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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

AMAURY PASOS

Jogador de basquete paulista. Bicampeão mundial de basquete (1959 e 1963) e duas vezes medalha de bronze em Olimpíadas (1960 e 1964). Amaury Antonio Pasos (11/12/1935-) nasce na cidade de São Paulo, filho de um industrial e de uma dona-de-casa argentinos. Aos 5 anos muda-se com a família para Buenos Aires, onde começa a praticar esportes. Faz natação e, aos 11, anos torna-se campeão argentino juvenil nos 400 metros livres. Em 1950, entra para a equipe de basquete do clube Buchardo. No ano seguinte, volta ao Brasil e começa a jogar vôlei no Clube Atlético Tietê de São Paulo, pelo qual é campeão paulista e brasileiro juvenil em 1951. Aos 18, anos é convocado para a seleção brasileira e, em 1954, é vice-campeão mundial. Forma-se em educação física na Universidade de São Paulo em 1957 e vai para o Clube Sírio-Libanês em 1958. No ano seguinte, é campeão mundial em Santiago, Chile, jogando como lateral pela seleção. Em 1960, conquista a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Roma. Em 1963 volta a vencer um mundial, desta vez no Rio de Janeiro, atuando como pivô. Consagra-se também como o cestinha do campeonato. Um ano depois ganha mais uma medalha de bronze olímpica, nos Jogos de Tóquio. Em 1968, vai para o Corinthians, onde fica até encerrar a carreira, em 1972. Passa a trabalhar integralmente com o pai em uma fábrica de lingerie. Em 1982, inicia a carreira de treinador no Monte Líbano, de São Paulo. Nos dois primeiros anos vence o Campeonato Paulista, o Brasileiro e o Sul-Americano. Casado, tem três filhos trabalha como industrial. Em agosto de 2001, participa de um campeonato mundial de basquete realizado na Eslovênia na categoria 65 anos, ficando em terceiro lugar.



publicado por LUCIANO às 19:54
Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

AMEDEO AVOGADRO


Químico e físico italiano (9/8/1776-9/7/1856). Autor de um dos princípios mais importantes da química moderna, a Lei de Avogadro, segundo a qual volumes iguais de quaisquer gases apresentam o mesmo número de moléculas quando submetidos às mesmas condições de temperatura e pressão. Nasce em Turim, filho de um nobre importante na administração pública, razão pela qual cresce conhecido como conde de Quaregna e Ceretto. Forma-se em ciências jurídicas na universidade local e exerce a advocacia por alguns anos. Apaixonado por física e química, dedica-se às duas ciências como amador até 1809, quando passa a lecionar física no Realle Collegio de Varcelli. Em 1811 elabora o enunciado de sua hipótese. Ela só é aceita e transformada em lei em 1858, depois que o químico Stanislao Cannizzaro a utiliza para estabelecer a teoria atômico-molecular. Ingressa na Universidade de Turim, em 1820, como responsável pela cadeira de física e lá trabalha durante 30 anos. Parte de sua obra é publicada nesse período. Morre em Turim.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

AMÉRICO VESPÚCIO


Navegador italiano naturalizado espanhol. Responsável pela logística das embarcações de Colombo e pioneiro da navegação na costa americana. Américo Vespúcio (1454-1512) nasce em Florença. Recebe boa educação em Pisa, aos cuidados de um tio dominicano, e na França, onde aprofunda os conhecimentos de geografia, astronomia e cosmografia. De volta à Itália, trabalha na casa bancária da família Medici. É transferido em 1491 para a filial em Sevilha, na Espanha, onde equipa navios para enfrentar longas viagens, sob a chefia de Gianotto Berardi. É Vespúcio que prepara as embarcações para todas as expedições de Cristóvão Colombo. Em 1497, após a morte de Berardi, Vespúcio assume o comando da filial de Sevilha e embarca em sua primeira viagem. O destino são as Índias, no entanto ela se encerra na Flórida, em território hoje pertencente aos Estados Unidos. Na segunda missão, entre 1499 e 1500, atinge a costa da América do Sul, porém imagina estar navegando pelo extremo leste da Ásia. Só na viagem de 1501, iniciada em Portugal, Vespúcio se convence de que as terras não fazem parte da costa asiática, mas são um continente até então desconhecido - um Novo Mundo, que em sua homenagem recebe o nome de América. Em 1508 é nomeado piloto-mor da Espanha. Morre em Sevilha.



Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

AMÍLCAR DE CASTRO


Escultor, desenhista e diagramador mineiro. Um dos maiores expoentes do neoconcretismo. Amílcar de Castro (8/6/1920- 22/11/2002) nasce em Paraisópolis e estuda desenho e pintura no decorrer de oito anos, de 1942 a 1950, em Belo Horizonte. Começa a expor seus trabalhos em 1959, primeiro no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e, em seguida, no Belvedere da Sé, em Salvador. Em 1960, ganha o primeiro prêmio na categoria escultura do 15º Salão do Museu de Belas-Artes de Belo Horizonte. Participa, no mesmo ano, da Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique, na Suíça. A partir de então, adota o neoconcretismo e passa a criar as esculturas de ferro e aço recortados em formato geométrico que o tornam conhecido. Participa com várias delas da mostra Artistas Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, em 1967. Trabalha também como diagramador de jornais, sendo responsável pela reforma gráfica do Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, e de vários outros em Belo Horizonte. Em 1998, é convidado a construir uma obra para o projeto de renovação do bairro Hellersdorf em Berlim, Alemanha. Aceita o convite e instala uma peça de 25 toneladas no local, a maior que já fez. Em 1999, seus trabalhos são exibidas em mostras em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em 2000, uma exposição de 14 esculturas e 10 desenhos inéditos do artista é montada em São Paulo e no Rio de Janeiro em comemoração ao seu 80º aniversário. Continua fiel à sua principal matéria-prima: o ferro. Em 2001, inaugura novo ateliê em Nova Lima (MG) realizando mostra coletiva com Allen Roscoe, Pedro de Castro, Rodrigo de Castro (seu filho) e Thaïs Helt. Morre aos 82, vítima de insuficiência cardíaca e respiratória.



publicado por LUCIANO às 19:48
Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

AMYR KLINK

Navegador paulista. Primeiro a atravessar o Atlântico Sul a remo e a circunavegar a região polar Antártica. Amyr Khan Klink (25/9/1955) nasce na cidade de São Paulo. É o segundo dos quatro filhos de um imigrante libanês e de um artista plástica sueca. Desde criança freqüenta Parati, no litoral do Rio de Janeiro, e lê relatos de grandes expedições marítimas. Aos 10 anos, começa a colecionar canoas antigas, o que serviu para ajudá-lo a fundar o Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul, Santa Catarina, em 1991. Forma-se em economia pela Universidade de São Paulo (USP), em 1979, e especializa-se em administração de empresas pelo Mackenzie. É remador do Clube Espéria de 1974 a 1980. Em 1978, realiza sozinho a travessia Santos-Parati em canoa. Em 1980, faz em um catamarã as travessias Parati-Santos e Salvador-Santos. Em 1982, veleja de Salvador a Fernando de Noronha e de lá à Guiana Francesa. Em 1984, faz a primeira travessia solitária e a remo do Atlântico Sul, narrada por ele no livro Cem Dias entre o Céu e o Mar. Em 1989, inicia o Projeto de Invernagem Antártica, no qual percorre sozinho 27 mil milhas da Antártica ao Ártico em 642 dias, tema de seus outros livros Paratii – Entre Dois Pólos e As Janelas do Paratii. Em 1998, começa o projeto Antártica 360 graus, circunavegando o continente gelado em 88 dias. É proprietário da empresa Amyr Klink Planejamento e Pesquisa (AKPP), que desenvolve planos diretores urbanísticos para cidades costeiras e constrói barcos. Em 2000, publica Mar Sem Fim, seu quarto diário de viagem, sobre sua expedição ao redor da Antártica. Nos últimos 16 anos, dá mais de 1.200 palestras em empresas, transpondo para o ambiente dos negócios sua experiência como navegador. Em 2003 lança outro best-seller, Gestão de Sonhos, transcrição de uma entrevista do navegador, que no mesmo ano parte em sua oitava viagem à Antártica. Atualmente planeja uma viagem de três anos até a China. Amyr Klink é casado desde 1996 com a produtora de festas Marina Bandeira, e tem três filhas.




