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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FERNAND LÉGER


Pintor francês (4/2/1881-17/8/1955). Desenvolve uma expressão própria de arte: a estética da máquina. Nascido em Argentan, na Normandia, entra para a Escola de Artes Decorativas de Paris em 1903. Cinco anos mais tarde conhece os escritores Guillaume Apollinaire e Blaise Cendrars, que lhe apresentam o cubismo, movimento ao qual adere, criando uma linguagem pessoal. Pinta A Costureira em 1909, com poucas cores e formas cilíndricas. Em 1913, utilizando a abstração nos trabalhos, pinta a série Contrastes de Formas, ilustrando sua teoria de que a pintura deve oferecer diversidade de cores, linhas e volumes. Começa seu período mecânico em 1919, fascinado por motores, trilhos de trem e ambientes fabris. Faz cenários para balés. Seu filme Balé Mecânico não tem narrativa, apenas máquinas e corpos humanos flutuando. Muda-se para os Estados Unidos durante a II Guerra Mundial (1939-1945) e volta para Paris com o fim do conflito, quando se filia ao Partido Comunista francês. Sua arte, então, reflete o interesse político pelas classes trabalhadoras, apesar de não se enquadrar no realismo socialista. Morre em Gif-sur-Yvette, na França.



publicado por LUCIANO às 21:02
Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FERNANDA MONTENEGRO


Atriz fluminense. É considerada um dos principais nomes do teatro brasileiro. Arlette Pinheiro Esteves da Silva (16/10/1929-) nasce na cidade do Rio de Janeiro. Começa a trabalhar em rádio ainda adolescente, fazendo traduções e adaptações de peças para radionovelas. Escolhe o nome artístico Fernanda por remeter aos personagens dos romances de Balzac ou Proust e o sobrenome Montenegro para homenagear um amigo da família. Aos 16 anos, passa em um concurso para locutora na Rádio Ministério da Educação e Cultura, na qual trabalha também como redatora e radioatriz. Em 1950, estréia no teatro em Alegres Canções nas Montanhas. A montagem é considerada um fracasso, mas lhe rende o namoro com o ator Fernando Torres, com quem se casa três anos depois e tem os filhos Fernanda, também atriz, e Cláudio, cenógrafo e diretor de cinema. Na década de 50, muda-se para São Paulo, onde participa da companhia Maria Della Costa e do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Em 1960, começa a trabalhar na televisão. No decorrer da carreira, faz 11 novelas, entre elas Guerra dos Sexos e Cambalacho, e três minisséries. Um de seus grandes sucessos no cinema é Eles Não Usam Black Tie (1980), ao lado de Gianfrancesco Guarnieri. Chega a ser convidada para o cargo de ministra da Cultura no governo José Sarney, mas prefere manter-se longe da política. Ganhadora de vários prêmios importantes, obtém reconhecimento internacional com o filme Central do Brasil (1998) (1998), de Walter Salles Jr. Pela atuação ganha o Urso de Prata no Festival de Berlim e é indicada para o Globo de Ouro e o Oscar de melhor atriz. Ë atriz de Traição, filme de 1998, que tem um dos episódios dirigido por seu filho Claudio Torres. Volta aos palcos com Ítalo Rossi para encenar Alta Sociedade, peça de Mauro Rasi, em 2001; no mesmo ano, volta à TV e atua como protagonista na novela da Rede Globo, Filhas da Mãe. Em 2002, realiza oficinas de teatro gratuitas pelo Brasil, faz uma participação na novela Esperança e na minissérie Pastores da Noite, ambas da Rede Globo. Em 2003 atua em três longa-metragens, Olga, Redentor e Do Outro Lado da Rua, lançados no ano seguinte. Em 2004, grava Casa de Areia.



publicado por LUCIANO às 20:59
Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FERNANDO COLLOR


Político fluminense. Primeiro presidente brasileiro eleito por voto direto depois da ditadura militar e o único a sofrer um processo de impeachment. Fernando Collor de Mello (12/8/1949-) nasce no Rio de Janeiro, em família com tradição política, e conclui os estudos secundários em Brasília, em 1968. Cursa economia na Universidade de Brasília e, em 1973, vai para Maceió dirigir o jornal da família, a Gazeta de Alagoas. É nomeado prefeito da cidade em 1979 e, três anos depois, elege-se deputado federal pelo Partido Democrático Social (PDS). Em 1986, ganha a eleição para governar Alagoas pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Durante sua gestão, fica conhecido nacionalmente pelo "programa de caça aos marajás", funcionários públicos que recebem salários milionários. Candidato à Presidência da República em 1989 pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN), derrota Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), no segundo turno. Assume o cargo adotando medidas econômicas drásticas, como o bloqueio dos saldos das contas bancárias superiores a 50 mil cruzados - a moeda na época. Durante seu governo, surge uma série de escândalos e suspeitas de corrupção. As denúncias ganham força em abril de 1992, quando Pedro Collor, irmão do presidente, revela a existência do "esquema PC" de tráfico de influência e irregularidades financeiras, organizado por Paulo César Farias, ex-tesoureiro de Collor. Com a abertura do processo de impeachment, o presidente é afastado em outubro de 1992 e renuncia ao mandato durante a sessão de julgamento no Senado, em dezembro do mesmo ano. É proibido de exercer qualquer função pública por oito anos. Muda-se, então, para Miami, Estados Unidos, onde vive até abril de 1998. De volta ao Brasil, escolhe inicialmente São Paulo como domicílio eleitoral. Concorre às eleições para governador de Alagoas pelo PRTB em 2002, mas perde para Ronaldo Lessa (PSB).





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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO


Sociólogo e político fluminense radicado em São Paulo, Presidente da República (1995-2002).Fernando Henrique Cardoso (18/6/1931-) nasce na cidade do Rio de Janeiro. Filho de um general do Exército, muda-se para São Paulo aos oito anos. Forma-se em ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP), faz pós-graduação na Universidade de Paris e leciona nas universidades de Nanterre (França), Cambridge (Reino Unido) e Stanford (EUA), entre outras. Publica 24 livros, dos quais se destacam Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional (1962) e Dependência e Desenvolvimento na América Latina (1970). Após o golpe militar de 1964, exila-se no Chile e depois na França. Volta ao Brasil em 1968 e torna-se professor de ciência política da USP. Meses depois é aposentado pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5). Em 1978, é eleito suplente de Franco Montoro para o Senado pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Em 1983, ocupa o cargo quando Montoro assume o governo paulista. Em 1985, candidata-se pelo PMDB à prefeitura de São Paulo, mas perde para Jânio Quadros. Reelege-se senador em 1986 e, dois anos depois, participa da fundação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). É ministro das Relações Exteriores no governo Itamar Franco, de outubro de 1992 a maio de 1993. Assume a pasta da Fazenda e muda a moeda de cruzeiro para cruzeiro real em agosto do mesmo ano. Lança o Plano Real em julho de 1994. Vence a eleição presidencial de 1994 no primeiro turno, pela coligação PSDB e Partido da Frente Liberal (PFL), e é reeleito em 1998. No segundo mandato, marcado por turbulências no cenário econômico internacional e pressões sociais internas, FHC vê seus índices de popularidade despencarem. O balanço final de seu governo resulta em maior abertura da economia nacional ao capital estrangeiro, fortalecimento da imagem do Brasil ante a comunidade internacional e grande déficit social. Em 2003 passa a faixa presidencial para Luís Inácio Lula da Silva. Atualmente o ex-presidente cuida de sua ONG, o Instituto Fernando Henrique Cardoso, escreve um livro de memórias e reflexão sobre o poder e dá palestras em eventos empresariais.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FERNANDO PESSOA


Poeta português (13/6/1888-30/11/1935). Considerado o mais importante da língua portuguesa do século XX. Nasce em Lisboa e estuda na Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, para onde é levado pela mãe. Volta a Portugal e ingressa no curso superior de letras de Lisboa, que não chega a concluir. Trabalha como tradutor e correspondente estrangeiro de casas comerciais. Em 1915 participa da revista Orfeu, que lança o futurismo em Portugal. Cria inúmeras teorias estéticas e usa vários heterônimos para assinar suas obras. Os mais conhecidos são Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, cada um com estilo e visão de mundo diferentes. Caeiro é naturalista e cético; Reis, um classicista, enquanto o estilo de Álvaro de Campos é associado ao do poeta norte-americano Walt Whitman. Entre seus poemas se destacam Tabacaria e Autopsicografia. É visto como um anti-romântico por opor-se à tradição lírica e sentimental da poesia portuguesa. Publica um único livro em vida, Mensagem (1934). Entre seus principais textos em prosa estão A Nova Poesia Portuguesa, Páginas de Doutrina Estética e Textos Filosóficos, todos lançados postumamente. Antes de sua morte, ocorrida em Lisboa, só tem o talento reconhecido pelos círculos da boêmia literária da capital portuguesa.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FERNANDO SABINO

Escritor mineiro (12/10/1923-11/10/2004). É considerado um dos mais importantes cronistas do país, ao lado de Paulo Mendes Campos, Rubem Braga e Carlos Drummond de Andrade. Nasce em Belo Horizonte, cidade em que vive até os 21 anos. Participa ativamente de concursos literários e estréia em livro em 1942, com Os Grilos Não Cantam Mais, trabalho que chama a atenção de Mário de Andrade. Quando publica a novela A Marca, em 1944, Mário o elogia novamente, dizendo-lhe que está "escrevendo tão bem como Machado de Assis". Muda-se para o Rio de Janeiro nesse ano e passa a estudar na Faculdade Nacional de Direito. Em 1946 vai para Nova York, nos Estados Unidos, onde trabalha como auxiliar no escritório comercial do Brasil e continua escrevendo. De volta ao país, publica a coletânea de crônicas "americanas" A Cidade Vazia (1950). A consagração chega em 1956, com o romance O Encontro Marcado, obra que tem mais de 70 edições no Brasil, além de traduções para o inglês, o alemão e o holandês. Seguem-se vários livros de contos, entre eles O Homem Nu (1960), que tem duas versões no cinema. No final da década de 70 publica seu segundo romance, O Grande Mentecapto, novo sucesso de crítica e de público. Depois da publicação do malfadado Zélia, Uma Paixão (1991), biografia da ex-ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello escrito por encomenda, Sabino torna-se bastante recluso. Em 1996 lança suas Obras Reunidas, em três volumes. Em julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis – o maior prêmio literário nacional - pelo conjunto de sua obra. O dinheiro é doado pelo autor a instituições que cuidam de crianças carentes. Em 2000, saem as crônicas Cara ou Coroa? e a obra Duas Novelas de Amor. Em 2001, publica as crônicas Páginas Soltas ao Longo do Tempo. No mesmo ano, sua correspondência com a escritora Clarice Lispector entre 1946 e 1969 é publicada no livro Cartas Perto do Coração. Em 2002, publica Cartas na Mesa, sua correspondência com Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende e Hélio Pellegrino. Em 2003 lança o infantil Os caçadores de mentira, e no ano seguinte publica Os Movimentos Simulados, romance escrito quando tinha 22 anos. Fernando Sabino falece em 2004, em decorrência de câncer no fígado

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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FERNÃO CARDIM


Jesuíta português. Autor de Tratados da Terra e da Gente do Brasil, é um dos pioneiros na descrição dos índios, da fauna e da flora do país. Fernão Cardim (1549- 27/1/1625) nasce em Viana do Alentejo e aos 17 anos ingressa na Companhia de Jesus, sociedade missionária criada em 1534 por Inácio de Loyola. Embarca para o Brasil em 1583. Ocupa o cargo de reitor do Colégio da Bahia e do Rio de Janeiro e, em 1598, o de procurador junto a Roma. Durante uma viagem, em 1601, é preso pelo corsário inglês Francis Cook e levado a Londres. Consegue a liberdade só depois de entregar um manuscrito com noções de etnografia brasileira. Volta ao Brasil em 1604 e se estabelece na Bahia na época em que os holandeses invadem Salvador. Morre na capital baiana e deixa, entre outras obras, Do Clima e Terra do Brasil e Narrativa Epistolar de uma Viagem e Missão Jesuítica pela Bahia, Ilhéus, Porto Seguro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Vicente. Seu manuscrito preso na Inglaterra é publicado em 1625, sem o nome do autor. No Brasil, é editado em 1881, por Ferreira de Araújo, com o título Do Princípio e Origem dos Índios do Brasil e Seus Costumes, Adoração e Cerimônias pelo Padre Fernão Cardim.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FERNÃO DE MAGALHÃES


