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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ELLA FITZGERALD


Cantora popular norte-americana (25/4/1918-14/6/1996). Desenvolve um estilo de cantar jazz muito imitado nas décadas de 50 e 60. Nascida em Newsport News, é descoberta em 1935 em um concurso de amadores no bairro nova-iorquino do Harlem e começa a carreira na orquestra de Chick Webb. Em 1939, com a morte de Webb, passa a liderar a banda e no ano seguinte inicia carreira-solo. Na década de 50, quando trabalha com o produtor e empresário Norman Ganz, diretor da gravadora Verve, vive os melhores momentos da profissão. Torna-se uma das maiores recordistas de vendagem de discos da história com os 19 songbooks que grava para o selo entre 1956 e 1967, em que reúne canções de compositores como Richard Rodgers, Cole Porter, George Gershwin, Duke Ellington, Irving Berlin e Johnny Mercer. Tem dicção excelente, mas sua interpretação é mais intuitiva que estudada. Torna-se famosa pelo domínio da técnica do scat, em que o cantor canta improvisando como se fosse um trompete ou um saxofone, usando sílabas sem sentido. Entre seus discos mais conhecidos estão Lady Be Good (1946), Porgy and Bess (com Louis Armstrong, 1958) e Imagine My Frustration (com Duke Ellington, 1965). A partir de 1971, sua carreira começa a ser prejudicada pelo glaucoma. Vítima de diabete, tem as duas pernas amputadas e morre em Los Angeles.


publicado por LUCIANO às 20:14
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ELVIS PRESLEY


Cantor norte-americano (8/1/1935-16/8/1977). Um dos maiores nomes do rock´n roll e o primeiro ídolo de massa da juventude norte-americana dos anos 50. Nascido em Tupelo, no Mississipi, Elvis Aron Presley passa a infância em Memphis, no Tennessee, onde canta no coro da igreja. Aprende a tocar violão sozinho e suas primeiras influências são o gospel e o blues. Aos 18 anos, grava um disco para dar de presente à mãe e chama a atenção do produtor Sam Philips. Em 1954, grava 15 canções para o selo Sun Records, da Phillips. Entre elas está That''s All Right, Mama, que lhe rende um contrato com a gravadora RCA Victor. Inicia então uma série de lançamentos que são sucessos instantâneos: Heartbreak Hotel, Don''t Be Cruel, Love me Tender e All Shook Up. Um dos grandes performers do rock, alia o estilo de cantar dos negros a uma dança cheia de sugestões sexuais, que fascina os jovens e choca os mais velhos. Também atua no cinema. Em 1958, serve o Exército numa base da Alemanha. Na volta, adota um estilo de vida cada vez mais recluso. Consumidor de tranqüilizantes, morre aos 42 anos devido a problemas cardíacos em sua mansão em Memphis. Deixa 45 álbuns gravados e 33 filmes.



publicado por LUCIANO às 20:12
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ÉMERSON FITTIPALDI


Piloto paulista. Bicampeão mundial de Fórmula 1, responsável pela popularização do automobilismo no país. Émerson Fittipaldi (12/12/1946-) nasce na cidade de São Paulo e dedica-se a corridas na adolescência, encorajado pelo pai, jornalista esportivo. Em 1967, consegue a primeira colocação no campeonato brasileiro de Fórmula V, pilotando um protótipo fabricado por ele e pelo irmão, Wilson Fittipaldi Jr. Dois anos mais tarde, estréia na Europa como piloto de Fórmula Ford, vencendo o campeonato inglês dessa categoria e da Fórmula 3. Em 197, ingressa na Fórmula 1 e, dois anos depois, torna-se o mais jovem piloto a conquistar o título de campeão mundial. Consegue o segundo lugar em 1973 e, no ano seguinte, pela equipe McLaren, conquista o bicampeonato mundial. Ainda na década de 70, funda a Fittipaldi Empreendimentos, com sua própria equipe de Fórmula 1, patrocinada pela Copersucar e pela Skol. Como a nova escuderia não consegue bons resultados, Émerson decide fechá-la em 1980 e afasta-se do automobilismo. Volta a correr em 1984 nos Estados Unidos, na Fórmula Indy (atual Fórmula Mundial). Na nova categoria, vence duas vezes as 500 Milhas de Indianápolis (1989 e 1993) e sagra-se campeão em 1989. Em 1997, sofre um acidente quando passeia com o filho de ultraleve, que resulta em sérios danos à sua coluna vertebral. Submete-se a várias cirurgias nesse ano e em 1998. Passa a atuar como empresário e como consultor técnico da equipe Bettenhausen, da Fórmula Indy. Em 2002, é indicado para o Hall da Fama, galeria de celebridades nos Estados Unidos. Em 2003 lança sua autobiografia, Uma Vida em Alta Velocidade.



publicado por LUCIANO às 20:09
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EMIL VON BEHRING


Biólogo alemão, prêmio Nobel de Medicina de 1901, é fundador da imunologia como ciência e autor da definição da palavra "toxina". Emil Adolf von Behring (15/3/1854-31/3/1917) nasce em Hansdorf, na Prússia. Entra, em 1874, para o Colégio Médico do Exército, em Berlim. Forma-se em 1878 e é obrigado a permanecer no serviço militar, trabalhando na Polônia. Volta a Berlim em 1888 e no ano seguinte entra para o Instituto de Higiene. Com suas pesquisas em bacteriologia, ao lado do cientista Shibasaburo Kitasato, prova ser possível imunizar um animal contra o tétano injetando nele o soro sanguíneo de outro animal infectado pela doença. Obtém o mesmo resultado ao estudar a difteria. Por causa de tais experimentos, lança os fundamentos da imunologia. Com base na nova ciência, surge outra visão do tratamento de doenças pela medicina, com o desenvolvimento de vacinas para prevenir animais e seres humanos contra males provocados por vírus e bactérias. Torna-se professor em Halle em 1894 e, no ano seguinte, em Marburg. Depois de 1901 se dedica ao estudo da tuberculose. Associa-se a uma indústria farmacêutica em 1914, para a produção de soro e vacinas em Marburg, cidade onde morre.



publicado por LUCIANO às 20:07
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ÉMILE DURKHEIM


Sociólogo francês (15/4/1858-15/11/1917). Um dos fundadores da sociologia, ramo das ciências humanas que estuda a organização e os fenômenos sociais. Nasce em Épinal, em uma família judia pobre, e consegue estudar graças à ajuda de amigos. Chega à Escola Normal Superior de Paris em 1879. Oito anos depois, em 1887, torna-se o primeiro professor de sociologia da França. Começa a dar aulas na Universidade de Bordeaux e entre 1893 e 1895 escreve seus dois livros mais importantes: Da Divisão do Trabalho Social e As Regras do Método Sociológico. Estabelece com eles, entre outras idéias, o conceito de consciência coletiva como um sistema de crenças e sentimentos comuns, que explicam as relações entre os membros de uma sociedade. Em 1897 publica Suicídio: Um Estudo de Sociologia, no qual examina os problemas de personalidade e afirma que as causas do suicídio são sociais e não individuais. Analisando a sociedade da época, a seu ver conturbada pela desordem, propõe a instituição de normas que possam ser observadas por todos. Em 1902 começa a dar aula na Universidade de Paris, onde permanece até a morte.



publicado por LUCIANO às 20:05
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ÉMILE ZOLA


Escritor francês, principal representante da escola naturalista na literatura francesa. Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola (2/4/1840-28/9/1902) nasce em Paris e passa a infância como filho único em Aix-en-Provence. Após a morte do pai, em 1847, e de completar o colégio, muda-se para Paris. Reprovado duas vezes no baccalauréat (o vestibular francês), emprega-se como balconista de uma editora e escreve artigos para a imprensa. Logo depois é promovido para o departamento de propaganda da editora, mas abandona o cargo ao publicar A Confissão de Claude (1865). Baseada em suas memórias de juventude, a história desagrada, no tom e no conteúdo, a seu empregador. A partir de então dedica-se apenas à literatura e sobrevive com o trabalho de jornalista. Inspirado na Comédia Humana, de Balzac, escreve uma série de romances sobre a saga de vários membros de uma mesma família. Germinal (1881), considerado a obra-prima da série, narra uma greve de mineiros. Conclui o trabalho com 20 volumes em 1893. Em 1898 toma partido de um oficial judeu francês condenado por traição, Alfred Dreyfus, com a carta aberta J’Accuse (Eu Acuso), e é condenado a um ano de prisão. Foge para o Reino Unido, mas volta a Paris com a reabertura do caso, em 1900. Novamente interfere a favor do acusado, contribuindo para atenuar o anti-semitismo francês. Morre acidentalmente em casa, asfixiado pela fumaça de uma chaminé.