publicado por LUCIANO às 19:45
Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANA CRISTINA CÉSAR


Poetisa fluminense. Ana Cristina Cruz César (2/6/1952-29/10/1983) nasce no Rio de Janeiro, filha de pai sociólogo e mãe professora. Publica seus primeiros poemas aos 7 anos, no Suplemento Literário do jornal Tribuna da Imprensa. Forma-se em letras em 1975, pela PUC-RJ, e conclui o mestrado em comunicação pela UFRJ em 1979, ano em que lança Cenas de Abril e Correspondência Completa. No ano seguinte, vai para a Inglaterra estudar tradução literária em Essex e publica Luvas de Pelica e Literatura Não É Documento, tese de mestrado sobre literatura no cinema. A Teus Pés, seu último livro publicado em vida, sai em 1982 pela editora Brasiliense. Escreve resenhas literárias e ensaios nos jornais Opinião, O Beijo, Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo e nas revistas Veja e IstoÉ. Também trabalha como tradutora de poetas estrangeiros, entre eles Silvia Plath. De acordo com o escritor Armando Freitas Filho, seu amigo desde o início dos anos 70, antes de se suicidar, aos 31 anos, a escritora apresenta forte crise de depressão, resultado de surtos melancólicos que começam depois de sua volta da Inglaterra. Armando é responsável pela publicação de sua obra póstuma, os livros Inéditos e Dispersos, prosa e poesia (1985); Escritos na Inglaterra, ensaios e textos sobre tradução e literatura (1988); e Escritos no Rio, artigos, textos acadêmicos e depoimentos (1993).



publicado por LUCIANO às 19:38
Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANA MOSER


Jogadora de vôlei catarinense. Bicampeã do Grand Prix Internacional e medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta. Ana Beatriz Moser (14/8/1968-) nasce em Blumenau, numa família de classe média. Interessa-se por esportes aos 7 anos, logo que entra no Colégio Barão Rio Branco. Pratica várias modalidades, até optar pelo vôlei, aos 15 anos. Em 1984, é convocada para a seleção brasileira juvenil, com a qual se torna campeã sul-americana e mundial. No ano seguinte, deixa a cidade natal e vai para São Paulo jogar pelo time da Transbrasil. Conclui o 2º grau em 1986. Em 1987, é chamada pela primeira vez para a seleção brasileira adulta, na qual fica até 1999. Eleita a melhor atacante do campeonato mundial da China (1990), é considerada a melhor sacadora nas Olimpíadas de Barcelona (1992). Conquista dois Grand Prix (1994 e 1996), uma espécie da Copa do Mundo feminina, e a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996). Defende oito clubes durante a carreira, pelos quais vence seis vezes a Liga Nacional e oito o campeonato paulista. Em 1989, começa o curso de administração, mas não consegue terminá-lo por causa da indisponibilidade de tempo. Nos 24 anos de atividade, sofre várias vezes com problemas físicos. Passa por quatro cirurgias, duas no joelho esquerdo e duas no direito, tem tendinite nos ombros e alguns problemas musculares. Abandona as quadras em 1999 e faz sua despedida em jogo festivo em abril de 2000. Trabalha atualmente como comentarista de vôlei na rede de TV ESPN Brasil, é colunista do Jornal da Tarde, de São Paulo, e dirige a ONG Instituto Esporte e Educação, que incentiva a prática do vôlei nas escolas e entidades assistenciais. Em 2003 Ana Moser retorna à seleção como auxiliar técnica da equipe e lança o livro Pelas minhas mãos, contando sua experiência como jogadora.