Navegador português (1480?-27/4/1521). Nasce em Sabrosa, na região de Trás-os-Montes. No início do século XVI participa de expedições destinadas a expandir os domínios coloniais de seu país. Em 1515 desentende-se com o rei Manuel I por causa de seus vencimentos e oferece seus serviços à Espanha, governada pelo rei Carlos I. Pelo Tratado de Tordesilhas, a Espanha tem direito às terras localizadas na costa oeste da América. É preciso, então, descobrir no novo continente uma passagem do Oceano Atlântico para o Pacífico. Com esse objetivo, Magalhães parte de Cádiz em setembro de 1519, no comando de cinco naus. A viagem é atribulada, e ele enfrenta, em agosto de 1520, um motim tão sério que decide executar um dos capitães e abandonar outro à sua própria sorte. Em novembro, apenas três embarcações ultrapassam, no extremo sul da América, o estreito que depois recebe o nome do navegador e iniciam a travessia do oceano batizado por ele de Pacífico. Com a tripulação dizimada pelo escorbuto, sem água e quase sem provisões, Magalhães passa por várias ilhas antes de aportar nas Marianas, no arquipélago das Filipinas, 99 dias após o último desembarque em terra firme. Dois meses depois, morre em combate com nativos na mesma região. A primeira viagem de circunavegação do mundo é completada por um de seus capitães, Juan Sebastián Elcano, na única nau remanescente, que chega ao porto espanhol de Sevilha em 8 de setembro de 1522.



publicado por LUCIANO às 20:45
Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FERNÃO DIAS PAES LEME


Bandeirante paulista. Comandante da célebre bandeira das esmeraldas. Fernão Dias Pais Leme (1608-1681) nasce provavelmente na vila de São Paulo do Piratininga, descendente dos primeiros povoadores da capitania de São Vicente. A partir de 1638 desbrava os sertões dos atuais estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, chegando ao Uruguai. Em 1661 fixa-se nas margens do rio Tietê, perto da vila de Parnaíba, e administra uma aldeia com cerca de 5 mil índios escravizados. Em julho de 1674 parte de São Paulo à frente da bandeira das esmeraldas, da qual fazem parte o genro Manuel da Borba Gato e os filhos Garcia Rodrigues Pais e José Dias Pais. Este último conspira contra o pai, que manda enforcá-lo como exemplo. A expedição alcança o norte de Minas Gerais, e por mais de sete anos o bandeirante explora os vales dos rios das Mortes, Paraopeba, das Velhas, Aracuaí e Jequitinhonha. Encontra turmalinas, que pela cor verde confunde com esmeraldas. Morre de malária, ao retornar a São Paulo.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FERREIRA GULLAR

Poeta e crítico de arte maranhense. Precursor do concretismo e um dos mais consagrados autores da poesia brasileira. José Ribamar Ferreira (10/9/1930-) nasce na cidade de São Luís e, aos 20 anos, muda-se para o Rio de Janeiro, depois de ser premiado no concurso de poesia do Jornal de Letras. Em 1954, publica A Luta Corporal, livro considerado precursor do concretismo, movimento do qual se desliga algum tempo depois para liderar o grupo neoconcreto carioca. No início da década de 60 adere à poesia politicamente engajada do movimento Violão de Rua, do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE). É presidente do CPC na época do golpe militar de 1964 e, em razão da perseguição política, exila-se na Argentina em 1971. De volta ao Brasil lança Dentro da Noite Veloz (1975) e Poema Sujo (1976). Em 1994, reedita A Luta Corporal, livro reconhecido como um marco na história da literatura brasileira. Entre suas obras destacam-se ainda Na Vertigem do Dia (1980), Barulhos (1987), Etapas da Arte Contemporânea (1985) e Indagações de Hoje (1989). Em 1998, publica "Rabo de foguete - Os anos de exílio", livro de memórias, e recebe homenagens no 29º Festival Internacional de Poesia de Roterdã, na Holanda. No ano seguinte, lança o livro "Muitas vozes" e ganha o Prêmio Jabuti na categoria poesia. Obtém também o prêmio Alphonsus de Guimarães, da Biblioteca Nacional. Em 2000, acontece a exposição "Ferreira Gullar 70 anos" no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em comemoração ao aniversário do poeta. A editora José Olympio lança a nona edição de "Toda poesia", reunião atualizada dos poemas de Gullar. Ainda em 2000, recebe o prêmio Multicultural 2000, do jornal "O Estado de São Paulo" e lança "Um gato chamado Gatinho", 17 poemas sobre seu felino escritos para crianças. Em 2001, apresenta programa sobre a terceira idade, Gerações, na STV (Net, Sky e Directv), ao lado da jornalista Clara Ramos. Em 2002, lança a adaptação de Don Quixote de la Mancha para o público infanto-juvenil. Em 2003 lança Relâmpagos, uma seleção de seus ensaios como crítico de arte.





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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FIDEL CASTRO


Político cubano (13/8/1927-), presidente de Cuba de 1959 a 2008. Filho de rico fazendeiro, nasce em Mayari, forma-se em direito e defende de graça camponeses, operários e prisioneiros políticos. Destaca-se em manifestações contra o ditador Fulgencio Batista, que ficou no poder de 1952 a 1959 com o apoio dos americanos. Em 1953, depois de liderar uma tentativa de golpe, é condenado a 15 anos de prisão. Anistiado em 1955, muda-se para o México, de onde chefia um grupo, no qual se inclui Ernesto Che Guevara, que viaja a Cuba de balsa em 1956 para lutar contra o exército de Batista. Após três anos de guerrilha, Fidel toma o poder em janeiro de 1959 e, desde então, governa o país. Organiza uma reforma agrária e expropria empresas nacionais e estrangeiras, caminhando para o socialismo e afastando-se dos Estados Unidos (EUA), que decretam bloqueio econômico ao país em 1960. Cuba passa a depender economicamente da União Soviética (URSS). Saúde e educação são prioridades do governo de Fidel, mas não há liberdade política nem de imprensa. Com o colapso da URSS, que suspende a ajuda no início dos anos 90, Fidel começa a reformar a economia em crise. Impõe racionamento de gêneros e permite a entrada de empresas de capital estrangeiro e o estabelecimento de negócios privados. Além disso, amplia a liberdade religiosa. Em 1996, visita o Vaticano acompanhado de 16 carros com um forte esquema de segurança. Em 1998, recebe o papa em Cuba. Fidel Castro tem nove filhos. O primeiro, com Mirta Diaz Balart, com quem permaneceu casado de 1948 a 1954 e os demais com outras mulheres. Em abril de 2000, participa em Havana da Cimeira Sul, para a qual foram convocados todos os países-membros do Grupo dos 77, bem como a China. De volta de uma viagem à África do Sul em setembro de 2001, faz uma escala em Brasília para conversar com então presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso e almoçar com o presidente de honra do PT, Luís Inácio Lula da Silva. Em 2002, recebe o ex-presidente Jimmy Carter, o primeiro estadista americano a pisar em solo cubano em mais de 40 anos. Respondendo a pressões internas e externas para a democratização do país, Fidel convoca um referendo em que a população, com 99% dos votos válidos, escolhe a permanência do sistema socialista no país. Em 2003, a prisão de dissidentes e a execução de três homens que seqüestraram um barco para sair da ilha provoca intensos debates sobre a continuidade do regime cubano e da permanência de Castro no poder. Fidel Castro renuncia ao poder em fevereiro de 2008, ao alegar não ter condições de comandar o país por problemas de saúde.



publicado por LUCIANO às 20:37
Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FÍDIAS


Escultor grego (490 a.C.-430 a.C.). Considerado o maior escultor grego do período clássico, é o criador do Parthenon e das estátuas dos deuses gregos. Há poucas informações sobre sua vida e não se sabe ao certo o local de seu nascimento. Entre seus primeiros trabalhos está uma estátua de bronze para celebrar a vitória dos gregos sobre os persas na Batalha de Maratona. Por volta de 456 a.C., a obra é levada para a Acrópole de Atenas. Com a segunda invasão persa a cidade é saqueada, tendo casas e templos destruídos. Durante o período de reconstrução, Fídias é nomeado por Péricles para desenhar e supervisionar a construção do Parthenon e do templo da deusa Atena, na Acrópole. Em 438 a.C. executa a estátua de Atena, feita de ouro e marfim, e 92 esculturas em relevo, usadas como friso ao longo dos muros da Acrópole. É acusado de heresia por colocar seu retrato e o de Péricles nas portas do templo da cidade. Há versões divergentes sobre os últimos dias de Fídias. Uns afirmam que sua morte ocorre na prisão. Outros dizem que ele consegue fugir para Olímpia, onde morre depois de construir a estátua de Zeus, uma das sete maravilhas do mundo antigo.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FILINTO MÜLLER

Político e militar mato-grossense. Uma das mais polêmicas e controvertidas figuras da política nacional, acusado de ser torturador de presos políticos durante o Estado Novo. Filinto Strubling Müller (11/6/1900-11/7/1973) nasce em Cuiabá e cursa a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Participa como militar dos movimentos tenentistas e da Revolução de 1930. Entre 1937 e 1942 é chefe de polícia do Distrito Federal (na época o Rio de Janeiro). Nesse cargo, comanda violenta repressão aos opositores do Estado Novo, especialmente os comunistas. É citado como torturador nos livros Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, e Falta Alguém em Nuremberg, de David Nasser. Fica conhecido como a autoridade policial responsável no processo de expulsão de Olga Benário, então mulher de Luís Carlos Prestes, para a Alemanha, onde é morta pelo regime nazista. Com a redemocratização de 1945, elege-se senador por seu estado em várias legislaturas. Depois do golpe militar de 1964, é um dos fundadores e principais organizadores da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime. É presidente da Arena e do Senado da República quando morre, em Paris, num desastre de avião.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FILIPPO BRUNELLESCHI


Arquiteto e escultor italiano (1377-15/4/1446). É o primeiro dos grandes arquitetos da Renascença, opondo-se ao sistema gótico de sua época. Nascido em Florença, começa como ourives e dedica-se à escultura de peças de bronze em baixo-relevo, como Sacrifício de Abrahão, feita para o concurso de portas do batistério de San Giovanni. Produz também peças de altar para a catedral de Pistóia e o crucifixo de madeira da Igreja de Santa Maria Novella. Vai para Roma com Donatello estudar e registrar materiais e técnicas de construção de abóbadas de monumentos antigos e ruínas. Em 1404 participa de debates sobre os problemas de construção da Igreja de Santa Maria del Fiore, em Florença. Mais tarde trabalha nas obras da cúpula maior da igreja, terminada somente após sua morte. É o precursor do uso de pórticos tipo Renascença, com colunas e arcos coríntios, depois chamados de florentinos, nas obras do Hospital dos Inocentes, marco do estilo renascentista na arquitetura. Projeta ainda a sacristia velha de San Lorenzo, a capela Pazzi, da Igreja de Santa Croce, o Palácio Parte Guelfa e a parte central do Palácio Pitti. Morre em Florença.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FILIPPO MARINETTI

Escritor ítalo-francês nascido no Egito. É o fundador e principal teórico do futurismo. Filippo Tommaso Emilio Marinetti (22/12/1876-2/12/1944) nasce em Alexandria. Depois de estudar na França, Itália e Suíça, trabalha numa revista ítalo-francesa em Milão. Passa grande parte da vida na França, mas viaja constantemente para a Itália e escreve sua obra nos idiomas dos dois países. Seu primeiro livro de poesias, Destruição (1904), já mostra experiências anárquicas com a escrita. Em fevereiro de 1909 publica, no jornal francês Le Figaro, o Manifesto Futurista. Glorifica a guerra, a era da máquina, a velocidade e o dinamismo e condena todas as formas tradicionais de literatura e arte. No ano seguinte escreve a novela Mafarka le Futuriste (Mafarka, o Futurista), com a qual ilustra suas teorias. No livro de poesias Guerra, a Única Higiene do Mundo (1915) comemora o início da I Guerra Mundial (1914-918) e pede a entrada da Itália no conflito. Em 1919 adere ao fascismo e torna-se seguidor entusiasta de Benito Mussolini. Embora temporariamente suas idéias incentivem o patriotismo italiano, na década de 30 perde a maioria dos seguidores. Morre em Bellagio, Itália.



publicado por LUCIANO às 20:24
Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FIODOR DOSTOIÉVSKI


Escritor russo (11/11/1821-9/2/1881). Fiodor Mikhailovitch Dostoievski nasce em Moscou e, aos 17 anos, ingressa na Academia Militar de São Petersburgo contra a vontade. Deixa a carreira militar para escrever, publicando Gente Pobre em 1841. Em 1849, o regime czarista condena-o à morte por causa de sua ligação com círculos liberais. A pena é transformada em deportação para a Sibéria, onde passa cinco anos numa prisão e serve como soldado durante mais cinco anos. Em 1859 é anistiado e volta a São Petersburgo. No livro Recordações da Casa dos Mortos (1861-1862) relata a experiência na prisão. Lança Notas do Subterrâneo (1864) na revista Época, fundada por ele e o irmão. O romance Crime e Castigo é publicado em 1866. Nesse drama moral, um estudante assassina uma usurária para roubar-lhe o dinheiro e salvar a si próprio e à família. A seguir escreve O Idiota e Demônios. Entre 1879 e 1880, já consagrado em seu país, publica Os Irmãos Karamazov, sua obra-prima. Na história de uma família retrata todo o povo russo. Morre em São Petersburgo, meses depois de terminar o livro.



