador e inventor Alberto Santos Dumont. Chega ao Brasil na década de 20, depois de cursar a Faculdade de Engenharia da Escola Politécnica de Zurique, na Suíça. Instala-se em São Paulo, em 1925, para ocupar o lugar do irmão, sócio da Pirie, Villares & Cia., empresa de importação de peças para elevadores. Casa-se aos 27 anos e aproveita a viagem de lua-de-mel aos Estados Unidos para assinar contrato com a empresa norte-americana Westinghouse, para a venda de geladeiras no Brasil, e conhecer modelos mais sofisticados de elevadores. Posteriormente, esses aparelhos seriam fabricados por ele no Brasil. Em 1932, ano da Revolução Constitucionalista, a empresa se transforma em produtora de artefatos bélicos. Durante a II Guerra Mundial, passa a fabricar peças fundidas em aço, motores, cabinas e portas de elevadores, dando início a Aços Villares. Nessa época, em decorrência da morte do sócio Frederic Pirie, a indústria de elevadores passa a se chamar Atlas. Pioneira no Brasil na fabricação de escadas rolantes e de ônibus elétricos, a empresa ganha, nos anos 50, a concorrência para instalar elevadores nos prédios oficiais de Brasília e passa a ser a terceira maior do mundo no setor. Em 1963, Villares torna-se presidente da Cosipa, a estatal brasileira do aço. Pai de quatro filhos, apaixonado por carros e aviões, morre aos 79 anos, em São Paulo, de problemas circulatórios. Em 1999, a Atlas é vendida para uma multinacional suíça



publicado por LUCIANO às 05:49
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUIZA ERUNDINA


Política paraibana com atuação em São Paulo. Deputada federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Luiza Erundina de Sousa (30/11/1934-) nasce em Uiraúna, no sertão da Paraíba. É a sétima de dez filhos de um artesão de selas e arreios de couro. Começa a trabalhar ainda na infância, vendendo bolos feitos pela mãe. Repete a 5ª série duas vezes para não parar de estudar, uma vez que a cidade não tinha curso ginasial. Vai morar em Patos com uma tia, em 1948, para cursar o ginásio. Forma-se em assistência social na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, no ano de1967, e segue para São Paulo em 1971 para fazer mestrado na Escola de Sociologia e Política. É aprovada em concurso para a Secretaria do Bem-Estar Social da prefeitura paulistana e, logo depois, passa a trabalhar com movimentos de periferia que reivindicam moradia e ocupam terrenos públicos abandonados. É uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, pelo qual se elege vereadora em 1982 e deputada estadual em 1986. Chega à prefeitura da cidade em 1988 e dá prioridade à melhoria da assistência à saúde, à educação e ao transporte da população. Em 1993, assume o Ministério da Administração Federal do governo Itamar Franco e entra em crise com seu partido. Em 1996, perde para Celso Pitta nas eleições para a prefeitura de São Paulo. As críticas de várias correntes do PT a sua campanha aprofundam a crise, e ela deixa o partido em 1997. Em 1998, elege-se deputada federal pelo PSB. Candidata-se novamente à prefeitura de São Paulo em 2000 e perde a eleição para a antiga correligionária no PT a ex-deputada federal Marta Suplicy. Em 2002 reelege-se deputada federal. Em 2004 tenta, pela terceira vez, voltar à prefeitura de São Paulo, sem sucesso.


publicado por LUCIANO às 05:45
Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LUPICÍNIO RODRIGUES

