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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO ALFREDO

Político e jurista pernambucano. É um dos principais articuladores da abolição da escravatura no Brasil. João Alfredo Correia de Oliveira (12/12/1835-6/3/1919) nasce no município de Goiana. Forma-se em direito pela Faculdade do Recife em 1858. Dentro da carreira jurídica ocupa os cargos de delegado de polícia, promotor público, juiz municipal e de Direito. Ingressa na política como deputado provincial e logo chega a deputado-geral. Em 1869 passa a ser presidente da província do Pará. No ano seguinte chega ao posto de ministro do Império em duas pastas, a da Agricultura e a de Obras Públicas. Trabalha por reformas educacionais, defendendo a obrigatoriedade do curso primário e a criação de colégios profissionalizantes e bibliotecas. É um dos responsáveis pela elaboração da Lei do Ventre Livre, de 1871, que concede alforria aos filhos de escravos. Torna-se, em 1885, presidente da província de São Paulo e a chefia por um ano. Elege-se senador em 1877. Nomeado em 1888 pela princesa Isabel presidente do Conselho de ministros, participa de todo o processo político e legislativo da aprovação da Lei Áurea, que liberta os escravos. Durante o período republicano preside o Banco do Brasil. Morre no Rio de Janeiro.



publicado por LUCIANO às 18:44
Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO CABRAL DE MELO NETO

Poeta pernambucano. Considerado um dos nomes mais importantes da literatura brasileira. João Cabral de Melo Neto (6/1/1920 - 9/10/1999), nasce no Recife e estuda direito, ingressando a seguir na carreira diplomática. Em 1942 publica seu primeiro livro, Pedra do Sono, no qual já revela seu estilo de construção dos versos com extremo rigor formal. O primeiro posto no exterior, em Barcelona, na Espanha, para onde vai em 1945, interfere em sua escrita poética ao aproximá-lo do realismo espanhol. Como diplomata, serve mais de seis vezes nesse país, além de viver nos Estados Unidos e em outras nações da Europa e da Ásia. A partir do poema O Cão sem Plumas (1950), passa a escrever sobre temas sociais, como acontece com diversos escritores brasileiros durante as décadas de 50 e 60. Sua poesia reflete as raízes populares das quadras, das trovas e da literatura de cordel. Sua obra mais conhecida é Morte e Vida Severina (1967), adaptada em 1968 para o teatro, com músicas de Chico Buarque de Holanda, e outras vezes para a televisão. Aposenta-se do Itamaraty em 1990, ano do lançamento de Sevilha Andando. Em 1992 começa a sofrer de cegueira progressiva, doença que o impede de ler e o leva à depressão. Lança o livro João Cabral de Melo Neto – Obra Completa dois anos depois. Morre de parada cardíaca no Rio de Janeiro.



publicado por LUCIANO às 18:42
Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO CAETANO

Ator e empresário teatral fluminense. Considerado o primeiro teórico da arte dramática brasileira, é responsável pela profissionalização do teatro no país. João Caetano dos Santos (27/1/1808 - 24/8/1863) nasce no Rio de Janeiro e estréia como ator em 1831. Especializa-se em papéis dramáticos, encenando peças de dramaturgos europeus, como William Shakespeare e Alexandre Dumas. Em 1833 funda a própria companhia teatral em associação com a bailarina e atriz Estela Sezefreda, com quem se casa em 1845. Com a montagem de Antonio José, ou o Poeta e a Inquisição (1838), de Gonçalves de Magalhães, introduz temas brasileiros no teatro desenvolvido no país. Sua companhia rompe com a tradição então predominante, totalmente influenciada pela dramaturgia portuguesa, ao encenar autores nacionais. Ela também revoluciona a representação dramática ao colocar no palco apenas atores brasileiros, uma prática incomum na época. Nos livros Reflexões Dramáticas (1837) e Lições Dramáticas (1861), João Caetano apresenta seu ideário estético do teatro: a substituição dos "vícios declamatórios do estilo lusitano por um estilo de representar mais simples e verdadeiro". Morre no Rio de Janeiro.



publicado por LUCIANO às 18:40
Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO CALVINO


Religioso francês (10/7/1509-27/5/1564). Principal teórico da Reforma Protestante do século XVI, ao lado do alemão Martinho Lutero. Nasce em Noyon, filho de um secretário do bispado da cidade. Estuda latim, filosofia e dialética a partir de 1523 e forma-se em direito pela Universidade de Paris. Em 1532 marca sua adesão à Reforma Protestante com a obra Dois Livros sobre a Clemência ao Imperador Nero. Em 1535, aos 26 anos, é reconhecido como chefe do protestantismo francês. Muda-se para Genebra, na Suíça, para disseminar o novo credo, mas é perseguido pelas autoridades católicas e obrigado a refugiar-se em Estrasburgo – território francês. Três anos depois, volta a Genebra e organiza uma nova Igreja, com pastores escolhidos pelos fiéis. Funda também o Colégio de Genebra, que se torna um dos centros universitários mais importantes da Europa. Sua doutrina é conhecida como calvinismo e diferencia-se do luteranismo na noção de predestinação: para Calvino, a salvação é uma escolha divina, cabendo ao homem cooperar com a vontade de Deus, qualquer que seja ela. De ideologia ascética e puritana, ele inspira, mais tarde, a religião presbiteriana. Morre em Genebra.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO CÂNDIDO


Militar gaúcho. É conhecido como o líder da Revolta da Chibata. João Cândido Felisberto (1880 - 6/12/1969) nasce em Encruzilhada e alista-se na Marinha com 13 anos. Em novembro de 1910 serve como marinheiro no encouraçado Minas Gerais, que parte com destino ao Rio de Janeiro. Durante a viagem, um de seus companheiros, Marcelino Rodrigues Menezes, recebe o castigo de 25 chibatadas por desacatar ordens superiores. Embora fosse regra da Marinha usar a chibata para esse tipo de infração, o episódio provoca indignação da tripulação e detona o movimento. O comandante do Minas Gerais é morto pelos militares e os oficiais abandonam a embarcação. Tripulações de outros navios também se rebelam e ameaçam bombardear o Rio de Janeiro. Além da abolição dos castigos corporais, os marinheiros exigem aumento de salário e redução da jornada de trabalho e pedem também a anistia dos revoltosos, que estava em discussão no Congresso. A rebelião termina com o compromisso do governo de acabar com a chibata na Marinha e de conceder anistia. Pouco tempo depois, a eclosão de um novo levante entre os marinheiros, agora no quartel da ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, é reprimida pelas autoridades. Apesar de se declarar contra a manifestação, João Cândido é expulso da Marinha, sob a acusação de ter favorecido os rebeldes. Na década de 30, participa da Ação Integralista Brasileira, mas termina se desiludindo com o movimento, por considerar que falta uma liderança forte. Sua vida pessoal é profundamente abalada em 1928 pelo suicídio de sua segunda mulher. Morre no Rio de Janeiro, aos 89 anos.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO CARLOS MARINHO