publicado por LUCIANO às 20:03
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EMILIANO ZAPATA


Revolucionário mexicano (8/8/1879-10/4/1919). Nasce na cidade de San Miguel de Anenecuilco, no estado de Morelos. Filho de índios, inicia-se desde cedo na militância política, lutando contra as injustiças sofridas por seu povo. Em 1908 assume a liderança do movimento dos camponeses indígenas pela reforma agrária no país e, em 1910, forma um exército, com o qual promove operações de guerrilha contra os proprietários das fazendas de açúcar dos estados de Guerrero e Morelos. Conquista o sul do México pregando a rebelião contra o ditador Porfirio Díaz e contra os grandes proprietários. Aliado a Pancho Villa, ajuda o liberal Francisco Madero a derrubar Díaz, na Revolução Mexicana, a primeira revolução popular do século XX. Descontente com a demora na restituição de terras aos camponeses, em 1913 rompe com Madero e comanda uma revolta sob o lema "Terra e Liberdade". Ocupa a Cidade do México por três vezes entre 1914 e 1915. Volta-se contra os sucessores de Madero na Presidência, os generais Victoriano Huerta e Venustiano Carranza, que chegaram ao poder com sua ajuda mas fracassaram na realização da reforma agrária. Com a cabeça a prêmio, é assassinado por um adepto de Carranza, em Cuernavaca. Inspira a criação, em 1994, do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), grupo de camponeses indígenas que se rebela contra o governo em Chiapas, no sul do país, num impasse que dura até hoje.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI


Militar gaúcho. Terceiro presidente da República depois do golpe militar de 1964. Emílio Garrastazu Médici (4/12/1905 - 9/10/1985) nasce em Bagé, filho de um rico fazendeiro de família italiana. Influenciado pela mãe, de origem basca, estuda no Colégio Militar de Porto Alegre e faz carreira no Exército. Em 1957 assume a chefia do Estado-Maior da 3ª Região Militar da capital gaúcha a convite do então comandante daquela unidade, general Arthur da Costa e Silva, com quem estabelece forte amizade. Promovido a general-de-brigada em 1961, é comandante da Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio de Janeiro, por ocasião do golpe de 1964. Apóia a derrubada do presidente João Goulart, bloqueando a passagem das tropas leais ao governo pela rodovia Rio-São Paulo. Durante o regime militar, ocupa o cargo de adido militar em Washington, Estados Unidos, e o de chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) antes de ser nomeado comandante do 3º Exército, em 1969. Eleito presidente da República pelo Congresso Nacional nesse mesmo ano, governa até 1974 de forma autoritária, amparado no Ato Institucional Nº5, decretado em dezembro de 1968. Impõe restrições às liberdades democráticas, como a censura prévia à imprensa e às artes e o combate rigoroso aos movimentos estudantis, sindicais e de outras organizações civis. Respalda a repressão num eficiente sistema de propaganda patriótica e no crescimento do produto interno bruto brasileiro, obtido graças ao fenômeno do milagre econômico, resultante da industrialização crescente. O período de seu governo é chamado de anos negros da ditadura.



publicado por LUCIANO às 19:50
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ÊNIO SILVEIRA


Editor e sociólogo paulista. Responsável por lançar no mercado clássicos da literatura e das ciências políticas. Tem papel destacado na luta contra o regime militar. Ênio Silveira (18/11/1925-11/1/1996) nasce em São Paulo. Estuda sociologia na Universidade de São Paulo e na Universidade de Columbia, em Nova York, onde também cursa editoração. Em 1944 integra a equipe de Monteiro Lobato na Companhia Editora Nacional, da qual se torna diretor editorial. Funda a revista Atualidades Pedagógicas. Em 1951 muda-se para o Rio para comandar a editora Civilização Brasileira. Sob forte censura do regime militar, dirige a Revista Civilização Brasileira a partir de 1965. Em pouco tempo é reconhecido nacionalmente como grande editor. Lança no mercado uma nova geração de autores, como Fernando Sabino, Nelson Werneck Sodré, Stanislaw Ponte Preta, Millôr Fernandes, Thiago de Mello, Chico Buarque, Dias Gomes, Antonio Calado e Carlos Heitor Cony. Filiado ao Partido Comunista Brasileiro, aglutina intelectuais na resistência ao regime militar. Perseguido por sua atuação política de esquerda e por editar "obras subversivas", é preso e processado várias vezes sob acusação de crimes contra a segurança nacional. Sócio fundador da editora Paz e Terra, em 1966, logo se desliga da empresa. Em 1968 tem os direitos políticos suspensos por dez anos. Várias publicações da Civilização Brasileira são proibidas. Atentados a bomba destroem a sede da editora e seu depósito de livros. Na década de 80, com problemas financeiros, associa-se a Manuel Boullosa e deixa de ser acionista majoritário da empresa, mas permanece no cargo de diretor editorial. Morre no Rio de Janeiro.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ENRICO CARUSO


Tenor lírico italiano (27/2/1873-2/8/1921). Mito da ópera e um dos primeiros a gravar sua voz em discos para gramofone. Órfão de mãe, é o 18o de 20 filhos. Passa uma infância pobre em Nápoles, sua cidade natal. Apesar de ser uma criança musical, que integra o coro da paróquia aos 9 anos, não estuda música até os 18. Estréia em 1894, com 21 anos, em Nápoles. A fama chega depois, quando se transfere para o Teatro de Milão, onde estréia com La Bohème (1900). Em 1901, depois de ser mal recebido em Nápoles, promete nunca mais cantar na cidade – e cumpre a palavra. O reconhecimento mundial vem em 1902, depois de cantar La Bohème em Monte Carlo e Il Rigoletto em Londres. Canta Rigoletto na noite de abertura do Metropolitan Opera em New York, em 1903, e segue abrindo cada temporada pelos dezessete anos seguintes, apresentando ao todo 36 papéis. Dedicado ao extremo, recusa-se a cancelar compromissos e, mesmo sofrendo de grave problema pulmonar, continua a cantar nos últimos anos de vida. Ao morrer, em Nápoles, é o cantor lírico mais bem pago da época. Sua voz tem fama de ser inusitadamente rica nos tons mais graves e abundante em vitalidade e suavidade.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EPICURO


Filósofo grego (341 a.C.-270 a.C.). Criador do epicurismo, corrente filosófica que postula como objetivo central do ser humano a busca da felicidade. Filho de pais atenienses, nasce na ilha de Samos e se interessa por filosofia ainda na adolescência. Por volta de 14 anos, tem aulas com um discípulo de Demócrito. Na mesma época entra em contato com os ensinamentos do filósofo Xenócrates. Quatro anos mais tarde viaja para Atenas, onde permanece estudando por um ano. Enquanto leciona em Mitiliene e Lâmpsaco, aproveita para amadurecer sua doutrina e formar um círculo íntimo de amizades. Aos 35 anos volta para Atenas e monta uma escola com o nome de Jardim. Vive na escola, em comunidade com amigos. Por causa de seu pensamento, muito prático, acaba se opondo ao pensamento platônico e aristotélico. O epicurismo é mal interpretado pelos adversários, para os quais o filósofo prega a exaltação do corpo e o desestímulo ao espírito e à cultura. Suas obras principais são Carta a Heródoto, Carta a Meneceu e Doutrinas Capitais. Supõe-se que, até morrer, em Atenas, tenha escrito mais de 300 volumes, a maior parte dos quais se perdeu.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EPITÁCIO PESSOA


Político paraibano. Presidente da República entre julho de 1919 e novembro de 1922. Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (23/5/1865 - 13/2/1942) nasce em Umbuzeiro e aos 7 anos perde os pais, vítimas de varíola. Descendente de grandes proprietários rurais pernambucanos, é educado pelo tio materno, Henrique Pereira de Lucena, na época governador de Pernambuco. Estuda no internato Ginásio Pernambucano, onde termina o curso secundário. Forma-se advogado na Faculdade de Direito do Recife, em 1887, e um mês depois é nomeado promotor público na cidade de Bom Jardim. Em 1890 é eleito deputado constituinte. Torna-se ministro da Justiça no governo Campos Salles, em 1898, e ministro do Supremo Tribunal Federal, em 1902. Como ministro da Justiça, impulsiona o projeto de redação do Código Civil, confiado a Clóvis Beviláqua, além de coordenar a chamada "política dos governadores", que regulamente a aprovação dos mandatos de deputados e senadores. Em 1919 chega à Presidência da República. Seu governo é marcado por crises sociais e políticas que antecipam o fim da República Velha. Entre elas estão a greve geral dos operários em São Paulo, em 1920, e a Revolta do Forte de Copacabana, em 1922. Após deixar o poder, assume o cargo de juiz na Corte Internacional de Justiça, em Haia, na Holanda (Países Baixos), onde fica até 1930, ano da revolução que acaba com a República Velha. O estopim do movimento é o assassinato, na Paraíba, de seu sobrinho João Pessoa, candidato à Vice-Presidência na chapa de Getúlio Vargas. Morre no Rio de Janeiro.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ERASMO DE ROTTERDAM


