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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

ARTUR BERNARDES

Político mineiro. Presidente do Brasil de 1922 a 1926. Governa quase todo o tempo sob estado de sítio por causa das rebeliões do tenentismo, que eclodem nesse período. Artur da Silva Bernardes (18/8/1875 - 23/3/1955) nasce em Viçosa, filho de um funcionário público português, e estuda no colégio do Caraça. Vai para Ouro Preto e trabalha no comércio para custear os estudos na faculdade de direito. Termina o curso em São Paulo em 1900. De volta a Viçosa, casa-se em 1903 com Célia, filha de Carlos Vaz de Melo, liderança importante na região, e torna-se herdeiro político do sogro. Elege-se deputado estadual em 1907, federal em 1909 e, em 1918, é presidente do estado de Minas, cargo hoje equivalente ao de governador. Na Presidência da República, entre 1922 e 1926, assegura alguns direitos trabalhistas, como férias anuais de 15 dias para empregados do comércio, da indústria e de bancos. Seu governo ficaria marcado pelas revoltas tenentistas, em que setores militares pediam moralização da política e a volta das liberdades públicas, todos duramente reprimidos. Atua na Revolução de 1930, mas volta-se contra Getúlio Vargas e apóia a Revolução Constitucionalista de 1932. Derrotado, exila-se em Portugal até 1934, quando é sancionada a Constituição da República. Elege-se deputado federal nesse mesmo ano e exerce o cargo até a instauração do Estado Novo, em 1937. Participa do movimento pela redemocratização em 1945 e da Assembléia Constituinte no ano seguinte. Reeleito em 1954, engaja-se na campanha em favor do monopólio estatal do petróleo. Morre no Rio de Janeiro.


publicado por LUCIANO às 18:59
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

ARTUR DE AZEVEDO

Dramaturgo e poeta maranhense. Um dos fundadores da dramaturgia nacional, ao lado de Martins Pena. Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (7/7/1855 - 22/10/1908) nasce em São Luís e é preparado pelo pai para seguir carreira no comércio. Mas decide, assim como seu irmão, Aluísio Azevedo, seguir carreira literária. Em 1872, com apenas 17 anos, lança em sua cidade o periódico O Domingo, primeiro de vários que passaria a publicar. No mesmo ano lança o livro de poesias Carapuça. Os poemas satíricos da obra o indispõem com os chefes políticos e a sociedade maranhense, o que o leva a se mudar para o Rio de Janeiro no ano seguinte. Na corte, trabalha como revisor e tradutor de folhetins. Em 1876 parodia a opereta francesa La Fille de Madame Angot, muito famosa na época, no texto A Filha de Madame Angu. Com a peça, entra pela porta da frente no teatro e faz grande sucesso como dramaturgo. Com trabalhos como O Mandarim (1884), Cocota (1885) e O Bilontra (1886), introduz o teatro musicado no país. É autor de mais de 70 peças, quase todas comédias de costumes. Também escreve contos e crônicas, em que retrata as transformações da sociedade carioca do final do século XIX. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, é nomeado diretor do Teatro da Exposição Nacional pouco antes de morrer.


publicado por LUCIANO às 18:57
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

ARTUR FRIEDENREICH


Jogador de futebol paulista. Primeiro ídolo do futebol brasileiro, é considerado pela Fifa o maior artilheiro da história desse esporteArtur Friedenreich (18/7/1892-1969) nasce na cidade de São Paulo e começa a jogar futebol ainda na adolescência, nos clubes Germânia, Mackenzie e Ypiranga, já extintos. Chama a atenção pela imaginação, pela técnica, pelo estilo e pela capacidade de improvisação. Em 1914 é convocado para participar da primeira seleção brasileira. Conquista o título de campeão sul-americano em 1919 - quando é apelidado pelos uruguaios de El Tigre -, e em 1922. Faz carreira jogando como centroavante e introduz novas jogadas no futebol, como o drible curto, o chute de efeito e a finta de corpo. É campeão paulista em 1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929 pelo clube Paulistano. Em 1925 participa de excursões da seleção brasileira à Europa e, em Paris, é apelidado de roi du football (rei do futebol). Jogando pelo São Paulo, é novamente campeão paulista em 1931. Em meados dos anos 30 muda-se para o Rio de Janeiro, contratado pelo Flamengo. Primeiro grande ídolo do futebol brasileiro, atua por 26 anos, recorde absoluto da modalidade no futebol do país, permitido em parte pelo fato de haver, em sua época, poucos times e partidas nos calendários. Por ser jogador dos primórdios do esporte no país, muitos dos jogos em que atuou não possuem os registros formais, em que os gols são anotados pelo árbitro. Mas seu recorde de 1.329 gols, anotados pela família e pelos amigos, é aceito oficialmente pela Federação Internacional de Futebol Amador (Fifa) e supera o desempenho de Pelé.



publicado por LUCIANO às 18:54
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

ARTUR RAMOS


Médico, antropólogo e folclorista alagoano. É autor de importante obra sobre a etnografia afro-brasileira, em especial na área de cultos religiosos. Artur de Araújo Pereira Ramos (7/7/1903-31/10/1949) nasce na cidade de Pilar (atual Manguaba). Formado em 1926 pela Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia, leciona clínica psiquiátrica. Muda-se para o Rio de Janeiro no início da década de 30 e, em 1934, assume a chefia da seção de ortofrenia e higiene mental do Instituto de Pesquisas Educacionais, órgão ligado ao Ministério da Educação e Saúde. Nesse mesmo ano publica O Negro Brasileiro, livro no qual discute a religiosidade da cultura negra no país. Ensina psicologia social na Universidade do Brasil e escreve O Folclore Negro do Brasil (1935). Em seguida viaja pelo continente americano e lança As Culturas Negras do Novo Mundo. Toda a sua obra se baseia na convicção de que para entender as diversas manifestações afro-americanas é necessário analisá-las onde ocorrem, para depois procurar raízes no continente africano. Fundador da Sociedade Brasileira de Antropologia e Etnografia do Rio de Janeiro, no fim dos anos 40 assume o cargo de diretor do departamento de ciências sociais da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Morre em Paris.



publicado por LUCIANO às 18:14
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

ARY BARROSO

Compositor mineiro. Criador do samba exaltação e autor de Aquarela do Brasil, uma das músicas brasileiras de maior sucesso no exterior. Ary Evangelista Barroso (7/11/1903 - 9/2/1964) nasce em Ubá, onde inicia a carreira aos 12 anos, como pianista no cinema Ideal. Em 1921 muda-se para o Rio de Janeiro, onde viveria por mais de 40 anos. Nos anos 30 compõe para o teatro musicado carioca e cria Aquarela do Brasil, gravada em 1939 por Francisco Alves, regravada incontáveis vezes e eleita, em 1997, a canção brasileira mais importante do século. É autor da trilha sonora do filme Você Já Foi à Bahia? (1944), de Walt Disney, que concorreu ao Oscar e recebeu um diploma de mérito da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. A partir de 1943 mantém por vários anos o programa A Hora do Calouro, na Rádio Nacional, então líder de audiência, no qual revela novos talentos, como a cantora e compositora Dolores Duran e Luiz Gonzaga. Trabalha também como locutor esportivo. É autor de centenas de composições, entre elas No Tabuleiro da Baiana, Na Baixa do Sapateiro, No Rancho Fundo, Risque, Tu. Em 1946 é eleito vereador do então Distrito Federal pela União Democrática Nacional (UDN). Morre no Rio de Janeiro.