Escritor e advogado carioca. João Carlos Marinho Homem de Mello (25/9/1935-) nasce no Rio de Janeiro, então distrito federal, e aos 5 anos muda-se com a família para Santos, em São Paulo, onde o pai trabalha com corretagem de café. Dos 10 aos 13 anos, estuda no internato do Colégio Mackenzie, em São Paulo, e em seguida passa a viver na cidade com os avós maternos. Faz o colégio em Lausanne, na Suíça, de onde retorna com 20 anos. Em 1961, forma-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Como advogado, representa vários sindicatos de Guarulhos, até perder o emprego em 1964, após o golpe militar. Abre escritório próprio e especializa-se na área trabalhista. Publica em 1969 seu primeiro livro, O Gênio do Crime. Apaixonado por Monteiro Lobato desde a infância, escreve uma série de dez livros protagonizada também por um mesmo grupo de personagens, "a turma do gordo". Em 1982, ganha o Prêmio Jabuti com Sangue Fresco. Além de dedicar-se à literatura infantil, assina os romances O Professor Albuquerque e a Vida Eterna (1973) e Pedro Soldador (1976); os contos Pai Mental e Outras Estórias (1983); e o livro de poesias Anjo de Camisola (1988).





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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO DA CRUZ E SOUSA


Poeta simbolista catarinense (24/11/1861-19/3/1898). João da Cruz e Souza nasce em Desterro, atual Florianópolis, filho de escravos libertos. É criado e educado pelos ex-senhores de seus pais até 1870. Termina o estudo secundário e, após a morte de seus protetores, trabalha como professor em Florianópolis, onde publica várias crônicas abolicionistas e suas primeiras poesias em jornais locais. Durante muitos anos redige o jornal Tribuna Popular, no qual combate a escravidão e o preconceito racial. Em 1885 lança o primeiro livro, Tropos e Fantasias. Cinco anos depois se muda para o Rio de Janeiro, onde começa a trabalhar na Estrada de Ferro Central e a colaborar no jornal Folha Popular. Sua poesia, de grande musicalidade, é marcada pela sublimação do amor e pelo sofrimento com o racismo, a pobreza e a doença. Com o livro Broquéis (1893) dá início ao simbolismo no Brasil. Escreve também Missal (1893), Evocações (1898), Faróis (1900) e Últimos Sonetos (1905), publicação póstuma, em que trata a morte como única forma de alcançar a liberação dos sentidos. Morre pobre, de tuberculose, na cidade de Sítio (MG).



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO DE DEUS NASCIMENTO


Alfaiate baiano. Um dos líderes da Conjuração Baiana, também conhecida como Revolta dos Alfaiates. João de Deus Nascimento (1761?-1799) nasce em Salvador, filho de mulata alforriada e português. Casa-se cedo e torna-se pai de cinco filhos. Inconformado com a situação de miséria da colônia, em meados da década de 1790, começa a participar de reuniões secretas, juntamente com estudantes, comerciantes, proprietários, intelectuais, soldados, artesãos e funcionários. Toma conhecimento da Revolução Francesa, discute os ideais liberais e sua possível aplicação no Brasil. É preso em 1798, após o aparecimento de folhetos clandestinos em Salvador anunciando a declaração da "República Bahinense" e conclamando a população da cidade a defendê-la. Acusado de ser um dos autores dos textos anônimos, finge demência nos dois primeiros interrogatórios. Examinado por médicos que constatam o embuste, decide negar seu envolvimento com os rebeldes. Mas, em 11 de setembro, segundo declaração registrada nos autos do processo, confessa "ter entrado no projeto, em que se tentava levantar uma revolução nesta cidade". Condenado à morte por enforcamento, seu corpo é repartido em pedaços e exposto em praça pública.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO DO PULO


Atleta paulista. Recordista mundial de salto triplo. João Carlos de Oliveira (28/5/1954 - 29/5/1999) nasce em Pindamonhangaba, em família pobre. Em 1969 entra para o Exército e segue carreira por 14 anos. Começa a treinar aos 17, idade considerada avançada para um atleta. Em 1973 é campeão paulista e do Troféu Brasil e ainda medalha de ouro no Sul-Americano Juvenil, em Assunção (Paraguai). Treina no São Paulo Futebol Clube e no Clube Pinheiros. É o primeiro atleta negro a competir por esse clube. Em 1975, já na categoria adulto, bate o recorde mundial de salto triplo nos Jogos Pan-Americanos do México, com a marca de 17,89 metros, feito só superado dez anos depois pelo norte-americano Willie Banks. Ganha medalha de bronze nas Olimpíadas de Montreal (Canadá, 1976) e nas de Moscou (1980). Em dezembro de 1981, no auge da carreira, sofre um acidente de carro, na via Anhangüera, entre São Paulo e Campinas, e tem de amputar a perna direita 10 centímetros abaixo do joelho. Em 1986 elege-se deputado estadual pelo Partido da Frente Liberal. Reelege-se em 1990, fracassando em outras tentativas. Não obtém sucesso em seus negócios, uma transportadora e uma padaria. Sofre crises de depressão. Em abril de 1999 é internado com cirrose hepática e hepatite B e C. Morre aos 45 anos em São Paulo.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

PAPA JOÃO PAULO II


É o 264º papa da Igreja Católica (18/5/1920-2/4/2005). Primeiro papa polonês e o primeiro não italiano desde 1523. Karol Wojtyla nasce em Wadowice e entra para o Seminário Maior de Cracóvia aos 22 anos. Ordena-se sacerdote em 1946 e enfrenta a oposição do governo comunista de seu país à Igreja. Em 1962, é nomeado arcebispo de Cracóvia e, cinco anos depois, cardeal. Participa do Concílio Vaticano II entre 1962 e 1965, e ganha notoriedade no meio eclesiástico por suas observações sobre filosofia e teologia. Eleito papa em 1978, adota o nome de João Paulo II. Revela-se contra a Teologia da Libertação e a favor de uma moral sexual restauradora da identidade católica, sob crescente secularização. Em seus pronunciamentos condena, sistematicamente, o divórcio, o aborto e os métodos de contracepção. Em 1981, é baleado pelo extremista turco Mehemet Ali Agca, na praça de São Pedro, no Vaticano. Visita o Brasil três vezes, em 1980, 1991 e 1997. Na última vez, permanece quatro dias no país e participa do II Encontro com as Famílias, realizado no Rio de Janeiro. A missa campal celebrada por ele no aterro do Flamengo atrai, aproximadamente, 2 milhões de pessoas. No ano 2000, visita Israel e beija o solo do país. Sua passagem pela região é totalmente diferente da última visita do então papa Paulo VI, em 1964. Na "terra santa", João Paulo II expressa sua desaprovação às ações cometidas durante séculos contra o povo judeu. Nos últimos anos, João Paulo tem estado com a saúde cada vez mais debilitada, com dificuldades para cumprir a agenda de viagens e celebrar missas. Em 2002 enfrenta a crise na Igreja Católica criada por inúmeras denúncias de abusos sexuais praticados por padres. Durante visita à Polônia, circulam rumores sobre sua renúncia. João Paulo, porém, avisa que cumprirá o pontificado até o fim de sua vida. Em 2003, o Vaticano confirma oficialmente que o Papa sofre de mal de Parkinson, depois de anos de desmentidos, e o próprio João Paulo afirma que estaria chegando o dia em que se apresentaria perante Deus. Em outubro do mesmo ano, católicos de todo o mundo comemoram o jubileu dos 25 anos de seu pontificado. Falece em 2 de abril de 2005.