Humanista e teólogo holandês (27/10/1466-12/7/1536). Intelectual europeu que abre caminho para a Reforma ao publicar a versão em grego do Novo Testamento. Desiderius Erasmus é o segundo filho ilegítimo de um padre, por isso entra para a história com o nome de sua cidade natal. Órfão desde a infância, une-se aos agostinianos da cidade de Steyn e é ordenado padre em 1492. Estuda teologia na Universidade de Paris, em 1495, e dá aulas para sobreviver. Viaja para a Inglaterra a convite de um aluno em 1499. Em 1505 vai para a Itália, onde fica até 1509. De volta à Inglaterra, hospeda-se na casa de Thomas More, a quem conhece desde 1499, e escreve Elogio da Loucura. Aparentemente satírico, o texto publicado em 1509 afirma que a loucura é a força motriz da vida. Em 1516 divulga a versão em grego do texto do Novo Testamento, usada por Martinho Lutero para traduzir a Bíblia para o inglês e iniciar sua Reforma. Em desacordo com algumas das idéias luteranas, escreve em seguida Do Livre Arbítrio, para defender a livre escolha a que o ser humano tem direito. O trabalho provoca o rompimento com Lutero. Morre na Basiléia, Suíça.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ERIC HOBSBAWM


Historiador egípcio naturalizado britânico, um dos mais importantes intelectuais contemporâneos. Filho de um casal anglo-austríaco, Eric Hobsbawn (9/06/1917-) nasce em Alexandria, Egito. Educa-se em Viena, na Áustria, e Berlin, na então Alemanha Oriental. Neste país, tem contato com o Manifesto Comunista, cuja ideologia marca para sempre sua visão de mundo. Em 1933, muda-se para Londres. Aos 19 anos, estudando em Cambridge, entra para o Partido Comunista e começa a freqüentar o grupo de intelectuais de esquerda chamado Apóstolos. Segue a carreira acadêmica com brilhantismo, e, aos 30 anos, é nomeado professor de história da Universidade de Londres. Leciona como professor visitante em universidades da Europa e da América e torna-se ainda membro da Academia Britânica e da Academia Americana de Artes e Ciências. Casado com Marlene Schwarz desde 1962, Hobsbawn tem duas filhas. O primeiro grande trabalho – Rebeldes Primitivos, sobre a marginalidade – é publicado em 1959. A partir daí, produz uma vasta bibliografia em que se destacam A Era da Revolução (1962); A Era do Capital (1975); A Era dos Impérios (1987); e A Era dos Extremos (1994). Eterno militante de esquerda, Hobsbawn olha para a história com a visão marxista da luta de classes. Em 2002, lança sua autobiografia, Tempos Interessantes.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ÉRICO VERISSIMO


Escritor gaúcho. Um dos autores brasileiros mais traduzidos no mundo, explora vários gêneros literários dentro do estilo modernista. Erico Lopes Verissimo (17/12/1905-28/11/1975) nasce em Cruz Alta, onde faz seus primeiros estudos e trabalha no comércio. Muda-se para Porto Alegre em 1930 e ingressa na antiga Editora Globo como secretário da Revista do Globo, tornando-se, mais tarde, seu presidente. Estréia na literatura em 1932, com a série de contos Fantoches. No ano seguinte lança o romance Clarissa, com o qual conquista popularidade nacional. Aborda temas urbanos e revela influências de escritores como Aldous Huxley nos livros Música ao Longe (1935) e Um Lugar ao Sol (1936). Faz sucesso em todo o país com Olhai os Lírios do Campo (1938), que tem tiragem recorde para a época: 62 mil exemplares. Entre 1941 e 1945 dá aulas de literatura brasileira na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. Desse período resultam Gato Preto em Campo de Neve (1941) e A Volta do Gato Preto (1945). Em 1954 recebe o Prêmio Machado de Assis, conferido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra. O ponto mais alto de sua carreira é a trilogia O Tempo e o Vento: O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1961), em que recria, do ponto de vista genealógico e social, o Rio Grande do Sul. Morre em Porto Alegre.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ERNEST HEMINGWAY


Escritor norte-americano (21/7/1899-2/7/1961). Um dos principais representantes do ciclo literário norte-americano iniciado nos anos 20, o da geração perdida. Famoso pelo estilo de vida aventureiro, sua biografia e obra têm como cenários touradas na Espanha, caça submarina em Cuba e safáris na África. Nascido em Oak Park, perto de Chicago, é fascinado pelo perigo e pela vida selvagem. Na juventude, decide não freqüentar a universidade e exerce o jornalismo, revelando a rebeldia que caracteriza sua vida. Leva para a literatura o estilo sintético do jornalismo. Nota-se essa concisão principalmente em obras que refletem sua experiência pessoal, como voluntário na I Guerra Mundial (1914-1918) e na Guerra Civil Espanhola (1936-1939) ou correspondente na II Guerra Mundial (1939-1945). Casado várias vezes, mora muitos anos em Cuba, tornando-se amigo de Fidel Castro. Em 1954 ganha o Prêmio Nobel de Literatura. Seus livros mais conhecidos são O Sol Também se Levanta (1926), Adeus às Armas (1929), Por Quem os Sinos Dobram (1940) e O Velho e o Mar (1952). Grande parte de seus contos e romances é levada ao cinema. Suicida-se com um tiro, assim como havia feito seu pai.



publicado por LUCIANO às 19:04
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ERNEST RUTHERFORD


Físico neozelandês (30/8/1871-19/10/1937). Prêmio Nobel de Química de 1908. Precursor das descobertas em física atômica com suas pesquisas sobre a radioatividade. Nasce em Nelson, cidade portuária da ilha sul da Nova Zelândia, onde inicia o curso de física. Em 1895 muda-se para a Inglaterra e completa os estudos na Universidade de Cambridge. De 1898 a 1907 é professor de física da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá. Revela o fenômeno da radioatividade com base em pesquisas com o tório, feitas em colaboração com o químico Fredericky Soddy, da universidade. Em 1902, ambos conseguem provar que a radioatividade é um fenômeno que resulta da desintegração espontânea de elementos químicos dos átomos em outros completamente distintos e também radioativos. Apesar de ser um físico, recebe o Prêmio Nobel de Química em 1908, pelas pesquisas sobre a radioatividade. De volta a Cambridge em 1919, desenvolve a moderna concepção do átomo como um núcleo em torno do qual elétrons giram em órbitas elípticas. No mesmo ano, realiza a primeira transmutação induzida, também conhecida como reação nuclear: bombardeia com partículas alfa um núcleo de nitrogênio e o transforma em oxigênio. Suas experiências levam à descoberta dos meios para a obtenção de energia nuclear. Em 1931 é agraciado com o título de lorde de Nelson pela Coroa britânica. Morre em Cambridge.



publicado por LUCIANO às 14:18
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ERNESTO CHE GUEVARA


Guerrilheiro argentino (14/6/1928-9/10/1967). Ernesto Guevara De La Serna nasce em Rosario, numa família aristocrática. Com 2 anos, seus pais descobrem que é asmático e se mudam para Cordoba, onde tentam curá-lo com a prática de esportes. Em 1947 entra na faculdade de medicina, em Buenos Aires, mas antes de se formar cruza a América do Sul de motocicleta, numa viagem de dez meses que inclui Chile, Peru, Colômbia e o estado da Flórida, nos Estados Unidos. Retorna à Argentina em 1953, quando se forma médico e sai novamente em viagem. Na Guatemala onde uma revolução está prestes a explodir, trabalha como médico dos nativos. Nessa época ganha o apelido de Che e entra em contato com o marxismo. É listado como subversivo e se refugia no México. Ali conhece o exilado cubano Fidel Castro, que o convence a derrubar a ditadura de Fulgencio Batista. Em 1955, transportados pelo barco Granma, os revoltosos desembarcam em Cuba. Com a vitória da Revolução Cubana em 1959, Che passa a dirigir o Banco Nacional e o Ministério da Indústria na ilha. Em 1965 deixa Cuba e participa de guerrilhas na África e na América Latina. Defende o "foquismo", pelo qual a revolução socialista pode ser preparada com a formação de focos rebeldes em locais estratégicos. Liderando um grupo de guerrilheiros na Bolívia é capturado pelo exército boliviano, com o auxílio de agentes da CIA (Agência Central de Inteligência americana), e executado. Em 1997, seus ossos são transferidos para Cuba.