publicado por LUCIANO às 18:12
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

ATAULFO ALVES

Compositor e cantor mineiro (2/5/1909-20/4/1969). Autor de sambas antológicos, entre eles Ai Que Saudades da Amélia. Ataulfo Alves de Sousa nasce em Miraí e aos 18 anos muda-se para o Rio de Janeiro, onde começa a carreira musical em um conjunto para animar festas. Em 1929 torna-se diretor de harmonia do bloco Fale Quem Quiser. Quatro anos depois a cantora Carmen Miranda grava seu samba Tempo Perdido, que não faz sucesso. Só em 1935 acontece seu primeiro êxito, com Saudade do Meu Barracão, gravado por Floriano Belham, seguido por Menina Que Pinta o Sete, interpretado pelo Bando da Lua. O cantor Sílvio Caldas grava, em 1936, Saudade Dela. O próprio Ataulfo grava Ai Que Saudades da Amélia, música sua com letra de Mário Lago, que faz o maior sucesso no Carnaval de 1942. A dobradinha com Lago repete-se em outro sucesso, Atire a Primeira Pedra, de 1944. Continua a interpretar suas músicas, agora no grupo Ataulfo Alves e suas Pastoras. Em 1961 participa de uma caravana de divulgação da MPB pela Europa. Passa a apresentar-se sozinho e, em 1966, é o representante brasileiro no I Festival de Arte Negra, em Dacar, Senegal. Morre no Rio de Janeiro, de complicações depois de uma cirurgia, pouco depois de emplacar um de seus últimos sucessos, o samba Laranja Madura.



publicado por LUCIANO às 18:10
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

ATTILIO FONTANA

Empresário e político gaúcho. Fundador do maior grupo nacional do setor alimentício, a Sadia. Attilio Francisco Xavier Fontana (7/8/1900-15/3/1989) nasce no distrito gaúcho de Arroio Grande, em Santa Maria. Nono filho de um casal de imigrantes italianos, começa a trabalhar aos 9 anos vendendo biscoitos na estação de trem da cidade. Mais tarde, na juventude, se torna agricultor e fica nessa atividade até 1921, quando se muda para Santa Catarina, atraído por uma proposta de emprego: ser enfardador de alfafa em Bom Retiro dos Campos Novos. No ano seguinte se casa com Ruth Carvalho e, com as economias que tem, adquire um pequeno hotel local. Em 1927 começa a vender suínos para frigoríficos paulistas. A lucrativa tarefa estende-se até 1944, ocasião em que é convidado a reerguer um frigorífico falido na cidade catarinense de Concórdia. Ele aceita a missão e dá ao empreendimento o nome de S.A. Indústria e Comércio Concórdia, mudando-o, mais tarde, para Sadia. Em 1953, Fontana entra para o ramo da aviação civil e cria a S/A Transportes Aéreos, depois rebatizada de Transbrasil. A empresa surge em virtude da necessidade de diminuir o tempo gasto no transporte de produtos entre Concórdia e São Paulo. Autodidata, Attilio Fontana entra para a vida pública em 1946, ao eleger-se vereador por Concórdia. Quatro anos depois vence as eleições para a prefeitura da cidade. É ainda deputado federal, senador e encerra sua carreira política em 1974, como vice-governador de Santa Catarina. Em 1982 afasta-se do comando da Sadia. Morre em São Paulo.



publicado por LUCIANO às 18:06
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUST STRINDBERG


Dramaturgo sueco. Um dos criadores do teatro expressionista e o escritor mais importante da Suécia. Johan August Strindberg (22/1/1849-14/5/1912) nasce em Estocolmo e é educado dentro do rigor puritano, que considera repressivo. Não conclui os estudos na Universidade de Uppsala e trabalha como jornalista entre 1872 e 1874. Sua primeira peça importante, Mestre Olof, de 1872, é um drama sobre a revolta contra as convenções sociais e todos os tipos de poder. É reconhecido como escritor em 1879, com O Quarto Vermelho, primeiro romance naturalista da literatura sueca. As alucinações, visões e neuroses que tem no decorrer da vida não prejudicam sua criatividade, mas dificultam seus relacionamentos. Casa-se e divorcia-se três vezes. Revela rancor contra as mulheres em várias peças, especialmente em O Pai (1887) e Senhorita Júlia (1899). Depois de 1883 vive em diversos países da Europa e se ocupa de experiências com alquimia e ciências ocultas. Volta à Suécia em 1897. Escreve de 1898 a 1904 as três partes da peça Para Damasco, precursora do teatro expressionista, que influencia inúmeros dramaturgos alemães. Morre de câncer, em Estocolmo.



publicado por LUCIANO às 18:04
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUSTE COMTE


Filósofo e sociólogo francês (19/1/1798-5/9/1857). Fundador do positivismo, corrente filosófica que prega o método científico como única forma de chegar ao conhecimento. Nasce em Montpellier e muda-se para Paris em 1810. Ingressa na Escola Politécnica em 1814, mas é expulso dois anos depois por liderar um movimento de protesto. Volta para sua cidade natal, onde estuda medicina antes de retornar a Paris, para dar aulas. Nessa época, começa a escrever os primeiros artigos para os jornais e conhece o conde Claude-Henri Saint-Simon, um dos fundadores do socialismo na França, de quem se torna discípulo, influenciado pelas idéias de reorganização econômica da sociedade. Em 1824 rompe com Saint-Simon e trata de divulgar em palestras e ensaios sua própria teoria filosófica. Casa-se em 1825, mas é abandonado pela esposa no ano seguinte, o que o leva a um esgotamento nervoso. Restabelecido, publica os seis volumes de sua principal obra, Curso de Filosofia Positiva, entre 1830 e 1842. Entre 1851 e 1854, edita os quatro volumes de seus estudos sobre o Sistema de Política Positiva, que completam sua obra.



publicado por LUCIANO às 18:02
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUSTE E LOUIS LUMIÈRE


Cientistas e industriais franceses. Conhecidos como os inventores do cinema. Auguste-Marie-Louis-Nicolas Lumière (19/10/1862-10/4/1954) e Louis-Jean Lumière (5/10/1864-6/6/1948) nascem em Besançon, na França. Filhos de um empresário do ramo fotográfico, freqüentam a escola técnica e trabalham na empresa de papéis e filmes fotográficos do pai, desenvolvendo processos fotográficos e equipamentos. Em 1895 conseguem inventar a máquina com a função, ao mesmo tempo, de câmera e de projetor, a que dão o nome de cinematógrafo. A apresentação pública do aparelho, no dia 28 de dezembro de 1895, no Grand Café de Paris, marca o início da história do cinema. Na ocasião, são exibidos diversos documentários curtos realizados por Louis, como A Saída dos Operários das Usinas Lumière, A Chegada de um Trem à Estação, O Mar e A Refeição do Bebê, todos retratando cenas da vida cotidiana. Louis cria também a comédia no cinema, com o filme O Regador Regado (1896), e o cinema documentário-histórico, com Vida e Paixão de Jesus Cristo (1898). Em 1919 é eleito membro da Academia Francesa de Ciências. Ao todo, realiza mais de 1,4 mil filmes. Auguste abandona o cinema para dedicar-se à biologia e à medicina. Louis morre em Bandol e Auguste, em Lyon.



publicado por LUCIANO às 18:00
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUSTE RENOIR


