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Sábado, 01 DE Março DE 2008

CAMPOS SALLES


Político paulista. Presidente da República entre 1898 e 1902. Como primeiro-ministro da Justiça da República, institui e regulamenta o casamento civil. Manoel Ferraz de Campos Salles (15/2/1841 - 28/6/1913) nasce em Campinas, então província de São Paulo, filho de proprietários rurais cafeicultores. Forma-se em direito em 1863, em São Paulo, e entra na política quatro anos depois, como deputado provincial. Em abril de 1873 é um dos organizadores da Convenção de Itu, que funda o Partido Republicano Paulista (PRP) e define sua posição contra a monarquia e a favor do fim da escravidão. Em 1885 elege-se deputado-geral pelo PRP. Com a proclamação da República, é nomeado ministro da Justiça do governo provisório. Nessa função, institui a obrigatoriedade do casamento civil para que seja aceito legalmente, organiza a Justiça Federal e reformula o Código Penal. No final do governo provisório, elege-se senador por São Paulo (1891). Em 1896 assume o governo do estado, cargo a que renuncia para concorrer à Presidência da República. Eleito em 1898, desenvolve uma política de apoio à agricultura e de valorização do plantio de café, recusando-se a adotar medidas de proteção à incipiente indústria brasileira. Na política externa, soluciona os conflitos de fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa e inicia negociações com a Bolívia para a anexação do território do Acre. Deixa o governo em 1902 e só retorna à vida pública em 1909, para assumir o mandato de senador por São Paulo. Morre na cidade paulista de Santos.



publicado por LUCIANO às 17:15
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CÂNDIDO PORTINARI


Pintor paulista. Um dos principais artistas brasileiros, internacionalmente reconhecido por vários prêmios. Candido Torquato Portinari (29/12/1903 - 6/2/1962) nasce em Brodósqui, mas muda-se para o Rio de Janeiro na juventude, para freqüentar a Escola Nacional de Belas-Artes. Em 1928 participa com alguns trabalhos do Salão Nacional de Belas-Artes e é premiado com a medalha de ouro e uma viagem à Europa. No velho continente, entra em contato com os modernistas europeus e, influenciado por eles, altera sua pintura. De volta ao Brasil, dois anos depois, abandona a linha clássica e deforma as figuras humanas em suas obras. Para expressar o sofrimento dos personagens do mundo rural que retrata em seus quadros, passa a pintá-los com mãos ossudas e os pés abrutalhados, numa alusão ao contato que eles têm com a terra. É dessa época a tela Café, com a qual recebe a menção honrosa do Prêmio Carnegie, no salão de exposições de Pittsburg (EUA), em 1935. Produz, em seguida, a série de pinturas Os Retirantes, um de seus principais trabalhos. Em 1946 expõe em Paris e recebe a condecoração da Legião de Honra do governo francês. Os painéis Guerra e Paz, que decoram a sede da ONU, em Nova York, desde 1957, e os painéis e azulejos da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte, construída em 1940, também são de sua autoria. Morre no Rio de Janeiro.



publicado por LUCIANO às 17:13
Sábado, 01 DE Março DE 2008

MARECHAL CÂNDIDO RONDON


Militar e sertanista mato-grossense. Líder de expedições desbravadoras no oeste do Brasil e fundador do Serviço de Proteção aos índios Cândido Mariano da Silva Rondon (5/5/1865 - 19/1/1958) nasce em Mimoso. Forma-se engenheiro militar e bacharel em ciências físicas, naturais e matemáticas no Rio de Janeiro em 1890. Quatro anos depois entra para a comissão construtora de linhas telegráficas entre Goiás e Mato Grosso. Durante os trabalhos, encontra índios hostis ou escravos de fazendeiros e os coloca sob a proteção de sua tropa. Começa a estender linhas telegráficas até o Acre, cruzando 1.650 km de sertões e 1.980 km de florestas inexploradas. Sob sua direção é criado o Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Traça o roteiro e acompanha a expedição do ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt à Região Norte. A seguir faz o levantamento das regiões de Mato Grosso, de Goiás e do Amazonas. Em 1939 é nomeado presidente do Conselho Nacional de Proteção ao Índio. No mesmo ano recebe do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o título de civilizador dos sertões. A 17/2/1956, o território de Guaporé é rebatizado como Rondônia, em sua homenagem. Três anos antes de sua morte, ocorrida no Rio, o Congresso Nacional lhe confere o posto de marechal.



publicado por LUCIANO às 17:10
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CAPISTRANO DE ABREU

Historiador cearense. Pioneiro da etnografia, seu trabalho leva à renovação da investigação e da interpretação historiográficas no Brasil. João Capistrano Honório de Abreu (23/10/1853-13/8/1927) nasce em Maranguape. Inicia sua formação no Nordeste, época em que conhece Sílvio Romero e Tobias Barreto. Em 1875 muda-se para o Rio de Janeiro, onde se torna redator da Gazeta de Notícias e, depois, funcionário da Biblioteca Nacional. No final da década de 1880 escreve a tese O Descobrimento do Brasil e o Seu Desenvolvimento no Século XVI, com a qual obtém a cátedra de História do Brasil no Colégio Pedro II, cargo no qual permaneceria até 1899. Sua carreira como historiador ganha impulso em 1907, quando publica o livro Capítulos da História Colonial. Seus escritos ressaltam a participação do homem comum e das massas na formação histórica, em contraponto aos heróis e mitos. Passa a interessar-se pelas culturas indígenas e em 1914 escreve Rã-txa hu-ni-ku-í, no qual estuda a gramática, os textos e o vocabulário dos caxinauás. Considerado um dos melhores trabalhos sobre a linguagem indígena sul-americana, o livro trata ainda da vida econômica, dos costumes e do folclore. Pesquisador incansável, investiga as fontes primárias da história do Brasil e descobre, entre outras coisas, que os Diálogos das Grandezas do Brasil, antes atribuídos a frei Vicente do Salvador, eram de autoria de Ambrósio Fernandes Brandão. Comenta e ficha textos dos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta e faz edições críticas de obras fundamentais, como a História Geral do Brasil, de Varnhagen, escrita em 1907. Sempre preocupado com o caráter objetivo de suas interpretações, desenvolve estilo sintético que influencia todos os historiadores de sua geração. Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, morre no Rio de Janeiro.