publicado por LUCIANO às 14:15
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ERNESTO GEISEL

Militar gaúcho. Quarto presidente da República depois do golpe militar de 1964, governa entre 1974 e 1979. Ernesto Geisel (3/8/1907-12/9/1996) nasce em Bento Gonçalves, filho de alemães da Baviera, protestantes luteranos. Estuda no Colégio Militar de Porto Alegre, onde se forma em 1924 como primeiro aluno da turma. Segue a carreira militar e chega a general-de-brigada em 1960. Promovido a general-de-divisão em novembro de 1964, ocupa a chefia da Casa Militar no governo Castello Branco. Em 1969 assume a direção da Petrobras e, cinco anos depois, a Presidência da República. Durante seu governo enfrenta o fim do chamado milagre econômico, com a redução do crescimento e a alta da inflação. Para superar esse quadro desfavorável, agravado pela vitória expressiva da oposição nas eleições parlamentares de 1974, apresenta seu projeto de abertura política "lenta, gradual e segura". Nas eleições de 1976 impede o debate político no rádio e na TV com a Lei Falcão. Em 1977 altera as regras eleitorais ao decretar o chamado Pacote de Abril, que aumenta o mandato presidencial de cinco para seis anos, mantém as eleições indiretas para governador e cria a figura do senador biônico, também escolhido indiretamente para garantir ao governo a necessária maioria parlamentar. Termina o mandato enviando ao Congresso a emenda constitucional que acaba com o Ato Institucional Nº 5. Morre no Rio de Janeiro.



publicado por LUCIANO às 14:13
Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ERNESTO NAZARÉ


Compositor e pianista fluminense. Um dos primeiros e mais reconhecidos autores da música popular brasileira, considerado o criador do primeiro choro. Ernesto Nazaré (20/3/1863 - 4/2/1934) nasce na cidade do Rio de Janeiro, filho de um despachante e de uma pianista, com quem aprende a tocar o instrumento. Compõe a primeira música aos 14 anos, a polca-lundu Você Bem Sabe. Em meados da década de 1870 começa a trabalhar como pianista profissional. Em 1886 casa-se com Teodora de Meireles, a quem dedica a valsa Dora. Três anos depois lança Brejeiro, composição que introduz um novo gênero musical, o tango brasileiro. A música chega a ser gravada na França, pela banda da Guarda Republicana de Paris. Em 1898 dá seu primeiro concerto, na Intendência de Guerra do Rio. Em 1915 grava Apanhei-te, Cavaquinho, primeira música a ser apresentada sob a denominação de choro. A morte da filha, em 1917, deixa-o muito abalado. Trabalha como pianista no Cine Odeon, para o qual compõe o famoso tango Odeon, e depois ganha a vida como pianista-demonstrador em lojas de partituras. Em 1926 assiste em São Paulo a uma conferência do escritor Mário de Andrade sobre sua obra. Em 1929 sofre outro abalo com a morte da mulher. Aos 70 anos manifesta sinais de perturbação mental e é internado numa colônia para doentes mentais. Morre afogado, durante uma tentativa de fuga. Suas polcas, choros e tangos servem de tema e inspiração a compositores eruditos como Henrique Oswald, Villa-Lobos, Francisco Mignone e Radamés Gnattali. O pianista erudito Arthur Moreira Lima é hoje um especialista em sua obra.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ERNESTO SABATO


ísica e se doutora pela Universidade de La Plata em 1937. Estagia no Laboratório Curie, em Paris, no ano seguinte, e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos (EUA), em 1939. De volta à Argentina em 1940, leciona física teórica na Universidade de La Plata e começa a escrever para a revista Sur e para o jornal La Nación. Deposto do cargo de professor por fazer oposição ao governo de Juan Domingo Perón, em 1945, passa a dedicar-se exclusivamente à literatura. O sucesso chega nesse ano com Nós e O Universo, coletânea de aforismos, relatos e observações pessoais sobre temas políticos, filosóficos e sociais. Ganha projeção internacional no ano seguinte com o romance O Túnel. Interessado em política, dirige a revista Mundo Argentino (1955) e publica em 1956 os livros A Outra Face do Peronismo e O Caso Sábato, nos quais analisa a violência da política argentina e pede a reconciliação entre as forças peronistas e antiperonistas que dividem o país. Escreve ainda os romances Sobre Heróis e Tumbas (1961), O Escritor e Seus Fantasmas (1963) e Abaddón, o Exterminador (1974). Por sua obras, recebe em 1984 o Prêmio Miguel de Cervantes, a mais prestigiosa premiação literária espanhola.Em novembro de 2000, lança no Brasil Antes do Fim, um relato autobiográfico, e O Túnel, ficção de 1953 que inicialmente foi desprezada por todas as editoras a quem ele oferecera a obra para publicação. Em 2003, é lançado no Brasil a tradução de O Escritor e Seus Fantasmas. Morando em Buenos Aires, dedica-se à pintura.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ÉSQUILO

Poeta trágico e dramaturgo grego (525 a.C.-456 a.C.). Criador da tragédia grega. Nasce em Elêusis, filho de uma família de nobres atenienses. Luta contra os persas nas batalhas de Maratona (490 a.C.) e Salamina (480 a.C.). Começa a carreira de escritor trágico em 499 a.C. Introduz o segundo ator na representação teatral, criando o diálogo dramático, e inova a encenação com a utilização de figurinos e cenários. Reinterpreta os mitos gregos em seus dramas e trata das paixões humanas do ponto de vista do juízo divino e da crença numa vontade dos deuses, que têm papel predominante na conduta dos homens. O lirismo das partes escritas para o coro é uma de suas características mais marcantes. Estima-se que tenha composto mais de 90 peças, das quais restam sete tragédias, encenadas entre 490 a.C. e 458 a.C. As Suplicantes, de 490 a.C., é uma das primeiras. A ela se seguem Os Persas, Os Sete Contra Tebas, Prometeu Acorrentado e a trilogia Orestia, sua última obra e única trilogia conhecida, da qual fazem parte Agamenon, As Coéforas e Eumênides. Ganha 12 prêmios nos festivais de teatro de Atenas no decorrer da carreira e é reverenciado pelos atenienses depois da morte.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ESTÁCIO DE SÁ

Explorador português. Combate as invasões francesas na cidade do Rio de Janeiro. Estácio de Sá (1520?-20/2/1567) nasce em Coimbra. Pouco se sabe a respeito dos primeiros anos de sua vida. Acredita-se que tenha vindo para o Brasil em 1557, acompanhando o tio, Mem de Sá, terceiro governador-geral da colônia. É nomeado capitão do navio de guerra Conceição, com o qual parte de Salvador, sede do governo geral, em expedição à Guanabara, para combater a invasão francesa na região. Continua a viagem até São Vicente, no litoral paulista, e de lá vai a Portugal, em busca de reforços para expulsar os invasores. Estabelece-se na orla de Guanabara, de onde chefia a resistência às inúmeras investidas dos franceses e de seus aliados, os índios tamoios. Apesar das dificuldades, consegue construir as bases da cidade de São Sebastião, mais tarde chamada de São Sebastião do Rio de Janeiro. Obtém vitórias parciais contra os inimigos e, em 20 de janeiro de 1567, ao lado de Mem de Sá, derrota-os definitivamente. Para isso, ataca suas bases no morro de Leripe (atual outeiro da Glória) e na ilha de Paranapuã (hoje ilha do Governador). Ferido no rosto por uma flecha envenenada, morre pouco tempo depois no Rio de Janeiro.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ETTORE SCOLA

Cineasta italiano (10/5/1931-). Nasce em Trevico, na Campânia, e muda-se mais tarde para Roma. Inicia um curso de direito, mas não chega a se graduar. Dedica-se ao jornalismo e trabalha como diagramador de um periódico humorístico. Depois é contratado por roteiristas para escrever piadas para o cinema e, gradualmente, passa a atuar como diretor. Ligado ao Partido Comunista Italiano (PCI), tem suas obras marcadas pela temática social e política. Torna-se conhecido com Ciúme à Italiana (1970), seu primeiro sucesso no gênero sátira política. Fica internacionalmente famoso com Nós Que Nos Amávamos Tanto (1974), que mostra a amizade entre três homens apaixonados pela mesma mulher, e Feios, Sujos e Malvados (1975), sobre o patriarca de uma numerosa família que vive apertada em um barraco nos arredores de Roma. Complôs, traições e incesto são apenas alguns dos ingredientes que compõem sua crítica à desigualdade. Um Dia Muito Especial (1977), estrelado por Sophia Loren e Marcello Mastroiani, é considerado de rara delicadeza e sensibilidade. Filma ainda Casanova e a Revolução (1982), O Baile (1983), A Família (1986), Maccaroni (1985), A Viagem do Capitão Tornado (1990), A História de um Jovem Pobre (1995), Mario, Maria e Mario (1994) e O Jantar (1998). Em fevereiro de 2001, lança Concorrência Desleal, um drama com produção franco-italiana que conta com a participação do ator Gérard Depardieu no elenco. Em 2003 estréia Gente di Roma, homenagem à cidade que mistura comédia e documentário.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EUCLIDES