Pintor francês (25/2/1841-3/12/1919). Considerado o maior representante do impressionismo. Nasce em Limoges e estuda desenho e anatomia em Paris, na École de Beaux-Arts, a partir de 1862. Como os colegas de estúdio, Alfred Sisley, Claude Monet e Frédéric Bazille, sonha com uma pintura livre das tradições do passado, principalmente a de ambientes fechados. Durante um encontro na Academia Suíça, conhece Paul Cézanne e Camille Pissaro, com as mesmas aspirações. Em 1864 passa a realizar pinturas ao ar livre, com luminosidade de cores e figuras humanas. São dessa época os quadros com luz do sol filtrada através das folhas – como La Loge (1874),Le Moulin de la Galette (1876), Mme.Carpentier and her Children (1878) –, que consagram seu estilo. Em dez anos, o movimento adquire forma e visão independentes. Uma visita à Itália com os amigos, em 1880, leva-o a romper com o impressionismo nos dez anos seguintes. Fascinado pelas obras renascentistas, produz, no decorrer dessa década, uma série de pinturas com estilo mais frio e clássico. Casa-se em 1890 com Alice Charigot e retoma o colorido do vermelho, do laranja e do ouro nos retratos nus sob a luz do sol, que continua a desenvolver até a morte, em Cannes.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUSTE RODIN


Escultor francês (12/11/1840-17/11/1917). Considerado um dos maiores artistas plásticos de todos os tempos. Renova a escultura com um estilo que materializa os sentimentos. Nasce em Paris e aos 14 anos ingressa na Petite École de Dessin. Reprovado no exame de admissão da École des Beaux-Arts, trabalha como moldador. Tem vida amorosa tumultuada. Seu caso mais famoso, com a escultora Camille Claudel, acaba muito antes da internação da amante em num sanatório. Sua primeira obra, O Homem do Nariz Quebrado (1864), é rejeitada pela crítica. Com A Idade do Bronze, causa polêmica no Salão de 1877: a perfeição da figura humana faz o júri suspeitar que tenha sido usado como molde um modelo vivo. Recebe então a primeira encomenda pública, uma enorme porta de bronze para o Musée des Arts Décoratifs (Paris). O tema é A Divina Comédia, de Dante Alighieri. A Porta do Inferno o ocupa até o fim da vida. Entre suas quase 200 esculturas estão O Pensador, O Beijo e O Filho Pródigo. A partir de 1908 vive no Hôtel Biron, em Paris, transformado em Museu Rodin após sua morte, ocorrida em Meudon.



publicado por LUCIANO às 17:53
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUSTO BOAL

Diretor e autor teatral fluminense. Criador do Teatro do Oprimido, projeto difundido em todo o mundo. Augusto Pinto Boal (16/3/1931-) nasce no subúrbio da Penha, no Rio de Janeiro. Em 1950, ingressa na Universidade de Colúmbia, nos EUA, e forma-se em dramaturgia e engenharia química. Volta ao Brasil em 1956 e fixa-se em São Paulo. Inicia a carreira de diretor no Teatro de Arena com as peças Ratos e Homens (1956), Eles Não Usam Black-Tie (1958), Arena Conta Zumbi (1965) e Arena Conta Tiradentes (1967). Também atua na produção do musical Opinião (1964), no Rio de Janeiro. Sua teoria do Teatro do Oprimido, que ganha muitos adeptos, propõe permitir que o povo use o teatro em proveito próprio e resgate a arte que existe em cada cidadão. Perseguido na ditadura militar, em 1971 exila-se na Argentina e depois em Portugal, em 1976. Sua técnica é estudada e utilizada em mais de 50 países. Volta do exílio em 1986 e produz os espetáculos O Corsário do Rei (1985) e Fedra (1986), entre outros. É eleito em 1993 vereador do Rio de Janeiro pelo PT, cargo que ocupa até 1996. Em 1997, recebe da Associação Norte-Americana para o Teatro em Higher Education (Athe) o prêmio especial por sua contribuição ao teatro profissional. Na mesma época, participa da montagem de Hamlet com o grupo inglês Royal Shakespeare Company. Retorna aos palcos em 1999 com a peça Carmem, uma sambópera. É autor de vários livros, entre os quais Teatro do Oprimido (publicado em 25 idiomas), 200 Exercícios para Ator e Não Ator e Ainda Bem Que Eu Nasci, este autobiográfico. Em 2000, lança sua autobiografia Hamlet e o Filho do Padeiro, em que narra, com raro humor, histórias de sua vida. Em 2001, realiza um projeto cênico em prisões de São Paulo com atores do Teatro do Oprimido e recebe o título de doutor honoris causa da Queen Mary University of London. Em 2002, com o apoio da Unesco (orgão das Nações Unidas para ciência e a cultura) e de órgãos municipais do Trabalho, da Cultura e dos Transportes de São Paulo, o Teatro do Oprimido forma 1.800 agentes culturais no estado. Em 2003lança O Teatro como Arte Marcial.





publicado por LUCIANO às 17:50
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUSTO CÉSAR SANDINO


Líder guerrilheiro nicaragüense (19/5/1895-23/2/1934). Nasce em Niquinohome ou em La Vitoria e, aos 9 anos, é abandonado pela mãe. Vai morar com o pai, pequeno proprietário rural. Trabalha como agricultor e forma-se em engenharia de minas. Em 1922 viaja à Guatemala e ao México, países sob intervenção militar norte-americana, como a Nicarágua desde 1912. Nesses locais, entra em contato com nacionalistas antiimperialistas e adota suas idéias. Volta para a Nicarágua e, em 1923, segue com centenas de homens para as montanhas de Segovia, onde organiza sua tropa. Ainda nas montanhas, casa-se com a filha de um telegrafista. Ganha projeção nacional ao liderar a guerrilha de resistência à ocupação norte-americana. A luta tem apoio em todo o hemisfério, o que leva o presidente dos Estados Unidos (EUA), Franklin Roosevelt, a reformular as relações de seu país com a América Latina – na conhecida Política de Boa Vizinhança. Uma das medidas é retirar as tropas norte-americanos da Nicarágua em 1933. No mesmo ano, o vice-presidente Juan Bautista Sacasa torna-se presidente. Sandino é convidado para um encontro com Anastasio Somoza, chefe da Guarda Nacional da Nicarágua, para um acordo de paz, mas é seqüestrado e assassinado. Dois anos depois, Somoza ganha as eleições e governa o país ditatorialmente por 20 anos. Sandino serve de inspiração ao grupo revolucionário dos Sandinistas, que governa a Nicarágua entre 1979 e 1990.



publicado por LUCIANO às 13:50
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUSTO DE CAMPOS

Poeta, crítico e tradutor paulista. Um dos criadores do concretismo brasileiro, movimento de renovação da poesia iniciado na década de 50. Augusto Luís Browne de Campos (14/2/1931-) nasce em São Paulo e forma-se em 1953 pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo. Em 1951, lança o livro de poemas O Rei Menos o Reino. No ano seguinte funda a revista Noigandres. Como crítico e teórico, escreve, entre outras obras, Revisão de Sousândrade (1964) e Teoria da Poesia Concreta (1965), a última em colaboração com Haroldo de Campos e Décio Pignatari. Dedica-se, também, ao estudo da música erudita e da música popular brasileira, publicando O Balanço da Bossa (1968). É considerado um dos inspiradores teóricos do tropicalismo, uma das tendências dominantes na música brasileira no final da década de 60. Traduz obras dos escritores Ezra Pound, E.E. Cummings e James Joyce. Em 1995, lança o CD Poesia É Risco, que reúne 30 poemas lidos e musicados. Atualmente, explora também o potencial da criação eletrônica, editando em seu site na internet obras que incluem animações e sons. Em 1997, suas animações digitais, os CLIPPOEMAS, são exibidas numa instalação que fez parte da exposição Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas, em São Paulo. Em 2002, com o irmão e também poeta Haroldo de Campos, publica o livro Re-visão de Sonzandrade, sobre a obra do poeta maranhense Joaquim de Souza Andrade (1833-1902). Em 2003, após nove anos sem publica um livro com poemas próprios, lança Não.