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publicado por LUCIANO às 19:36
Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANA NERI


Enfermeira baiana. Primeira profissional de enfermagem no Brasil, serve como voluntária na Guerra do Paraguai. Ana Justina Ferreira Néri (13/12/1814 - 20/5/1880) nasce na vila de Cachoeira de Paraguaçu. Viúva do capitão-de-fragata Isidoro Antônio Néri, não se conforma em ver os três filhos – o cadete Pedro Antônio Néri e os médicos Isidoro Antônio Néri Filho e Justiniano de Castro Rebelo – e mais dois irmãos, ambos oficiais do Exército, serem convocados para a Guerra do Paraguai. Decide escrever ao presidente da província uma carta na qual oferece seus serviços como enfermeira por todo o tempo em que durasse o conflito. Deixa a Bahia, pela primeira vez na vida, em 1865 e vai auxiliar o corpo de saúde do Exército. Trabalha no hospital de Corrientes, onde conta com a ajuda de poucas freiras vicentinas para cuidar de mais de 6 mil soldados internados. Parte algum tempo depois, atuando em Salto, Humaitá, Curupaiti e Assunção. Na capital paraguaia, então ocupada e sitiada pelo Exército brasileiro, monta uma enfermaria-modelo, utilizando para isso recursos financeiros pessoais herdados da família. Volta ao Brasil em 1870, recebendo várias homenagens, entre elas as condecorações com as medalhas de prata humanitária e de campanha. Recebe do imperador dom Pedro II uma pensão vitalícia, com a qual educa quatro órfãos recolhidos no Paraguai. Morre no Rio de Janeiro. Seu retrato, pintado por Vítor Meireles, ocupa até hoje lugar de honra no Paço Municipal de Salvador. Em sua homenagem, Carlos Chagas batiza com seu nome a primeira escola oficial brasileira de enfermagem de alto padrão, em 1926.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANATOLE FRANCE

Pseudônimo do escritor francês Jacques Anatole François Thimbaut (16/4/1844-12/10/1924), ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1921. Nasce em Paris e, como filho de livreiro, dedica-se desde cedo às atividades literárias. Estuda os clássicos no colégio jesuíta Stanislas e, mais tarde, história medieval na École des Chartes. Em 1873 publica os versos parnasianos Poemas Dourados e Bodas Coríntias, um drama em versos. Em 1877 casa-se com Marie-Valérie Guérin de Sauville. Em 1881 escreve O Crime de Sylvestre Bonnard, romance irônico com toques de humanismo e filosofia cética que firma sua reputação. Suas críticas literárias apontam tendências clássicas, como em A Vida Literária (1887-1893), escritas para o jornal Le Temps; o romance O Lírio Vermelho (1894), inspirado em seu relacionamento com Madame de Caillavet; e a antologia O Jardim de Epicuro (1894). Divorcia-se em 1893 e, em 1896, é eleito para a Academia Francesa. No ano seguinte, ao ficar do lado dos defensores de Dreyfuss, seu trabalho literário ganha cunho político, passando de liberal a socialista e, no fim da vida, a comunista. Desse período, é História Contemporânea, série de quatro romances (1897-1901). Suas obras já apresentam preocupações sociais bem definidas, como em O Caso Crainquebille (1902), A Ilha dos Pingüins (1908), A Revolta dos Anjos (1914) e Os Deuses Têm Sede (1912), de aguda sensibilidade diante das misérias sociais. Destacam-se ainda: Thais (1880), A Casa de Assados da Rainha Pédauque (1893), As Opiniões de Jerônimo Coignard (1898), O Pequeno Pierre (1918), A Vida em Flor (1922). Morre em Saint-Cyr-sur-Loire.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANDRÉ BRETON


Poeta francês (18/2/1896-28/9/1966). Buscando unir sonho e realidade, é um dos fundadores do surrealismo. Nascido em Tinchebray, estuda medicina por imposição da família. Em 1915, durante a I Guerra Mundial, trabalha no centro neuropsiquiátrico de Nantes. Na época lê obras de Sigmund Freud sobre o inconsciente, que o influenciam a estimular a associação mental intuitiva em seus trabalhos. Em 1919 funda, juntamente com Louis Aragon e Philippe Soupault, a revista Littérature, em que publica, no ano seguinte, Les Champs Magnétiques (Os Campos Magnéticos). Cria essa obra a quatro mãos, com Soupault, pelo método da escrita automática. Em 1924 lança o manifesto do surrealismo e a revista Révolution Surréaliste, marcos do movimento. Seu romance Nadja, de 1928, mescla acontecimentos do cotidiano com aberrações psicológicas. Em 1930 publica o segundo manifesto surrealista, enfatizando as questões filosóficas do movimento. Em 1935 rompe com o Partido Comunista, ao qual era filiado, mas permanece marxista. Durante a ocupação alemã na França, vai para os Estados Unidos (1941), retornando a seu país em 1946. Dois anos mais tarde publica Poèmes. Morre em Paris.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANDRÉ GIDE