publicado por LUCIANO às 17:08
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARAMURU

Aventureiro português e patriarca da Bahia. Entra para a história por passar a vida entre os índios e facilitar o contato deles com os primeiros administradores e missionários portugueses. Diogo Álvares Correia (1475?-1557) é apelidado de Caramuru pelos tupinambás. Pouco se sabe sobre os primeiros anos de sua vida. O tempo em que passou em terras brasileiras é repleto de lendas. É encontrado entre os tupinambás na Baía de Todos os Santos, em 1531, pela expedição de Martim Afonso de Sousa. Segundo relato da época, havia 22 anos que vivia entre os índios. Calcula-se que tenha nascido em Viana do Castelo e naufragado em costas brasileiras, junto com uma nau portuguesa, em 1509. Oito companheiros que com ele alcançam as praias são devorados pelos tupinambás. Há várias versões para explicar por que Caramuru é poupado. Uma delas diz que ele teria imposto respeito aos índios ao disparar uma arma de fogo, daí o novo nome, que significaria homem do fogo, filho do trovão. Outra versão afirma apenas que ele era magro demais e não teria apetecido aos canibais. Nesse caso, Caramuru seria o nome indígena para o peixe moréia. De qualquer modo, ganha a confiança da tribo e casa-se com a índia Paraguaçu. Caramuru morre em Salvador em 1557 e Paraguaçu vive mais 26 anos. O casal deixa quatro filhas que, casadas com colonos portugueses, dão origem a algumas das mais tradicionais famílias baianas, como os Moniz, os da Torre e os Garcia d'Ávila.



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publicado por LUCIANO às 17:06
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARAVAGGIO


Pintor barroco italiano. Sua obra, tão original quanto realista, despreza a busca da beleza ideal para retratar tipos populares. Michelangelo Merisi (28/9/1573-18/7/1610) nasce em Caravaggio, região da Lombardia, o que origina seu apelido. Órfão aos 11 anos, aprende a pintar em Milão com Simone Petrazano, discípulo de Ticiano. Transfere-se para Roma em 1593 e trabalha como assistente de diversos pintores menos experientes. Seus trabalhos chamam a atenção do cardeal Francesco del Monte, mais tarde seu principal patrocinador. Aos 24 anos pinta a Igreja de San Luigi dei Franchesi e, na Capela de Contarelli, cria três cenas da vida de São Mateus, usando contrastes dramáticos de luz e sombra. Suas obras incluem diversas peças de altar e pinturas, como São Mateus, Cristo em Emmaus (1602-1603) e Morte da Virgem (1605-1606). De temperamento violento, foi preso diversas vezes. Em 1606, acusado de assassinato, foge para a Sicília e depois vai para Nápoles, onde passa a executar pinturas escuras que refletem seu estado mental. Por volta de 1608 vai para Malta, fugido por mais dois anos. As pinturas dessa época estão entre as melhores de sua carreira. Morre na praia de Porto Ercole, na Toscana, de uma febre contraída em mais um período na prisão.



publicado por LUCIANO às 17:02
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARDEAL RICHELIEU


Estadista francês. Armand-Jean du Plessis (9/9/1585-4/12/1642) nasce em Paris. Seu pai trabalha para o rei Henrique III, que lhe dá as rendas do bispado de Luçon. Com apenas 5 anos, Armand-Jean perde o pai, e a família Richelieu fica em situação financeira difícil. Para manter as rendas do bispado, é necessário que algum de seus membros se torne padre da diocese. O escolhido é Armand-Jean, que se ordena em 1605 e é sagrado bispo dois anos mais tarde. Em 1614 é eleito um dos representantes da cidade de Poitou e convence a assembléia a suportar o autoritarismo da rainha-regente Maria de Medicis. Com isso, ganha a simpatia da rainha, que o nomeia secretário de Estado em 1616. Quando a regente é deposta e substituída por Luís XIII, em 1617, Richelieu exila-se em Avignon e, aos poucos, consegue conquistar a confiança do rei. É nomeado cardeal em 1622 e, dois anos depois, torna-se primeiro-ministro. Governa a França durante 18 anos, período em que consolida o poder real. Para isso, procura reduzir a influência da aristocracia feudal e fortalecer a nascente burguesia, gerando o sistema de governo conhecido como absolutismo, que depois se espalha por toda a Europa. Também combate a dinastia dos Habsburgo, que reinava na Espanha e na Áustria, para tomar-lhe a hegemonia sobre a Europa. Declara guerra à Espanha em 1635. Morre em Paris.



publicado por LUCIANO às 17:00
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARL FRIEDRICH GAUSS


Matemático, astrônomo e físico alemão (30/4/1777-23/2/1855), criador da geometria diferencial. Nasce em Braunschweig, filho de camponeses. Aos 10 anos, surpreende os professores pela agilidade em fazer contas. Soma rapidamente os números de 1 a 100, dando-lhes o resultado: 5.050. Em 1792, sua habilidade para a matemática é reconhecida pelo duque de Braunschweig, que lhe garante recursos para prosseguir os estudos. No curso do Collegium Carolinum, sem acesso a uma boa biblioteca de matemática, redescobre teoremas enunciados por outros matemáticos. Em 1795 entra na Universidade de Göttingen. Escreve Indagações Aritméticas (1798) e faz novas descobertas, como o Teorema Fundamental da Álgebra e a Lei da Reciprocidade Quadrática, que introduz o conceito de congruência. Em 1801 publica Disquisitiones Arithmeticae, tratado sobre a Teoria dos Números. No mesmo ano, calcula a órbita do asteróide Ceres. Com base em uma teoria que desenvolve, prediz corretamente onde e quando o Ceres deve reaparecer. Em 1807 é nomeado diretor do Observatório de Göttingen.