publicado por LUCIANO às 20:22
Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FLÁVIO DE CARVALHO


Arquiteto e artista plástico fluminense. Autor eclético e inovador, um dos mais polêmicos personagens culturais dos anos 20 a 50. Flávio de Resende Carvalho (1899-1973) nasce em Barra Mansa e inicia seus estudos na Escola Americana de São Paulo. Completa os estudos na Inglaterra, cursando engenharia na Universidade de Durham e artes plásticas na Escola de Belas Artes Rei Edward. De volta ao Brasil, em 1922, fixa residência em São Paulo e é influenciado pelo movimento modernista. Em 1926, monta seu próprio escritório de engenharia e inscreve polêmicos projetos em concorrências públicas, como o do Palácio da Municipalidade de São Paulo (1927). Na década de 30, lidera grupos e experiências de vanguarda. Em 1931, causa escândalo com sua Experiência nº 2: percorre uma procissão de Corpus Christi em sentido contrário ao dos fiéis e usando chapéu. Em 1932 funda com Oswald de Andrade o Teatro de Experiência, mas ele é fechado pela polícia na temporada de estréia de sua peça O Bailado do Deus Morto. Faz sua primeira exposição no 1º Salão de Maio, em São Paulo (1937). Entre suas obras mais marcantes está a série Trágica (1947), desenhos a carvão sobre papel que chocaram o público ao registrar a agonia de sua mãe no leito de morte. Em 1950 representa o Brasil na 25ª Bienal de Veneza. Causa novo escândalo em São Paulo em 1956, com sua Experiência n.º 3, em que propõe um traje mais adequado para o homem dos trópicos e desfila por São Paulo vestindo uma saia. Em 1967, Flávio de Carvalho recebe o grande prêmio de desenho na 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Além de atuar como artista plástico, cenógrafo e figurinista, é autor dos livros Experiência nº 2 (1931) e Os Ossos do Mundo (1936). Morre em Valinhos, no interior de São Paulo.


publicado por LUCIANO às 20:19
Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FLÁVIO IMPÉRIO

Cenógrafo, arquiteto e artista plástico paulista. Revoluciona o conceito de cenografia no Brasil. Flávio Império (19/12/1935-7/9/1985) nasce em São Paulo. Cursa o colegial científico (atual curso médio) no Colégio Presidente Roosevelt, onde começa a escrever sobre teatro em jornal estudantil. Em 1956 entra para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e freqüenta o curso de desenho do Museu de Arte Moderna de São Paulo. No ano seguinte começa a trabalhar no Teatro de Arena, ao qual se integra definitivamente em 1959, executando cenografia e figurinos. Estréia como cenógrafo na peça Gente como a Gente (1959), dirigida por Augusto Boal . Adota uma estética inovadora, na qual alia uma rica influência erudita, que viria de sua formação como arquiteto, com elementos populares. Nas entrevistas da época, repete: "Não sou pintor, nem cenógrafo, nem arquiteto; ando na contramão das profissões, sou apenas um curioso". Seu trabalho lhe rende vários prêmios, como o Saci (1962), pela peça Um Bonde Chamado Desejo; o Molière (1978), o qual recebe uma premiação especial; e o Apetesp (1983), pelo figurino do espetáculo Chiquinha Gonzaga. Participa como cenógrafo de peças históricas, como Arena Conta Zumbi (1965) e Roda Vida (1968), Réveillon (1975), e de shows, como Rosa dos Ventos (1971), estrelado por Maria Bethânia. Trabalha com o cineasta Ruy Guerra no filme Os Deuses e Os Mortos (1970) e como artista plástico realiza diversas exposições em São Paulo e no Rio de Janeiro. Faz sua última cenografia na peça O Rei do Riso, de 1985. Morre de Aids no mesmo ano.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FLORESTAN FERNANDES


Sociólogo e político paulista. É considerado o fundador da sociologia crítica no Brasil. Cumpriu dois mandatos como deputado federal. Florestan Fernandes (22/7/1920 - 10/8/1995) nasce na cidade de São Paulo, de origem pobre, estuda com dificuldade e destaca-se pela disciplina e esforço. Torna-se professor da Universidade de São Paulo (USP) na década de 40, sendo afastado pelo regime militar em 1969. A partir daí passa a lecionar em universidades do Canadá e dos Estados Unidos. Denuncia a marginalização do negro na sociedade na tese A Integração do Negro nas Sociedades de Classe (1964). Dedica-se, também, ao estudo das sociedades indígenas, da educação e da modernização, além da análise crítica da sociologia. Aborda o processo revolucionário latino-americano em Capitalismo Dependente e Classes Sociais na América Latina (1973). Em 1975 escreve A Revolução Burguesa no Brasil, sobre as classes dominantes do país e sua resistência às mudanças históricas. Volta ao Brasil em 1977, passa a lecionar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), a partir de 1979, retornando à USP em 1986. É considerado o fundador da sociologia crítica no Brasil. Além da atividade acadêmica, destaca-se pela militância política de esquerda, elegendo-se deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em 1986, para a Assembléia Nacional Constituinte, e em 1990. Morre em São Paulo.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCESCO PETRARCA


Poeta e humanista italiano (20/7/1304-18 ou 19/7/1374). Autor de poesias que revelam intenso conhecimento humanista. É ele quem fixa a forma do soneto. Filho de um advogado, nasce em Arezzo e, em 1312, muda-se com a família para Avignon, na França. Por influência do pai, começa em 1316 a estudar direito em Montpellier, continuando o curso em Bolonha, em 1320. Com a morte do pai, em 1326, interrompe os estudos e volta a Avignon, onde se aprofunda em literatura. Em abril de 1327 vê Laura (provavelmente Laura Novaes, casada com Hugo de Sade) na porta da Igreja de St. Clare. Apaixona-se e dedica a ela amor platônico até o fim da vida. Os poemas de Rime e Canzoniere mostram a intensidade desse amor. Em 1333 viaja pela França e lê manuscritos clássicos nas bibliotecas monásticas. Em 1337 visita Roma pela primeira vez. De volta a Avignon, busca refúgio no monte Vaucluse para seus momentos de meditação. Em 1353 vai para Milão, onde permanece por oito anos. Transfere-se em 1361 para Pádua e depois para Veneza, cidade em que recebe várias vezes a visita de Boccaccio. Ainda em fase de intensa produção literária, muda-se para uma casa de campo em Arquà, na qual morre de malária.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCIS BACON


Filósofo e político inglês (22/1/1561-9/4/1626). Fundador do empirismo moderno, corrente filosófica que vincula a teoria ao aprendizado pela experiência. Nasce em Londres e tem uma educação orientada para a carreira política. Sua habilidade como orador o leva à Câmara dos Comuns em 1584. Exerce vários cargos públicos durante o reinado de Jaime I, até se tornar grande chanceler, em 1618. No mesmo ano recebe o título de barão de Verulam e, três anos mais tarde, o de visconde de St. Albans. Acusado de corrupção, é condenado a pagar pesada multa e proibido de exercer funções públicas, além de passar algum tempo na prisão. Como pensador, é pioneiro ao traçar o primeiro esboço racional de uma metodologia científica. Escreve, entre outras obras, Novum Organum – Novo Método (1620) e De Dignitate et Augmentis Scientiarum – Sobre a Dignificação e o Progresso das Ciências (1623). Seus Ensaios, produzidos em 1597, 1612 e 1625, servem de modelo para a moderna prosa inglesa. Morre em Londres.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCIS FORD COPPOLA


Produtor, roteirista e diretor de cinema norte-americano (7/4/1939-). Nascido em Detroit, é filho do maestro e compositor Carmine Coppola. Estuda teatro em Nova York e gradua-se em cinema na Universidade da Califórnia. Começa a trabalhar com o diretor Roger Corman, com quem faz vários filmes. Em 1968, instala-se em Los Angeles e funda a American Zoetrope, onde trabalha uma nova geração de cineastas. Seu primeiro filme de sucesso é O Poderoso Chefão, que, baseado na novela do escritor ítalo-americano Mario Puzo, renova o tratamento dado aos filmes de gângster. É aclamado pela crítica e consegue inúmeros prêmios. Em seguida dirige A Conversação (1974) e, no mesmo ano, O Poderoso Chefão Parte II. Seu filme Apocalypse Now (1979), adaptação de um romance do novelista inglês Joseph Conrad, ganha a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Os trabalhos mais recentes incluem Tucker, um Homem e Seu Sonho (1988), Contos de Nova York (1989), O Poderoso Chefão - Parte III (1990), que faz para se livrar de dificuldades financeiras, Drácula de Bram Stoker (1992) – o mais bem recebido destes pelo público e pela crítica – e ainda Jack (1996). Seu filme mais recente como diretor e roteirista é O Homem Que Fazia Chover (1997), a história de um advogado idealista contra outro, ambicioso e corrupto. Além do cinema, tem se dedicado a sua vinícola no vale do Napa, na Califórnia, Estados Unidos. Participa da produção executiva de diversos filmes na década de 90. Alguns exemplos são Buddy (1997), A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça(1999) e As Virgens Suicidas (1999), este último roteirizado e dirigido por sua filha Sofia. Em 2002, o cineasta lança uma versão estendida de Apocalipse Now com 202 minutos de duração e inicia a produção de On the Road, baseado na obra do escritor americano Jack Kerouac. Em 2003, Coppola visita, entre outras cidades no mundo, Curitiba (PR), em busca de inspiração para Megalopolis, seu novo trabalho como diretor.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCIS HARRY COMPTON CRICK


Biofísico inglês (8/6/1916-28/7/2004). Um dos autores de uma das mais importantes descobertas científicas do século XX: a determinação da estrutura molecular do DNA. Nasce em Northamptonshire, ao norte da Inglaterra. Físico por formação, trabalha no desenvolvimento de minas magnéticas para uso naval durante a II Guerra Mundial. Em 1947, começa suas pesquisas em biologia no laboratório da Universidade de Cambridge. Em 1951, já sabe que o DNA tem papel fundamental na determinação hereditária de cada célula. Passa a investigar a estrutura tridimensional do DNA com os biólogos americanos James Watson e Maurice Wilkins. Usa difração de raios X para construir um modelo de duas cadeias helicoidais, ligadas horizontalmente por bases orgânicas. Em 1961, demonstra que cada grupo de três bases de um único DNA designa a posição de um aminoácido específico em moléculas de proteína. Em 1962, divide com Watson e Wilkins o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina. Desde 1977, é professor no Salk Institute for Biological Studies, em San Diego, Califórnia. Publica Molecules and Men (As Moléculas e os Homens, 1966), Life Itself (A Própria Vida, 1981), What Mad Pursuit: A Personal View of Scientific Discovery (1988) e The Astonishing Hypothesis: The Scientific Search for the Soul (1994). Francis Crick morre na Califórnia, Estados Unidos, em conseqüência de câncer no cólon.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCIS SCOTT FITZGERALD


Escritor norte-americano (24/9/1896-21/12/1940). Considerado o principal cronista da vida da alta sociedade dos EUA nos anos 20, a era do jazz. Torna-se porta-voz da chamada geração perdida, que proclama a falência do sonho norte-americano de uma sociedade harmônica. Nascido em Saint Paul, Minnesota, filho de um fazendeiro do sul e de uma rica católica irlandesa, Francis Scott Key Fitzgerald entra para a Universidade de Princeton, que abandona para se alistar no Exército em 1917. Ao dar baixa tenta a carreira publicitária até publicar o primeiro romance, Este Lado do Paraíso (1920), um sucesso que lhe rende muito dinheiro. Em 1922 escreve Belos e Malditos. Dois anos depois parte para a França, como outros artistas norte-americanos, e leva uma vida agitada. Escreve O Grande Gatsby, que hoje é considerado sua obra-prima, mas vende pouco na época. Passa um longo período apenas fazendo textos para revistas. Em 1934 lança Suave É a Noite, outro fracasso de vendagem. De volta aos EUA, em 1937, faz roteiros para filmes de Hollywood. Enfraquecido pelo álcool, morre em 1940, após duas tentativas de suicídio em 1936. Deixa inacabado o livro O Último dos Magnatas.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO DE QUEVEDO Y VILLEGAS


Escritor espanhol. É considerado um dos maiores nomes da literatura de seu país no período barroco. Francisco Gómez de Quevedo y Villegas (17/9/1580-8/9/1645) nasce em Madri, em uma família rica. Estuda nas universidades de Alcalá e Valladolid, aprende diversas línguas e com 23 anos já se destaca como poeta. Miguel de Cervantes elogia seu trabalho. Mas Quevedo quer seguir carreira política. Torna-se conselheiro do duque de Osuna em 1613 e serve na Sicília e em Nápoles (Itália), então províncias espanholas. Acusado de envolver-se em uma conspiração como agente de Osuna, volta para a Espanha em 1618. Com a ascensão do rei Felipe IV, o duque perde o poder e o poeta é desterrado em 1620. Dedica-se então à literatura, produzindo desde versos satíricos até tratados filosóficos. Seus sonetos mais marcantes tratam da brevidade da vida. Faz paródias das obras de Luís de Gôngora, autor de estilo complicado, seu contemporâneo e rival nas letras, inventando expressões que deixam o verso incompreensível. Publica um conjunto de textos satírico-morais sob o título Los Sueños (Os Sonhos, 1627). Morre em Villanueva de los Infantes.