publicado por LUCIANO às 13:47
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUSTO DOS ANJOS

Poeta paraibano. Representante do parnasianismo e do simbolismo, é um autor original que utiliza termos científicos para expressar um profundo pessimismo. Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (20/4/1884-12/11/1914) nasce no Engenho Pau d’Arco. Aprende com o pai, advogado, as primeiras letras. Faz o curso secundário no Liceu Paraibano e desde essa época é considerado doentio e nervoso. Forma-se em direito em 1906, casando-se logo em seguida. Sem nunca seguir carreira de advogado, prefere lecionar português, primeiro na Paraíba, depois no Rio de Janeiro, para onde se muda em 1910. Dois anos depois publica seu único livro, Eu. Surgida antes da virada modernista de 1922, a obra representa o espírito literário da época. Tratando da degenerescência da carne e dos limites dos seres humanos, o livro é no princípio ignorado por público e crítica. É reeditado posteriormente apenas pelo empenho de Órris Soares, amigo e biógrafo do poeta. A partir de 1919, Augusto dos Anjos torna-se um dos autores mais lidos no país, chamando a atenção pelo esdrúxulo vocabulário, pela rigidez da métrica, pela cadência musical e pelas aliterações dos versos. Morre de pneumonia, aos 30 anos, em Leopoldina, Minas Gerais.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUSTO PINOCHET


Militar e político chileno (11/11/1915-12/2006). Nasce em Valparaíso, filho de Augusto Pinochet Vera e de Avelina Ugarte Martínez. Depois de completar o ensino em escola de padres, entra para a Escola Militar em 1933 e faz carreira no Exército, chegando a general em 1951. Em 1973, como comandante das Forças Armadas, lidera o golpe de Estado que derruba o presidente socialista Salvador Allende. Preside a junta militar que passa a governar o Chile e assume a Presidência em 1974. Fecha o Congresso, extingue os partidos e comanda uma feroz campanha de repressão aos adversários políticos, em que milhares de chilenos são presos, torturados ou mortos. Em 1980, promulga uma nova Constituição, em que legaliza sua permanência no poder. A partir da década de 80, implanta uma política de liberalismo econômico que põe o Chile entre os países mais desenvolvidos da América Latina. Em 1988, convoca um plebiscito para que a população referende sua continuidade no governo, mas é derrotado e entrega o poder, em 1990, ao presidente eleito Patricio Aylwin. Assume o cargo de senador vitalício, direito garantido pela Constituição por ele promulgada em 1980. Em 1998, vai à Inglaterra para tratamento de saúde. A justiça da Espanha pede sua extradição para julgá-lo por crimes contra a humanidade. Em 1999, a justiça suíça também anuncia que pretende julgá-lo. Libertado da prisão domiciliar que cumpriu durante 16 meses em Londres, Pinochet retorna para seu país em 2000. Em 2001, a Corte de Apelações do Chile declara que o ditador - que sofre de diabete, hipertensão e insuficiência cardíaca - está demente. Em 2002, Pinochet reununcia ao cargo de senador vitalício. Devido à impossibilidade de responder a julgamento, todas as acusações contra ele são retiradas.



publicado por LUCIANO às 13:40
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUGUSTO RUSCHI

Naturalista capixaba (1915-3/6/1986). Autor de cerca de 500 trabalhos científicos, resultado de 50 anos de pesquisa, é um dos mais ardorosos defensores da natureza no país. Nascido na cidade de Santa Teresa, forma-se em direito e agronomia, tornando-se professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especializa-se no estudo dos beija-flores, catalogando 80% das espécies brasileiras conhecidas, além de descobrir outras duas. Os livros Aves do Brasil e Os Beija-Flores do Espírito Santo resultam desse trabalho. Também desenvolve pesquisas sobre orquidáceas, contribuindo com a descrição de mais 50 espécies. Em 1978 atrai a atenção do público ao opor firme resistência ao governo capixaba, que pretendia desapropriar parte da reserva florestal de Santa Lúcia. Após a vitória dessa campanha, transforma sua casa, construída no século XIX pelo avô e cercada por 80 mil m quadrados de mata, em um museu de história natural, que doa para o Ministério da Educação. Lidera novos protestos em 1984, dessa vez contra o desmatamento de uma área no norte do Espírito Santo, habitat de três espécies de beija-flores ameaçados de extinção. Dois anos mais tarde é envenenado por um sapo e não consegue antídoto. Cada vez mais doente, comove o país ao submeter-se a um ritual de cura indígena. Apesar da pajelança, morre algum tempo depois, em Vitória.



publicado por LUCIANO às 13:38
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA

Lexicógrafo e escritor alagoano. Autor do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, um dos mais importantes do gênero, conhecido pelo público como Aurélio. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (3/5/1910-28/2/1989) nasce na cidade de Passo de Camaragibe. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1937. Leciona português em vários colégios, na Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e no curso de preparação à carreira diplomática do Instituto Rio Branco. Tradutor de obras de Charles Baudelaire e Oscar Wilde, escreve o livro de contos Dois Mundos em 1942. Entre 1945 e 1963 publica em co-autoria com Paulo Rónai a antologia do conto mundial Mar de Histórias. Em 1956 edita Roteiro Literário do Brasil e Portugal, com Álvaro Lins. Dois anos depois lança o livro de ensaios Território Lírico. Considerado um dos maiores especialistas no idioma português, organiza com Manuel da Cunha Pereira o Novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e é responsável pela supervisão até a décima edição do Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Publica o Novo Dicionário da Língua Portuguesa, sua principal obra, em 1975. Torna-se membro da Academia Brasileira de Letras em 1961. Morre no Rio de Janeiro.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AURÉLIO MIGUEL

Lutador de judô paulista. Ganhador da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos (Coréia do Sul) na categoria meio-pesado. Aurélio Miguel Fernandez (10/3/1964-) nasce em São Paulo, filho de um imigrante espanhol. Começa a praticar judô aos 4 anos para amenizar a bronquite. Disputa as primeiras competições com 7. Em 1972 vence o campeonato pré-mirim no Torneio Budokan. Ganha diversos torneios nacionais e internacionais. É apontado como o melhor judoca do estado de São Paulo no ano de 1980 e o melhor do país em 1983. Faz vários estágios no Japão. Em 1986 vence o campeonato brasileiro, mas se contunde e se submete a uma cirurgia no ombro. Em 1987 conquista a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (Estados Unidos), a Copa Ramón Rodrigues, em Cuba e o bronze no campeonato mundial. Em 1988 ganha o ouro olímpico em Seul, além de outras medalhas. Em 1992 disputa as Olimpíadas de Barcelona, sem bons resultados. Em 1993 leva a prata no mundial. Submete-se a nova cirurgia no ombro. Sem patrocínio, fica fora do Pan-Americano de 1995. Obtém bronze nas Olimpíadas de Atlanta (EUA) em 1996. Em 1997 conquista sua terceira medalha, a prata, no campeonato mundial e ainda se torna campeão sul-americano do Pan-Americano de Judô. Sem conseguir preparar-se adequadamente, deixa de participar dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá), em 1999, ano em que fecha contrato com o Flamengo e consegue um patrocínio pessoal do jogador Ronaldinho. Em 1999, por meio de um recurso à Justiça, disputa o Mundial de Birmingham (Inglaterra) sem participar das eliminatórias brasileiras. Em 2001, deixa o Flamengo – equipe que defendia desde 1999 - e comanda treinos para crianças do São Caetano. Dá aula no Curso de Gestão do Esporte na Faculdades Trevisan, em São Paulo. Em 2002, candidata-se a deputado federal pelo Partido Popular Socialista, mas não se elege.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AUSTREGÉSILO ATHAYDE