Escritor francês (22/11/1869-19/2/1951). Autor de mais de 50 volumes de ficção, poesia, peças, críticas, biografias e traduções, todos de grande penetração psicológica, agudeza crítica e desafio às convenções morais. Prega a liberação feminina e critica o colonialismo francês na África. Nascido em Paris, André-Paul-Guillaume Gide forma-se em 1889 e devota a vida à literatura. Em 1893 faz a primeira de suas muitas viagens à África. Casa-se em 1895 com a prima Madeleine Rondeaux, união repleta de intervalos de separação por causa de suas inclinações homossexuais. Em 1908 funda com alguns amigos a Nouvelle Révue Française, revista literária de vanguarda. Entre seus melhores trabalhos estão Les Nourritures Terrestres (Os Frutos da Terra, 1897), uma prosa de confissão da própria personalidade; Les Faux Monnayeurs (Os Falsos Moedeiros, 1926), um socrático diálogo em defesa da homossexualidade pelo qual é violentamente atacado, até mesmo por amigos íntimos; Voyage au Congo (Viagem ao Congo, 1927), crítica à colonização francesa, além das traduções de Édipo e Hamlet. Em 1947 recebe o Prêmio Nobel de Literatura. Morre em Paris.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANDRÉ JOÃO ANTONIL

Jesuíta italiano. É autor de Cultura e Opulência do Brasil por Suas Drogas e Minas, obra que retrata a economia brasileira durante os séculos XVII e XVIII. João Antônio Andreoni (1650-1716), conhecido como André João Antonil, nasce em Lucca, na região da Toscana. Forma-se em direito pela Universidade de Perúgia e aos 18 anos ingressa na Companhia de Jesus, em Roma. Vem para o Brasil em 1681 e instala-se em Salvador (BA). Durante a sua carreira dentro da ordem jesuítica, passa por vários cargos - mestre de noviços, reitor do Colégio de São Salvador, visitador e provincial do Brasil. Em 1711 escreve Cultura e Opulência do Brasil por Suas Drogas e Minas, com descrições detalhadas sobre a produção de açúcar, tabaco, mineração, criação de gado e escravidão na colônia. Com base em suas pesquisas, fornece dados que são mantidos em sigilo pelo governo português, como as informações sobre o ouro. Observa ele que apenas uma parte menor do minério brasileiro fica em poder do Brasil e de Portugal. A Coroa rapidamente confisca a edição do livro, temendo invasões de outras nações interessadas nas riquezas do solo brasileiro. Somente em 1837 a obra é novamente editada no Rio de Janeiro. André João Antonil também é considerado responsável pelo levantamento póstumo dos textos e sermões do padre Antônio Vieira, um dos principais nomes da prosa barroca do século XVII. Morre em Salvador (BA).



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANDRÉ REBOUÇAS

Engenheiro baiano. Militante abolicionista e responsável por importantes obras ferroviárias, portuárias e de abastecimento de água em diversas províncias do país. André Pinto Rebouças (13/1/1838-9/5/1898) nasce em Cachoeira. Em 1858 diploma-se em matemática e ciências físicas na Escola Militar do Rio de Janeiro e, dois anos depois, em engenharia. Viaja para a Europa, onde se especializa em obras portuárias. De volta ao Brasil, é pioneiro em mecânica dos solos e no emprego do cimento Portland, feito de areia, cimento e água. Construtor das primeiras docas de Pernambuco, Rio de Janeiro, Maranhão, Paraíba e Bahia, trabalha também na instalação de núcleos coloniais às margens dos rios Paraná e Uruguai. É militante do movimento abolicionista, ao lado de José do Patrocínio. Com Joaquim Nabuco funda o Centro Abolicionista da Escola Politécnica, em que atua como professor e jornalista. Publica uma série de artigos na Gazeta da Tarde intitulados Abolição Imediata e sem Indenização, que são usados no manifesto da Confederação Abolicionista. Defende a reestruturação da sociedade brasileira por meio de uma reforma agrária que favoreça os escravos. Amigo íntimo de Carlos Gomes, registra em seus diários importantes passagens da carreira do maestro no Brasil e na Europa. Em diversas ocasiões intercede a dom Pedro II para pedir ajuda financeira às encenações das óperas do amigo. Defensor da monarquia, exila-se na África após a proclamação da República. Durante os seis anos que vive no continente africano, promove diversas campanhas de libertação dos negros. Visita diversas colônias portuguesas e decide morar na Ilha da Madeira. Morre em Funchal aos 60 anos.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANDRÉ VESÁLIO