Compositor e cantor gaúcho. Autor de grandes sucessos, é o principal criador dos chamados sambas de dor-de-cotovelo, marcantes nos anos 40 a 50. Lupicínio Rodrigues (16/9/1914-21/8/1974) nasce em Porto Alegre. Começa a trabalhar no início da adolescência, como mecânico. Aos 14 anos estréia como compositor e cantor ao ganhar um concurso de marchas de Carnaval do bloco gaúcho Prediletos. Aos 18 anos, por pressão do pai, alista-se no Exército e luta em São Paulo, na Revolução de 1932. Nesse mesmo ano, volta a Porto Alegre e passa a freqüentar rodas boêmias, nas quais suas músicas causam admiração. Elas chegam a ser divulgadas no Rio de Janeiro por marinheiros que as ouviram em bares do sul do país. Em 1936 tem suas primeiras composições gravadas por Alcides Gonçalves. Dois anos depois, Ciro Monteiro grava Se Acaso Você Chegasse, que alcança sucesso nacional. Na década de 40 casa-se duas vezes e tem dois filhos. Na mesma época se torna fundador e representante gaúcho da Sociedade Brasileira de Compositores e Escritores de Música (Sbacem). Nos anos 50 passa a ser chamado de o rei da dor-de-cotovelo e diversas canções suas fazem grande sucesso, entre elas Nervos de Aço, gravada por Francisco Alves, e Vingança, que é interpretada por Linda Batista e ganha a fama de causadora de suicídios. É autor de Felicidade, Volta e Esses Moços e tem gravações consagradas também por Elza Soares e Jamelão. Nos anos 60 cai no esquecimento e sobrevive como proprietário de bares e restaurantes em Porto Alegre. Reaparece nos anos 70, regravado por Paulinho da Viola, João Gilberto, Caetano Veloso e Elis Regina. Morre de insuficiência cardíaca em sua cidade natal.



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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LYGIA CLARK


Pintora e escultora mineira. Neoconcretista, uma das pioneiras na criação de obras concebidas para provocar a participação do público. Lygia Clark (23/10/1920 - 25/4/1988) nasce em Belo Horizonte e estuda pintura a partir de 1947 com Burle Marx, no Rio de Janeiro. Em 1952 muda-se para Paris, onde estuda com Fernand Léger, Dobrinsky e Arpad Szenes. Abandona a pintura abstrata em 1954, quando começa sua pesquisa sobre novas formas plásticas no espaço. Em 1957 participa da I Exposição Nacional de Arte Concreta, no Rio de Janeiro. Dois anos depois assina o Manifesto Neoconcreto e inicia a produção de obras tridimensionais de madeira. Desenvolve a série Bichos (1960), estruturas móveis de metal que podem ser manipuladas pelo espectador. Em 1964 cria Caminhando e Borrachas Moles, trabalhos que buscam novas formas de experiências sensoriais, como aromas e texturas, e aproximam sua obra dos estudos da arteterapia. Entre 1970 e 1975 leciona na Universidade de Paris. Retorna ao Brasil e, de 1978 a 1985, produz os "objetos relacionais", resultado de seus estudos a respeito da interação do corpo e da obra de arte com fins terapêuticos. Toma parte em bienais, salões de arte e mostras internacionais e recebe diversos prêmios. Morre no Rio de Janeiro.



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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

LYGIA FAGUNDES TELLES


Escritora paulista. Romancista e contista, registra os conflitos e personagens do Brasil urbano, de forma intimista e psicológica, particularmente das mulheres. Lygia Fagundes Telles (19/4/1923-) nasce na cidade de São Paulo. Em razão das freqüentes transferências do pai, promotor e delegado de polícia, mora em várias cidades do interior do estado. Aos 8 anos, volta a morar na capital paulista apenas com a mãe. Muda-se em seguida para o Rio de Janeiro e retorna a São Paulo cinco anos mais tarde, já adolescente. Por essa época, começa a interessar-se pela literatura. Publica seu primeiro livro de contos, Porões e Sobrados (1938), aos 15 anos, e recebe elogios da crítica. O segundo livro, Praia Viva (1944), faz sucesso editorial. Forma-se em direito e educação física, nessa década, e tenta exercer a advocaciaantes de se decidir pela dedicação integral à literatura. Casada com o jurista Goffredo Telles Júnior, tem um filho nos anos 50. Divorcia-se na década seguinte e casa-se novamente com o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Publica, entre outros livros, Ciranda de Pedra (1955), Verão no Aquário (1963), Jardim Selvagem (1965), Antes do Baile Verde (1970), As Meninas (1973) e Seminário dos Ratos (1977). Em 1985, torna-se a terceira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras. Dez anos depois, lança a coletânea de contos A Noite Escura e Mais Eu. Entre suas inúmeras premiações, estão o Prêmio Internacional de Contos Estrangeiros em Cannes, França, 1969, para Antes do Baile Verde, e prêmios Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras, Jabuti da Câmara Brasileira do Livro e Ficção da Associação Paulista de Críticos de Arte para As Meninas. Em 2001, ganha o Prêmio Jabuti, na categoria ficção, com o livro de contos Invenção e Memória. No mesmo ano recebe o título de doutora honoris causa da Universidade de Brasília (UnB). Seu mais recente trabalho é Durante Aquele Estranho Chá, publicado em 2002.