Jornalista e escritor pernambucano. Presidente da Academia Brasileira de Letras pelo maior número de mandatos. Belarmino Maria Austregésilo Augusto de Athayde (25/9/1898-13/9/1993) nasce na cidade de Caruaru. Estuda, durante anos, em um seminário no Ceará. Muda-se para o Rio de Janeiro e forma-se em direito em 1922. Não chega a exercer a profissão, preferindo o jornalismo. Atua como diretor-secretário de A Tribuna e colaborador de O Correio da Manhã. Em 1924 passa a dirigir O Jornal, então o órgão líder dos Diários Associados. Opõe-se à Revolução de 1930, que leva Getúlio Vargas ao poder, e, logo em seguida, apóia a Revolução Constitucionalista de 1932. Preso, é obrigado a exilar-se na Europa e depois na Argentina. Volta ao Brasil apenas em 1933, reassumindo o cargo em O Jornal. Em 1951 é eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Em 1959 elege-se presidente da Academia, cargo para o qual seria reeleito sucessivamente até sua morte. Passa a integrar a diretoria dos Diários Associados após a morte de Assis Chateaubriand, em 1968. Além do jornalismo, dedica-se à literatura, publicando, entre outras obras, Histórias Amargas (1921), A Influência Espiritual Americana (1938), Vana Verba (1966), Epístolas aos Contemporâneos (1967) e Conversas na Barbearia Sol (1971). Morre no Rio de Janeiro.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AYRTON SENNA


Piloto paulista. Um dos mais notáveis automobilistas de sua geração, tricampeão mundial da categoria Fórmula 1. Ayrton Senna da Silva (21/3/1960 - 1º/5/1994) nasce na cidade de São Paulo em uma família de classe média. Vence sua primeira corrida de kart em 1973. Começa a ganhar destaque internacional em 1980, ao conquistar, pela segunda vez, o vice-campeonato mundial de kart. Em 1981 vence o campeonato de Fórmula Ford 1600, na Grã-Bretanha. No ano seguinte ganha o campeonato britânico e o europeu de Fórmula Ford 2000. Em 1983 é campeão da Fórmula 3000 inglesa, estabelecendo o recorde mundial de nove vitórias seguidas. Estréia na Fórmula 1 em 1984, na equipe Toleman. Em 1988 obtém seu primeiro título de campeão, pela McLaren-Honda. É bicampeão em 1990 e tricampeão em 1991. Tem namoros muito divulgados pela mídia, primeiro com a apresentadora Xuxa, depois com a modelo Adriane Galisteu. Morre num acidente no Grande Prêmio de San Marino de 1994, no autódromo de Ímola, na Itália, provocado pela quebra da coluna de direção de seu carro Williams-Renault. Vence 41 dos 161 grandes prêmios que disputa em dez anos de Fórmula 1, fixando o recorde de 65 pole positions (número 1 na largada). Ídolo mundial, sua morte deixa o país de luto e provoca comoção também na Europa e no Japão. Os negócios da família são hoje conduzidos por seus irmãos, Viviane e Leonardo.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AZIZ AB'SABER


Geógrafo e professor paulista. É o mais respeitado geomorfologista brasileiro, o primeiro a classificar o território nacional em domínios morfoclimáticos. Aziz Nacib Ab'Sáber (24/10/1924-) nasce em São Luís do Paraitinga, no Vale do Paraíba, filho de pai libanês e de mãe brasileira. Cursa o ginásio em Taubaté (SP) e decide estudar história. Aos 18 anos ingressa na Universidade de São Paulo (USP). O alto preço dos livros de história e a facilidade para desenhar levam-no a seguir geografia. Na graduação, distingue-se por seu método de pesquisa, que, ao contrário do tradicional nessa área, parte do trabalho de campo para buscar a teoria. Forma-se em 1944 e, nos dois anos seguintes, especializa-se em geomorfologia. Em 1946, viaja pela Amazônia e estabelece, pela primeira vez, a diferença entre os domínios morfoclimáticos do Brasil, conceito que une características de clima, vegetação e relevo. Sua classificação, pela qual começa a ganhar projeção, é finalizada no início dos anos 60. Em 1968, cria a Teoria dos Refúgios, que considera a biodiversidade da Amazônia resultado da interação de diferentes ecossistemas. No mesmo ano, torna-se professor titular de geografia física na USP, cargo que ocupa até 1983. Dirige o Floram (1988-1999), projeto de reflorestamento específico para cada área do Brasil, do Instituto de Estudos Avançados da USP, e preside a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (1993-1995). Casado por duas vezes, é pai de cinco filhos. Em 2000, recebe o título de professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Professor titular aposentado do Departamento de Geografia e hoje ligado ao Instituto de Estudos Avançados, ambos da USP, dedica parte de seu tempo a um programa de educação e lazer para a população carente da periferia de São Paulo.




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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BARÃO DE COTEGIPE

Político e diplomata baiano. Ministro do Império por diversas vezes, é um dos autores da Lei dos Sexagenários, que liberta os escravos maiores de 65 anos. João Maurício Wanderley (23/10/1815-13/2/1889), o barão de Cotegipe, nasce na cidade de Barra do Rio Grande. Forma-se pela Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e entra no serviço público. Filia-se ao Partido Conservador da Bahia, elegendo-se deputado provincial em 1814 e deputado-geral no ano seguinte. Preside a província da Bahia entre 1852 e 1855, tornando-se senador em 1856. Participa de vários gabinetes e dirige o Ministério da Marinha em 1855. Retorna à chefia desse ministério em 1868 e ao mesmo tempo ocupa o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros. Em 1877 assume o Ministério da Fazenda. Entre 1885 e 1888 lidera o conselho de ministros e procura minimizar os efeitos da Questão Militar de 1885, abrandando as punições aos oficiais envolvidos. Por causa das pressões dos abolicionistas, promove em 1885 a aprovação da Lei dos Sexagenários, como parte do projeto de extinção gradual da escravidão. A lei, conhecida também pelo nome Saraiva-Cotegipe, liberta os escravos com mais de 65 anos de idade. A proposta que defende em seguida, de indenizar os proprietários de escravos para evitar sua ruína econômica, enfraquece sua posição política, situação agravada pelo apoio da princesa Isabel aos abolicionistas. Seu afastamento do ministério garante a vitória dos defensores da abolição imediata da escravatura. Morre no Rio de Janeiro.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BARÃO DO RIO BRANCO