Médico belga (1514-1564), fundador da anatomia moderna. Seu nome original, Andries van Wesel, é posteriormente latinizado para Andreas Vesalius. Nasce em Bruxelas, filho de um boticário. Estuda medicina em Louvain, na Bélgica, e especializa-se em anatomia e cirurgia na Universidade de Pádua, na Itália, na época a mais importante da Europa. Em 1537 é nomeado professor da universidade italiana e dá aulas também em Pisa e Bolonha. Em 1544 torna-se médico particular de Carlos V e, em 1559, de Felipe II, ambos reis da Espanha. Publica em 1538, em Veneza, as Seis Pranchas Anatômicas, nas quais antecipa a moderna nomenclatura de anatomia. Sete Livros sobre a Estrutura do Corpo Humano, sua obra mais significativa e publicada em 1543, descreve os sistemas muscular e ósseo e contesta os ensinamentos dos médicos antigos. É condenado à morte pela Inquisição em 1561, por haver dissecado um corpo humano. Felipe II consegue comutar a pena para uma peregrinação a Jerusalém. Morre na volta, quando o navio em que viaja naufraga na ilha de Zante, na costa da Grécia.


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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANDRÉ VIDAL DE NEGREIROS

Administrador colonial e militar paraibano. Um dos líderes da Insurreição Pernambucana de 1645, que põe fim ao domínio holandês em Pernambuco. André Vidal de Negreiros (1606-1682) nasce no Engenho São João, filho do proprietário. Aos 18 anos entra para o exército colonial e, em 1638, destaca-se na luta pela defesa de Salvador, na Bahia, contra os ataques holandeses comandados por Maurício de Nassau. Viaja para Portugal e Espanha, onde permanece por oito anos e obtém os títulos de mestre-de-campo e comandante de terço (tropa). De volta ao Brasil atua novamente na insurreição contra os invasores holandeses, desta vez em Pernambuco. Durante o conflito, o imperador português dom João IV decide fazer acordos com os holandeses e sufocar a rebelião. Negreiros entra em choque com a Coroa ao dar continuidade aos combates. Na ocasião declara que prefere subestimar as ordens do rei e ser castigado a compactuar com os invasores. Em 1654, os holandeses são definitivamente derrotados e abandonam a região. Ao lado de João Fernandes Vieira, Henrique Dias e Filipe Camarão, é um dos heróis do movimento, com atuação destacada nas batalhas de Guararapes (1648 e 1649). Fica encarregado de negociar a rendição com os holandeses e de comunicar dom João IV. Ao chegar em Lisboa, em 1655, recebe condecorações e é nomeado governador do Maranhão e do Grão-Pará. Em 1657 torna-se governador de Pernambuco, onde fica até 1661, quando assume o governo de Angola, colônia portuguesa na África. Regressa ao Brasil em 1666 e no ano seguinte é novamente nomeado governador de Pernambuco. É pai de 30 filhos e cinco filhas. Morre em Goiana, interior do estado.