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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FLORIANO PEIXOTO


Militar e estadista alagoano. Segundo presidente do Brasil, é responsável pela consolidação do regime republicano. Floriano Vieira Peixoto (30/4/1839 - 29/6/1895) nasce em Maceió, filho de lavradores pobres, e é criado pelo tio e padrinho, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto. Cursa o primário em Maceió e a Escola Militar no Rio de Janeiro, para onde é mandado aos 16 anos. Revela distinção e bravura no Exército, especialmente na Guerra do Paraguai, da qual participa até o desfecho, em Cerro Corá, trazendo como lembrança a manta do cavalo de Solano López. É ajudante-general-de-campo, segundo posto abaixo do ministro do Exército, o visconde de Ouro Preto, quando eclode o movimento republicano em 1889. Recusa-se a fazer parte da conspiração, mas também não se dispõe a combater as tropas republicanas rebeladas. Com a proclamação da República, ocupa o Ministério da Guerra, em 1890, e é eleito vice-presidente de Deodoro da Fonseca no ano seguinte. Com a renúncia de Fonseca, assume a Presidência e governa com mão de ferro até o final do mandato, em 1894. Vence um período conturbado por movimentos rebeldes, entre eles a Revolta da Armada e a Revolução Federalista, que têm como objetivo destituí-lo do poder. Em sua homenagem, o governador catarinense Hercílio Luz decreta a mudança de nome da capital, de Desterro para Florianópolis, em 1o/10/1894. Retira-se da vida pública assim que deixa o cargo de presidente. Morre em Divisa, hoje distrito de Floriano, no município de Barra Mansa, Rio de Janeiro.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCESCO MATARAZZO

Empresário italiano. Estabelece o maior complexo industrial da América Latina no início do século XX, um dos marcos da modernização no Brasil. Francesco Matarazzo (9/3/1854-10/12/1937) nasce em Santa Maria de Castellabate, região sul da Itália. Aos 27 anos migra para o Brasil, em busca de melhores condições de vida. No porto de Santos (SP), perde parte da carga que trazia e, com o dinheiro que lhe sobra, abre na cidade de Sorocaba uma empresa de produção e venda de banha de porco. Dez anos depois, muda-se para São Paulo e funda, com os irmãos Giuseppe e Luigi, a empresa Matarazzo e Irmãos. Diversifica seus negócios e começa a importar farinha de trigo dos Estados Unidos. Em 1900, a guerra entre a Espanha e os países centro-americanos dificulta a compra do produto e ele consegue crédito do London and Brazilian Bank para construir um moinho na capital. A partir daí, seu império se expande rapidamente, chegando a reunir 365 fábricas por todo o Brasil. A renda bruta do conglomerado é a quarta maior do país, e 6% da população paulistana depende de suas fábricas, que, em 1911, passam a se chamar Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. Sua estratégia de crescimento segue o lema "uma coisa puxa a outra". Para embalar o trigo, monta uma tecelagem. Para aproveitar o algodão usado na produção do tecido, instala uma refinaria de óleo, e assim por diante. Em reconhecimento à ajuda que envia à Itália durante a I Guerra Mundial, em 1917 recebe do rei Vitorio Emmanuele III o título de conde. Em 1928 participa da fundação do Centro das Indústrias de São Paulo. Morre na capital paulista após uma crise de uremia.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO ADOLFO VARNHAGEN

Historiador e diplomata paulista. Reconhecido por seus estudos sobre o Brasil, é responsável pela descoberta do jazigo de Pedro Álvares Cabral. Francisco Adolfo de Varnhagen (17/2/1816-29/6/1878) nasce em São João de Ipanema, município de Sorocaba, filho de um engenheiro militar alemão que vem ao Brasil estudar as minas de ferro da região, a pedido do governo de Lisboa. Estuda em Portugal, no Real Colégio Militar da Luz, de Lisboa, e inicia-se na carreira militar como voluntário das tropas de dom Pedro I, que lutam contra dom Miguel. Escreve seu primeiro trabalho de história, Notícia do Brasil, entre 1835 e 1838. Neste último ano encontra o túmulo de Pedro Álvares Cabral no Convento da Graça, em Santarém, Portugal. Com o estudo, credencia-se como sócio-correspondente da Academia de Ciências de Lisboa. Forma-se engenheiro militar em 1839, na Real Academia de Fortificação, e volta ao Brasil no ano seguinte. Passa a trabalhar no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em 1841. Em 1844 obtém a nacionalidade brasileira (apesar de nascido no país, ele tem de lutar por ela por causa de ascendência paterna alemã). Graças a ela, consegue ser admitido na carreira diplomática. Depois de servir em Lisboa e em Madri, vai representar o país no Paraguai, em 1858, já como historiador reconhecido pela autoria de História Geral do Brasil (1854-1857), sua obra mais importante, de dois volumes. Como diplomata, trabalha ainda em Portugal, Espanha, Paraguai, Venezuela, Nova Granada (atual Colômbia), Equador, Chile, Peru e Holanda (Países Baixos). Aproveita o contato com o exterior para coletar documentos sobre o Brasil em bibliotecas e arquivos. Entre os estudos históricos de sua autoria se destacam a História das Lutas contra os Holandeses no Brasil desde 1624 e 1654, de 1871, e a História da Independência do Brasil, que só vem a público em 1916. Encerra a carreira diplomática como representante do país em Viena, na Áustria, onde morre. Casado com a chilena Carmen Ovalle desde 1864, é enterrado em Santiago, no Chile.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO ALVES

Cantor fluminense. Conhecido como o rei da voz, é um dos maiores intérpretes da música popular brasileira nas décadas de 30 e 40. Francisco de Morais Alves (19/8/1898- 27/9/1952) nasce no Rio de Janeiro, filho mais velho de um casal de imigrantes portugueses. Abandona os estudos para trabalhar como engraxate e, mais tarde, como operário em uma fábrica de chapéus. Inicia sua carreira aos 20 anos, apresentando-se em circos. No ano seguinte, convidado por João Gonzaga, filho de Chiquinha Gonzaga e proprietário da gravadora Disco Popular, lança seu primeiro disco, em que interpreta as marchas Pé de Anjo e Fala Meu Louro, compostas por Sinhô. Na década de 20 atua em diversas companhias do teatro musicado, ao lado de intérpretes como Vicente Celestino. Casa-se com Célia Zenatti, sua companheira durante 28 anos. Em 1930 passa a fazer dupla com Mário Reis, gravando 12 discos, entre os quais Se Você Jurar (1930) e Fita Amarela (1933). Nessa época dirige um programa na Rádio Cajuti e nele lança o cantor Orlando Silva, que se torna seu principal rival artístico. Em sua carreira, interpreta quase mil músicas, entre marchas carnavalescas, sambas, boleros, valsas e tangos. Alguns de seus maiores sucessos são Adeus, Cinco Letras Que Choram (1947), de Silvino Neto, Serra da Boa Esperança (1937), de Lamartine Babo, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso. Atua em filmes musicais como Alô, Alô, Brasil! (1934) e Laranja da China (1940). Em 1952 grava suas últimas canções, entre elas a marcha Confete e a valsa Canção da Criança. Morre em um acidente de automóvel na rodovia Presidente Dutra.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO DE ASSIS CHATEAUBRIAND


Jornalista e político paraibano. Proprietário da primeira grande rede de empresas de comunicação do país, uma das personalidades mais influentes do país nos anos 40 e 50. Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo (5/10/1892-4/4/1968) nasce em Umbuzeiro e forma-se em direito no Recife (PE). Ainda estudante, trabalha em vários jornais, entre eles o Diário de Pernambuco, que mais tarde compraria. Começa a montar seu império jornalístico a partir do final dos anos 20. Chega a reunir sob seu comando mais de 100 jornais, revistas, estações de rádio e TV. Nas décadas de 40 e 50, é um dos homens mais influentes do país, temido pelas campanhas jornalísticas que organiza, como a contrária à criação da Petrobras. Pioneiro na transmissão do sinal de televisão no país, cria a TV Tupi em 1950. Durante o Estado Novo, consegue de Getúlio Vargas a promulgação de um decreto que lhe dá direito à guarda da filha, após a separação de sua mulher. Na ocasião, fica conhecido por usar a frase: "Se a lei é contra mim, vamos mudar a lei". É o criador do Museu de Arte de São Paulo (Masp) em 1947. Em 1952 elege-se senador pela Paraíba e, em 1955, pelo Maranhão. Trabalha até o final da vida, mesmo após a trombose que o deixa tetraplégico, em 1960. Morre em São Paulo.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO DE MELO PALHETA

Militar e sertanista paraense. Conhecido como o introdutor do cultivo do café no Brasil. Francisco de Melo Palheta (1670-?) nasce em Belém do Pará. Sargento-mor, comanda uma expedição fluvial, em 1722, que sobe o rio Mamoré e chega a aldeia de Santa Cruz de Cajajuvas, sede de uma missão jesuítica no Peru. Escreve um relato de viagem sobre sua expedição, publicado por Capistrano de Abreu , em 1884. Em 1727 é enviado à Guiana Francesa pelo governador do estado do Maranhão e Grão-Pará, João Maia da Gama, com duas incumbências. A primeira, de caráter diplomático, é exigir o cumprimento do Tratado de Utrecht, pelo qual se fixa no rio Oiapoque a fronteira entre as duas colônias, que estaria sendo ignorada pelo governador francês da Guiana, Claude d'Orvilliers. A segunda tarefa é obter clandestinamente mudas de café, cultivado nas Guianas desde 1719, e trazê-las para plantio no Pará. Palheta cumpre as duas missões. Apesar da proibição formal do governo francês de venda do café ao Brasil, chega com sementes e várias mudas da planta. No Pará, faz a primeira plantação de café, que chega a ter mais de mil pés, para a qual pede ao governo 100 casais de escravos. A partir da segunda metade do século XIX, as plantações espalham-se pelo Sudeste do Brasil, iniciando o ciclo do café.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO DE PAULA F. DE ANDRADE

Militar fluminense. Um dos chefes da Inconfidência Mineira com mais elevado cargo oficial. Francisco de Paula Andrade (1756 -1802) nasce no Rio de Janeiro e faz carreira na força pública de Minas Gerais. Torna-se em pouco tempo tenente-coronel do Regimento dos Dragões. Casado, pai de quatro filhos, vive em Vila Rica, atual Ouro Preto. Envolve-se com os conspiradores que, inspirados nos ideais libertários e antimonárquicos da Revolução Francesa, pretendem separar Minas Gerais da metrópole portuguesa desde o começo do movimento. Segundo os planos dos inconfidentes, é o encarregado de prender o governador da província, visconde de Barbacena, no início do levante. Com a derrota da campanha, é preso, julgado e condenado à morte, mas seu nome é incluído na relação dos beneficiados pela carta régia de 15 de outubro de 1790. Tem a pena comutada para degredo perpétuo. A história é conhecida como o episódio da maçã : ao saber da decisão real, sua irmã lhe envia uma maçã com um bilhete escondido em seu interior, por meio do frade que atende os revoltosos. Nele escreve: "Comutação da pena de morte na última hora". Sem notar o artifício, o frade manda a fruta para outro preso, o padre Carlos de Toledo. Andrade vive o exílio em Angola, onde usa seus conhecimentos de mecânica e de hidráulica para colaborar nas obras públicas do governador.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES

Político paulista. Presidente da República de 1902 a 1906, durante o seu governo ocorre a Revolta da Vacina.Francisco de Paula Rodrigues Alves (7/7/1848-16/1/1919) nasce em Guaratinguetá, filho de portugueses, ricos proprietários de terra. Terceiro de 13 filhos, é o único a estudar na corte. No Colégio Pedro II, considerado o melhor de Lisboa, tem Joaquim Nabuco como colega de classe e Joaquim Manoel de Macedo como professor de história. Durante os seis anos de curso, é cinco anos o primeiro aluno da classe. Forma-se em direito em São Paulo antes de ingressar na vida pública, em 1872, como deputado provincial pelo Partido Conservador. Em 1887 chega à Presidência da província de São Paulo, cargo que voltaria a ocupar em 1900 e 1916. Após a Proclamação da República, é deputado constituinte, em 1890, e ministro da Fazenda duas vezes, no governo de Floriano Peixoto e no de Prudente de Morais. Eleito presidente da República, em 1902, dá continuidade à política de valorização do cultivo do café. Mantém as finanças do país, constrói estradas de ferro e portos e propõe-se a reurbanizar e a sanear o Rio de Janeiro. Fracassa em relação a esta última proposta, no que diz respeito à vacinação em massa da população contra a varíola. Instituída de forma autoritária, e sem o esclarecimento da opinião pública, a campanha preventiva provoca a rebelião popular conhecida como a Revolta da Vacina (1904). Volta a ser eleito novamente para a Presidência, em 1918, mas contrai a gripe espanhola e morre em janeiro de 1919, sem tomar posse.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO DE SAN TIAGO DANTAS

Jurista e político fluminense. De grande influência no início dos anos 60, é chanceler e ministro da Fazenda no governo de João Goulart. Francisco Clementino San Tiago Dantas (30/10/1911 - 7/9/1964) nasce na cidade do Rio de Janeiro. Conclui os estudos secundários em Belo Horizonte e forma-se em direito no Rio de Janeiro. Aos 25 anos filia-se à Ação Integralista Brasileira, da qual se afasta em 1938. É um dos fundadores do jornal A Razão (1931) e da revista Hierarquia (1932). Como proprietário e diretor do Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, defende o monopólio estatal do petróleo e a construção de Brasília. Leciona na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil e na Faculdade de Direito de Paris. É eleito deputado federal por Minas Gerais pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 1959, e dois anos depois assume o Ministério das Relações Exteriores do governo parlamentarista de João Goulart. Com San Tiago Dantas à frente da pasta, o Brasil abandona a prática de alinhamento automático com os Estados Unidos e procura um lugar entre os países não-alinhados, além de se abrir para o bloco socialista. Em 1963 ocupa o Ministério da Fazenda. Afasta-se da política com o golpe de 1964. Escreve, entre outros, os livros Problemas de Direito Político (1952) e A Educação Jurídica e a Crise Brasileira (1955). Morre no Rio de Janeiro.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO FRANCO


Militar e estadista espanhol (4/12/1892-20/11/1975). Francisco Franco y Bahamonde nasce em El Ferrol, noroeste da Espanha. Ao 15 anos, entra para a Academia Militar de Alcázar, na cidade de Toledo, e aos 32 anos torna-se o mais jovem general do país. Ascende rapidamente na carreira até 1931, quando o rei Alfonso XIII abdica e um governo republicano de orientação esquerdista o substitui. Em 1933, Franco já é chefe do Estado-Maior do Exército, mas identifica-se com a oposição ao governo. Em junho de 1936, lidera os militares contrários ao governo e dá início à Guerra Civil Espanhola. Com a ajuda da Alemanha e da Itália, que tinham afinidades ideológicas com a direita espanhola, vence a guerra em 1939. Apoiado pelo Exército e pela Igreja Católica, institui um regime de partido único, autoritário, em que exerce os poderes Executivo e Legislativo e controla o Judiciário. A Espanha não participa da II Guerra Mundial, mas Franco envia soldados para ajudar os nazistas na invasão da União Soviética. Com a derrota do Eixo, fica isolado na Europa e é hostilizado pela ONU (Organização das Nações Unidas). Em 1947 declara a Espanha uma monarquia e assume o cargo de regente vitalício. Em 1969 nomeia seu sucessor o príncipe Juan Carlos I, neto do antigo rei Alfonso XIII. Após a morte do ditador, em Madri, Juan Carlos I assume o trono e promove a redemocratização do país.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO GOYA


Pintor espanhol (30/3/1746-16/4/1828). Francisco José de Goya y Lucientes dá início à carreira realizando afrescos em estilo rococó para igrejas de Zaragoza, sua cidade natal. Em 1767 muda-se para Madri. Começa a produzir tapeçarias, cartões e pinturas que retratam os costumes da realeza espanhola. Em 1792 adoece e fica surdo, fato que influencia sua produção posterior, marcada pelo realismo das imagens e pelo tom grotesco e soturno. Torna-se o primeiro pintor da corte de Carlos IV em 1799, permanecendo no cargo mesmo após a invasão napoleônica. Com a restauração da Monarquia espanhola, em 1814, realiza Dos de Mayo e Tres de Mayo, retratando episódios da guerra. Nesse ano é interrogado pelo Tribunal da Inquisição por causa do quadro La Maja Desnuda (1800-1805), que mostra um nu feminino. Utiliza-se da caricatura para exprimir sua crítica ao absolutismo espanhol. Ainda assim fica na corte até 1820, quando se isola em sua quinta. Destaca-se também por suas gravuras, como a série Los Desastres de la Guerra (1810-1814), uma visão sombria da condição humana. Em 1824 passa a viver na França, onde morre.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO JULIÃO


Advogado e político pernambucano. Fundador das Ligas Camponesas em Pernambuco, é um dos mais importantes defensores da reforma agrária no Brasil, antes do regime militar de 1964. Francisco Julião Arruda de Paula (16/2/1915-10/7/1999) nasce no município de Bom Jardim. Formado em direito, dedica-se desde o início da carreira a defender camponeses expulsos de suas terras. Eleito deputado estadual pelo Partido Socialista Brasileiro, participa, em 1956, da criação das Ligas Camponesas, pequenas organizações de plantadores e foreiros (trabalhadores diaristas) dos engenhos de açúcar da Zona da Mata, cujos objetivos são a distribuição de terras aos camponeses e a extensão das leis trabalhistas ao setor rural. Sua luta se desenvolve em três frentes complementares: no próprio campo, contra o atraso e a desconfiança dos camponeses, produzindo vários boletins, como Guia do Camponês, ABC do Camponês e Cartilha do Camponês; na justiça, promovendo e contestando as ações judiciais que se multiplicam com o alastramento das ligas; e na Assembléia Legislativa, denunciando e protestando contra arbitrariedades, prisões e assassinatos impunes. Em 1957 visita a União Soviética, como integrante da Comissão Econômica Parlamentar brasileira. Três anos mais tarde faz parte da comitiva do presidente Jânio Quadros que vai a Cuba. Eleito deputado federal em 1962, é preso após o golpe de 1964, sendo libertado apenas no ano seguinte. Exila-se no México. Também escreve ensaios literários, contos e novelas. Entre seus livros mais conhecidos estão Cachaça (1951), Irmão Juazeiro (1961), O Que São Ligas Camponesas (1962) e Cambão: La Cara Oculta de Brasil (1968). Morre de infarto, em Cuernavaca, no México.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO MIGNONE

Compositor, regente e pianista paulista. Um dos maiores representantes do modernismo e nacionalismo musical no Brasil.Francisco Paulo Mignone (3/9/1897- 19/2/1986) nasce em São Paulo. Estuda piano e flauta desde a infância. Entre os 13 e os 22 anos, sob o pseudônimo de Chico Bororó, atua como pianista de pequenos grupos e flautista em rodas de choro e seresta. Em 1920 embarca para Milão como bolsista e escreve sua primeira ópera, O Contratador de Diamantes (1921). Passa sete anos na Itália e mais dois na Espanha, regressa ao Brasil e, sob a influência de Mário de Andrade, participa do movimento nacionalista. Em 1933 escreve o bailado afro-brasileiro Maracatu do Chico-Rei, uma de suas obras mais importantes. Um ano depois se torna professor de regência no Instituto Nacional de Música, onde lecionaria por 35 anos. Nesse período cria obras baseadas em poemas de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Mário Quintana, entre outros. Apresenta-se como regente em Roma, Berlim e Estados Unidos e cria suas principais composições orquestrais - como Valsas de Esquina (1938-1942) e Festa nas Igrejas (1939), além de trilhas para cinema e peças vocais. Fica viúvo de sua primeira esposa, a professora de música Liddy Chiaffarelli, em 1961. É eleito o melhor compositor de música brasileira de 1968 pelo conselho do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Recebe também o Prêmio Moinho Santista como maior personalidade da música brasileira (1972) e o Prêmio Shell no gênero erudito (1982). Casa-se novamente aos 83 anos com Maria Josephina, com quem já formava um duo pianístico. Morre no Rio de Janeiro.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO ORELLANA

Soldado espanhol (1490-1546). Primeiro europeu a explorar o rio Amazonas. Nasce na cidade de Trujillo, Castela. Depois de participar do exército de Francisco Pizarro, que conquista o Peru em 1535, muda-se para a cidade de Guaiaquil, no Equador, e é nomeado governador dessa área em 1538. Quando o meio-irmão de Pizarro, Gonzalo, prepara uma expedição para explorar as regiões desconhecidas a leste do Equador, Orellana assume o posto de tenente. Em abril de 1541, é enviado à frente do grupo para garantir provisões para a expedição. No comando de um brigue e de 50 soldados, chega à confluência dos rios Napo e Marañón, onde o grupo o convence da impossibilidade de voltar a se reunir a Gonzalo Pizarro. Assim, decide seguir pelo rio Amazonas, e alcança sua foz em agosto de 1542. Dirige-se então à ilha de Trinidad, no Caribe, retornando dali para a Espanha. De volta à corte, conta histórias sobre tesouros de ouro e especiarias e do encontro com tribos lideradas por mulheres, como na lenda grega das Amazonas (de onde viria o nome dado ao rio). Ganha o direito de explorar as terras, mas, por causa de disputas entre Portugal e Espanha pela posse do Novo Mundo, não conta com a ajuda oficial do reino espanhol. Na viagem de retorno ao Amazonas, perde navios e homens na travessia do Atlântico e morre quando sua embarcação afunda na foz do rio.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO PIZARRO


Soldado espanhol (1475-26/6/1541). Nasce em Trujillo, Castela, filho ilegítimo do capitão Gonzalo Pizarro. Entra no Exército e, em 1502, acompanha o novo governador espanhol até a colônia de Hispaniola (a ilha em que atualmente ficam Haiti e República Dominicana). Entre 1519 e 1523 trabalha como prefeito e magistrado da recém-fundada Cidade do Panamá. Aos 48 anos, começa a organizar expedições à costa oeste da América do Sul, juntamente com o soldado Diego de Almagro e o padre Hernando de Luque. Na segunda delas, em 1526, descobre peças de metais preciosos e resolve seguir a sua rota. Para isso, pede reforços ao governador do Panamá, que manda a tropa retornar. Pizarro ignora a ordem e continua a exploração da costa, encontrando uma terra desconhecida que chama de Peru. Ali, ouve falar do Império Inca e, decidido a conquistá-lo, volta à Espanha para pedir auxílio ao imperador Carlos V. O monarca cria a província de Nova Castela, que se estende por quase mil quilômetros ao sul do Panamá, e torna Pizarro seu governador. Com três navios e 180 homens, ele chega ao Peru em 1531. Faz contato com Atahualpa, imperador dos incas, a quem toma como refém no primeiro encontro e depois mata, abrindo caminho para a conquista da capital, Cuzco, em 1533. Em 1535 funda a cidade de Lima. Lá, manda assassinar seu parceiro Diego de Almagro, com quem se desentendera por causa da divisão dos saques, e é morto por seguidores dele.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO RAMOS DE AZEVEDO

Engenheiro e arquiteto paulista. Autor de grandes projetos públicos da capital paulista, como o Teatro Municipal. Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851-1928) nasce em Campinas. Estuda na Escola Militar, na Escola Central e depois na Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Em 1875 embarca para a Bélgica, sendo admitido no curso especial de engenharia e arquitetura da Universidade de Gent. Volta ao Brasil em 1878 e instala-se em sua cidade natal, onde projeta várias residências particulares e edifícios públicos, entre eles o do Paço Municipal e do Matadouro de Campinas. Em São Paulo, a partir de 1886, é encarregado pelo governo estadual do conjunto de edifícios do Pátio do Colégio, que inclui a construção dos prédios da Tesouraria da Fazenda, da Secretaria de Polícia e da Agricultura, além da reforma e ampliação do Palácio do Governo (antigo Colégio dos Jesuítas). Com linhas clássicas, que valorizam a proporção e a simetria, suas construções são marcadas pela monumentalidade e conferem nova ambientação ao centro da cidade. Faz também as novas instalações da Escola Politécnica, no bairro da Luz, que passa a abrigar em 1894 o primeiro curso de arquitetura de São Paulo, em que leciona por vários anos. Entre seus trabalhos se destacam ainda os prédios da Escola Normal (1890), do Hospital Militar (1896) e do Hospício dos Alienados do Juqueri (1895) e inúmeros palacetes. Com espírito empreendedor e bom relacionamento nos meios oficiais, cria várias empresas ligadas à construção civil, sendo responsável por difundir no país padrões e conquistas técnicas da arquitetura européia do final do século XIX. Paralelamente, dedica-se a atividades acadêmicas, tendo sido professor e vice-diretor da Escola Politécnica e diretor do Liceu de Artes e Ofícios. Neste último estimula as atividades de uma escola profissional de caráter industrial, a primeira a funcionar no Brasil em 1900. Morre no Guarujá.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANCISCO SOLANO LÓPEZ