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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

MACHADO DE ASSIS


Escritor fluminense. É considerado o maior nome da literatura brasileira do século XIX. Joaquim Maria Machado de Assis (21/6/1839 - 29/9/1908) nasce na cidade do Rio de Janeiro em família pobre. Passa a infância no morro do Livramento e, órfão de mãe, é criado pela madrasta. Freqüenta o curso primário em uma escola pública e aprende francês e latim com um padre amigo da família. Trabalha como aprendiz de tipógrafo, revisor e funcionário público. Aos 16 anos publica o primeiro poema, Ela, na revista Marmota Fluminense. A partir de 1858 colabora em órgãos de imprensa. É um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1896, e, no ano seguinte, torna-se seu primeiro presidente. Sua obra de romancista costuma ser dividida em duas fases. A primeira é marcada pela presença de características românticas na apresentação dos personagens. Desse período são Ressurreição (1872), seu livro de estréia, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878). À segunda fase pertencem Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908). Nessas obras transparece o interesse pela análise psicológica dos personagens, uma característica do movimento realista. Entre seus contos se destacam Missa do Galo, O Espelho e O Alienista. Escreve ainda poemas, crônicas, peças de teatro, críticas teatrais e literárias. Morre de câncer em sua cidade natal.



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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

MADRE TERESA DE CALCUTÁ


Religiosa indiana de origem albanesa (27/8/1910-5/9/1997). Prêmio Nobel da Paz de 1979 pelo trabalho de solidariedade para com os pobres e doentes, foi chamada em vida de a "santa dos desamparados". Nasce em Skopje, hoje capital da Macedônia, filha de um próspero comerciante albanês, com o nome Agnes Gonxha Bojaxhiu. Aos 18 anos faz a opção pela vida religiosa e vai para a Índia, onde leciona durante 16 anos em um colégio religioso para moças ricas. Em 1944 muda-se para Calcutá e passa a dar assistência a pobres e doentes, dizendo obedecer a um chamado de Deus. Em 1949 funda a Ordem das Missionárias da Caridade. Sob sua orientação, a ordem constrói uma colônia para leprosos perto de Asansol, na Índia, que recebe o nome de Shantinagar (Cidade da Paz). Suas obras sociais se multiplicam pelo mundo todo, e hoje a ordem mantém missões em 111 países, entre eles o Brasil. Em 1979, Madre Teresa ganha o Prêmio Nobel da Paz em reconhecimento a seu trabalho. Recebe críticas em vida por não se importar com a origem do dinheiro arrecadado para financiar sua cruzada, aceitando doações de pessoas como Jean-Claude Duvalier, ex-ditador do Haiti. Mesmo doente, trabalha até morrer, de ataque cardíaco, em Calcutá, aos 87 anos.