Matemático grego (séculos IV a.C.-III a.C.). Fundador da geometria. Não se conhece o local nem a data de seu nascimento e morte e quase nada se sabe sobre sua vida. É possível que tenha recebido ensinamentos dos primeiros discípulos de Platão. É certo, porém, que funda em Alexandria, durante o reinado de Ptolomeu I (367/364 a.C.?-283/282 a.C.?), a primeira escola de matemática. Sua principal obra, Elementos, de 13 volumes, é considerada essencial para o estudo da geometria. Euclides formula os axiomas e postulados que estabelecem os princípios básicos da geometria. Ao fazer uma compilação dos principais estudos de matemáticos que o antecederam, entre eles Hipócrates e Eudoxus, cria novos teoremas e sistematiza os já existentes sobre geometria plana, espacial e sobre números. Seus estudos dão origem à geometria euclidiana, só superada pelas atuais no século XIX. Deixa, entre outras obras interessantes, o estudo Dados, com 94 proposições de geometria elementar, e Fenômenos, que trata da geometria aplicada à astronomia.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EUCLIDES DA CUNHA


Escritor, ensaísta e jornalista fluminense. Autor de Os Sertões, clássico da literatura nacional. Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha (20/1/1866 - 15/8/1909) nasce em Cantagalo. Órfão de mãe aos 3 anos, é criado por parentes. Mora em várias cidades até se fixar no Rio de Janeiro. Ainda jovem adota idéias abolicionistas e republicanas. Começa a estudar engenharia em 1885, mas abandona o curso por falta de dinheiro. No ano seguinte ingressa na Escola Militar, de ensino gratuito. Em protesto contra a repressão às manifestações republicanas, em 1888 joga o espadim de cadete aos pés do ministro da Guerra e é expulso da escola. Readmitido no ano seguinte, após a proclamação da República, chega a tenente, mas deixa o Exército em 1896 por motivos políticos. Muda-se para São Paulo, onde recomeça o curso de engenharia e passa a escrever para o jornal A Província de S.Paulo (atual O Estado de S. Paulo). Acompanha, no sertão baiano, o movimento chefiado pelo beato Antônio Conselheiro no Arraial do Belo Monte, em Canudos, e o material recolhido é publicado no jornal e transformado no livro Os Sertões (1902), um clássico da literatura latino-americana. Com a obra, o escritor ganha reconhecimento nacional, sendo eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1903. Sua morte, no Rio de Janeiro, ganha destaque e comove o público: é assassinado pelo amante de sua esposa, a quem tentara matar.


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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EUGÈNE DELACROIX


Pintor francês considerado um dos maiores representantes da pintura romântica francesa, tem forte influência sobre os impressionistas. Ferdinand-Victor-Eugène Delacroix (26/4/1798-13/8/1863) nasce em Charenton-Saint-Maurice. Em 1815 torna-se aluno do pintor Baron Pierre-Narcise Guérin e, em 1822, expõe Dante e Virgílio nos Infernos (1822), em sua primeira participação no Salão de Paris. Suas obras são cheias de cores e mostram a influência temática do romantismo de Théodore Géricault (pintor), Frédéric Chopin (compositor e pianista) e Lord Byron (poeta). Em 1824 expõe no Salão O Massacre de Quios, revelando aspectos dramáticos da guerra da independência da Grécia contra a Turquia. Em 1827 ilustra uma edição francesa de Fausto, de Goethe, com 17 litogravuras. Entre 1827 e 1832 tem uma intensa produção. São dessa fase A Morte de Sardanápalo (1827) e A Liberdade Guiando o Povo (1830). Em 1832 visita o Marrocos, país que mais deixa marcas em sua arte. Motivos árabes e exóticos continuam aparecendo até em suas últimas obras. Morre em Paris.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EUGÈNE IONESCO


Dramaturgo francês de origem romena (26/11/1912-28/3/1994). É considerado um dos maiores teatrólogos do século e um dos criadores do teatro do absurdo. Focaliza o caráter incompreensível das relações humanas, o medo da morte, o aspecto tragicômico da existência e a pressão das convenções sociais. Com frases absurdas, suas peças falam da impossibilidade de comunicação entre os seres humanos. Nascido em Slatina, na Romênia, passa a infância na França, regressando a seu país em 1925. Gradua-se em francês pela Universidade de Bucareste e volta em seguida para Paris, onde se fixa. Inicia-se como dramaturgo em 1949, com a peça A Cantora Careca, de humor grotesco e clima obsessivo. Escreve A Lição (1951), As Cadeiras (1952) e A Vítima do Dever (1953). O Rinoceronte (1959), sua peça mais conhecida, é adaptada para o cinema. Desde 1970 é membro da Academia Francesa de Letras. Suas obras em prosa, como O Solitário (1973) e Antídotos (1975), também tratam da impossibilidade de comunicação entre as pessoas. Morre em Paris.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EUGENE O'NEILL

Dramaturgo norte-americano (16/10/1888-27/11/1953). Considerado um dos maiores escritores de teatro dos Estados Unidos, ganha o Prêmio Nobel de Literatura em 1936 e quatro prêmios Pulitzer. Filho de ator, Eugene Gladstone O''Neill nasce em Nova York e passa a infância viajando. De 1906 a 1907 freqüenta a Universidade de Princeton, que abandona. Entre 1909 e 1912 garimpa ouro em Honduras, torna-se empresário assistente e excursiona como ator do grupo teatral de seu pai. Trabalha como repórter em Connecticut e viaja por América do Sul e África do Sul como marinheiro. Em 1912, hospitalizado para curar um caso leve de tuberculose, escreve as primeiras peças. Em Estranho Interlúdio (1927), O Luto Cai Bem a Electra (1931) e Longa Jornada Noite Adentro (1941), confunde os planos de ficção e realidade e mergulha nos mecanismos psicológicos de seus personagens. Seus melhores trabalhos comunicam uma visão do homem moderno vítima do acaso que, não acreditando em Deus ou no destino, culpa a si mesmo pela própria miséria. Extremamente pessimista, mostra o homem preso a um destino sem sentido – o que o torna um dos precursores do existencialismo. Morre em Boston.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EUGÊNIO MONTALE


Poeta italiano (12/10/1896-12/9/1981). É o maior representante da chamada escola hermética da poesia. Nascido em Gênova, interrompe os estudos clássicos para dedicar-se ao canto, mas o abandona em 1915, convocado para servir como oficial de Infantaria na I Guerra Mundial (1939-1945). Em 1927 transfere-se para Florença, onde trabalha como diretor do Gabinete de Vieusseux, de literatura e ciências, e se torna conhecido pelos poemas curtos e herméticos, que combinam elementos descritivos e visão intimista da realidade. Além da poesia, desenvolve interesse por música e pintura impressionista. Em 1961 recebe medalha de honra da Universidade de Roma. Sua principal obra está reunida em três volumes, Ossos de Siba (1925), As Ocasiões (1939) e A Tempestade e Outros Poemas (1956). Com o fascismo perde o emprego e se mantém em silêncio. Posteriormente se muda para Milão e, em 1948, trabalha como redator do jornal Corriere della Sera, fazendo crítica de música. Publica Satura (1962) e Xenia (1966) e ganha o Prêmio Nobel de Literatura em 1975. Morre em Milão.