publicado por LUCIANO às 16:57
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARL LINEU


Naturalista sueco (23/5/1707-10/1/1778). Criador do Sistema de Classificação Binária, que lança as bases da botânica moderna. Nasce em Ráshult, originalmente com o sobrenome Ingemarsson. Fascinado pela flora, o pai logo muda o nome da família para Linné, em homenagem à árvore da tília – lind em alemão. Incentivado pelo pai, estuda história natural e viaja para a Lapônia, na Noruega, para pesquisar a flora da região, em 1732. Visita posteriormente Holanda, Inglaterra e França. Em 1742 é nomeado catedrático de medicina da Universidade de Upsala e, em seguida, ocupa a cadeira de botânica. Ao comparar os órgãos e as estruturas reprodutivas de plantas e animais, formula a Classificação Binária em 1753, classificando-os em dois nomes em latim. Nomeia 5.897 espécies de plantas com base nesse critério, que ainda hoje serve como referência para o estudo de botânica. Em reconhecimento a sua contribuição à ciência, o governo sueco concede-lhe um título de nobreza em 1761. Entre suas principais obras estão Sistema da Natureza (1735), Gêneros Botânicos (1737) e Filosofia Botânica (1751). Morre em Upsala.



publicado por LUCIANO às 13:05
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARL ROGERS


Psicólogo norte-americano (8/1/1902-4/2/1987), criador da psicoterapia não diretiva, centrada no cliente. Carl Ransom Rogers nasce em Oak Park, Illinois. Entra para o Union Theological Seminary, em Nova York (1924), onde estuda por dois anos. Em seguida ingressa na Escola Normal da Universidade de Columbia, obtendo doutorado em psiquiatria. Enquanto estuda, trabalha na Associação para a Proteção à Infância, em Rochester. Torna-se diretor da entidade em 1930 e, no ano seguinte, recebe o PhD. A partir de 1935, dá aulas na Universidade de Rochester. Ensina também nas universidades de Ohio e de Chicago. Acredita que o paciente pode resolver suas dificuldades pela interação com um terapeuta receptivo. O psicólogo, de acordo com sua teoria, não deve conduzir a terapia, mas apenas supervisioná-la como sujeito passivo que ouve o cliente (ele questiona e abandona o termo "paciente"). Escreve Terapia Centrada no Cliente (1951). Entre 1957 e 1963, leciona na Universidade de Wisconsin, quando publica uma de suas obras mais conhecidas, Tornar-se Pessoa (1961). Muda-se para a Califórnia em 1963 e passa a ser membro do Centro de Estudos da Pessoa em 1968. Morre na cidade californiana de La Jolla.



publicado por LUCIANO às 13:02
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLA CAMURATI

Atriz e cineasta carioca. Carla de Andrade Camurati (14/10/1960-) nasce no Rio de Janeiro, filha de um jornalista e de uma advogada. Estuda biologia na Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio) até 1980, quando ingressa na escola de interpretação do ator e cineasta Buza Ferraz. Desiste da faculdade para dedicar-se à carreira de atriz. Estréia no teatro com a peça Flicts, de Ziraldo, e na televisão em Gatinhas e Gatões, seriado da Rede Globo. Participa de várias novelas, como Fera Radical (Globo) e Brasileiros e Brasileiras (SBT). Começa a atuar no cinema em 1982, no filme O Olho Mágico do Amor, pelo qual é escolhida melhor atriz coadjuvante no Festival de Gramado. Trabalha em oito filmes e ganha o Prêmio Air France de Cinema de melhor atriz por A Estrela Nua (1986). Por sua interpretação em Pagu (1987), vence na mesma categoria nos festivais de Gramado e de Natal. Em 1987, estréia na direção com o curta Mulher Fatal Encontra o Homem Ideal, de Jules Pfeiffer. Em 1990, realiza o documentário Bastidores, sobre a peça O Mistério de Irma Vap. Seu primeiro longa-metragem, Carlota Joaquina – Princesa do Brasil (1995), feito em três idiomas (inglês, português e espanhol), ultrapassa 1 milhão de espectadores. Em 1997, produz dez vídeos sobre a língua portuguesa para o programa de capacitação de professores do Banco Mundial e encena a ópera La Serva Padrona, de G.B. Pergolesi, apresentada em italiano. No ano seguinte, roda uma versão da obra para o cinema. Em 1999, dirige Madame Butterfly, de Puccini, com regência de Isaac Karabichevisk. Em 2001, entra em cartaz seu terceiro longa-metragem, Copacabana, com Marcos Nanini, Miriam Pires, Laura Cardoso e Walderez de Barros no elenco. O filme retrata experiências da velhice na metrópole, os contrastes sociais e as diversas faces do bairro de Copacabana. Em 2002, faz a direção cênica das óperas Madame Butterfly, de Puccini, e Carmen, de Bizet, e em 2003 dirige O Barbeiro de Sevilha, de Rossini.



publicado por LUCIANO às 13:00
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLINHOS BROWN