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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

MÃE MENININHA DO GANTOIS

Mãe-de-santo (Ialorixá, na língua ioruba) baiana. Comanda durante 64 anos o mais importante terreiro de candomblé do Brasil. Maria Escolástica da Conceição Nazaré (10/2/1894 - 13/8/1986) nasce em Salvador. Sua família pertence a uma linhagem com raízes em Abeukutá, na Nigéria, de onde veio sua avó, fundadora do terreiro da nação Ketu na fazenda dos franceses Gantois. É iniciada no candomblé por sua tia Pulquéria e em 1922, aos 28 anos, é designada para suceder a mãe, Maria dos Prazeres, no comando do terreiro. Casa-se com o advogado descendente de ingleses Álvaro McDowell de Oliveira, que morreria em 1949, com quem tem duas filhas. Com ele deixa Salvador por apenas duas vezes, em visita ao Rio de Janeiro. Menininha enfrenta a proibição da realização dos cultos aos orixás de candomblé no Brasil e, em seus 92 anos de vida dedicados à religião, torna-se personagem respeitada e atuante na vida política e social do Brasil, chegando a ser confidente de muitos políticos e artistas, entre eles Getúlio Vargas, João Goulart, Adhemar de Barros, Antônio Carlos Magalhães, Paulo Maluf, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Jamelão, Jorge Amado. Morre de peritonite aguda em Salvador.



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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

MAGDALENA TAGLIAFERRO


Pianista fluminense. Intérprete e professora de piano consagrada no Brasil e no exterior. Magdalena Maria Yvonne Tagliaferro (19/1/1894-9/9/1986) nasce em Petrópolis, filha de pais franceses. Começa a estudar piano aos 5 anos de idade com o pai. Aos 9 estréia em público, na cidade de São Paulo. Quando o pai adoece, muda-se com a família para a França, onde ingressa no Conservatório de Paris. Aos 13 anos e em menos de um ano de estudo, Magda - como fica conhecida - obtém a medalha de ouro da instituição, onde mais tarde é nomeada professora catedrática pelo governo francês. A partir daí tem início suas turnês internacionais, com renomadas orquestras. Recebe, em 1928, a Legião de Honra da França. Em 1940 vai para os Estados Unidos e apresenta-se no Carnegie Hall, em Nova York. Ao ouvir um empresário norte-americano dizer que poderia "vendê-la", frustra-se com a idéia de uma carreira nos EUA e volta ao Brasil. Ainda na década de 40, além de concertista, se torna conhecida por seus cursos de interpretação promovidos em diversas capitais do país. Em 1949 retorna à Europa. Funda a Escola Magdalena Tagliaferro em Paris e, posteriormente, em São Paulo (1969). Na capital francesa cria o Concurso Internacional de Piano, que também leva seu nome. Entre seus principais discos destacam-se gravações com a orquestra Lamoureux. É condecorada pelo governo brasileiro, em 1972, com a Ordem de Rio Branco. Casa-se e separa-se duas vezes, mas não tem filhos. Em 1985, quase completamente cega, faz sua última apresentação no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.



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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

MAGIC JOHNSON


Jogador norte-americano de basquetebol (8/8/1959-), considerado um dos maiores do século. Nascido em Lansing, Michigan, Earvin Johnson Junior ganha o apelido de Magic no curso secundário, quando dá os primeiros shows de habilidade. Monopoliza a bola e, com passes precisos, deixa os companheiros livres. Começa a jogar como profissional em 1979 no Los Angeles Lakers, sagrando-se campeão da NBA, a liga profissional de basquete norte-americana, em 1980, 1982, 1985, 1987 e 1988. Em 1991, anuncia ser portador do vírus da Aids e pára de jogar. No ano seguinte, volta ao esporte, participa das Olimpíadas de Barcelona e ganha a medalha de ouro para os Estados Unidos (EUA), participando do Dream Team. Decide abandonar o basquete porque muitos jogadores temem o contágio em quadra e, em outubro de 1992, faz a última partida. Em 1993, publica a autobiografia Minha Vida e forma o Magic's All Stars, time com que se exibe pelo mundo. Em fevereiro de 1995, viaja para o Rio de Janeiro e participa, com o All Stars, do Festival Olímpico de Verão;em julho, recusa o convite do Los Angeles Lakers para voltar a jogar na NBA. Retorna ao Brasil em 1997, onde realiza cinco amistosos com a finalidade de captar recursos para diversas instituições assistenciais. Em 1998 anuncia sua intenção de promover o lutador de boxe Mike Tyson, mas isso não se concretiza. Atualmente, preside a Johnson Development Corporation, instituição que tem ajudado a recuperar áreas urbanas decadentes nos Estados Unidos,fomentando negócios e empregos nessas regiões.