Político e militar paraguaio (24/7/1827-1º/3/1870). Nasce em Assunção, filho mais velho do ditador vitalício Carlos Antonio López. Torna-se general-de-brigada aos 18 anos e o pai o envia à França, onde compra armas para modernizar o exército do Paraguai. É nomeado ministro da Guerra e da Marinha. Assume o governo após a morte do pai, em 1862, e procura manter uma política de desenvolvimento econômico. Contrata técnicos estrangeiros para implantar inovações tecnológicas no país, entre elas a primeira rede telegráfica da América do Sul, uma malha ferroviária e várias indústrias. Investe na construção naval e na fabricação de armas e institui o serviço militar obrigatório. Como seu território não tem saída para o mar, reivindica do Brasil e da Argentina direitos de navegação e comércio no rio da Prata. Sua atitude expansionista provoca a Guerra do Paraguai. Com apoio popular, resiste aos inimigos por cinco anos. Os milhares de mortos, que somam quase dois terços da população paraguaia, enfraquecem sua popularidade, o que o leva a executar os oposicionistas. Derrotado, o país perde largas porções de território para o Brasil e a Argentina. Solano López foge para o interior e é morto pelo exército brasileiro. Hoje é considerado herói nacional do Paraguai.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANÇOIS MITTERRAND

Estadista francês (26/10/1916-8/1/1996). François-Maurice-Marie Mitterrand nasce em Jarnac e estuda direito e letras na Universidade de Paris. Durante a II Guerra Mundial, participa da Resistência Francesa, movimento de oposição ao nazismo. Começa a carreira política como deputado, de 1946 a 1958, e no ano seguinte elege-se senador. Em 1965, como candidato único dos partidos de esquerda, obtém 44,8% dos votos no segundo turno das eleições presidenciais e é vencido por Charles de Gaulle. Torna-se secretário do Partido Socialista em 1971. Um ano depois, ao disputar novamente a Presidência, é derrotado por Valéry Giscard d''Estaing, a quem bate nas eleições de 1981. Torna-se, então, o primeiro socialista a chegar à Presidência da França. Destaca-se por tomar medidas estatizantes e fazer reformas sociais, mas, em conseqüência da crise econômica mundial, não consegue reduzir o desemprego. Combate a inflação e prioriza a integração com a Comunidade Econômica Européia, que daria origem à União Européia. Dois anos depois, os conservadores vencem as eleições legislativas, o que obriga Mitterrand a governar com o gaullista Jacques Chirac como primeiro-ministro. Em 1988 é eleito para um segundo mandato, marcado pela mudança de três primeiros-ministros e pelo crescimento da extrema direita. Já no fim da vida, revela ter mantido uma amante, com quem tem uma filha. Morre de câncer em Paris.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANÇOIS QUESNAY


Economista francês (4/6/1694-16/12/1774). Mentor da primeira escola de economia, conhecida como fisiocrata. Nasce em Méré, cidade próxima a Paris, e estuda medicina antes de se interessar por economia. Como médico, trabalha em um hospital de Nantes, como mestre de cirurgia, a partir dos 24 anos. Torna-se médico de Luís XV depois. Conhece os economistas de seu tempo e começa a escrever sobre o assunto por volta de 1756, quando passa a colaborar na Enciclopédia, organizada por Diderot. No ensaio Quadro Econômico, de 1758, analisa as relações entre as classes sociais pelo fluxo de pagamentos entre elas. A obra busca uma visão global do processo econômico e analisa a agricultura como o setor mais importante da produção. De acordo com o ensaio, a sociedade divide-se em três classes: a produtiva, de agricultores, a dos proprietários de terras e a dos comerciantes. Assim como os intelectuais do iluminismo, identifica na sociedade uma "ordem natural" que deve ser respeitada pelos governos. Com suas idéias sobre a necessidade do equilíbrio econômico e de investimentos em poupança de forma a manter saudável o fluxo de pagamentos, influencia teóricos do liberalismo econômico como Adam Smith e David Ricardo. Morre em Versalhes.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANÇOIS RABELAIS


Escritor francês (1493-9/4/1553). Autor da epopéia heróico-cômica de Gargantua e Pantagruel. Nasce em La Devinière e recebe formação clássica. Entra para a Ordem Menor dos Franciscanos, transferindo-se para a dos Beneditinos (1525). Ordenado padre, viaja pelo interior da França e entra em contato com os dialetos, as lendas e os costumes que influenciarão sua obra. Abandona o hábito em 1530 e estuda medicina em Montpellier. Forma-se em 1537 e trabalha como médico em Lyon e Turim. Publica o primeiro volume de sua obra clássica em 1532, provocando escândalo entre os intelectuais e teólogos da época. Os personagens, Pantagruel e seu pai, Gargantua, são gigantes de apetite imenso. Rabelais descreve com detalhes o exercício das funções naturais por seus personagens, o que é considerado obsceno e grotesco. Critica a estagnação medieval, atacando a Igreja e as convenções sociais. Antipuritano convicto, cultiva o ideal de harmonia entre o homem e a natureza e alimenta o sonho de uma reforma liberal na Igreja e nos costumes. É considerado herege pelos católicos e radical demais pelos protestantes. Morre em Paris.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANÇOIS TRUFFAUT


Cineasta francês (6/2/1932-21/10/1984). Nasce em Paris, filho de operários, e logo fica órfão. É criado num reformatório e tem uma infância problemática. Freqüenta o cinema já aos 7 anos e lê muito, mas com 14 anos abandona a escola para trabalhar numa fábrica. Aos 15 anos, em um cineclube, encontra o crítico André Bazin, que se torna seu protetor. A experiência da infância difícil é revisitada em vários de seus filmes, como Os Incompreendidos (1959), cujo personagem central é um operário delinqüente. Adolescente, deserta do serviço militar e vai preso, como o personagem de Beijos Proibidos (1968). Bazin o tira da prisão e lhe oferece emprego. Truffaut, então com 19 anos, vai trabalhar na revista Cahiers du Cinéma, onde escreve textos agressivos contra o cinema francês da época, que considera caduco e convencional. É como crítico que fundamenta a nouvelle vague corrente estética a que se filia como diretor. Em 1954 dirige seu primeiro curta. Dois anos depois, trabalha como assistente do diretor Roberto Rosselini. Em 1957 casa-se com Madeleine Morgenstern, filha de um distribuidor de filmes. Entre suas obras se destacam Jules e Jim – Uma Mulher para Dois (1961), Fahrenheit 451 (1966) e A História de Adele H (1975). Trabalha como ator em seus filmes Garoto Selvagem (1970) e A Noite Americana (1973), homenagem ao cinema que recebe o Oscar de melhor filme estrangeiro. Morre aos 51 anos de câncer.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANK CAPRA

Cineasta norte-americano nascido na Sicília (18/5/1897-3/9/1991). É o inventor da comédia romântica. Aos 6 anos, emigra com a família para os Estados Unidos (EUA). Na juventude, vende jornais para poder pagar os estudos. Começa a carreira no cinema em 1921, dirigindo curtas-metragens e trabalhando como montador, redator de títulos e roteirista dos cômicos Laurel e Hardy (O Gordo e o Magro). Nos anos 30, passa a dirigir os próprios filmes, desenvolvendo uma obra de conteúdo alegre e otimista. Caracterizados pela construção direta, pelos diálogos leves e pelo sentimentalismo temperado pelo humor, eles inauguram o gênero cinematográfico das comédias românticas, que marcam o cinema norte-americano da época. Suas produções mais conhecidas são Aconteceu Naquela Noite (1934), Do Mundo Nada Se Leva (1938) – em que mostra a resistência de uma família contra o poder dos especuladores imobiliários – e Adorável Vagabundo (1941), comédia sobre uma jornalista que inventa um personagem desempregado, disposto a se suicidar. Durante a II Guerra Mundial (1939-1945), dirige para o Exército uma série de filmes de instrução chamada Por Que Nós Lutamos, mais alguns documentários. Ganha vários Oscar e, em 1982, é premiado pelo Instituto de Cinema Norte-Americano com o Lifetime Achievement Award, pelo conjunto de sua obra. Morre em La Quinta (EUA).



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANK LLOYD WRIGHT


Arquiteto norte-americano (8/6/1867-9/4/1959). Aplicou princípios de arquitetura na construção civil e projetou mais de mil estruturas famosas em todo o mundo. Nasce em Richland Center. Aos 15 anos entra para a Universidade de Wisconsin como aluno especial para estudar engenharia civil porque lá não havia o curso de arquitetura. Em 1887 vai para Chicago trabalhar como desenhista. Associa-se, no ano seguinte, ao arquiteto Louis Sullivan e, em breve, torna-se independente. Desenvolve o estilo conhecido por Prairie, de casas com telhados baixos. Em 1904 desenha o edifício Larkin Building, em Nova York, e, em 1906, o Unity Temple, em Oak Park. Visita o Japão, onde desenha o Hotel Imperial, em Tóquio (1916), e a Europa. Apesar da Depressão nos anos 30, Wright cria a Taliesin Fellowship, escola onde os alunos trabalham e avaliam os problemas da construção, mesmo ano em que publica sua autobiografia, ampliada em 1943. A partir de meados dessa década e até a II Guerra Mundial desenvolve seus trabalhos mais importantes: Fallingwater, uma luxuosa casa na Pensylvannia, o S.C. Jonhson and Son Administration Building, a primeira casa Jacobs e uma série de outras do tipo faça-você-mesmo, chamadas Usonian. Ganha a medalha de ouro pelo Royal Institut of British Architects em 1941 (prêmio similar recebido apenas em 1949 pelo Instituto Americano de Arquitetura). Morre em Phoenix.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANK MILLER


Desenhista e argumentista norte-americano (1957-), um dos maiores inovadores das histórias em quadrinhos. Nasce em Olmie, Maryland. Sua carreira começa em 1979, na Marvel Comics, onde trabalha na produção da revista O Demolidor, criada na década de 40 e prestes a fechar. Quando assume, as vendas disparam e as edições voltam a ser mensais. Fã dos mangás (quadrinhos japoneses), dá sentido humano aos personagens, aos quais adiciona Elektra, uma ninja dividida entre a condição feminina e o desejo de violência. Mais tarde, Elektra ganharia aventuras próprias. Em 1983, cria Ronin, minissérie sobre um samurai do futuro que em pouco tempo adquire fama internacional. Em 1987, publica Batman, o Cavaleiro das Trevas, uma ousada releitura do Homem-Morcego, visto como um frio e calculista combatente do crime obcecado por sua missão. A obra projeta Miller internacionalmente. Mais tarde, cria os argumentos de Batman Ano Um, com desenhos de David Mazzucchelli, e Elektra Assassina, ilustrada por Bill Sienkewicz. No fim da década de 80, trabalha na criação das histórias Elektra Lives Again, Give me Liberty e Hard Boiled. Em 1988, aparece no documentário sobre histórias em quadrinhos Comic Book Confidential, dirigido por Ron Mann. Em 1990, faz para a Dark Horse as séries Hard Boiled e Liberdade.Também trabalha no cinema: ajuda a escrever os roteiros dos filmes Robocop 2 (1990) e Robocop 3 (1993). Em 1996, é lançado no Brasil seu romance em quadrinhos Sin City – Cidade do Pecado, início de uma série de várias histórias curtas e violentas. Em 2001, participa da criação do filme Batman: Ano 1 ao lado dos diretores Tim Burton e Darren Aronofski. Em 2002, lança Batman, o Cavaleirodas Trevas 2, continuação do sucesso de 1987. Em 2004, divide com o cineasta Robert Rodriguez a direção da adaptação de Sin City para o cinema.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANK SINATRA