Músico e compositor baiano. Antônio Carlos Santos de Freitas (23/11/1962-) nasce em Salvador, na favela do Candeal Pequeno, bairro de Brotas. Adota o nome Brown – marrom em inglês – quando já é músico, depois de ter sido chamado assim em uma festa. Primogênito dos nove filhos de uma lavadeira, aprende a ler e escrever com uma vizinha e vive de biscates na infância. Começa a tocar bongô aos 11 anos, ensinado por outro vizinho, Osvaldo Alves da Silva, o Mestre Pintado do Bongô, que participa de rodas freqüentadas por Paulinho da Viola e Martinho da Vila. Na adolescência, trabalha como office-boy e faxineiro no Departamento de Estradas de Rodagem da Bahia. Estréia como músico em 1985, tocando pandeiro na abertura de um show de Caetano Veloso. No início dos anos 90, cria o grupo de percussão Timbalada e tem cinco músicas incluídas no disco Brasileiro, de Sérgio Mendes. Em 1994, funda a ONG Pracatum, escola profissionalizante de música para adolescentes. Lança seu primeiro disco, Alfagamabetizado, em 1996. Uma de suas faixas, A Namorada, entra na trilha sonora do filme norte-americano Velocidade Máxima II, o que lhe rende uma participação especial na fita. Em 2001, lança seu terceiro disco solo, Bahia do Mundo - Mito e Verdade, que sai simultaneamente na Europa pelo selo Virgin. Com o disco, o músico edita um Manifesto do Timbalismo e lança mais um CD do grupo Timbalada, o Timbalismo. No mesmo ano, apresenta-se no Rock in Rio, no Rio de Janeiro, sendo mal recebido pela platéia que o vaia e lhe atira garrafas de água. Tem três filhos, dois dos quais com a filha do cantor e compositor Chico Buarque de Holanda, Helena, sua mulher atual. Em 2002, com os parceiros Arnaldo Antunes e Marisa Monte, lança o disco Tribalistas, e em 2003 lança novo trabalho solo, Carlito Marrón.



publicado por LUCIANO às 12:56
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLOS ALBERTO TORRES

Final da Copa de 1970, Pelé recebe na entrada da área e, sem olhar, rola a bola para o lado. Carlos Alberto aparece na corrida e enche o pé: Brasil 4 x 1. É dele o último gol em uma competição que sintetizou a qualidade do futebol brasileiro. O próprio lateral-direito, capitão da equipe, levantou a taça de campeão e trouxe a Jules Rimet em definitivo para o Brasil. Após o Mundial, o futebol arte entraria em um longo recesso, mas a imagem de Carlos Alberto chutando e levantando a Copa jamais seria apagada. Elegante, técnico e de forte personalidade, o "Capitão do Tri" é considerado um dos mais completos laterais-direitos que o Brasil já teve. Carlos Alberto Torres (17/7/1944-) nasceu no Rio de Janeiro e com 17 anos, em 1962, recebe do treinador Zezé Moreira sua primeira oportunidade para atuar no time principal do Fluminense. Joga improvisado na zaga central e agrada. Três anos depois estava no Santos de Pelé, acumulando títulos. Não há uma explicação razoável para seu corte na Seleção que disputou o Mundial da Inglaterra. Tanto que, no dia em que foi lida a lista dos convocados, Carlos Alberto nem prestou atenção. "Alguém me disse que meu nome não tinha sido lido e achei que fosse um engano", lembra. Não era, Carlos Alberto ficou mesmo de fora da Copa de 1966 e só disputou um Mundial quatro anos depois. Após a Copa do México, teve uma passagem pelo Botafogo-RJ e voltou ao Santos em 1973. No ano seguinte, foi cortado da Seleção que disputou a Copa da Alemanha. Retorna ao Fluminense, em 1976, como zagueiro e transfere-se para o Cosmos de Nova York. Lá conquista três títulos norte-americanos (1978, 1980 e 1982) e pendura as chuteiras, tornando-se treinador.



publicado por LUCIANO às 12:54
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLOS CHAGAS


Médico, sanitarista e cientista mineiro. Descobre o processo de contágio e evolução de duas das mais graves moléstias tropicais: a malária e a doença de Chagas.Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas (9/7/1879 - 8/11/1934) nasce em Oliveira, filho de um fazendeiro. Estuda medicina no Rio de Janeiro, terminando o curso em 1903. Nesse mesmo ano ingressa no Instituto Bacteriológico Osvaldo Cruz, no Rio, que dirige a partir de 1917. Em 1905 é enviado pelo médico Osvaldo Cruz a Santos, São Paulo, para deter uma epidemia de malária, descobre que a transmissão é feita por um mosquito e viabiliza o combate à doença. Em 1907, ao chefiar a comissão de estudos e prevenção da malária em Minas Gerais, começa a pesquisar uma endemia de causa ignorada, mais tarde chamada de doença de Chagas. Em 1909 identifica o agente causador da moléstia, um protozoário ao qual dá o nome de Trypanosoma cruzi, em homenagem a Osvaldo Cruz. Também encontra o inseto transmissor, o barbeiro. Entre 1911 e 1912, faz um abrangente levantamento epidemiológico na Amazônia. Em 1918, como diretor de saúde pública do Rio de Janeiro, chefia a campanha contra epidemia de gripe espanhola. Suas investigações levam a métodos para o tratamento e a erradicação dessas doenças e lhe traz reconhecimento internacional. Ganha os prêmios Schaudim (1912 ) e Krummel (1925), ambos na Alemanha, e recebe o título de doutor honoris causa pelas universidades de Paris, Harvard, Bruxelas, Buenos Aires, Lima e Arequipa. Passa a integrar o Comitê de Higiene da Liga das Nações Unidas e funda o Centro Internacional de Lepologia. Morre no Rio de Janeiro, com extensa obra publicada.



publicado por LUCIANO às 12:51
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