publicado por LUCIANO às 13:15
Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO FERNANDES VIEIRA


Senhor de engenho português. Um dos líderes da Insurreição Pernambucana de 1645, que põe fim ao domínio holandês em Pernambuco. João Fernandes Vieira (1613-1681) nasce em Funchal, na Ilha da Madeira. Filho de família humilde, vem para o Brasil aos 10 anos. Consegue emprego no comércio de Olinda (PE), onde fixa residência. Enriquece e torna-se um poderoso fazendeiro. Em 1630, nos primeiros dias de invasão holandesa, apresenta-se como voluntário na defesa do forte de São Jorge. Participa ativamente da insurreição como membro da facção radical. Usa sua fortuna pessoal para comprar armas e munições. Recruta tropas e derrota os holandeses no monte das Tabocas e na Casa do Forte, junto com André Vidal de Negreiros. Em 1645 chega a ser aclamado governador pelos revoltosos. Tem destaque também nas duas batalhas dos Guararapes (1648 e 1649). Vitorioso, envia a dom João IV, em Lisboa, notícias sobre os acontecimentos. Aproveita a oportunidade para pedir ao rei remuneração para os soldados e títulos e recompensas para si próprio. É nomeado governador da Paraíba (1655-1657) e capitão-general de Angola (1658-1661). Em 1672 torna-se administrador e superintendente das fortificações do Nordeste, de Pernambuco até o Ceará. Morre no Recife aos 68 anos. A ele é atribuído um vibrante discurso sobre a cidadania, no qual aparece pela primeira vez a palavra pátria.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO FIGUEIREDO

Militar fluminense. Quinto presidente da República depois do golpe militar de 1964, governa de 1979 a 1985. João Baptista de Oliveira Figueiredo (15/1/1918 - 24/12/1999) nasce na cidade do Rio de Janeiro, filho de Euclides Figueiredo, militar e ex-deputado da União Democrática Nacional (UDN), membro da Constituinte de 1946. É o primeiro da turma de 1937, na Escola Militar do Realengo, no Rio, e na formatura recebe o espadim das mãos do próprio Getúlio Vargas, de quem seu pai era opositor ferrenho desde 1930. Quando da deposição de Washington Luís pela Revolução de 1930, Euclides luta ao lado do presidente deposto e chega a ser preso por Getúlio. O filho participa do golpe militar de 1964 e, após a vitória, passa a chefiar a seção do Rio de Janeiro do recém-criado Serviço Nacional de Informações (SNI). Promovido a general, em 1969 chefia o gabinete militar no governo Médici. Em 1974 assume a chefia-geral do SNI em Brasília. É promovido a general-de-exército e aprovado pelo Congresso Nacional como presidente da República no ano de 1978. Último presidente do Regime Militar de 1964, assume em março de 1979 e seu governo marca o início da transição para a democracia, que ele anuncia já no discurso de posse. Em virtude do aumento crescente da oposição civil, acelera a abertura política ao sancionar a Lei da Anistia e ao restaurar o pluripartidarismo (1979). Em 1980 recorre ao Exército para encerrar uma greve de 41 dias dos metalúrgicos do ABC paulista. Sofre um infarto em 1981 e viaja aos Estados Unidos para exames. Marcam sua passagem pela Presidência a explosão de duas bombas por militares num automóvel no Riocentro, os escândalos econômicos envolvendo o grupo Coroa-Brastel (1981) e a empresa Delfim (1982), além de problemas como o crescimento da inflação e da dívida externa. Em 1995 submete-se à cirurgia da artéria aorta. No mesmo ano se torna renal crônico. Morre no Rio de Janeiro, de insuficiência renal e cardíaca.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO FILGUEIRAS LIMA


Arquiteto fluminense. Um dos mais consagrados representantes da arquitetura moderna no Brasil.João da Gama Filgueiras Lima (10/1/1932-), também conhecido como Lelé, nasce na cidade do Rio de Janeiro. Na juventude estuda piano e flauta e toca acordeão em uma banda. Com aptidão para o desenho, entra para a Escola de Belas-Artes do Rio de Janeiro em 1951. Na faculdade, conhece Oscar Niemeyer e é o primeiro arquiteto convidado por ele para trabalhar na concepção de Brasília, em 1957. Casa-se em 1960. Durante a construção da Universidade de Brasília, em 1962, viaja para o Leste Europeu, onde toma contato com obras pré-fabricadas eficientes e de baixo custo. Já nessa época, começa a direcionar sua arquitetura para a busca de soluções de problemas econômicos e sociais, o que viria a ser a marca registrada de seu trabalho. Professor da engenharia da recém-criada Universidade de Brasília, é demitido em 1965 por causa de suas posições políticas. Desenvolve a técnica da argamassa armada, material formado por cimento, areia e ferro que diminui o custo de uma obra em até 40% em relação às construções realizadas pelo método convencional. No decorrer dos anos 70 e 80, utiliza o princípio na construção de hospitais, passarelas, escolas e outras obras públicas, no Rio e na Bahia, onde, entre 1986 e 1988, ergue mais de 80 edificações. Em 1991 coordena a construção de 5 mil Centros Integrados de Assistência à Criança (Ciacs) em todo o país, baseado no modelo que anteriormente implantara no estado do Rio de Janeiro. Especializa-se na construção de hospitais, entre as quais se destacam as unidades para recuperação locomotora da rede Sarah Kubitschek. São edifícios que fogem à verticalização e têm jardins para banho de sol, sistema de ventilação que despreza o ar condicionado e cores vivas. "Hoje, quem quiser projetar um hospital atualizado tem, antes, de conversar com Lelé", diz Oscar Niemeyer. É homenageado na 4ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo em 1999. Em 2000 é escolhido para ser um dos representantes oficiais brasileiros na 7a Bienal de Arquitetura de Veneza, na Itália, ao lado do colega Paulo Mendes da Rocha. É também ganhador de um Grande Prêmio Latino-Americano da Bienal de Buenos Aires.