Político e historiador fluminense. É uma das personalidades mais influentes do país durante o Império e início da República. José Maria da Silva Paranhos Júnior (20/4/1845-9/2/1912) nasce na cidade do Rio de Janeiro, filho do visconde do Rio Branco, político de renome no Império. Forma-se em direito no Recife. Em 1869 elege-se deputado por Mato Grosso. Torna-se cônsul do Brasil em Liverpool, na Inglaterra, em 1876. Com a proclamação da República, assume a superintendência-geral do Serviço de Emigração para o Brasil. Entre 1893 e 1900 é designado para resolver as disputas pelos territórios de Sete Povos das Missões - entre Brasil e Uruguai - e do Amapá. Assegura o domínio brasileiro nessas áreas e recebe o título de barão do Rio Branco em 1888. Em 1902 é indicado para chefiar o Ministério das Relações Exteriores. Resolve a favor do país o conflito com a Bolívia pela posse do Acre e atua em outras questões fronteiriças com Venezuela e Colômbia. Membro da Academia Brasileira de Letras, é autor de vários livros sobre a história do Brasil. Morre no Rio de Janeiro.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BARBOSA LIMA SOBRINHO


Político, advogado e jornalista pernambucano. Como presidente da Associação Brasileira de Imprensa, é um dos mais importantes críticos do arbítrio e da corrupção no país durante o regime militar. (22/1/1897-16/7/2000) nasce no Recife. Forma-se em direito na Faculdade do Recife, em 1917, e trabalha como promotor e advogado. Muda-se para o Rio de Janeiro quatro anos mais tarde e torna-se redator do Jornal do Brasil, no qual faz carreira. É eleito deputado federal por Pernambuco em dois mandatos (1935-1937 e 1946-1948). Entre 1937 e 1945, ocupa o cargo de presidente do Instituto do Açúcar e do Álcool e colabora na elaboração do Estatuto da Lavoura Canavieira. Renuncia ao segundo mandato de deputado para assumir o governo de Pernambuco pelo Partido Social Democrático (PSD), em 1948. Um dos principais opositores do regime militar de 1964, candidata-se à Vice-Presidência da República em 1973 pelo MDB, na chapa de Ulisses Guimarães. Em 1992 torna-se um dos líderes civis do movimento que resulta no impeachment do presidente Fernando Collor. Em 1997 lança Antologia de Barbosa Lima Sobrinho, Cem Anos de Vida Lutando pelo Brasil, obra que reúne trechos de seus artigos, livros, conferências e discursos. Membro da Academia Brasileira de Letras desde 1937, ocupa várias vezes a presidência da Associação Brasileira de Imprensa, a primeira vez no biênio 1926/1927, depois em 1930/1931 e de 1978 até sua morte, no Rio de Janeiro.


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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

JAKOB LUDWIG FELIX MENDELSSOHN-BARTHOLDY

Compositor alemão (3/2/1809-4/11/1847). Considerado a figura central do romantismo, redescobre a música de Johann Sebastian Bach. Jakob Ludwig Felix Mendelssohn-Bartholdy nasce em Hamburgo, neto do filósofo Moses Mendelssohn. Aos 17 anos, apresenta Abertura para Sonho de uma Noite de Verão, seu primeiro trabalho oficial. Em Berlim, rege Paixão Segundo São Mateus, de Bach (1829), trazendo de volta o nome do compositor aos meios musicais. No mesmo ano, torna-se o preferido da rainha Vitória ao reger Sinfonia em Dó Menor e a abertura As Hébridas, inspirada numa visita à Escócia. Em 1833 ocupa o cargo de músico-diretor em Düsseldorf, onde divulga peças de Beethoven e Cherubini e cantatas de Bach. Em 1841, funda a Academia de Artes de Berlim e, dois anos depois, o Conservatório de Leipzig, onde ensina composição ao lado de Robert Schumann. Deixa uma produção considerável que inclui as sinfonias Escocesa, Italiana e Reforma, dois concertos para piano e um para violino, os oratórios São Paulo (1836) e Elias (1846), a sinfonia-cantata Hino de Louvor, peças para órgão, músicas de câmara e de piano, entre elas 48 Canções sem Palavras. Morre em Leipzig.


Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BARTOLOMEU BUENO DA SILVA


Bandeirante paulista. Um dos principais desbravadores do ciclo do ouro, em Minas Gerais e Goiás. Bartolomeu Bueno da Silva (1672-1740) nasce em Parnaíba. Herda do pai o nome e o apelido Anhangüera (Diabo Velho), dado pelos indígenas. Segundo alguns historiadores, seu pai teria enganado os índios ateando fogo em certa quantidade de álcool e ameaçando incendiar os rios. Com apenas 12 anos, Bartolomeu acompanha o pai em uma expedição ao território goiano. Na ocasião espalha-se a lenda sobre a suposta existência de minas de ouro e pedras preciosas na Serra dos Martírios. Em 1701 fixa-se em Sabará, Minas Gerais, indo mais tarde para São José do Pará e Pintangui, atraído pela descoberta de ouro na região. É nomeado fiscal do distrito, mas a Guerra dos Emboabas o força a retornar a Parnaíba. Em 1722 parte de São Paulo em mais uma expedição e, durante três anos, explora os sertões de Goiás. É acompanhado de dois religiosos beneditinos e um franciscano, 20 índios, 39 cavalos e 152 armas, além de levar munição e alimentos. Encontra algumas jazidas de ouro no rio dos Pilões e pequenas amostras no rio Claro. Nas situações de busca em que nada encontravam, Bartolomeu dizia "ou descobrir o que buscava ou morrer na empresa". Finalmente encontra ouro em abundância no rio Vermelho e volta à região em 1726, já como capitão-mor das minas. Ganha sesmarias do rei português dom João V, bem como o direito de cobrar passagem nos rios que levam às minas de Goiás. Perde o poder à medida que a administração colonial se organiza na região. Morre pobre na vila de Goiás.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BARTOLOMEU DIAS


Navegador português (1450-29/5/1500). Pouco se sabe sobre seus primeiros anos de vida. Na década de 1480, o rei João II nomeia-o comandante de expedições pelo litoral da África. Em 1486 é encarregado de encontrar o limite sul do continente e parte com uma frota de três naus, de acordo com a maioria dos historiadores. Nessa expedição, Dias ultrapassa os padrões de Diogo Cão, atingindo novos portos. Em janeiro de 1488, violentas tormentas o obrigam a navegar para o sul durante dias, sem achar sinal de terra. Quando tenta aportar, não encontra a costa e segue para o norte até 3 de fevereiro. Só então percebe que, sem se dar conta, contornara o extremo sul da África. Funda entrepostos portugueses no litoral oeste africano e descobre o rio do Infante – atual rio Groot-Vis, na África do Sul. Certo de poder chegar às Índias por meio da nova rota, decide voltar a Portugal. Contorna novamente o extremo do continente em maio de 1488, batizando o promontório ali localizado de cabo das Tormentas (nome depois alterado para cabo da Boa Esperança por João II). Em 1497 integra a tripulação de Vasco da Gama. Três anos mais tarde está entre os oficiais de Pedro Álvares Cabral que participam do descobrimento do Brasil. Após tomar posse da nova terra, a frota de Cabral parte para as Índias. Ao passar pelo cabo da Boa Esperança, várias naus naufragam por causa das tempestades, entre elas a de Bartolomeu Dias, que morre no acidente.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BÉLA BARTÓK