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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

MAHATMA GANDHI


Líder pacifista indiano, cognominado de o Mahatma (a Grande Alma) (2/10/1869-30/1/1948). Mohandas Karamchand Gandhi nasce em Porbandar, em uma família da casta dos vaisya (comerciantes). Sua religião era o hinduísmo. Em 1888 vai para Londres estudar direito e, em 1891, volta à Índia, então sob o domínio da Inglaterra. Por dois anos trabalha como advogado na Índia. Em 1893 muda-se para a África do Sul, também possessão britânica e com forte presença da comunidade indiana, onde se torna um advogado bem-sucedido. Ali dá início a um movimento pacifista em defesa da colônia indiana, submetida a um racismo que as instituições britânicas tendiam a legalizar. Retorna à Índia em 1914 e começa a difundir suas idéias: condena a colaboração com o domínio britânico e prega a resistência pacífica, ou seja, a não-violência como forma de luta. Em 1930, seguido por milhares de pessoas, lidera a Marcha para o Mar: uma caminhada de mais de 320 quilômetros para protestar contra os impostos britânicos sobre o sal. Até 1942, é preso diversas vezes por liderar campanhas de desobediência civil, que incluem o boicote aos produtos britânicos e a recusa ao pagamento de impostos. Em 1947 é proclamada a independência da Índia. Gandhi tenta evitar a luta entre hindus e muçulmanos, que estabelecem um Estado separado, o Paquistão. Ao aceitar a divisão do país, atrai o ódio dos nacionalistas hindus. Um deles o mata a tiros no ano seguinte, em Délhi.


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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

MALBA TAHAN

Escritor e professor de matemática fluminense (1895-1974). Seu nome verdadeiro é Júlio César de Melo e Souza. Por meio de seus romances, torna-se um dos maiores incentivadores do estudo da matemática no país. Formado pela Escola Nacional de Engenharia, trabalha como professor de matemática no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Em 1947 funda as revistas de recreação matemática Al-Karisme e Damião. Além de obras didáticas, dedica-se à literatura e escreve mais de cem livros. O romance O Homem Que Calculava, de 1938, dá-lhe notoriedade. Passada no Oriente, a história mostra aspectos curiosos do mundo da matemática. Em julho de 1997, 23 anos após a morte do autor, o livro aparece em nono lugar na lista de obras de ficção mais vendidas do jornal Folha de S.Paulo. Com a fama, obtém do presidente Getúlio Vargas autorização especial para usar dois nomes na carteira de identidade, o verdadeiro e o pseudônimo. Outras obras suas são os livros de contos Lendas do Oásis (1933) e O Livro de Aladim (1943) e o romance O Aviso da Morte (1948). Morre no Recife.



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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