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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO GILBERTO


Cantor e violonista baiano. É considerado o criador da bossa-nova e seu principal intérprete. João Gilberto do Prado Pereira de A Oliveira (10/6/1931-) nasce em Juazeiro. Começa a carreira como cantor de casas noturnas em Salvador e vai para o Rio de Janeiro em 1949. Torna-se vocalista do conjunto Garotos da Lua e apresenta-se na boate Plaza, reduto de músicos inovadores. Depois de deixar o conjunto, é contratado pela CBS como violonista para acompanhar gravações. Participa, em 1958, das faixas Chega de Saudade e Outra Vez (ambas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes), do LP Canção do Amor Demais, de Elizeth Cardoso, em que introduz a harmonização e a batida no violão características da bossa-nova. No mesmo ano grava Chega de Saudade, no qual mostra seu estilo intimista de cantar, seguida de Desafinado (de Tom Jobim e Newton Mendonça), música considerada clássica, num descontraído tom de paquera, típico dos bares cariocas nos quais nasce a bossa-nova, e que responde à maior crítica feita a ele: a de não ser afinado vocalmente. Em 1959, lança seu primeiro disco long-play, Chega de Saudade. Em 1962, participa do Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York, e ganha prestígio internacional. Dois anos depois lança Getz/Gilberto, gravado com Stan Getz nos Estados Unidos. O disco rende a ele seis Grammy, o mais cobiçado prêmio musical norte-americano. Lança em 1994 o disco Eu Sei Que Vou Te Amar e, em 2000, João a Voz e o Violão. Apresenta-se freqüentemente na Europa e no Japão. Em 2001, ganha mais um Grammy na categoria "melhor álbum de world music" por seu último disco, João Voz e Violão. No mesmo ano, apresenta-se no Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, ao lado de outros importantes nomes da música brasileira como Milton Nascimento e Gilberto Gil, voltando ao festival suíço em 2003.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO GOULART

Político gaúcho. Vice-presidente de Juscelino Kubitschek e de Jânio Quadros e presidente da República entre 1961 a 1964, quando é deposto por um golpe militar. João Belchior Marques Goulart (1/3/1918 - 6/12/1976), também conhecido como Jango, nasce em São Borja, em 1919. Seu pai diminui essa data em um ano, quando o filho conclui o secundário com apenas 16 anos, idade insuficiente, na ocasião, para ser aceito em qualquer curso superior. Forma-se em direito aos 20 anos, em 1939. Ainda na faculdade conhece Manuel Antônio Vargas, ou Maneco, como era apelidado o filho de Getúlio Vargas. A amizade entre os dois se estreita quando termina o Estado Novo e o ex-presidente volta à cidade natal, a mesma São Borja. Começa a partir daí sua participação na política. Elege-se deputado federal à Constituinte em 1946, pelo Partido Trabalhista Brasileiro, o PTB de Vargas. Em 1950 coordena sua campanha à Presidência. Ocupa o Ministério do Trabalho de Vargas entre 1953 e 1954. Nos anos seguintes é eleito vice-presidente da República nas chapas de Juscelino Kubitschek e de Jânio Quadros. Com a renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961, enfrenta resistências a sua posse. Após mobilização popular, liderada pelo governador gaúcho Leonel Brizola – de quem era cunhado –, assume o governo, de forma limitada pelo regime parlamentarista, em 7 de setembro de 1961. Adquire plenos poderes após plebiscito em 6/1/1963, que restabelece o regime presidencialista. Deflagra, então, um plano global de governo, em que pretende combater a inflação (índice de 52% em 1962) e realizar reformas de base, entre elas fiscal e agrária. O plano não atinge os resultados esperados, seu governo sofre forte pressão das centrais sindicais e perde também apoio parlamentar. É destituído pelo golpe militar de 31/3/1964. Cassado e exilado, morre na Argentina de ataque cardíaco.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO PEDRO STÉDILE


Economista gaúcho. É um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a mais importante organização de luta pela reforma agrária no Brasil.João Pedro Stédile (25/12/1953-) nasce em Lagoa Vermelha, no interior do Rio Grande do Sul, em uma família de imigrantes italianos. Aos 10 anos, vai para o seminário a pedido de sua mãe e faz o ginásio em um colégio de frades capuchinhos. Abandona a formação eclesiástica no segundo grau e, em 1972, muda-se para Porto Alegre para cursar economia na Pontifícia Universidade Católica (PUC). No ano seguinte, começa a trabalhar na Secretaria da Agricultura. Nessa época, filia-se ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bento Gonçalves e vincula-se à Comissão Pastoral da Terra, empenhada na reorganização das lutas camponesas. Com a atuação na pastoral, entra em contato com trabalhadores rurais sem-terra e participa da primeira ocupação de uma fazenda, em 1979, no Rio Grande do Sul. Stédile tem papel central na criação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), ocorrida em janeiro de 1984, durante o 1º Encontro Nacional dos Sem-Terra, que articula e unifica as várias reivindicações pela terra em curso no país. Desde então, as invasões de propriedades rurais - principal instrumento de pressão pela reforma agrária - já ultrapassam 1,5 mil. Stédile é um dos principais articuladores da organização das atividades do MST em âmbito nacional ao implantar uma estrutura que dá autonomia a seus diretores para solucionar questões regionais. Cria ainda a Associação Nacional de Cooperação Agrícola, encarregada das questões jurídicas do movimento. É de sua autoria o projeto que transforma o Pontal do Paranapanema, oeste de São Paulo, no centro das ações e decisões do MST. Em 1986, muda-se para São Paulo já como principal dirigente do MST. Escreve os livros Assentamentos: Uma Resposta Econômica da Reforma Agrária (1986), A Luta pela Terra no Brasil (1993), em parceria com Frei Sérgio Görgen eBrava Gente: A trajetória do MST e a luta pela terra no Brasil, junto com Bernardo Mançano Fernandes em 1999. Nesse mesmo ano, é indiciado pela Polícia Federal com base na Lei de Segurança Nacional depois de defender manifestação de sem-terra em uma rodovia de São Paulo. É casado com uma tradutora baiana, Joselita Maria Almeida, e tem quatro filhos. Em 2000, sua participação no programa Opinião Nacional, da TV Cultura, é censurada em cima da hora pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Andrea Matarazzo, e o programa não vai ao ar.





publicado por LUCIANO às 13:00
Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO PESSOA