Poeta, contista e cronista mineiro. Expoente do modernismo mineiro, considerado um dos maiores nomes da poesia brasileira. Carlos Drummond de Andrade (31/10/1902 - 17/8/1987) nasce e passa a infância em Itabira. Estuda em Belo Horizonte e em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Em 1925 forma-se em farmácia em Ouro Preto, sem nunca exercer a profissão, e casa-se com Dolores Dutra de Morais. Em Belo Horizonte, integra o grupo que funda A Revista, publicação literária de tendência nacionalista que se torna porta-voz do modernismo na capital mineira. No ano seguinte entra para o jornalismo como redator-chefe no Diário de Minas. Em 1928 nasce sua filha, Maria Julieta, sua grande companheira em vida e com quem faria intenso intercâmbio literário. No mesmo ano publica na Revista de Antropofagia de São Paulo o poema No Meio do Caminho, que provoca escândalo e controvérsias. Lança o primeiro livro, Alguma Poesia, em 1930. Assume a chefia de gabinete do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, em 1934, permanecendo no serviço público até a aposentadoria. Ligado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) no início dos anos 40, escreve poesias de fundo social, como Sentimento do Mundo (1940) e A Rosa do Povo (1945). Em suas criações, a indignação com as desigualdades sociais convive com o profundo lirismo, o senso de humor e a emoção contida. A partir de Claro Enigma (1951), volta a registrar o vazio da vida humana e o absurdo do mundo. Em 1954 passa a escrever crônicas no Correio da Manhã e, em 1969, no Jornal do Brasil. Entre seus livros desse gênero estão Lição de Coisas (1962), Os Dias Lindos (1977) e Boca de Luar (1984). No Carnaval de 1987 é homenageado pela Escola de Samba Mangueira, que vence o Carnaval carioca com o tema No Reino das Palavras. Em 5 de agosto do mesmo ano, morre sua filha, Maria Julieta, de câncer. Drummond morre 12 dias depois, no Rio de Janeiro, de problemas cardíacos. Sua obra O Amor Natural é publicada postumamente.



publicado por LUCIANO às 12:49
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLOS GARDEL


Ator e cantor celebrado em toda a América Latina pela divulgação do tango (11/12/1890-24/6/1935). Há diversas versões sobre sua vida. Segundo a mais aceita, é filho de uma mulher francesa e nasce no Uruguai, na cidade de Taquarembó. Chega a Buenos Aires com 6 anos. Inicia-se como cantor ainda jovem, com o nome artístico de El Morocho, apresentando-se em cafés dos subúrbios da capital argentina. Sua primeira interpretação formal se dá no Teatro Nacional de Corrientes, no qual também se apresenta Don José Razzano, com quem forma uma parceria por vários anos. Pela sensualidade de sua voz, que se presta muito bem à interpretação da milonga – gênero precursor do tango –, torna-se conhecido a partir de 1917. Grava mais de 900 canções, entre tangos e músicas folclóricas, vendendo milhares de discos na América Latina. Entre suas interpretações mais famosas estão El Día Que Me Quieras, Mano a Mano e Mi Buenos Aires Querido. Trabalha ainda como ator em inúmeros filmes, entre eles Luces de Buenos Aires (1931, filmado em Paris), Melodía de Arrabal (1932), El Tango en Broadway (1934) e El Día Que Me Quieras (1935). Morre em um desastre de avião durante uma turnê, em Medellín, na Colômbia.


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publicado por LUCIANO às 12:46
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLOS LACERDA

Político e jornalista fluminense. Principal oposicionista no último mandato do presidente Getúlio Vargas e o primeiro governador eleito do estado da Guanabara.Carlos Frederico Werneck de Lacerda (30/4/1914 - 21/5/1977) nasce em Vassouras. Ingressa na política como militante da Juventude Comunista. Em 1945 integra a União Democrática Nacional (UDN). Conquista projeção com a coluna Tribuna da Imprensa, no jornal carioca Correio da Manhã. Elege-se vereador pelo Distrito Federal em 1947 e funda o jornal Tribuna da Imprensa. Faz dura oposição ao presidente Getúlio Vargas. Em 1954 sofre um atentado realizado por membros da guarda pessoal do presidente, no qual morre o major Rubem Vaz, da Aeronáutica, que o acompanhava. O episódio agrava a crise enfrentada pelo governo, que culmina com o suicídio de Vargas. No mesmo ano se elege deputado federal. Em 1955 participa do movimento contra a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek. Em 1960 é o primeiro governador eleito do estado da Guanabara (ex-Distrito Federal). Apóia o golpe de 64, mas em 1966 busca a ajuda do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e de antigos adversários políticos, como Juscelino Kubitschek e João Goulart, para formar a Frente Ampla, movimento de oposição ao Regime Militar de 1964. Tem os direitos políticos cassados em 1968. Dedica-se, então, ao jornalismo e a sua editora, a Nova Fronteira. Morre no Rio de Janeiro.


publicado por LUCIANO às 12:43
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLOS LAMARCA


Militar e guerrilheiro fluminense. Um dos principais combatentes do período do regime militar, membro da Vanguarda Popular Revolucionária. Carlos Lamarca (23/10/1937 - 17/9/1971) nasce na cidade do Rio de Janeiro. Filho de carpinteiro, faz o ginásio em colégio de padres e ingressa na Escola Preparatória de Cadetes, em Porto Alegre, em 1955. Dois anos depois é transferido para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), e declarado aspirante-a-oficial em 1960. Passa a servir no 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, na cidade de Osasco (SP). É enviado para integrar as Forças de Paz da ONU na região de Gaza, de onde volta 18 meses depois. Está ligado à 6ª Companhia de Polícia do Exército, em Porto Alegre, quando ocorre o golpe militar de 1964. Volta a Quitaúna em 1965 e é promovido a capitão em 1967. Faz contatos com facções de esquerda que defendem a luta armada para derrubar a ditadura e, em 1969, abandona o quartel para unir-se à organização clandestina Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), levando armas da guarnição para a guerrilha. Exímio atirador, torna-se um dos mais ativos militantes da oposição armada ao regime militar. Participa de diversas ações, como assalto a bancos, e instala um foco guerrilheiro no Vale do Ribeira, no sul de São Paulo, desarticulado em 1970 pelo Exército. No mesmo ano comanda o seqüestro do embaixador suíço no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, no Rio de Janeiro, e foge para a Bahia. Em 17 de setembro de 1971 é localizado na zona agreste baiana, no município de Ipupiara, e assassinado por tropas do Exército, junto com o metalúrgico José Campos Barreto, também da VPR. A mulher de Lamarca, Yara Iavelberg, fora morta dias antes, em circunstâncias não esclarecidas, em um apartamento em Salvador (BA).