MAN RAY


Fotógrafo e pintor norte-americano (27/8/1890-18/11/1976). Um dos principais nomes do movimento de vanguarda da década de 20, responsável por inovações artísticas na fotografia. Nasce Emanuel Rabinovitch, em Filadélfia, e ainda na infância se muda para Nova York. Estuda arquitetura, engenharia e artes plásticas e se inicia na pintura ainda jovem. Em 1915 conhece o pintor francês Marcel Duchamp, com quem funda o grupo dadá nova-iorquino. Em 1921 muda-se para Paris e entra em contato com o movimento surrealista na pintura. Passa a trabalhar como fotógrafo para financiar a pintura e, com a nova atividade, desenvolve a sua arte, a raiografia, ou fotograma. São imagens abstratas, obtidas sem o auxílio da câmera, mas com a exposição à luz de objetos previamente arrumados sobre o papel fotográfico. Produz filmes surrealistas para o cinema, como L''Étoile de Mer (1928), com o auxílio de uma técnica chamada solarização, pela qual inverte parcialmente os tons da fotografia. Para explorar as possibilidades expressivas da fotografia, muda-se para a Califórnia em 1940, onde dá aulas sobre o tema. Seis anos depois, retorna à França. Em 1963 publica a autobiografia Auto-Retrato. Morre em Paris.



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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

MANABU MABE


Pintor japonês naturalizado brasileiro (14/9/1924-22/9/1997). Pioneiro do abstracionismo no Brasil. Nasce na cidade de Shiranu, Oto, Kumamoto. Em 1934 chega ao Brasil com a família a bordo do navio La Plata Maru para trabalhar nas lavouras de café de Lins, interior de São Paulo. Tem uma infância pobre, adaptando um ateliê no meio da lavoura para pintar naturezas-mortas e paisagens. Consegue realizar a primeira exposição individual em São Paulo (1948), na qual mescla a caligrafia oriental com a pintura feita com manchas. No ano seguinte participa do Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Casa-se com Yoshino em 1951 e tem três filhos. Ganha o prêmio de pintura na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). Em 1956 participa da Bienal de Arte do Japão e, em 1959, obtém o prêmio de melhor pintor nacional da 5ª Bienal de São Paulo e o de destaque internacional na Bienal de Paris. Realiza em 1986 uma retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo (Masp) e lança um livro com 156 reproduções de seu trabalho com textos em português, inglês e japonês. Escreve, em 1995, a autobiografia Chove no Cafezal, em japonês, cujo texto original foi publicado em capítulos semanais no jornal Nihon Keizai Shinbum, de Kumamoto, sua região natal. Em 1996 viaja ao Japão para uma grande mostra retrospectiva de sua obra. Diabético, morre em São Paulo por complicações decorrentes de um transplante de rim.


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Segunda-feira, 18 DE Fevereiro DE 2008

MANÉ GARRINCHA

Jogador de futebol fluminense. Um dos maiores jogadores da história do esporte no país. Manuel Francisco dos Santos (28/10/1933-20/1/1983) nasce em Pau Grande e desde criança se destaca em peladas de futebol, sempre como ponta-direita. Aos 19 anos começa a jogar no Botafogo carioca. Apesar das pernas tortas, faz dribles rápidos e desconcertantes que se tornam sua característica mais marcante. Suas atuações geniais o transformam em mito e dão origem a histórias peculiares, quase sempre sem confirmação, como a de que chamava de João todos os zagueiros encarregados de marcá-lo. Em 1955 é convocado para a seleção brasileira e participa da conquista das Copas da Suécia, em 1958 (na qual é eleito o melhor ponta-direita da competição), e do Chile (1962). Joga na Copa da Inglaterra (1966), em que o Brasil não consegue chegar à final. Disputa ao todo 60 partidas pela seleção, marcando 17 gols. Sua decisão de se separar da mulher, para viver com a cantora Elza Soares, causa escândalo na sociedade brasileira da época. Nos anos 70, sua carreira entra em fase de decadência, joga amistosos com equipes pequenas do Brasil e do exterior. Sua carreira é prejudicada pelo alcoolismo, por sucessivas contusões nos joelhos e erros médicos que acabam por comprometer suas pernas. É homenageado em poesia (O Anjo de Pernas Tortas, de Vinicius de Moraes) e em filme (Garrincha, Alegria do Povo, 1963, de Joaquim Pedro de Andrade). Em 1995, o jornalista Ruy Castro escreve sua biografia, Estrela Solitária. Morre no Rio de Janeiro.



publicado por LUCIANO às 05:10

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