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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EURICO GASPAR DUTRA

Militar e político mato-grossense. Presidente da República de 1946 a 1951. Eurico Gaspar Dutra (18/5/1883 - 11/6/1974) nasce em Cuiabá, filho de José Florêncio Dutra, comerciante modesto e ex-combatente na Guerra do Paraguai. Tem o ano de nascimento alterado para 1885 pelo pai, depois ser reprovado no exame médico para servir ao Exército em Cuiabá. Com uma certidão falsa, consegue ingressar na Escola Militar do Brasil, em Corumbá, em 1902. A partir de então, todos os seus documentos ficam alterados. Desliga-se da carreira militar em 1908, ao apoiar a Revolta da Vacina, mas volta ao Exército após sua anistia. Chega a general em 1932 e chefia um destacamento que combate a Revolução Constitucionalista de São Paulo. No ano seguinte comanda a repressão à Intentona Comunista. Em 1934 é nomeado ministro da Guerra e, em 1937, garante o apoio das Forças Armadas ao golpe de Getúlio Vargas que instaura o Estado Novo. Em 1945 elege-se presidente com o auxílio de Vargas e do Partido Social Democrático (PSD). Seu governo promove a abertura democrática, mas mantém restrições aos direitos dos trabalhadores e coloca o Partido Comunista Brasileiro (PCB) na ilegalidade. Deixa a Presidência em 1951 e, três anos depois, participa da conspiração que derruba o governo democrático de Vargas. Em 1964 apoia o golpe militar que depõe o presidente João Goulart e mantém expectativas de voltar à Presidência. Morre no Rio de Janeiro.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EURÍPEDES

Dramaturgo grego (484 a.C.-406 a.C.). Um dos maiores expoentes da tragédia grega, ao lado de Ésquilo e Sófocles, do qual é contemporâneo. Nasce em Salamina, provavelmente de uma família de classe média. Interessa-se pela ciência e pelas idéias dos filósofos da época, como Anaxágoras, Sócrates e os sofistas. Sua primeira participação nos festivais de teatro de Atenas acontece em 454 a.C., com As Filhas de Pélias. Suas tragédias introduzem o prólogo explicativo e a divisão das peças em cenas e episódios. Seus dramas transformam os heróis da mitologia grega em pessoas comuns, sujeitas a comportamentos discutíveis do ponto de vista ético, moral e psicológico. Estima-se que Eurípedes tenha apresentado mais de cem peças, das quais restam 17 tragédias e uma peça satírica, Cíclopes. Destacam-se Medéia (431 a.C.), As Troianas (415 a.C.), Electra (418 a.C.) e As Bacantes (encenada, postumamente, em 406 a.C.). Embora seja o poeta dramático grego que mais influencia o teatro moderno, Eurípedes despertou polêmica em sua época. Em sua carreira, vence apenas cinco vezes o festival de Atenas. No final da vida abandona a cidade. Morre na Macedônia.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EURYCLIDES ZERBINI


Cirurgião paulista. Entra para a história da medicina nacional ao realizar a primeira cirurgia de transplante de coração humano no Brasil, em 1968. Euryclides de Jesus Zerbini (7/5/1912-23/10/1993) nasce em Guaratinguetá. Forma-se pela Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade de São Paulo (USP), dedicando-se inicialmente à cirurgia geral. Aos 28 anos torna-se professor livre-docente e especializa-se em cirurgia torácica. Em 1942 realiza a primeira cirurgia cardíaca do país em um garoto de 6 anos - que iria reencontrar 50 anos depois em uma festa organizada para comemorar o feito. Dois anos mais tarde viaja para os EUA, onde trabalha ao lado do sul-africano Christiaan Barnard, que em 1967 seria o pioneiro em transplante de coração no mundo. Em 1947 monta em São Paulo um grupo de especialistas no Hospital das Clínicas. Seu sonho é realizado em 1975 com a construção do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP (Incor). Aos 73 anos, em 1985, faz o primeiro transplante de coração em portador da doença de Chagas. Morre em 1993, em São Paulo, aos 81 anos, vítima de câncer.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EUSÉBIO DE QUEIRÓS


Político e magistrado brasileiro. É o autor da lei que leva seu nome e proíbe o tráfico de escravos no Brasil. Eusébio de Queirós Coutinho Matoso Câmara (27/12/1812-7/5/1868) nasce em Luanda, Angola, e vem para o Brasil aos 3 anos. A profissão do pai, também magistrado, leva a família a morar em diversos estados, como Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. Em 1832 forma-se em direito pela Faculdade de Olinda. Nesse ano, torna-se juiz do crime na corte e, mais tarde, chefe da polícia. Casa-se aos 23 anos com a filha do empresário José Ribeiro de Oliveira, ligado à urbanização do Rio de Janeiro. Integra a Assembléia Provincial do Rio de Janeiro em 1838 e, quatro anos depois, torna-se deputado-geral pela província. Cria e regulamenta a Lei Eusébio de Queirós, que declara extinto o tráfico de escravos africanos no Brasil, sancionada em 1850, cinco anos após a Bill Aberdeen. Também é autor e executor da lei que promulga o Código Comercial (1850) e destaca-se por sua atuação no estabelecimento do sistema penitenciário brasileiro. É um dos responsáveis pela adoção da iluminação a gás no Rio de Janeiro. Em 1854 ocupa o cargo de senador e, um ano mais tarde, é membro do conselho de Estado. Alcança projeção ao ingressar no Ministério da Justiça e consolida-se como um dos dirigentes de maior prestígio do Partido Conservador. Morre no Rio de Janeiro.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EUSÉBIO FERREIRA DA SILVA


Brigou a carreira inteira contra o apelido de Pelé Europeu, e nem europeu ele era. Eusébio (5/1/1943-) nasce em Lourenço Marques, Moçambique, então colônia portuguesa na África, e se consagra no futebol em Portugal, o país onde brilhou. Eusébio lembra muito o Rei Pelé. Assim como o brasileiro, era negro, robusto, de família humilde, tinha uma habilidade incomum e fazia gols, muitos gols. Num livro que escreve após a Copa de 1966, o craque africano reclama: "A minha sombra é negra, é Pelé. Na ânsia de arranjarem legendas bombásticas, têm-me chamado de ‘Pelé da Europa’. Por favor, não me chamem disso. Pelé é Pelé. Meu nome é Eusébio". Um nome que presente na história do futebol mundial. Aos 17 anos Eusébio já era motivo de discussão. Descoberto no Sporting de Lourenço Marques, Moçambique, ele assina contrato com o Benfica, de Portugal. O Sporting Lisboa entra na Justiça alegando que o clube moçambicano era uma filial sua e deveria dar prioridade ao Sporting. Depois de quase seis meses o Benfica leva a melhor. Aos 18 anos, o atacante estréia no time B, jogando contra o Atlético de Lisboa. Ele marca três gols e não pára mais. No mesmo ano entra para a Seleção Portuguesa que fracassa nas eliminatórias da Copa do Mundo. Um ano depois, dois gols seus decidem a Copa dos Campeões da Europa. O Benfica conquista o título em cima do Real Madrid de Puskas e Di Stefano: 5 x 3. Eusébio fez gols de todas as formas. São 316 em 294 jogos pela Primeira Divisão portuguesa, 97 em 60 jogos pela Copa de Portugal. É também seis vezes o artilheiro do Campeonato Português, duas vezes o maior artilheiro da Europa e o artilheiro da Copa de 1966, a única que disputa. Quase leva Portugal à decisão com seus gols: um contra a Bulgária, dois contra o Brasil, quatro na Coréia do Norte. Fez mais um na semifinal, mas seu time enfrenta os donos da casa, em Wembley, e fracassa. O estádio londrino é, aliás, palco da outra grande decepção da carreira de Eusébio. Na decisão da Copa dos Campeões de 1968, ele perde um gol feito no último minuto contra o Manchester United, dando o título ao clube inglês. Eusébio marcou 47 gols em copas européias, apenas dois a menos que a marca do recordista absoluto, Di Stefano. Ótimo cabeceador, chutava indistintamente com os dois pés, veloz, se colocava muito bem e esbanjava inteligência. Chega a ganhar uma Bola de Ouro de melhor jogador da Europa e foi vice duas vezes. Joga pelo Benfica durante 15 anos, uma época de glórias para o time de Lisboa. Mas tanto tempo no pequeno futebol português impede uma projeção maior no futebol mundial. Depois de um bicampeonato no começo dos anos 60, os portugueses só foram conquistar um título europeu de clubes na década de 80. A Seleção Portuguesa fica de fora dos Mundiais de 1970 e 1974, apesar de seus gols. Em 1969, fica em último lugar no grupo em que se classificam os romenos. Quatro anos depois, perdem a vaga para a Bulgária. O Benfica fez infinitas excursões mundo afora. Numa delas, Eusébio machuca o joelho esquerdo. Operado, volta aos campos sem a velha saúde. As lesões começam a marcá-lo com rigor. Em 1974, pela primeira vez desde os anos 60, é excluído de uma convocação da Seleção Portuguesa. Aos 32 anos, enfim, o Benfica vende-o para a liga norte-americana. Lá, vaga de clube em clube, visivelmente acima do peso e esperando a bola vir para então mostrar sua arte. Hoje, quem quiser vê-lo é só ir ao Estádio da Luz, em Lisboa: ele está sempre parado na entrada principal, sob a forma de estátua. Homenagem merecida ao maior jogador da história do Benfica, de Portugal e da África.