publicado por LUCIANO às 12:41
Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLOS MAGNO


Rei dos francos e dos romanos (2/2/742-28/1/814). Também conhecido como Carlos I, o Grande, é o filho mais velho do rei Pepino III, o Breve e de Betarda, ou Berta (dita "do pé grande"). Chega ao trono em 768, mas só passa a ter total controle do poder depois da morte do irmão, Carlomano, em 771. Durante os 46 anos de reinado, promove mais de 50 guerras para expandir o cristianismo e impor sua hegemonia ao Ocidente. Conquista a Saxônia, apodera-se da Catalunha, da Baviera, da Lombardia e da Frísia e luta contra os árabes na região dos Pirineus. A crescente expansão do Império Franco e a aliança com o papa resultam na coroação de Carlos Magno como imperador dos romanos e dos franceses em 800. Sua corte na cidade francesa de Aix-la-Chapelle torna-se a sede política e administrativa do império e um centro intelectual efervescente. Por isso o período de seu reinado é conhecido como Renascimento Carolíngio. Morre após ter coroado imperador o filho Luís I, o Piedoso. A pedido do imperador alemão Frederico I, é canonizado em 1165 e cultuado na Alemanha e na França durante toda a Idade Média. Suas façanhas são tema de vários poemas épicos criados para celebrar feitos históricos ou lendários, típicos da Idade Média, chamados canções de gesta. A mais antiga delas, a Canção de Rolando, fala sobre a derrota infligida ao exército de Carlos Magno pelos bascos nos arredores de Roncevaux, em 15 de agosto de 77.



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Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLOS MARIGHELLA


Político e guerrilheiro baiano. Um dos principais organizadores da luta armada contra o regime militar de 1964. Carlos Marighella (5/12/1911-4/11/1969) nasce em Salvador, onde conclui o curso primário e o secundário. Abandona a Escola Politécnica da Bahia para ingressar no Partido Comunista (PCB) em 1934. Torna-se militante profissional do partido e muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha na reorganização do PCB. É preso por subversão em maio de 1936, permanecendo detido até julho do ano seguinte. Ao sair da cadeia entra para a clandestinidade, até ser recapturado, em 1939. Fica na prisão até 1945, quando é beneficiado com a anistia pelo processo de redemocratização do país. Elege-se deputado federal constituinte pelo PCB em 1946, mas perde o mandato em 1948, em virtude da decretação da ilegalidade do partido. Volta para a clandestinidade e ocupa diversos cargos na direção partidária. Em maio de 1964, após o golpe militar, é baleado e preso por agentes do Dops dentro de um cinema, no Rio. Libertado em 1965 por decisão judicial, no ano seguinte opta pela luta armada contra a ditadura. É expulso do partido em 1967 e articula o grupo armado Ação Libertadora Nacional. Em setembro de 1968, apóia o seqüestro, no Rio, do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em uma ação conjunta da ALN e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Com o recrudescimento do regime militar, os órgãos de repressão concentram esforços em sua captura. Em novembro de 1969 é assassinado em São Paulo, em uma emboscada comandada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. Em 1996, o Ministério da Justiça reconhece a responsabilidade do Estado em sua morte.



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Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLOS V


Imperador do Sacro Império Romano-Germânico (24/2/1500-21/9/1558). Une sob seu cetro quatro casas reais, tornando-se um dos principais personagens da Europa no século XVI. Nasce em Gand, na Holanda (Países Baixos), filho de Felipe de Habsburgo e de Joana, a Louca. Com 15 anos, sucede o pai como duque de Borgonha. Em 1516 torna-se Carlos I da Espanha, da Sicília, de Nápoles e das colônias da América e, em 1519, soberano da Alemanha como Carlos V. No mesmo ano é sagrado imperador. Em 1526 casa-se com Isabela, filha de Manuel I, de Portugal, com quem tem um filho, Felipe. Tenta instaurar a hegemonia do Sacro Império Romano-Germânico, tanto na política quanto na religião (o império é católico), sobre os territórios dominados por sua dinastia. Isso gera conflitos com a França, com os senhores dos Estados Pontifícios, liderados pelo papa Paulo III, e com os protestantes. Fora da Europa, comanda expedições a Túnis e a Argel, conquista o México e o Peru e promove a exploração do Pacífico. Abdica em 1555 do trono da Espanha, da Itália e da Borgonha em favor do filho Felipe II, casado em segundas núpcias com Mary I, da Inglaterra. O sonho de Carlos V era que o filho fosse coroado rei da Inglaterra, dirigindo, assim, um império universal – mas o Parlamento inglês se recusa a coroá-lo. No ano seguinte, Carlos V entrega ao irmão Fernando a coroa da Alemanha. Aos 56 anos, retira-se da vida política. Morre no Mosteiro de San Jerónimo, na Espanha.



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Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARLOTA JOAQUINA


Rainha de Portugal e imperatriz honorária do Brasil. É considerada uma das principais articuladoras políticas do reino português. Carlota Joaquina de Bourbon (22/4/1775-7/1/1830) nasce no Palácio de Aranjuez, na Espanha. Filha do rei espanhol Carlos VI, casa-se com o príncipe herdeiro de Portugal ainda menina - ela, com 10 anos, ele, com 16. Logo começam suas desavenças com o marido, que culminariam em conspirações e traições. Em 1805 une-se a fidalgos para derrubar dom João VI, então regente do reino. Descoberta a trama, separa-se dele e passa a residir em Queluz, enquanto ele permanece em Mafra, ambas as cidades em Portugal. No entanto, com o bloqueio continental decretado por Napoleão Bonaparte em 1807, é obrigada a mudar-se com a corte portuguesa para o Brasil, país que renega e chama de "terra de negros e carrapatos". Descrita como "quase horrenda" por diversos historiadores, em 1820 manda matar a mulher de seu amante, Francisco Braz Carneiro Leão, por ciúme. Envolve-se na questão platina como pretendente à direção das colônias espanholas da América, projeto frustrado com a ocupação do Uruguai pelo Brasil. Em 1821, por causa da Revolução do Porto, retorna a Portugal. Recusa-se a assinar a Carta Constitucional e alia-se ao clero e à nobreza para tramar a Conspiração da Rua Famosa, movimento absolutista descoberto em 1822. Como punição, é confinada na Quinta do Ramalho. Após a morte do marido, em 1826, apóia o golpe do filho Miguel contra a rainha dona Maria II, filha de dom Pedro I. Com a derrota de dom Miguel, é presa em Queluz, onde morre.