Político paraibano. Seu assassinato, que tem motivo passional, é o estopim da Revolução de 1930. João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (24/1/1878 - 26/7/1930) nasce em Umbuzeiro e forma-se em direito. Por influência do tio, Epitácio Pessoa, em 1913 é nomeado auditor da Marinha. Em 1920 torna-se ministro do Supremo Tribunal Militar, elegendo-se presidente da Paraíba (equivalente a governador) em 1928. Dois anos mais tarde concorre a vice-presidente da República, na chapa liderada por Getúlio Vargas, mas perde a eleição, que se suspeita ter sido fraudada para favorecer o candidato da situação, Júlio Prestes. Em fevereiro de 1930, José Pereira Lima, chefe político de Princesa e correligionário de João Pessoa, rompe com ele e domina a cidade. Na ação repressiva, a polícia invade a casa de um aliado de Pereira Lima, João Dantas, e confisca a correspondência amorosa que o último mantém com uma moça da capital. As cartas são publicadas no jornal A União, órgão do governo do estado. Para se vingar, no dia 26 de julho Dantas mata João Pessoa a tiros numa confeitaria no Recife. O fato serve de pretexto para a revolução de 1930.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO RAMALHO


Aventureiro e colonizador português. Um dos primeiros europeus a se estabelecer no Brasil. João Ramalho (1493? - 1580) nasce provavelmente perto de Coimbra. A data de sua chegada ao Brasil é desconhecida, e a versão mais aceita sobre sua vinda é a de que tenha sido degredado pelas Ordenações Manuelinas. Teria deixado a esposa grávida em Portugal e aportado em São Vicente, onde se alia aos índios locais, guaianases, e se casa com Bartira, filha de Tibiriçá, chefe da tribo que dominava toda a bacia do Alto Tietê. Os jesuítas o encontram por volta de 1550, e sua vida é descrita pelo padre Manuel da Nóbrega como promíscua: "Tem muitas mulheres. Ele e seus filhos andam com as irmãs das esposas e têm filhos delas. Vão à guerra com os índios e suas festas são de índios e assim vivem andando nus como no costume indígena". João Ramalho é o guia de Martim Afonso de Sousa nas entradas de reconhecimento do Planalto de Piratininga e no contato com tribos indígenas da região. O trajeto ganha mais tarde o nome de Caminho do Mar ou Caminho do Padre José, em homenagem ao jesuíta José de Anchieta. Desempenha papel importante na formação de São Paulo, então povoado São Paulo de Piratininga. Auxilia os portugueses no combate aos índios tupiniquins e no trabalho de catequese e, pelos serviços prestados, recebe o título e os privilégios de capitão-mor.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃO UBALDO RIBEIRO


Escritor baiano. Um dos maiores romancistas do país, é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1993. João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro (23/1/1941-) nasce em Itaparica, na casa do avô materno. Primeiro de três filhos de um casal de advogados, faz os estudos básicos em Aracaju, Sergipe, e o grau secundário em Salvador. Em obediência ao pai, procura manter-se entre os primeiros da classe e ainda estuda francês e latim na adolescência. Forma-se em direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA) na mesma época que conclui o primeiro romance, Setembro Não Tem Sentido, de 1963. Em 1964, vai para os Estados Unidos (EUA) estudar ciência política na Universidade da Califórnia. Nos seis anos seguintes, dá aula da matéria na UFBA e escreve seu segundo romance, Sargento Getúlio, com o qual recebe o Prêmio Jabuti de Autor Revelação de 1972. Torna-se, a partir de então, um escritor conhecido. Em 1983, estréia uma coluna semanal no jornal O Globo e publica o livro infanto-juvenil Vida e Paixão de Pandomar, o Cruel. No mesmo ano, Sargento Getúlio chega ao cinema protagonizado por Lima Duarte. Em 1984, ganha novamente o Jabuti, pelo romance Viva o Povo Brasileiro. Em 1994, já consagrado pelo público e membro da ABL, passa a sofrer de depressão e desenvolve o alcoolismo, do qual só consegue livrar-se em 1998, ano em que publica Arte e Ciência de Roubar Galinhas e A Casa dos Budas Ditosos. Em 2001, Cacá Diegues dirige o filme Desu é Brasileiro, baseado no conto de Ribeiro, O Santo que não Acreditava em Deus. Em 2002, lança o livro Diário do Farol, sobre a dualidade entre o bem e o mal. Em 2003, A Casa dos Budas Ditosos ganha adaptação teatral de Domingos de Oliveira, com Fernanda Torres como a libertina que discorre sobre suas memórias sexuais.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

PAPA JOÃO XXIII


Religioso italiano (25/11/1881-3/6/1963). Conquista admiração durante seu curto pontificado (1958-1963), ao renovar a Igreja Católica com reformas implantadas após o Concílio Vaticano II. Angelo Giuseppe Roncalli nasce em Sotto il Monte e é ordenado padre em 1904. Serve na I Guerra Mundial (1914-1918) como capelão e, terminado o conflito, é nomeado diretor do Conselho Italiano da Obra da Propagação da Fé. Sagrado bispo em 1925, trabalha como representante papal em vários países. Durante a II Guerra Mundial (1939-1945), desempenha papel decisivo no resgate de judeus da Hungria. Passa a cardeal em 1953 e, com a morte de Pio XII, é eleito papa aos 77 anos. Renova a vida religiosa da Igreja, atualizando os ensinamentos, as normas de disciplina e encorajando a unificação dos cristãos. Escreve importantes encíclicas, entre elas Mater et Magistra (1961), na qual realça a importância do respeito à dignidade do indivíduo como base das instituições sociais; e Pacem in Terris (1963), em que pede a cooperação internacional para a paz e a justiça. Morre no Vaticano.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOÃOSINHO TRINTA


Artista plástico e cenógrafo maranhense. Um dos mais importantes carnavalescos da história nacional e maior detentor de títulos do Carnaval carioca. João Clemente Jorge Trinta (23/11/1933-) nasce em São Luís, quinto dos cinco filhos de uma operária viúva. Vive uma infância pobre e constrói seus próprios brinquedos, criando e descobrindo novos materiais. Na juventude, começa a estudar literatura teatral. Chega ao Rio de Janeiro em 1951 e, cinco anos depois, ingressa como bailarino no Teatro Municipal. Como tem pouca estatura para o balé, torna-se chefe de guarda-roupa e passa a atuar na cenografia e na montagem de óperas. Entra para a escola de samba Salgueiro e, em 1974, faz seu primeiro enredo, O Rei da França na Ilha da Assombração. Na época, os enredos deveriam tratar de temas nacionais, mas Joãosinho burla o regulamento com suas assombrações e cria figurinos quase surrealistas. Em 1975, dribla outra vez as regras com As Minas do Rei Salomão, transformando o Brasil em cenário da lenda. Seus enredos geram polêmica, mas dão duas vitórias ao Salgueiro. Muda-se para a Beija-Flor, escola então inexpressiva sediada em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Vence o carnaval de 1976 com o enredo Sonhar com o Rei Dá Leão, sobre o jogo do bicho. Ganha novamente com a Beija-Flor nos dois anos seguintes, completando cinco vitórias consecutivas. Adquire status de maior carnavalesco de todos os tempos, mas é criticado por exagerar na suntuosidade e por ter introduzido o gigantismo no Carnaval. Em 1989, abre o desfile da Beija-Flor com 800 mendigos e leva uma estátua do Cristo Redentor esfarrapado, coberta por sacos de lixo que é vetada pela Igreja Católica. De novo não vence, mas o desfile passa para a história do Carnaval do Rio. Simultaneamente, desenvolve projetos sociais com as crianças de Nilópolis e cria escolas de samba em várias partes do mundo, como a que desfilou em Paris durante a Copa do Mundo de 1998. Continua afastado das escolas cariocas - em 1997 volta a vencer com a Viradouro, de Niterói, e em 2000 inicia outro trabalho na Grande Rio, de Duque de Caxias. Em 2002, faz uma incursão no mundo da moda criando o cenário da grife brasileira Forum para o desfile São Paulo Fashion.