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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EVANDER HOLYFIELD


Pugilista norte-americano (19/10/1962-). Ex-campeão mundial de pesos pesados pela Associação Mundial de Boxe (WBA), Conselho Mundial de Boxe (WBC) e Federação Internacional de Boxe (IBF). Nascido em Altmore, é criado em Atlanta. Aos oito anos, começa a treinar boxe no Boys Club local e, no ano seguinte, faz sua primeira luta. Em 1984, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, ganha a medalha de bronze na categoria meio-pesado. Profissionaliza-se após bater o recorde de 160 vitórias como amador, 75 delas por nocaute. Torna-se peso cruzador e conquista, em 1986, o título da categoria pela WBA. Em 1988, unifica o título de campeão dos pesos cruzadores pela WBA, a IBF (Federação Internacional do Boxe) e o WBC (Conselho Mundial de Boxe). Submetendo-se a um regime de condicionamento aeróbico, treinos e dieta de altas calorias, adquire massa muscular e desafia o campeão indiscutível dos pesos pesados, James Buster Douglas em 1990; vencendo-o por nocaute, arrebata de uma só vez o cinturão das três entidades mundiais do boxe. Defende o título unificado até 1992, quando o perde para o desafiante Riddick Bowe. Depois de anunciar sua saída do boxe, faz a revanche contra Bowe e recupera os cinturões da WBA e da IBF, tornando-se o terceiro lutador peso pesado na história a reconquistar um título derrotando seu vencedor (os primeiros foram Floyd Patterson e Muhammad Ali). Em 1994, perde os cinturões para Michael Moorer. Dois anos depois, toma de Mike Tyson o título da WBA. Em nova luta contra Tyson, em 1997, quase perde a orelha por causa de uma mordida do adversário. Em 1999, luta duas vezes contra o britânico Lennox Lewis pela unificação do título; empata na primeira e perde na segunda. Em 2001, Holyfield perde o cinturão da WBA para John Ruiz, e em 2002, perde o cinturão da IBF para Chris Byrd. Ambas as decisões foram cercadas de polêmica, pois Holyfield defendeu os títulos no lugar de Lennox Lewis, que se recusou a lutar pelos títulos que havia conquistado de Holyfield anos antes.


WBC – Conselho Mundial de Boxe
WBA – Associação Mundial de Boxe
IBF- Federação Internacional do Boxe





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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EVANDRO LINS E SILVA

Jurista piauiense. Mais famoso advogado da história recente do país, destacou-se na defesa de presos políticos e no impeachment do presidente Fernando Collor. Evandro Cavalcanti Lins e Silva (1912-18/12/2002) nasce em Parnaíba (PI), cidade para a qual o pai, juiz municipal, fora designado. Passa a infância e a adolescência no Piauí, no Maranhão e em Pernambuco. Aos 15 anos, muda-se definitivamente para o Rio de Janeiro, completando seus estudos no Colégio Pedro II. Trabalha como jornalista em A Batalha e em O Diário de Notícias, enquanto cursa a Faculdade Nacional de Direito, atual Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio. Participa ativamente da agitação política que culmina com a Revolução de 1930. Sobe pela primeira vez na tribuna em 1931, para defender um jovem chamado Otelo, acusado de assassinar a namorada por ciúme. Leva consigo um exemplar do livro homônimo de Shakespeare. Perde a causa, mas inicia longa carreira marcada pela ousadia. Durante o Estado Novo, defende presos políticos no Tribunal de Segurança Nacional. No governo João Goulart, atua como chefe da Casa Civil, procurador-geral da República e ministro das Relações Exteriores. É nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 1963. Volta a atuar a favor de presos políticos durante o regime militar de 1964. É cassado com base no AI-5 em 1969 e perde seu cargo de ministro do STF. Em 1979, usa o argumento de legítima defesa da honra no caso Doca Street, acusado de matar a namorada, e com isso provoca a indignação de organizações feministas. Em 2000, coordena a defesa de José Rainha, líder do Movimento dos Trabalhores Rurais Sem-Terra (MST), acusado do assassinato de um fazendeiro no Espírito Santo, e consegue sua absolvição. Desde 1998, é membro da Academia Brasileira de Letras. Em 2002, inaugura uma faculdade de direito com seu nome no Rio de Janeiro. No dia 12 de dezembro de 2002, vindo de Brasília, onde havia sido nomeado integrante do Conselho da República, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, desequilibrou-se ao subir no canteiro que divide duas pistas em frente ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio. O advogado ainda foi submetido a duas cirurgias. Morreu em 18 de dezembro de 2002, aos 90 anos, vítima de traumatismo craniano, deixando quatro filho, 11 netos e dois bisnetos





Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

ÉVARISTE GALOIS


Matemático francês (25/10/1811-31/5/1832). Autor da Teoria dos Grupos ou Conjuntos. Nascido em Bourg-la-Reine, é um estudante mediano até os 15 anos, quando se apaixona pela matemática. Em menos de cinco anos, domina quase todo o conhecimento disponível sobre o assunto em sua época. Torna-se aluno rebelde e malcomportado, sempre em conflito com os mestres, o que o leva a ser recusado na Escola Politécnica durante um exame. Também é expulso da Escola Normal Superior francesa. Entretanto, o matemático francês Louis Paul Émile Richard reconhece sua genialidade e apresenta-lhe os trabalhos dos matemáticos Cauchy, Gauss e Jacobi. Liberal e republicano, acaba se envolvendo em manifestações contra o regime monárquico da França pós-Napoleão. Na madrugada de 31 de maio de 1832, aos 20 anos, escreve um ensaio matemático, no qual resume suas descobertas, e um manifesto político, A Todos os Republicanos. Envia os textos ao amigo Auguste Chevalier, pedindo que submeta o ensaio à apreciação de Gauss e Jacobi. Ao amanhecer, morre num duelo de motivação banal. Nas 31 páginas quase ilegíveis em que registra suas descobertas matemáticas, deixa a base da Teoria dos Grupos.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EVARISTO DA VEIGA

Político, jornalista e escritor fluminense. É o autor do Hino da Independência e um dos principais opositores ao governo de dom Pedro I. Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (8/10/1799-12/5/1837) nasce na cidade do Rio de Janeiro. Durante a infância freqüenta o Seminário de São José, mas abandona os estudos para trabalhar na livraria do pai. Em 1822 compõe a letra do Hino da Independência, que, na época, é batizado como Hino Constitucional Brasiliense. Inicia no jornalismo em 1827, como colaborador do jornal liberal Aurora Fluminense. Com o tempo torna-se o único redator do periódico, cujos assuntos principais são liberdade constitucional e de imprensa. Ganha projeção nacional pelas constantes campanhas contra o absolutismo de dom Pedro I e, em 1830, ingressa na carreira política como deputado por Minas Gerais. É reeleito três vezes para o cargo, mesmo sem nunca ter visitado a província. Participa dos movimentos a favor da abdicação do imperador, em 1831. Durante a Regência é líder do Partido Moderado. Em 1832, engajado em campanha contra os irmãos Andrada e Silva, sofre um atentado praticado por um partidário de José Bonifácio. Na ocasião é ferido com um tiro no olho esquerdo. Um dos elaboradores do Ato Adicional de 1834, Veiga apóia Diogo Antônio Feijó para a Regência Una, em 1835, mesmo ano em que publica o último exemplar do Aurora Fluminense. Em 1836 abandona a Câmara e segue em viagem por Minas Gerais. Seis meses depois retorna ao Rio de Janeiro, onde morre vítima de uma violenta febre. É patrono da cadeira 10 da Academia Brasileira de Letras.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EVITA PERÓN


Atriz e líder política argentina (7/5/1919-26/7/1952). Nasce em Los Toldos, próximo a Buenos Aires, em uma família pobre. Com 16 anos, decide seguir a carreira artística e muda-se sozinha para a capital argentina. Em 1937 estréia no cinema no filme Segundos Afuera e, em seguida, é contratada para fazer radionovelas. Em 1944 conhece Juan Domingo Perón, então vice-presidente da Argentina e ministro do Trabalho e da Guerra. No ano seguinte, Perón é preso por militares descontentes com sua política, voltada para a obtenção de benefícios para os trabalhadores. Evita, então apenas a atriz Eva Duarte, organiza comícios populares que forçam as autoridades a libertá-lo. Pouco depois se casa com Perón, que se elege presidente em 1946. Famosa por sua elegância e seu carisma, Evita conquista para o peronismo o apoio da população pobre, na maioria migrantes de origem rural a quem ela chamava de "descamisados". Morre aos 33 anos, de leucemia. Embalsamado, seu corpo fica exposto à visitação pública até que, durante o golpe de Estado que derruba Perón em 1955, seus inimigos políticos seqüestram o cadáver e o ocultam durante 16 anos. Em 1971, o corpo é devolvido por um oficial argentino ao ex-presidente em Madri, onde ele vive exilado. Perón volta à Argentina em 1973 e é reeleito presidente, tendo a terceira mulher, Isabelita, como vice. Após sua morte, em 1974, Isabelita traz os despojos de Evita para a Argentina e os sepulta em Buenos Aires.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