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Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARMEN MIRANDA


Cantora e atriz de origem portuguesa. A artista brasileira de maior sucesso e reconhecimento internacionais. Maria do Carmo Miranda da Cunha (9/2/1909 - 5/8/1955) nasce em Marco de Canaveses. Sua família se muda para o Rio de Janeiro quando ela tem 2 anos de idade. Seu primeiro disco sai em 1930, marcado pelo êxito de Taí, de Joubert de Carvalho. Na década de 30, suas gravações fazem sucesso nos carnavais (Alô... Alô..., Adeus Batucada, No Tabuleiro da Baiana) e ela realiza turnês pela Argentina e pelo Uruguai. Atua no cinema brasileiro estrelando cinco filmes. No último deles, Banana da Terra (1938), aparece pela primeira vez vestida de baiana para cantar O Que É Que a Baiana Tem?, de Dorival Caymmi. O traje estilizado de baiana com balangandãs e turbante torna-se sua marca. Em 1939 vai para os Estado Unidos, onde faz sucesso durante 15 anos. Estréia em um musical da Broadway e, em 1940, apresenta-se na Casa Branca para o presidente Franklin Roosevelt. No ano seguinte assina contrato para atuar em Hollywood. Trabalha em Uma Noite no Rio (1941) e em mais 12 filmes. Consagrada internacionalmente, viaja ao Brasil em 1954 para rever a família. Meses depois, já de volta a Hollywood, morre de um ataque do coração.



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Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARTIER-BRESSON


Fotógrafo francês (22/8/1908-3/8/2004). Revoluciona o fotojornalismo ao imprimir um toque de arte no registro da vida cotidiana com sua sensibilidade para captar imagens espontâneas e humanas. Nasce em Paris e estuda pintura com André Lhote, artista e crítico ligado ao cubismo. Aperfeiçoa o aprendizado mais tarde na Universidade de Cambridge. Seus primeiros trabalhos fotográficos são expostos na Galeria Julien Levy, em Nova York, nos Estados Unidos. Fascinado pelo cinema, trabalha como assistente do diretor Jean Renoir em La Vie Est à Nous (A Vida É Nossa, 1936) e Le Regle du Jeu (A Regra do Jogo, 1939). Em 1945, faz Le Retour (O Retorno), um filme sobre a volta à França dos prisioneiros americanos da II Guerra Mundial. Em 1946, já é um fotógrafo conhecido quando expõe seus trabalhos no Museu de Arte Moderna de Nova York. No ano seguinte, monta a agência de fotos Magnum com o norte-americano Robert Capa. A teoria de que a fotografia pode captar a essência da aparência em certo momento está expressa em seu livro The Decisive Moment (O Momento Decisivo, 1952). Na década de 70, abandona a câmera para voltar a desenhar e a pintar. Faz uma exposição retrospectiva de sua carreira em 1979 no International Center of Photography em New York, mas recusa-se a dar entrevistas. Mantém esse procedimento até hoje. Em 2003, Bresson e sua família inauguram uma fundação com seu nome, dedicada à fotografia. No mesmo ano a Biblioteca Nacional da França faz uma grande exposição de seu trabalho. Morre na França em 2004.



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Sábado, 01 DE Março DE 2008

AGENOR DE OLIVEIRA - CARTOLA


Sambista fluminense. Um dos principais compositores da chamada velha guarda do samba de morro do Rio de Janeiro. Angenor de Oliveira (11/10/1908 - 30/11/1980) nasce no bairro do Catete e aos 11 anos vai morar no morro da Mangueira, de onde não mais sairia. Consegue terminar apenas o curso primário, assumindo depois a profissão de pedreiro. É daí que vem seu apelido: usa sempre um chapéu para evitar que o cimento lhe suje os cabelos. Em 1928 funda, junto com um amigo, o sambista Carlos Cachaça, o Bloco dos Arengueiros, que no ano seguinte se transforma na escola de samba Estação Primeira de Mangueira – nome e cores, verde e rosa, escolhidos por Cartola, que também compõe o primeiro samba-enredo da escola, Chega de Demanda. Nos anos 30, vende os direitos de gravação de vários sambas, como Divina Dama e Qual Foi o Mal Que Eu Te Fiz?, para cantores como Francisco Alves e Mário Reis. Depois de uma fase de sucesso, em que é gravado por Carmem Miranda e Araci de Almeida, desaparece do meio artístico em meados dos anos 40. Em 1959, é reencontrado pelo jornalista Sérgio Porto, que o descobre lavando carros e trabalhando como vigia noturno. Volta às rádios e, em 1964, abre no Rio com a mulher, Zica, o restaurante Zicartola, que se torna ponto de encontro de sambistas e bossa-novistas. Grava seu primeiro disco aos 66 anos. Compôs, entre outros sambas, As Rosas Não Falam, Quem Me Vê Sorrindo (com Carlos Cachaça) e Tive Sim. Morre no Rio de Janeiro.