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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOAQUIM CRUZ

Atleta brasiliense. Campeão e recordista olímpico na corrida de 800 metros, é o primeiro brasileiro a ganhar medalha de ouro em prova de pista em Olimpíadas. Joaquim Carvalho Cruz (12/3/1963-) nasce em Taguatinga, no Distrito Federal, caçula dos seis filhos de um carpinteiro. Sonha ser jogador de basquete e acaba iniciando-se no atletismo por acaso, ao ser inscrito por trote, em maio de 1977, nas provas de atletismo do Campeonato Brasiliense Estudantil. Participa da competição e chama a atenção pelo desempenho nos 1.500 metros. No início de 1978, começa a treinar e logo estréia em competições oficiais de atletismo, ganhando duas medalhas de ouro (400 e 800 metros) no Campeonato Brasileiro de Menores. Em dois anos, conquista sete medalhas de ouro internacionais e uma de bronze. Em junho de 1981, bate o recorde mundial nos 800 metros da categoria 18/19 anos, no 7º Troféu Brasil, no Rio de Janeiro, e recebe uma bolsa de estudos da Bring Young University, em Utah, nos Estados Unidos. Nos 800 metros, leva o bronze no Mundial de Helsinque, na Finlândia, em 1983, ganha o ouro nas Olimpíadas de Los Angeles (1984), ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (1987) e prata em Seul (1988). Em 1995, obtém a medalha de ouro no Pan-Americano de Mar del Plata nos 1.500 metros. Abandona a carreira em 1997. Paralelamente à trajetória de atleta, forma-se em línguas românicas pela Universidade de Oregon, (Estados Unidos, em 1988) e em educação física pelo Point Loma Nazarene College, de San Diego (Estados Unidos, 1995). Atualmente é treinador pessoal de condicionamento físico e técnico de atletismo.




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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOAQUIM GONÇALVES LEDO

Jornalista e político fluminense. É um dos vanguardistas no processo de independência do Brasil. Joaquim Gonçalves Ledo (11/12/1781-19/5/1847) nasce no Rio de Janeiro. Não tem formação acadêmica, mas alcança projeção na vida pública. De modesto empregado no Arsenal de Guerra, passa a oficial-maior da Contadoria. Defensor da independência, funda o jornal Revérbero Constitucional Fluminense, em 1821, com o cônego Januário da Cunha Barbosa. Membro da mesma maçonaria que dom Pedro I, é um dos incentivadores do Dia do Fico, quando o príncipe regente anuncia sua decisão de permanecer no Brasil. Redige alguns dos mais importantes documentos políticos da época, como o manifesto de 1º de agosto de 1822, considerado o estopim do processo que desencadeia o rompimento com Portugal. Por divergências políticas, é perseguido por José Bonifácio Andrada e Silva e impedido de cumprir seu mandato de deputado. Viaja então para a Argentina, onde pede asilo. Retorna ao cargo entre 1826 e 1831, período em que faz oposição ao governo do imperador. Além de manifestos e artigos políticos, deixa o drama O Órfão. Morre em sua fazenda, em Cachoeira do Macacu, na região norte do Rio de Janeiro, aos 65 anos.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOAQUIM MANUEL DE MACEDO

Romancista, poeta e dramaturgo fluminense. Sua vasta obra é uma crônica fiel da pequena burguesia brasileira na segunda metade do século XIX. Joaquim Manuel de Macedo (24/6/1820 - 11/4/1882) nasce em Itaboraí e forma-se em medicina, profissão que não chega a exercer. Alcança grande popularidade não só com os romances que escreve como também com prestígio pessoal. Trabalha por vários anos como professor de história e geografia do Colégio Dom Pedro II. Fica amigo da família imperial e torna-se preceptor dos filhos da princesa Isabel. Junto com Araújo Porto Alegre e o poeta Gonçalves Dias, funda a revista Guanabara, que se tornaria um famoso órgão de divulgação do romantismo como movimento literário. Como escritor, consagra-se logo no primeiro romance, A Moreninha (1844), em que seu marcante estilo novelístico já se faz presente. No ano seguinte publica O Moço Loiro. Outros romances seus são Rosa (1849), Vicentina (1853) e A Luneta Mágica (1869). Escreve também diversas peças para o teatro, destacando-se O Cego (1849) e Luxo e Vaidade (1860). É também autor de duas obras autobiográficas de interesse histórico, Um Passeio pela Cidade do Rio de Janeiro (1863) e Memórias da Rua do Ouvidor (1878). Graças a sua popularidade, transforma-se em figura obrigatória nas rodas literárias e nos salões elegantes do Rio de Janeiro e elege-se deputado em várias legislaturas. Perto de completar 62 anos, morre no Rio de Janeiro, esquecido e pobre.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOAQUIM NABUCO


Político e escritor pernambucano. Um dos principais líderes abolicionistas e um dos criadores da moderna prosa brasileira. Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo (19/8/1849 - 17/1/1910) nasce no Recife e entra para a carreira diplomática em 1876, sendo nomeado adido para a Legação Brasileira em Washington (EUA). Em 1879 volta ao Brasil, eleito deputado geral por Pernambuco. Principal líder parlamentar abolicionista, defende a extinção da escravatura na imprensa, provoca discussões na sociedade e pede audiência ao papa, na qual Leão XIII declara o apoio à campanha antiescravagista. Viaja pela Europa de 1881 a 1884, quando é novamente eleito deputado. Luta contra abolição da escravatura, em 1888. Monarquista, deixa a política após a proclamação da República. Em 1891 ajuda a fundar o Jornal do Brasil, do qual é redator-chefe. Convidado pelo governo republicano, é encarregado de diversas missões diplomáticas e chefia a embaixada brasileira em Londres e em Washington. Como escritor, destaca-se pelas obras históricas, entre elas O Abolicionismo (1883), Balmaceda (1895) e Um Estadista do Império (1897-1899). Escreve a autobiografia Minha Formação (1900), um clássico da literatura brasileira. Morre em Washington, Estados Unidos.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE

Cineasta fluminense. Um dos principais representantes do cinema novo, autor dos filmes mais populares desse movimento.Joaquim Pedro de Andrade (25/5/1932 - 10/9/1988) nasce e estuda no Rio de Janeiro. Formado em física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, interessa-se pelo cinema influenciado por Plínio Sussekind Rocha, fundador do primeiro cineclube do país. No final da década de 50, estréia dirigindo dois filmes de curta-metragem, Poeta do Castelo e O Mestre de Apipucos, com os quais consegue uma bolsa para estudar na França e em Londres. De volta ao Brasil, roda o curta Couro de Gato (1960), um dos episódios de Cinco Vezes Favela (1961), um dos marcos do cinema novo. Joaquim Pedro reforça a tradição do documentário brasileiro com Garrincha, Alegria do Povo (1963). Interpreta a cultura e a organização social nacionais em filmes de ficção adaptados de obras literárias: O Padre e a Moça (1965), baseado no poema Negro Amor, de Carlos Drummond de Andrade, e Macunaíma (1969), adaptação do livro homônimo de Mário de Andrade. Em 1971 lança Os Inconfidentes e em 1981 ganha o prêmio de melhor filme do Festival de Brasília com O Homem do Pau Brasil, comédia sobre a vida e a obra de Oswald de Andrade. Em 1988 planeja um filme sobre o livro Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, mas morre antes de completar o projeto.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOE SHUSTER


Cartunista canadense (1914-1992). Um dos criadores do Super-Homem, o primeiro super-herói de história em quadrinhos. Nasce em Toronto e muda-se, aos 9 anos, para Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos. Fascinado pela história em quadrinhos Little Nemo e por revistas de ficção científica, começa a desenhar foguetes e naves interplanetárias. Publica sua primeira tira no jornal da escola. Entre 1932 e 1933 edita e publica seu próprio fanzine de ficção científica, chamado Science Fiction. Aos 17 anos, conhece Jerry Siegel, com quem faz uma parceria que dura toda a vida. Depois de alguns ensaios, a dupla cria, em 1938, o Super-Homem. Considerado fantástico demais, o personagem é inicialmente recusado por várias publicações. Mas, quando a revista Action Comics lança sua primeira aventura, o sucesso é imediato. As aventuras do super-herói transformam-se num dos principais quadrinhos da editora National, depois Superman DC. Shuster e Siegel, no entanto, ganham pouco dinheiro, pois o editor da revista retém os direitos sobre o personagem. Por isso, em 1947, os dois desenhistas abrem um processo judicial contra a Superman DC e pedem participação nos lucros. A justiça ordena que a DC pague 120 mil dólares aos desenhistas. Shuster deixa os quadrinhos no final dos anos 40.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOHANN GREGOR MENDEL


Biólogo, botânico e religioso austríaco de origem tcheca (22/7/1822-2/1/1884), precursor da teoria genética Johann Mendel nasce em Heinzendorf. Filho de camponeses, interessa-se desde cedo por conhecer as plantas e pela vida religiosa. Em 1843 entra para o Monastério Agostiniano em Brünn, na região da Morávia, onde adota o nome de Gregor. Estuda física e ciências naturais na Universidade de Viena, a partir de 1847, já ordenado padre. Volta à vida monástica em 1856 e passa a usar as ervilhas que cultiva no jardim para fazer experiências biológicas. Trabalha dez anos no cruzamento de várias espécies e no estudo dos híbridos que dali resultam. É com base neles que elabora as leis da hereditariedade dos caracteres dominantes e recessivos. Seu trabalho, apresentado em 1865, não obtém repercussão. O desinteresse da comunidade científica leva-o a desistir das experiências ao ser nomeado abade do convento – onde fica até morrer. Seu trabalho permanece ignorado até o início do século XX, quando outros pesquisadores alcançam os mesmos resultados. As conclusões a que chegou são reconhecidas, desde então, como fundamentos da Teoria Cromossômica da Hereditariedade.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOHANN SEBASTIAN BACH


Compositor alemão (21/3/1685-26/7/1750), um dos principais músicos do barroco. Nasce em Eisenach, filho caçula de Johann Ambrosius Bach, que toca cordas como músico da corte e ensina a ele o que sabe. Aos 10 anos está órfão e fica sob os cuidados do irmão mais velho, o organista Johann Christophe (1671-1721), que lhe dá as primeiras lições de teclado. Começa a carreira como cantor, mas logo passa a violinista e organista na Igreja de Arnstadt e, depois, na corte. Casa com a prima, Maria Barbara Bach (1684-1720). De 1717 a 1723 dirige a orquestra do príncipe de Cöthen. Como o nobre é calvinista, a música ocupa lugar discreto nos cultos, e Bach tem liberdade de compor e tocar trabalhos seculares. Dá recitais e cria diversas obras, incluindo Concertos de Brandenburgo (1721) e o primeiro livro deO Cravo Bem Temperado (1722). Fica viúvo em 1720, com quatro crianças. No ano seguinte, casa-se com a cantora Anna Magdalena Wilken (1701-1760), para quem escreve uma coleção de peças para teclado. Em 1723, luterano devoto, aceita uma posição mais baixa que aquela que exerce, a de organista da Igreja de São Tomás, em Leipzig, onde vive até morrer. Compõe o melhor de seu trabalho nesse período, como Paixão de São Mateus (1727 ou 1729). É um dos pioneiros no uso do temperamento, afinação do teclado que permite tocar em mais de uma tonalidade sem reafinar o instrumento.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOHANNA DÖBEREINER


Cientista brasileira. Pesquisadora da microbiologia do solo, reconhecida no Brasil e no exterior. Johanna Döbereiner (28/11/1924-05/10/2000) nasce em Praga, na Tchecoslováquia (atual República Tcheca). Deixa o país com a família quando o pai, químico de profissão, é preso por ajudar judeus a fugir do nazismo. Vai para a Alemanha e trabalha três anos como empregada em fazendas agrícolas. Em 1950 forma-se engenheira agrônoma na Universidade de Munique. Emigra em seguida para o Brasil, onde começa a trabalhar como pesquisadora no Ministério da Agricultura. Especializa-se em microbiologia do solo e faz carreira como funcionária do ministério. No início da década de 60 identifica um tipo de bactéria, conhecida como rizobium, que fixa o nitrogênio no solo e dispensa a necessidade do trato de certas culturas com adubo químico. Com ele consegue tornar o cultivo da soja independente do uso de defensivo químico e tão produtivo quanto o adubada com fertilizantes. Sua descoberta contribui para transformar o Brasil em segundo maior produtor mundial de soja, depois dos Estados Unidos. Participa de reuniões científicas em países de todo o mundo e recebe várias premiações. Em reconhecimento a suas pesquisas, recebe o título de doutora honoris causa da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Era a única brasileira membro da Academia de Ciências do Vaticano, organização que reúne 75 cientistas eminentes de várias partes do mundo, e considerava que o maior desafio da humanidade era vencer a fome no mundo.Morre em Seropédica (RJ).