Compositor, pianista e etnomusicólogo húngaro (25/3/1881-26/9/1945). É mestre na fusão da Música erudita no mundo com a popular. Começa a compor aos 9 anos. Depois de se formar na Academia de Música de Budapeste, viaja muito como concertista e coleta canções folclóricas em todo o leste da Europa, que grava e classifica. De 1907 a 1934 trabalha como professor de piano na Academia de Música de Budapeste. Pesquisa também a música folclórica do mundo árabe, o que influencia fortemente suas composições, como o trio Contrastes (1938). Dá concertos nos Estados Unidos, na Europa e na União Soviética. Emigra para os Estados Unidos em 1939, onde morre seis anos depois. Sua obra inclui peças para teatro, balé, coral, música de câmara, uma ópera e concertos para piano e orquestra, como o Concerto para Orquestra e a sonata Música para Instrumentos de Corda, Percussão e Celesta. Produz ainda Mikrokosmos, coleção de peças para piano destinadas a estudantes, que resume sua linguagem musical. No fim da vida adota um estilo romântico, que lhe proporciona grande êxito.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

AHMED BEN BELLA


Político argelino (25/12/1918-). Um dos líderes da independência da Argélia. Nascido em Oran, quando o país era então colônia francesa, Ahmed Ben Bella alista-se no Exército e luta pela França na II Guerra Mundial, chegando a receber medalhas. A partir de 1947, participa do movimento clandestino pela independência de seu país, a Frente de Libertação Nacional (FLN). Preso em 1950, foge dois anos depois e exila-se na Líbia, de onde organiza o desembarque de armas e tropas estrangeiras simpatizantes do movimento de libertação da Argélia. Capturado em 1956, só é libertado em 1962, quando o presidente francês Charles de Gaulle reconhece a independência argelina. Assume então o cargo de primeiro-ministro do governo de transição e, no ano seguinte, é eleito o primeiro presidente da República Democrática Popular da Argélia. Estabelece um governo de orientação socialista, nacionalizando empresas petrolíferas e propriedades abandonadas por colonos franceses. Em 1965, deposto por um golpe militar liderado por seu ministro da Defesa, coronel Houari Boumedienne, fica detido até 1979, quando a pena é relaxada para prisão domiciliar. Exila-se na Suíça em 1980 e lá vive por dez anos. Em 1990, retorna à Argélia, onde vive sem interferir mais na política do país. Em 2001, Ahmed Ben Bella visita a América do Sul pela primeira vez e participa de um encontro de líderes políticos da América Latina e do Oriente Médio no Rio de Janeiro.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BENAZIR BHUTTO


Política paquistanesa (21/6/1953-27/12/2007). Filha do ex-presidente Zulfikar Ali Bhutto, estuda filosofia, política e economia na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Quando o ditador Zia-ul-Haq manda enforcar seu pai, em 1979, assume a direção do Partido do Povo Paquistanês. Presa várias vezes, exila-se na Inglaterra em 1984 e só retorna ao Paquistão em 1986. Com a morte de Zia em um acidente aéreo provocado por sabotagem em 1988, o partido de Benazir vence as eleições e ela se torna a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministro em uma nação muçulmana. É acusada de corrupção em 1990 e o presidente Ishaq Khan dissolve seu gabinete. Após as eleições de 1993, Benazir reassume. A crise de seu governo aprofunda-se em 1996, quando seu irmão Murtaza Bhutto é morto pela polícia e Benazir acusa o Exército de envolvimento no crime. Em novembro desse ano, é demitida pelo presidente Farooq Leghari, seu braço direito por 13 anos. Em 1998, a justiça paquistanesa emite ordem de prisão contra Benazir, acusada de distribuição ilegal de cargos durante o governo. No mesmo ano, a justiça da Suíça a acusa de cobrar comissões pela assinatura de contratos entre o governo paquistanês e empresas suíças. Ela nega, mas tem as contas bancárias na Suíça congeladas. Em abril de 1999, é multada, tem os bens confiscados e é condenada à revelia a cinco anos de prisão por uma corte do Paquistão. Abriga-se em Londres desde o anúncio da sentença. Em 2002, anuncia a intenção de voltar ao país caso a justiça paquistanesa permita sua participação nas eleições no fim do ano, mas a permissão é negada. Em 2003 a justiça suíça condena Benazir e seu marido, Asif Zardari, preso desde 1996 no Paquistão, a prisão, multas e a devolver mais de US$ 2 milhões aos cofres paquistaneses. De volta ao Paquistão em 2007 é assassinada em um atentado terrorista na cidade de Rawalpindi no dia 27 de dezembro do mesmo ano.


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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BENEDITO RUI BARBOSA

Jornalista e publicitário paulista (17/4/1931-), escritor de novelas para a televisão conhecido por dar preferência a temas rurais. Benedito Ruy Barbosa nasce em Gália, onde passa a infância. Seu tempo é dividido entre a tipografia do avô e do pai – jornalistas, donos do jornal A Voz de Vera Cruz – e a lavoura do tio, fazendeiro de café. Adolescente, muda-se com a família para a periferia de São Paulo e passa a sustentá-la depois da morte do pai, em 1943. Tem vários empregos, como o de mercador de canarinhos, vendedor de secos e molhados e bancário, até que, mesmo sem ter nível superior, tira o segundo lugar num concurso para revisor do jornal O Estado de S. Paulo. Trabalha como cronista esportivo e é o primeiro repórter a entrevistar Pelé. Em 1958, lança o livro Eu Sou Pelé. Chega à dramaturgia quando sua peça Fogo Frio é montada em São Paulo, pelo Teatro de Arena, com direção de Augusto Boal. Em 1966, estréia nas telenovelas com Somos Todos Irmãos e O Anjo e o Vagabundo, um êxito de audiência. Escreve para a TV Record a novela A Última Testemunha (1968). Sua grande oportunidade surge quando aborda um tema que realmente domina: o interior do país. É essa a sua marca registrada desde então: a novela que mistura campo e cidade, como Pantanal, um de seus grandes sucessos, exibida pela Rede Manchete em 1990. É autor também de Renascer (1993), O Rei do Gado (1996), Terra Nostra (1999) e Esperança (2002), apresentadas pela Rede Globo.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BARUCH SPINOZA


Filósofo holandês (24/11/1632-21/2/1677). Primeiro pensador a propor a interpretação histórica dos textos bíblicos. Com ideais libertários, defende o regime democrático, critica a monarquia e escreve sobre o direito à liberdade de consciência e expressão, sustentando como pré-requisito para tanto a existência de um estado laico. Nasce Baruch Spinoza (Benedito em hebraico) na cidade de Amsterdã, em uma família de ricos comerciantes judeus. Estuda teoria rabínica, latim, grego e filosofia cartesiana com Franciscus van den Enden, ex-jesuíta que se torna ateu. Cresce livre-pensador e faz interpretações da Bíblia desaprovadas pelas autoridades religiosas judaicas. Em 1656 é repudiado por seus pares e banido da cidade. Vai para Rijnsburg e, três anos mais tarde, para Vooburg, perto de Haia. Escreve Breve Tratado sobre Deus, Homem e Seu Bem-Estar, parte da versão dos Princípios da Filosofia, de René Descartes, e a primeira parte da obra Ética Demonstrada Segundo a Ordem Geométrica. Composta de cinco partes, ele só a conclui em 1675. Seu livro Tratado Teológico-Político é publicado anonimamente em Amsterdã, em 1670. Em maio desse ano, muda-se para Haia. Em 1673 recusa a cátedra de filosofia em Heidelberg para manter a independência. Morre em Haia.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BENITO MUSSOLINI