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Sábado, 01 DE Março DE 2008

CARYBÉ


Pseudônimo de Hector Julio Paride Bernabó, artista plástico argentino naturalizado brasileiro (7/2/1911-1º/10/1997). Sua obra retrata a cultura e a arquitetura baianas. Nasce em Buenos Aires, mas muda-se com a família aos 6 meses para Gênova, na Itália. Vem para o Brasil no início da década de 20 e se estabelece com os irmãos no Rio de Janeiro, onde trabalha num ateliê de cerâmica e estuda pintura na Escola de Belas-Artes. De volta a Buenos Aires em 1929, ganha a vida como desenhista, criando charges para jornais e revistas argentinos. Enviado ao Brasil pelo jornal Pregón para fazer desenhos do litoral brasileiro, passa seis meses na Bahia e se apaixona por Salvador. Retorna em 1944 para morar na capital baiana e integra-se à cultura local: toma aulas de capoeira, freqüenta as cerimônias de candomblé e participa da política. Torna-se secretário de Educação da Bahia e presidente da Sociedade Cruz Santo do Ilê Axé Opô Afonjá, um dos terreiros mais famosos de Salvador. Sua vasta obra reproduz paisagens da capital baiana e seus personagens: dos ritos afros, com seus orixás coloridos, aos becos e ladeiras de Salvador, passando pelas rodas de capoeira. É dele a série de painéis Os Povos Afros, os Ibéricos e os Libertadores (1988), que decoram o mural do Memorial da América Latina, em São Paulo. Morre em Salvador.



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Sábado, 01 DE Março DE 2008

CASTELLO BRANCO


Militar cearense. Primeiro presidente da República do Regime Militar de 1964. Humberto de Alencar de Castello Branco (20/9/1897 - 18/7/1967) nasce em Fortaleza, filho de militar, e vai para a cidade de Mecejana com a família logo em seguida. Passa a infância e juventude entre o Recife, em Pernambuco, o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, Teresina, no Piauí, e São Luís do Maranhão, acompanhando as transferências do pai. Muda-se para Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, em 1912, quando tem o ano de nascimento alterado por seu pai para 1900 de modo a conseguir estudar no Colégio Militar de Porto Alegre. A prática é comum na época, uma vez que a idade máxima para cursar o 2º grau do colégio era de 12 anos. Único cearense da turma, tem entre os amigos Artur da Costa e Silva, a quem transfere o poder ao deixar a Presidência da República. Chega a general e à chefia do Estado-Maior do Exército durante o governo João Goulart. É reformado no posto de marechal quando cai o presidente. Eleito presidente pelo Congresso, assume o cargo em 11 de abril de 1964. Apoiado no Ato Institucional nº 1, cassa mandatos e direitos políticos – como os do ex-presidente Juscelino Kubitschek –, suspende garantias constitucionais, dissolve os partidos, acaba com as eleições diretas para os cargos executivos e intervém em sindicatos e associações civis. Em 15 de março de 1967 passa o poder ao general Costa e Silva, seu ministro do Exército. Quatro meses depois morre num desastre aéreo no Ceará.



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Sábado, 01 DE Março DE 2008

CASTRO ALVES


Poeta baiano. Um dos principais nomes do romantismo brasileiro, torna-se porta-voz literário da Abolição da Escravatura. Antônio Frederico de Castro Alves (14/3/1847 - 6/7/1871) nasce em Muritiba e passa parte da infância no sertão baiano. Muda-se para Salvador em 1852 e, depois, para Pernambuco. Em 1864 ingressa na Faculdade de Direito do Recife, onde se destaca como orador e poeta. Dedica-se a temas sociais, em especial à abolição da escravatura. Escreve uma única peça de teatro, Gonzaga ou a Revolução de Minas, encenada em 1867, em Salvador. No mesmo ano se transfere para a Faculdade de Direito de São Paulo, onde estreita laços com importantes opositores do regime imperial, como Joaquim Nabuco, Rui Barbosa e Salvador de Mendonça, mas não conclui o curso. Nessa época, durante uma viagem ao Rio de Janeiro, trava amizade com José de Alencar e Machado de Assis . Em 1870 fere o pé em um acidente de caça e, já doente, retorna à Bahia e publica Espumas Flutuantes, o único livro que vê editado. Seus poemas mais conhecidos são Vozes d’África e O Navio Negreiro. As obras A Cachoeira de Paulo Afonso, Os Escravos e Hinos do Equador são publicadas somente após sua morte. É chamado de O Poeta da Abolição e, por seu estilo hiperbólico e grandiloqüente, é considerado representante do condoreirismo, corrente poética que se origina na poesia épica do escritor francês Victor Hugo . Morre tuberculoso em Salvador, aos 24 anos.



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Sábado, 01 DE Março DE 2008

CATARINA DE MEDICI

Rainha francesa de origem italiana (13/4/1519-5/1/1589). Nasce em Florença, filha de Lorenzo de Medici, duque de Urbino. Casa-se aos 14 anos com Henrique, filho do rei Francisco I da França. Mãe de dez filhos, tenta influir no reinado do marido, que assume o trono como Henrique II entre 1547 e 1559. No entanto, é preterida em favor da amante do rei, Diana de Poitiers. Após a morte de Henrique II e de seu filho mais velho, Francisco II, Catarina obriga Diana a devolver as jóias da coroa, com as quais fora presenteada, e a se retirar da corte. Sobe ao trono Carlos XI, ainda menor de idade, em 1560, e Catarina torna-se regente da França. Esforça-se por conter os conflitos religiosos que dividem o país, procurando manter imparcialidade em relação aos protestantes (ou huguenotes), liderados por Gaspar de Coligny, e aos católicos, liderados pela casa de Guise. Durante as guerras civis, contudo, que começam em 1562, fica contra os huguenotes. Os confrontos entre os dois grupos são abrandados em 1570 com a instituição da liberdade de culto, mas dois anos mais tarde, no dia 24 de agosto, Coligny é executado e as tropas dos Guise matam 300 mil huguenotes, no episódio conhecido como Noite de São Bartolomeu. Durante o período em que permanece no poder, até 1574, amplia o palácio do Louvre, constrói o palácio das Tulherias e aumenta o acervo da biblioteca de Paris. Morre em Blois em 1589.



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