Cantor e ator de cinema norte-americano. É considerado o maior cantor popular de todos os tempos, alcançando a mistura perfeita de emoção e harmonia rítmica. Francis Albert Sinatra (12/12/1915-14/5/1998), nasce em Hoboken, no estado de Nova Jersey, e começa a cantar profissionalmente por volta dos 20 anos. Em 1937, é contratado pelo maestro Harry James para sua orquestra. Dois anos mais tarde, faz sua primeira gravação: From the Bottom of my Heart. Em 1940, está na orquestra de Tommy Dorsey e, em 1942, estréia como cantor solo em Nova York. Ganha popularidade nacional com o programa de rádio Your Hit Parade. Seu estilo de cantar sem impostar a voz muda definitivamente o gosto do público. Estréia como ator de cinema no filme Higher and Higher (1943). Em 1953, sua carreira parece em declínio. Por pressão de amigos, consegue um papel em A Um Passo da Eternidade, que lhe dá um Oscar de ator coadjuvante. Em 1967, grava um disco só com músicas de Tom Jobim. Em 1993, após nove anos sem gravar, lança Duets, com Bono Vox (vocalista do U2), Tom Jobim e outros parceiros de tendências variadas. No ano seguinte é a vez de Duets.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANKLIN ROOSEVELT


Estadista norte-americano (30/1/1882-12/4/1945). Nasce em Hyde Park, no estado de Nova York. Filho de Joseph Roosevelt e de sua segunda mulher, Sara Delano, ambos de famílias aristocráticas e abastadas, costumava passar as férias de verão com os pais na Europa. Estuda direito na universidade de Harvard, época em que conhece Anna Eleonor Roosevelt, com quem se casa em 1905 e tem seis filhos. Começa a carreira política em 1910, como senador do Partido Democrata – com dinheiro de sobra para financiar a campanha, chega a comprar um automóvel para cruzar o país em busca de apoio. Projeta-se rapidamente e é nomeado secretário adjunto da Marinha no governo do presidente Woodrow Wilson. Em 1921 tem poliomielite e perde o movimento de uma perna. Eleito governador de Nova York, cumpre dois mandatos. Assume a Presidência dos Estados Unidos (EUA) em 1933, quando o país enfrenta a maior crise econômica de sua história, em conseqüência da quebra da Bolsa de Nova York. Promove a recuperação com uma série de medidas administrativas e econômicas, conhecidas como New Deal, baseadas no combate ao desemprego e no aumento da produção industrial. É reeleito em 1936 e em 1940. Durante a II Guerra Mundial, torna-se o principal articulador da aliança dos EUA com o Reino Unido e a União Soviética contra o Eixo. Reeleito em 1944, morre no ano seguinte em Warm Springs, de derrame cerebral.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANS POST


Pintor holandês. É o primeiro europeu a retratar as paisagens brasileiras. Pintou 18 quadros no Brasil, dos quais apenas sete são conhecidos.Frans Post (1612-16/2/1680) nasce em Leiden, filho do vitralista Jan Post e irmão do arquiteto Pieter Post. Perde o pai aos 2 anos. Aos 24 embarca com Maurício de Nassau para o Brasil, onde permanece pintando por cerca de oito anos, enquanto o irmão cria o plano urbano do Recife, datado de 1639. Em Pernambuco dedica-se a retratar a paisagem tropical, como os vales entre Recife e Olinda, os engenhos de cana-de-açúcar e seus escravos, os casarões, as florestas e os animais do interior. Sua primeira tela executada no Brasil é A Ilha de Itamaracá (1637). Outras obras importantes são Paisagem da Várzea (1667) e Paisagem dos Arredores de Porto Calvo (1639). Como não inova nas técnicas de pintura, o que faz sua produção única é a experiência no Brasil, refletida na temática naturalista e realista de suas obras. Algumas delas podem ser vistas no Palácio do Governo em Pernambuco. Em 1645 desliga-se de Nassau, volta para a Holanda e faz por conta própria quadros com temas brasileiros. O ponto alto de sua carreira é Panorama Brasileiro (1652), que tem grandes dimensões (282,5 x 210,5 cm) e a parte superior arredondada. Em 1654 converte-se ao protestantismo e, nesse mesmo ano, é retratado pelo pintor holandês Frans Hals. Não deixa seguidores, a não ser o sobrinho Jan, que nunca esteve no Brasil, mas colabora em algumas de suas paisagens. Isso explica a qualidade desigual das obras do artista no final da carreira, após 1665. O alcoolismo destrói aos poucos sua saúde e sua capacidade criadora. Morre em Haarlem.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANZ BECKENBAUER


O talento e a liderança de Beckenbauer dentro e fora do campo são responsáveis pela melhor fase da Alemanha no futebol mundial de todos os tempos. Em plenos escombros de um país destruído pela II Guerra Mundial nasce um homem que faria história, ajudaria a recuperar a auto-estima do povo e, de quebra, ainda seria proclamado Kaiser (imperador, em alemão).Franz Beckenbauer (11/9/45-) nasce em Munique, Alemanha. Seu pai não queria que jogasse futebol com o único par de sapatos que tinha. Essa guerra o pai Beckenbauer gostou de perder. Aos 14 anos, o pequeno Franz começa no Bayern. Aos 19 já é titular do time profissional, aos 20 vai para a seleção e aos 21 já é um dos melhores da Copa do Mundo de 1966. Em 1970, marca a história do futebol jogando uma semifinal de Copa e a prorrogação com um braço imobilizado devido a uma luxação na clavícula. Melhor jogador alemão de todos os tempos, é eleito o melhor da Europa em 1972 e 1976. Beckenbauer joga com Pelé no Cosmos de Nova York (1977 a 1980). Foi uma das poucas vezes em que o Rei perdeu alguma eleição. O melhor jogador da temporada americana de 1977 é Franz Beckenbauer. Antes da aventura americana, o Kaiser havia mudado o destino do Bayern. Até ele se profissionalizar, o time de Munique é inexpressivo na Alemanha. Com o craque, o clube se torna uma máquina de títulos. Foi também a oportunidade de mostrar mais uma virtude: a de hábil homem de negócios. Recebe desde 1970 o maior salário do futebol alemão e, de 1974 a 1977, foi provavelmente o maior vencimento da Europa. Beckenbauer não se destaca apenas pelo futebol vigoroso, a habilidade ímpar para o desarme sem faltas, a saída de jogo com passes precisos, curtos ou longos. Chuta forte de longa distância e impressiona também pelo porte, a cabeça erguida e as largas passadas. Seu talento é tão vistoso que, antes de ser o Kaiser, a imprensa o chamava de Brasileiro da Baviera. Líder natural, capitão do Bayern desde os 22 anos e da Seleção por dez anos, era influente também fora de campo e discutia tanto a escalação quanto o esquema tático com Helmut Schoen, seu técnico no clube e na Seleção. Esse poder fica escancarado quando ele impõe a escalação de Overath no time alemão que vence a Copa de 1974, no lugar de Netzer, acusado de mercenário. Por 11 anos consecutivos Beckenbauer fica entre os sete primeiros na eleição da Bola de Ouro européia. Depois do sucesso dentro de campo, Beckenbauer decide provar seu talento também do lado de fora. Tenta a carreira de técnico, assumindo a Seleção Alemã, e já na primeira Copa, a de 1986, chega ao vice-campeonato. Em 1990, consegue tornar-se o primeiro europeu a ser campeão do mundo como jogador e técnico. Deixa a seleção para voltar ao querido Bayern, primeiro como técnico, depois como diretor e por fim como presidente. A elegância e a liderança dos gramados adaptaram-se bem em ternos bem cortados e gravatas sóbrias. Atualmente, Beckenbauer lidera o comitê de organização da Copa do Mundo de 2006, que será realizada na Alemanha.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANZ KAFKA


Escritor tcheco de língua alemã (3/7/1883-3/6/1924). Nasce em Praga, então colônia austríaca. De família judia, é influenciado pela severidade do pai, que marca profundamente sua obra. Torna-se isolado e rebelde e, na adolescência, declara-se socialista e ateu. Conclui o curso de direito aos 23 anos. Passa a trabalhar em companhias de seguro e dedica-se paralelamente à literatura até 1917, quando a tuberculose o afasta do trabalho. É considerado um dos principais escritores da literatura moderna. Sua obra retrata a ansiedade, a alienação do homem do século XX e é marcada pelo realismo, pela crueza e pelo detalhamento com que descreve situações incomuns. Em O Processo (1925), por exemplo, o personagem principal é preso, julgado e executado por um crime que desconhece. Publica A Metamorfose (1915) e Na Colônia Penal (1919), sem alcançar repercussão. Escreve ainda O Castelo (1926) e América (1927), além de Diários (1937) e Cartas a Milena (1954). Fica famoso após a morte, em um sanatório de Kierling perto de Viena. Um amigo, Max Brod, lança a maior parte de seus escritos, contrariando instruções do autor para que os destruísse.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANZ LISZT


Compositor húngaro (22/10/1811-31/7/1886). Aclamado na Europa como o maior pianista do século XIX, é responsável pela projeção internacional da música da Hungria. Nascido em Raiding, estuda Música em Paris. Vive com a condessa Marie d'Agoult, com quem tem um filho e duas filhas (a última, Cosima, casa-se com Richard Wagner). Em 1844, separa-se da condessa e passa a viver com a princesa Caroline Sayn-Wittgenstein, em Weimar. Trabalha como diretor de ópera do Teatro de Weimar, tornando-o um centro musical importante. É considerado líder do movimento musical neo-alemão e divulga a música de Wagner. Recolhe-se à Ordem Terceira de São Francisco, em Roma, e torna-se abade, depois de deixar a princesa e abandonar o cargo de diretor em Weimar, recusando o sucesso e a glória. Nesse período, compõe obras que antecipam o atonalismo expressionista alemão. Entre elas, Harmonias Poéticas e Religiosas (1848) e a sinfonia Fausto (1855). Com as 19 Rapsódias Húngaras (1846-1885), divulga para o mundo a música de seu país. Seu trabalho inclui peças para piano, sinfonias e missas. Morre na cidade alemã de Bayreuth, onde passa os últimos anos de vida, com Cosima e Wagner. .
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRANZ SCHUBERT


Compositor austríaco (31/1/1797-19/11/1828). Sua obra é considerada um marco da transição do classicismo para o romantismo. Nascido em Himmelpfortgrund, em uma família modesta mas que cultiva o gosto musical, Franz Peter Schubert recebe suas primeiras instruções de música do pai e do irmão. Canta na capela imperial e recebe aulas de Wenzel Ruzicka e Antonio Salieri. Entre 1813 e 1815, compõe várias obras que chamam a atenção de grandes músicos. Conhece Franz von Shober e em 1817 vai morar na casa da mãe do amigo, onde trava contato com pessoas influentes, como o barítono Johann Michael Vogl. Sua reputação começa a crescer. Em 1820, a opereta Die Zwillingsbrüder (Os Irmãos Gêmeos, 1819) é encenada em Viena. Em 1822, compõe a Sinfonia Inacabada em Si Menor, que, juntamente com a Sinfonia nº 7 em Dó Maior (1828) e os improvisos op. 142 (1827), torna-se uma de suas obras mais famosas. Em 1824, adoece e provavelmente tem distúrbios mentais. Ainda assim continua compondo. Em 1826, assume o lugar de kapellmeister (diretor musical da Corte), mas não obtém sucesso. Morre dois anos depois, em Viena, talvez devido ao tifo causado por água contaminada.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRÉDÉRIC CHOPIN


Compositor e pianista polonês (11/2/1810-17/10/1849). Um dos mais destacados músicos do romantismo, escreve quase exclusivamente para piano. Filho de imigrante francês, Frédéric François Chopin (em polonês, Fryderyk Franciszek Szopen) nasce em Zelazowa Wola, perto de Varsóvia. Cresce ouvindo o irmão mais velho e a mãe tocarem piano. Aos 6 já tenta reproduzir o que ouvia e arrisca novas melodias. Aos 8 faz a primeira apresentação pública e aos 11 toca para o czar russo Alexandre I, quando este visita Varsóvia. Em 1829 apresenta-se pela primeira vez em Viena. Volta a seu país e escreve o Concerto para Piano Nº 2 em Fá Menor (1829) e o Concerto para Piano Nº 1 em Mi Menor (1830). Deixa a Polônia com a intenção de se aperfeiçoar em Viena, mas fica sabendo da revolta polonesa contra o domínio russo e decide morar em Paris. Tem bom relacionamento com a nova geração de compositores, entre eles Franz Liszt, Hector Berlioz e Felix Mendelssohn. Sensível, de maneiras elegantes, sempre vestido com apuro, passa a ser o professor e músico favorito de Paris. Conhece em 1836 a romancista George Sand (Aurore Dudevant), com quem tem um romance entre 1838 e 1847. Nessa época, compõe a Fantasia em Fá Menor (1841), a Sonata em Si Menor (1844) e a Polonaise-Fantaisie (1846), consideradas suas obras-primas. É com as Polonaises que exprime seu sentimento patriótico. Vítima de tuberculose, morre em Paris antes de completar 40 anos.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRÉDÉRIC E IRÈNE JOLIOT-CURIE