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOHANNES BRAHMS


Compositor e pianista alemão (7/5/1833-3/4/1897), um dos grandes representantes do romantismo. Nascido em Hamburgo, filho de músico, na infância demonstra vocação para o piano, que aprende com o pai. Entre os 14 e os 16 anos, ajuda no orçamento doméstico com o dinheiro que ganha tocando para marinheiros nas tabernas do cais. Em 1850 conhece Eduard Reményi, um violinista húngaro-judeu que lhe ensina música cigana, influência que dura sua vida toda. Por intermédio de Reményi vem a conhecer o compositor Robert Schumann, que o incentiva na carreira. Nessa época compõe o primeiro trabalho de fôlego, a Sonata para Piano em Mi Maior, opus 1. Apaixonado por Clara Schumman, a mulher do amigo, não se casa com ela quando Schumann morre, em 1856. Reservado, Brahms permanece solteiro até o fim da vida e não se sabe a natureza exata de seu relacionamento com Clara. Entre 1857 e 1869 dá aulas de piano, conduz um coro feminino em Hamburgo e compõe sem parar. Em 1863 muda-se para Viena, onde tem uma vida tranqüila, atrapalhada apenas pela rivalidade com Richard Wagner e Anton Bruckner. Torna-se maestro da Sociedade de Amigos da Música em 1872 e, por três temporadas seguidas, rege a Orquestra Filarmônica de Viena. Entre suas principais composições estão Danças Húngaras para Duo de Pianos (1869) e as sinfonias Nº 1 (1876), Nº 2 (1877) e Nº 4 (1885). Dá seu último concerto em março de 1897 e morre de câncer no fígado um mês depois, em Viena.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOHANNES GUTENBERG

Impressor alemão (1400?-3/2/1468). Revoluciona a indústria gráfica do século XV ao utilizar tipos móveis metálicos na impressão de textos. Johannes Gensfleisch Gutenberg nasce em Mainz, em data desconhecida. Vive em Estrasburgo, na França, entre 1430 e 1444, onde aprende as técnicas de metalurgia, como fundição, corte e estampa, e começa a fazer as primeiras experiências com tipos móveis. Cria uma liga especial de chumbo, estanho e antimônio e baseia nela o desenvolvimento dos tipos de impressão para produzir livros em larga escala – até então escritos a mão, em letras góticas. Por causa do moroso processo de compilação, as tiragens eram mínimas. Para melhorar a reprodução gráfica, volta a Mainz, em 1445, e associa-se a Johann Fust, que financia sua primeira oficina. Imprime grande número de pequenos livros, calendários, a carta de indulgência papal e seu mais conhecido trabalho, a Bíblia de Gutenberg, com 1.282 páginas de 42 linhas cada uma, datada de 1455. A sociedade acaba no mesmo ano por desentendimento entre os sócios. Fust, o financiador do negócio, fica com todo o maquinário e Gutenberg vai à falência. Consegue instalar outra gráfica logo mais tarde, mas pouco se sabe sobre seu trabalho depois disso.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOHANNES KEPLER


Astrônomo alemão (27/12/1571-15/11/1630). Conhecido pela elaboração dos três princípios que regem os movimentos dos planetas em torno do Sol. Nasce em Weil der Stadt, de família pobre. A inteligência precoce permite que ingresse na Universidade de Tubingen com apenas 16 anos, em 1587. Começa a desenvolver suas pesquisas no mesmo ano. Em 1593 passa a ensinar o sistema de Copérnico no colégio luterano de Graz, na Áustria. Entre 1600 e 1612, vive em Praga, onde se torna discípulo do astrônomo Tycho Brahe. É o período mais importante de sua vida científica, pois o contato com Brahe lhe permite usar os dados obtidos por ele para formular as três Leis dos Movimentos dos Planetas, origem da Mecânica Celeste. Duas dessas leis são descritas em seu trabalho mais importante, Astronomia Nova (1608). Sua vasta obra compreende mais de 86 títulos, entre os quais os estudosNova Esteriometria dos Tonéis de Vinho (1615), A Doutrina Esférica, vol. I, II, e III (1618) e A Doutrina Teórica (1621). O último livro, O Sonho ou Obra Póstuma de Astronomia Lunar, escrito em 1628, é publicado postumamente, em 1634. Morre cego.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOHANNES OCKEGHEM


Compositor e músico flamengo (1420?-1495?). É o criador de uma das primeiras canções-motetos - peças para coral baseadas em textos latinos, geralmente extraídos das Sagradas Escrituras, para uso nos serviços religiosos da Igreja Católica. Nasce em Termonde, na região de Flandres Oriental, atual Bélgica, e estuda com o mestre polifonista Binchois. Canta no coro da Catedral de Antuérpia e, de 1452 a 1488, serve como mestre-capela dos reis da França, em Paris. Nessa função é o responsável pela parte musical da liturgia e pelo orientação dos cantores. Seu trabalho contribui para a formação dos musicistas da pré-Renascença, aperfeiçoando a arte do contraponto. A partir de 1459 e até a morte, exerce o cargo de tesoureiro da Abadia de Saint Martin de Tours. Faz em 1460 a canção-moteto Mort Tu As Navré, escrita em lamento pela morte de Binchois. Das obras de Ockeghem, são conhecidas 17 missas, sete motetos, a maioria em louvor à Virgem Maria, e 22 canções a três vozes.



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Sexta-feira, 22 DE Fevereiro DE 2008

JOHANNES V. JENSEN


Prosador, poeta e ensaísta dinamarquês (20/1/1873-25/12/1950), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1944. Nasce na cidade de Farso, vai para Copenhague estudar medicina, mas abandona o curso e se dedica à literatura. Seus trabalhos se dividem em três grupos: contos sobre sua terra e pessoas dali, reunidos em Himmerlandi (1898-1910); relatos de suas viagens ao Extremo Oriente e à América do Norte, chamados de Denmark’s Kipling (Kipling da Dinamarca); e mais de cem contos publicados sob o título Mitos. Entre suas primeiras obras destaca-se A Queda do Rei (1900-1901), uma biografia romanceada do rei Christian II da Dinamarca. De suas idas aos Estados Unidos resultam Madame d’Ora (1904), Hjulet (1905) e A Floresta. Em 1906, Jensen escreve um livro de poemas, gênero que retoma em 1946 com Digte. Ganha notoriedade com a série A Longa Jornada, lançada em seis volumes de 1908 a 1924, que trata a evolução do homem sob a ótica do Darwinismo, desde os tempos primitivos até a descoberta da América por Cristóvão Colombo. Morre em Copenhague.



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