EZRA POUND


Poeta e crítico norte-americano (30/10/1885-1/11/1972). Desenvolve um dos principais estudos sobre literatura moderna, criando critérios para análise da poesia baseados na ciência. Nascido em Hailey, no estado de Idaho, Ezra Loomis Pound forma-se em filosofia e estuda várias línguas, além de gramática e literatura inglesas. Em 1908 muda-se para Londres. Lá faz amizade com os poetas William Butler Yeats e T.S. Eliot, que ajuda a tornar conhecidos. Escreve sobre literatura para pequenos jornais londrinos e publica, em 1909, Personae e Exultations e, no ano seguinte, The Spirit of Romance (O Espírito das Línguas Românicas). Entre 1912 e 1914 torna-se líder do movimento imagista, que prega que a poesia deve ter uma eficácia informativa, sem excessos nem rebuscamentos, e dizer o máximo possível com o mínimo de palavras. Em 1925, na Itália, publica o primeiro volume de Cantos, sua principal obra, que havia começado em 1915 e só finaliza em 1960. Durante a II Guerra Mundial (1939-1945), declara-se favorável às idéias fascistas e é internado sob o pretexto de ter problemas mentais. Morre em Veneza, na Itália.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

FEDERICO FELLINI


Cineasta italiano (20/1/1920-31/10/1993). Nasce em Rimini, cidade litorânea onde vive até os 17 anos numa família da pequena burguesia. Durante a adolescência, entra em contato com o circo, os filmes de Hollywood e as histórias em quadrinhos americanas, que influenciarão seu estilo. Em 1937 muda-se para Florença, onde trabalha como caricaturista. No ano seguinte vai para Roma estudar direito, mas acaba criando histórias em quadrinhos e canções para o teatro de revista e rádios. Começa no cinema aos 19 anos, escrevendo roteiros de comédia. Em 1945 colabora no roteiro de um dos marcos inaugurais do neo-realismo italiano, Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini. Estréia na direção em 1952, com Abismo de um Sonho. Casa-se em 1943 com Giulietta Masina, estrela de vários de seus filmes. Em 1953 realiza Os Boas-Vidas. A consagração vem com A Estrada da Vida (1954), ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro e do Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza. Em 1957 conquista o segundo Oscar com As Noites de Cabíria. Em 1960 filma A Doce Vida, que trata da decadência da burguesia italiana. Três anos depois dirige Fellini Oito e Meio, obra autobiográfica sobre um cineasta em crise. O filme rende-lhe o terceiro Oscar. Com Amarcord (1973) – que quer dizer eu me lembro no dialeto natal de Fellini – ganha o quarto Oscar. No filme, reconstrói sua juventude em Rimini durante a ascensão política do fascismo. O último sucesso de público é E la Nave Va, rodado em 1983. Dez anos depois recebe mais um Oscar, pelo conjunto da obra. Seu último filme é A Voz da Lua (1990).



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

FEDERICO GARCÍA LORCA


Poeta e dramaturgo espanhol (5/6/1898-19/8/1936). Federico García Lorca é considerado um dos mais importantes escritores modernos de língua espanhola. Canta com versos de extrema sensibilidade a alma popular da Andaluzia. Natural de Fuentevaqueros, por meio de sua poesia se identifica com mouros, judeus, negros e ciganos, alvo de perseguições no decorrer da história de sua região. Ele próprio sente na pele a discriminação com que os espanhóis da época tratam o homossexualismo. Jamais deixou de manifestar aversão pelos fascistas e pelos militares franquistas. Vive dois anos em Nova York (EUA), onde escreve poemas que só são publicados após sua morte. De volta à Espanha, em 1931, dirige a La Barraca, companhia teatral ambulante do governo republicano espanhol que percorre as aldeias de todo o país. Sua tragédia rural Bodas de Sangue (1933), uma história verdadeira de ciúme e morte entre camponeses da Andaluzia, abre uma nova era no teatro moderno. Em 1934 já é o mais famoso poeta e dramaturgo espanhol vivo. Morre jovem, fuzilado em Viznar pelos franquistas no início da Guerra Civil Espanhola. Outras peças importantes suas são Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936).


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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

FELIPE CAMARÃO

Índio, líder dos potiguares. Herói na luta da expulsão dos holandeses do Brasil. Antônio Felipe Camarão (c. 1600 - entre 29/4 e 19/5/1648), também chamado de Poti, nasce em Pernambuco e é educado pelos jesuítas. Extremamente religioso, chefia a tribo dos potiguares até 1630. Com a invasão dos holandeses, em fevereiro desse ano, passa a ajudar Matias de Albuquerque na defesa da capitania. Concentra suas tropas na estância de Santo Amaro, de onde pode atacar o adversário no trajeto do Recife para Olinda. Em pouco tempo é congratulado com várias graças régias, entre elas o hábito da Ordem de Cristo, a patente de capitão-mor dos potiguares, o brasão de armas, o título de dom, rendas e soldos. Participa de diversas batalhas contra os invasores, seguindo do Rio Grande do Norte à Paraíba. Dá importante contribuição à vitória portuguesa na primeira batalha dos Guararapes, em 1648. Morre no Recife, cerca de um mês depois. Segundo o frei Manuel Calado, em texto de 1648, "esse índio foi o mais leal soldado que el-rei teve nesta guerra, porque sempre acompanhou os portugueses com sua gente em todos os trabalhos".



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

FELIPE, O BELO

Rei da França (1268-29/10/1314). Felipe IV é considerado o primeiro dos soberanos modernos, por resistir às pressões da Igreja e dos senhores feudais e centralizar o poder. Filho do rei Felipe III e da rainha Isabel de Aragão, casa-se com Joana de Navarra em 1284, anexando à França, pelo casamento, as regiões de Champagne e de Navarra. Político realista e cuidadoso, cerca-se de conselheiros provenientes da burguesia e não da aristocracia feudal. Interessado em reforçar o poder real e as finanças do reino, expulsa da França os judeus e confisca-lhes terras e bens. Faz o mesmo com a Ordem do Templo, rica e poderosa organização de cavaleiros surgida no tempo das cruzadas, capaz de financiar a própria monarquia francesa. Felipe acusa os templários de heresia e sodomia, suprime a organização, condena seus dirigentes a morrer na fogueira e retém seus bens. Estabelece um orçamento anual, melhora o serviço do Tesouro, aperfeiçoa a administração e aumenta o número de funcionários reais. Em 1296 entra em conflito com o papado ao lançar impostos sobre os bens da Igreja e ao impedir que saíssem da França os recursos destinados ao Vaticano. Contrário às taxas, o papa Bonifácio VIII o excomunga. Quando morre, Felipe garante a escolha de um francês, Clemente V, como papa. A seu pedido, Clemente transfere a sede do papado para Avignon, no sul da França, onde permanece de 1305 a 1378.



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Quarta-feira, 27 DE Fevereiro DE 2008

FERDINAND DE SAUSSURE


Lingüista suíço (26/11/1857-22/2/1913). Antecipa os princípios da ciência lingüística do século XX com sua análise sobre a estrutura da linguagem. Nasce em Genebra, em uma família de intelectuais e cientistas, e estuda lingüística em Leipzig e Berlim, na Alemanha. Enquanto se especializa no grupo lingüístico indo-europeu, publica ainda estudante, em 1879, o único livro que escreve de próprio punho: Memória sobre o Sistema das Vogais nas Línguas Indo-Européias. A obra precoce revoluciona o entendimento da estrutura vocal do indo-europeu e o faz conhecido e admirado pelos especialistas. De 1880 a 1891 leciona na Escola de Altos Estudos de Paris. A partir de 1891, torna-se professor de lingüística indo-européia, sânscrito e lingüística geral na Universidade de Genebra. Suas idéias estão expostas no livro Curso de Lingüística Geral (1916), organizado por Charles Bally, Albert Sechehaye e Albert Riedlinger, com base nas anotações de aulas feitas pelos alunos de Saussure. A obra apresenta a teoria do signo lingüístico, resultante da combinação entre um significante (o componente sonoro) e um significado (o conceito). Morre em Genebra.



publicado por LUCIANO às 10:48

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