Casal de químicos franceses. Laureado com o Prêmio Nobel de Química de 1935 pela descoberta da radioatividade artificial, preparada em laboratório. Irène Curie (12/9/1897-17/3/1956) nasce em Paris, filha de Pierre e Marie Curie, casal de físicos também premiado com o Nobel (1903). Jean-Frédéric Joliot (19/3/1900-14/8/1958) também nasce em Paris. Os dois se conhecem quando trabalham como assistentes de Marie Curie no Instituto de Rádio da Universidade de Paris, por volta de 1925. Com o casamento, no ano seguinte, Joliot adota o sobrenome de Irène. Os dois sintetizam elementos radioativos por meios artificiais, com base no bombardeio de boro, alumínio e magnésio com partículas alfa. Descobrem por esses ensaios o princípio do reator nuclear, que mantêm em segredo por causa da ascensão do nazismo. Frédéric é membro do Partido Comunista Francês em 1942 e seu laboratório serve como fábrica de explosivos para a Resistência Francesa. Irène e os dois filhos vivem refugiados na Suíça, enquanto o marido permanece na França ocupada pelos nazistas. Em 1946, finda a guerra, Frédéric é convidado por Charles de Gaulle para dirigir o Alto-Comissariado de Energia Atômica. Dois anos mais tarde, desenvolve junto com Irène o primeiro reator nuclear francês. Em razão de suas convicções comunistas, o casal acaba demitido do Comissariado em 1950. Irène morre em Paris, de leucemia, e Frédéric, em Arcouest.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FREDERIK DE KLERK


Político sul-africano (18/3/1936-). Frederik Willem de Klerk nasce em Johannesburgo e forma-se em direito pela Universidade de Potchefstroom, em 1958. Embora indicado, em 1972, para professor na mesma universidade, elege-se para o parlamento e nunca chega a lecionar. Ocupa vários cargos no governo: em 1979 é ministro das Minas e Energia; em 1982, ministro das Finanças; e, em 1985, ministro da Educação. Em 1989 é eleito presidente da África do Sul e procura soluções para os problemas raciais enfrentados no país, onde a política de segregação racial, o apartheid, existe oficialmente desde 1948. Os negros não têm direito à propriedade de terra nem à participação política. De Klerk condena a discriminação racial e liberta importantes prisioneiros políticos, como Nelson Mandela, em 1990. Dois anos depois, negocia com líderes negros uma nova Constituição, que reconhece os direitos da maioria negra. Isso resulta na primeira eleição nacional sem restrições de cor ou de classe social, pelo que De Klerk e Mandela ganham o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Em 1994, Mandela torna-se presidente do país, com De Klerk como vice. Três anos depois, De Klerk deixa a vida política. Em 1998, a Comissão de Verdade e Reconciliação – órgão responsável, desde 1997, pelo relatório de violação dos direitos humanos durante o apartheid – faz acusações contra De Klerk, que protesta na justiça e ganha a causa.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FREI CANECA

Religioso e político pernambucano. Um dos líderes da Confederação do Equador.Joaquim do Amor Divino Rabelo e Caneca (7/1779 - 23/1/1825) nasce no Recife. Filho de um tanoeiro português, incorpora ao nome o apelido que ganha da profissão do pai. Ordena-se frade carmelita em 1799. De idéias liberais, adere ao movimento republicano e freqüenta a Academia do Paraíso, um dos centros de reunião daqueles que, influenciados pela Revolução Francesa e pela independência dos EUA, conspiram contra o jugo português. Participa ativamente Revolta Pernambucana de 1817, que proclama a República e organiza o primeiro governo brasileiro independente. Com a derrota do movimento, é encarcerado na Bahia. Libertado em 1821, retoma as atividades políticas. Em 1824 toma parte na Confederação do Equador, movimento republicano e separatista. Outra vez derrotado, foge para o Ceará, é preso, levado para o Recife, e condenado à forca. Graças ao respeito de que desfruta, o carrasco recusa-se a executar a sentença, com o apoio dos demais detentos. Despojado das ordens religiosas, é fuzilado em 23 de janeiro de 1825.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FREI VICENTE DO SALVADOR

Religioso, historiador e cronista baiano. Autor do primeiro documento da historiografia do Brasil, História do Brasil.Vicente Rodrigues Palha (1564-1636) nasce em Matuim, nas proximidades de Salvador. Estuda no Colégio dos Jesuítas na Bahia e diploma-se em teologia pela Universidade de Coimbra, Portugal. Ordena-se ao regressar ao Brasil, por volta de 1587. Exerce os cargos de cônego, vigário-geral e governador do bispado da Bahia, tornando-se depois franciscano. Entre 1603 e 1606 é missionário de uma missão na Paraíba. Viaja para o Rio de Janeiro, em 1607, e participa da fundação do Convento de Santo Antônio. Regressa a Salvador em 1624. Aprisionado na Baía de Todos os Santos pela esquadra holandesa, é logo liberado. Em 1627 conclui História do Brasil, uma das grandes obras do século XVII, pela autenticidade e fidelidade do relato. O manuscrito é encontrado pelo historiador Capistrano de Abreu na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro em 1881, dois séculos e meio depois de escrito. Publicado em 1888, ganha a edição definitiva em 1918. Existem também referências à obra Crônica da Custódia do Brasil, escrita em 1618, cujos originais foram perdidos. Morre em sua cidade natal.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRIDA KAHLO


Pintora mexicana (6/7/1907-13/7/1954). É considerada surrealista, embora não concorde com essa classificação. Magdalena Carmen Frida Kahlo nasce em Coyoacoán. Vítima da poliomielite aos 5 anos, começa a pintar aos 15, durante o período de convalescença depois de um desastre de ônibus. Nessa mesma época apresenta seus trabalhos ao muralista Diego Rivera, com quem se casaria em 1928 e a quem dedicaria um longo diário. Passa um período nos Estados Unidos para fugir de perseguição política, embora seja contrária ao processo de americanização da cultura dos povos latinos. A impossibilidade de gerar uma criança é tema constante em sua obra, composta principalmente de retratos, auto-retratos (Eu e os Retratos, A Coluna Quebrada) e figuras estilizadas de animais em cores vibrantes, como Auto-Retrato com Macacos e O Nascimento de Moisés. Em 1953 faz a primeira exibição em sua galeria no México. Morre de embolia pulmonar, a causa oficial, apesar das suspeitas de suicídio, constantementes sugeridas em seu diário, e das várias tentativas no decorrer de sua vida. Sua casa em Coyoacoán se transforma no Museu Frida Kahlo.
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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRIDTJOF NANSEN


Oceanógrafo e explorador norueguês (10/10/1861-13/5/1930). Nasce na cidade de Store-Froen, onde cursa zoologia. Em 1882 faz parte da tripulação do navio Viking, em viagem à Groenlândia. A segunda expedição acontece em 1888, quando estuda os esquimós e reúne material para o livro Eskimoliv (Vida Esquimó, 1891). Em 1890, ao verificar que o gelo polar é impelido pela força das correntes, começa a construir o navio Fram, que não racha quando cercado pelas massas de gelo. Embarca em 24 junho de 1893, e três meses depois, preso no gelo, o navio avança ao sabor das correntes marítimas. Em 8 de abril do ano seguinte, atinge a mais alta latitude ao norte até então alcançada pelo homem. Participa do Conselho Internacional para a Exploração do Mar e faz várias expedições marítimas ao mar Ártico. Preside a delegação norueguesa na primeira assembléia da Liga das Nações, em 1920, na qual recebe a missão de repatriar para a União Soviética mais de 500 mil russos prisioneiros de guerra. Em 1921 participa do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e, no ano seguinte, cria um cartão de identificação para expatriados, conhecido como passaporte de Nansen. Pelo trabalho de auxílio às vítimas da I Guerra Mundial, recebe o Prêmio Nobel da Paz de 1922. Morre em Lysaker, perto de Oslo.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRIEDRICH ANGELS

Filósofo e socialista alemão (28/11/1820-5/8/1895). Principal colaborador de Karl Marx na elaboração de sua filosofia sobre o valor e o materialismo histórico. Nasce em Barmen, filho de um rico industrial. Cresce impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas e suas famílias. Simpatiza, ainda estudante, com o ideário de esquerda, que começa a fazer adeptos em países como Alemanha e França. Assume por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai, em Manchester, na Inglaterra, e suas observações nesse período formam a base de uma de suas obras principais, A Situação das Classes Trabalhadoras na Inglaterra, publicada em 1845. Muitos de seus trabalhos posteriores são produzidos em colaboração com Marx, como o Manifesto Comunista (1848), embora escreva sozinho algumas das obras mais importantes do que viria a se chamar teoria marxista. Entre elas estão A Evolução do Socialismo de Utopia a Ciência (1882), A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884), O Anti-Duhring (1892), Revoltas Camponesas na Alemanha (1926), Revolução e Contra-Revolução na Alemanha (1933) e Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Alemã (1934).



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRIEDRICH HAENDEL


Compositor alemão naturalizado inglês (23/2/1685-20/4/1759). Expoente do barroco, é considerado um dos maiores compositores da Inglaterra. Aos 17 anos, começa como organista na Catedral de Halle, sua cidade natal, enquanto estuda Direito. Entre 1703 e 1706, trabalha como violinista, harpista e tecladista na Orquestra de Hamburgo. Em 1705, faz sua primeira ópera Almira. Muda-se para a Itália e obtém fama com as óperas Rodrigo e Agripina e músicas sacra e de oratório, como A Ressurreição. Transfere-se em 1710 para Londres, onde passará grande parte de sua vida. Faz grande sucesso com Rinaldo (1711), Ode para o Aniversário da Rainha (1712), Utrecht te Deum e Jubilate (1713). Em 1720, torna-se diretor da Real Academia de Londres. A partir de então produz inúmeras óperas. Em 1726, naturaliza-se inglês. Na década seguinte, com o declínio do gosto pela ópera, dedica-se à produção de oratórios, que se tornam muito populares. Nesse período, escreve seus trabalhos mais importantes, como Saul (1739), Israel no Egito (1739) e O Messias (1742). Sua obra inclui cerca de 40 óperas, 20 oratórios, cantatas, música sacra, orquestral e vocais. Parcialmente cego, morre em Londres.



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Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRIEDRICH MURNAU


Cineasta alemão (28/12/1889-11/3/1931). Um dos mais importantes realizadores do cinema dos anos 20. Friedrich Wilhelm Plumpe, que fica conhecido como F.W. Murnau, nasce em Bielefeld e freqüenta as universidades de Heidelberg e de Berlim. Estudioso de literatura, música e filosofia, faz em 1919 seu primeiro filme, O Menino Azul, com forte influência do expressionismo, movimento de vanguarda do cinema alemão. Em 22 obras, revela-se um diretor versátil: cria desde filmes de terror, como Nosferatu (1922), baseado no romance Drácula, de Bram Stoker, até melodramas realistas, comoA Última Gargalhada (1924), ou adaptações de clássicos como Fausto (1926), da obra de Goethe. Retrata a crise dos anos anteriores ao nazismo na Alemanha e torna-se precursor da escola do kammerspiel – o cinema de caráter psicológico, filmado com câmera intimista, usada para captar de perto os sentimentos dos personagens. Murnau muda-se para os Estados Unidos no final da década de 20 e começa a trabalhar para Hollywood. Dirige Aurora (1927), drama sobre o ciúme. Realiza em seguida Tabu (1931), filme que, junto com Luzes da Cidade, de Charles Chaplin, encerra a fase do cinema mudo. Morre num desastre de automóvel em Hollywood.



publicado por LUCIANO às 08:51
Terça-feira, 26 DE Fevereiro DE 2008

FRIEDRICH NIETZSCHE


Filósofo alemão (15/10/1844-25/8/1900). Considerado um dos mais importantes pensadores modernos por sua filosofia da moral. Nasce em Rökken, perto de Lützen, e estuda na Universidade de Bonn e na de Leipzig entre 1864 e 1868. No ano seguinte, torna-se professor de filologia grega na Universidade da Basiléia, na Suíça. Recebe influência dos filósofos Schopenhauer e Burckhardt e do músico Richard Wagner. Seu primeiro livro, A Origem da Tragédia (1872), marca o início da reflexão sobre a cultura grega e sua influência no desenvolvimento do pensamento ocidental. Nietzsche estabelece dois elementos fundamentais e antagônicos: o espírito apolíneo – responsável pela ordem, pela harmonia e pela razão – e o dionisíaco –representante do sentimento, da ação e da emoção. Observa a cultura ocidental mais presa ao espírito apolíneo que ao dionisíaco e constrói sua filosofia para libertar o homem dessa tradição. Entre 1883 e 1885 escreve sua obra principal, Assim Falou Zaratustra, em que define as idéias do eterno retorno e da futura vitória do super-homem sobre a moral cristã. Em 1889 sofre uma grave crise nervosa que o leva à loucura. Não se recupera. Morre em Weime.



publicado por LUCIANO às 08:47

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