Político italiano (29/7/1883-28/4/1945). Nasce em Dovia di Predappio, filho de um ferreiro socialista e de uma professora primária. É expulso duas vezes da escola por mau comportamento, mas consegue completar os estudos e torna-se professor primário em 1902. Na juventude envolve-se com movimentos esquerdistas e trabalha como editor dos jornais de esquerda A Luta de Classes (Forlì, 1910) e Avanti! (Roma, 1911 a 1914), órgão oficial do Partido Socialista Italiano, do qual se torna um dos cabeças. Quando a Itália entra na I Guerra Mundial em 1914, Mussolini mostra-se favorável à decisão, contrariando a deliberação do partido, e por isso é expulso. Serve na guerra como soldado e volta à vida civil com idéias anti-socialistas. Em Milão, funda em 1919 um movimento nacionalista chamado Fascio de Combatimento, que depois evoluiria para o fascismo. Em 1922, com seus seguidores, os "camisas negras", organiza a Marcha sobre Roma, demostração de força que origina um convite do rei Vitório Emmanuele III para encabeçar um novo governo. Como primeiro-ministro, controla o sistema sindical, proíbe greves e persegue a imprensa livre. Em 1929 estabelece um regime de partido único. Em 1940 alia-se à Alemanha na II Guerra Mundial e sofre várias derrotas militares. Quando os Aliados invadem a Itália em 1943, é derrubado e preso pelos próprios correligionários. Libertado pelos nazistas, em 1945 é recapturado e morto por guerrilheiros italianos.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BENJAMIN CONSTANT


Político e militar fluminense. Um dos fundadores da República, é autor da divisa Ordem e Progresso da bandeira brasileira. Benjamin Constant Botelho de Magalhães (18/10/1833-22/1/1891) nasce em Niterói e em 1852 ingressa no Exército. Estuda engenharia na Escola Central e astronomia no Observatório do Rio de Janeiro, na mesma época em que ensina matemática no Imperial Colégio Pedro II. Em 1887 funda o Clube Militar, importante centro de propaganda republicana do qual se torna presidente. Em 9 de novembro de 1889 preside a sessão na qual os membros do Clube Militar decidem pela queda da Monarquia. Após a proclamação da República assume a pasta da Guerra no governo provisório e, em 1890, é aclamado general-de-brigada em comício público. Nesse mesmo ano passa a chefiar o Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. Elabora uma reforma no ensino baseada nos princípios do positivismo, corrente filosófica que considerava a educação uma prática anuladora das tensões sociais. Morre no Rio de Janeiro.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BENJAMIN FRANKLIN


Político e cientista norte-americano (17/1/1706-17/4/1790). Nasce em Boston em uma família pobre e começa a trabalhar aos 10 anos como aprendiz do pai, fabricante de sabão e velas. Aos 12, vai trabalhar com seu meio irmão James, gráfico, e juntos criam em 1721 o New England Courant, quarto jornal das colônias. Passa dois anos na Inglaterra e na volta, em 1729, estabelece-se na Pensilvânia, onde se torna proprietário de uma gráfica e do jornal Gazeta da Pensilvânia (1730-1748). Em 1730 casa-se com Deborah Read, com quem tem dois filhos. Em 1748, financeiramente independente, estimula a fundação de livrarias, escolas e hospitais. Interessado em ciências, prova que o raio das tempestades e a eletricidade são a mesma coisa e acaba por inventar o pára-raios em 1752, com a ajuda do filho William. Na medicina, é o responsável pela criação do cateter. Em 1753 torna-se membro da Assembléia da Pensilvânia. Participa ativamente da redação da Declaração da Independência dos EUA. Hábil negociador, consegue que o governo britânico reconheça a independência da antiga colônia em 1783. Ocupa o cargo de embaixador dos EUA em Paris até 1785 e, depois, governa o estado da Pensilvânia, onde institui um departamento de combate a incêndios, uma biblioteca pública e uma academia que dá origem à Universidade da Pensilvânia. Em 1787 é eleito o primeiro presidente da Sociedade pela Abolição da Escravidão. Morre na Filadélfia.



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Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BENJAMIN STEINBRUCH

Empresário fluminense, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional. Benjamin Steinbruch (28/6/1953-) nasce na cidade do Rio de Janeiro, filho do industrial Mendel Steinbruch, sócio fundador do grupo Vicunha, um dos maiores do setor têxtil do Brasil. Quando garoto, vai à fábrica do pai e brinca de escalar as pilhas de fios e panos utilizados para a fabricação de tecidos. Com 18 anos, após ingressar na Faculdade de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, começa a trabalhar como vendedor na tecelagem. Conforme conquista a confiança da família, alcança postos mais altos. Em 1993, o grupo Vicunha adquire parte das ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Steinbruch é escolhido para representá-lo na direção da empresa. Em pouco tempo, torna-se presidente do conselho administrativo da CSN. Ganha relevância no cenário econômico a partir de maio de 1997, quando conduz a formação do Consórcio Brasil, que vence o leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Com um lance de 3,3 bilhões de reais, Steinbruch arremata a empresa e derrota o Valecon, consórcio adversário encabeçado pelo empresário Antônio Ermínio de Moraes, que há quase 50 anos atua no ramo da mineração. Em 2001, deixa a presidência do Conselho da Valepar (holding que controla a Vale), mas mantém o poder de veto nas decisões da mineradora. É presidente, também, do Conselho de Administração da Light Serviços de Eletricidade S/A. Compra por US$ 50 milhões uma usina nova, nos EUA, avaliada em US$ 230 milhões: a Heartland Steel, baseada em Indiana e especializada em laminação e galvanização, que entrou em concordata e foi a leilão judicial. Em 2002, anuncia a união da CSN com o grupo siderúrgico anglo-holandês Corus, mas a operação é cancelada. Em 2003 a CSN adquire metade da Lusosider, empresa siderúrgica portuguesa, e retoma as conversações com a Corus, tentando ampliar sua presença internacional.



publicado por LUCIANO às 04:09
Terça-feira, 04 DE Março DE 2008

BENTO GONÇALVES


Militar e revolucionário gaúcho. Principal dirigente da Revolta dos Farrapos, movimento liberal e federativo que proclama a República no Rio Grande do Sul. Bento Gonçalves da Silva (23/9/1788 - 18/7/1847) nasce em Triunfo, filho de um rico estancieiro. Participa da guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata (1825-1828), sendo recompensado por dom Pedro I com o posto de coronel das milícias e comandante da fronteira sul do país. Sua destituição desse cargo, durante a regência do Padre Diogo Feijó, é o estopim da Revolução Farroupilha, em 1835. Bento Gonçalves entra em Porto Alegre e derruba o presidente da província, Antônio Fernandes Braga. Com o apoio da população, resiste às primeiras reações legalistas. No mês seguinte enfrenta as tropas regenciais, é derrotado e preso. Mandado para a Bahia, é encarcerado no Forte do Mar. Durante sua prisão, os farroupilhas proclamam a República Rio-Grandense, em 11 de setembro de 1836. No ano seguinte, com a ajuda de liberais baianos, Bento Gonçalves foge do cárcere e volta para o Rio Grande do Sul. É aclamado presidente da República Rio-Grandense, posto no qual se mantém até a derrota final dos revoltosos, em fevereiro de 1845.



publicado por LUCIANO às 04:06

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