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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANDREI SAKHAROV


Físico nuclear russo (21/5/1921-14/12/1989). Ganha o Prêmio Nobel da Paz de 1975 pela luta contra a repressão aos dissidentes do regime soviético e em defesa dos direitos humanos. Andrei Dmitrievitch Sakharov nasce em Moscou, filho de um físico, e ainda criança revela aptidão para o estudo de ciências. Obtém o doutorado precocemente, com 26 anos. Trabalha os 20 anos seguintes pesquisando a primeira bomba de hidrogênio soviética, mas se manifesta contra o uso do artefato mesmo em testes, em 1961. Pede a redução das armas nucleares e a coexistência pacífica entre países comunistas e capitalistas em um ensaio publicado em 1968 no Ocidente, Pensamentos sobre o Progresso, a Coexistência Pacífica e a Liberdade Intelectual. Na década de 70, amplia sua campanha de defesa dos direitos humanos dos dissidentes soviéticos, o que lhe vale o Nobel da Paz em 1975. A denúncia da invasão do Afeganistão pela União Soviética e seu clamor pelo boicote mundial às Olimpíadas de Moscou, em 1979, leva-o ao exílio, em Gorki, em janeiro de 1980. É reabilitado somente seis anos depois, no governo de Mikhail Gorbatchov. Em 1989, ano de sua morte, é eleito para o Congresso dos Deputados do Povo.



publicado por LUCIANO às 14:00
Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANDREI TARKÓVSKI


Cineasta russo (4/4/1932-29/12/1986), considerado um dos mais importantes diretores de sua época. Nasce no distrito de Ivanov e cresce em uma vila de artistas perto de Moscou. Filho de poeta com uma atriz, desde a infância tem contato com os mais diversos ramos da arte. Estuda música, pintura, escultura e geologia, além do idioma árabe. Em 1954 cursa a Escola de Cinema de Moscou e, em 1962, realiza o primeiro longa-metragem, A Infância de Ivan, que lhe rende o Leão de Ouro do Festival de Veneza. O filme conta as proezas de um jovem órfão nas tropas da linha inimiga durante a guerra. Enfrenta problemas com as autoridades soviéticas com Andrei Rublev (1966). Considerada antinacionalista, a fita apresenta um retrato dessacralizado da Rússia medieval, chocando as autoridades russas. A censura política proíbe sua exibição no exterior por cinco anos. Quando liberado, é aclamado como o produto cinematográfico soviético mais importante da época. A ficção científica Solaris (1972) ganha prêmio especial do júri em Cannes. Por causa das dificuldades com o regime soviético, muda-se para a Itália no início dos anos 80. Sua obra se caracteriza por planos longos e ritmo lento, como em Stalker (1979) e Nostalgia (1982). Termina o último trabalho, O Sacrifício (1986), gravemente doente. Morre em Paris.



publicado por LUCIANO às 13:58
Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANDRES SEGOVIA


Violonista clássico espanhol (18/2/1894-2/6/1987). Um dois mais importantes instrumentistas do século XX, é responsável pela revalorização do violão nos concertos eruditos. Seu virtuosismo estimulou compositores contemporâneos como Alfredo Casella, Castelnuovo-Tedesco, Joaquín Turina e Heitor Villa-Lobos a criar obras especialmente para o instrumento. Nascido na cidade de Linares, Andaluzia, Andrés Segovia estuda piano e violoncelo desde a infância, mas logo se interessa pelo violão, apesar do desprezo com o qual o instrumento era visto na época. As dificuldades para encontrar professores obrigam-no a desenvolver técnica própria, de maneira autodidata e intuitiva. Em 1909 apresenta-se em público pela primeira vez, em Granada, e viaja em seguida pela Espanha e pela América Latina. Já consagrado nesses locais, estréia profissionalmente em Paris, em 1924. Durante sua carreira, amplia o repertório e as possibilidades expressivas do violão, mediante a transcrição para este instrumento de mais de 150 peças de compositores barrocos – em especial Bach, Couperin e Lameau –, escritas originalmente para alaúde, guitarra espanhola e cravo. Morre em Madri.



publicado por LUCIANO às 13:55
Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANDY WARHOL


Artista plástico e cineasta norte-americano (6/8/1928-22/2/1987). Um dos expoentes da pop art, revoluciona a arte dos Estados Unidos. Filho de imigrantes tchecos, forma-se em desenho industrial em Pittsburgh, sua cidade natal, e muda-se para Nova York. Trabalha como ilustrador de publicidade e começa a pintar no fim dos anos 50. Atinge o sucesso em 1962, quando expõe quadros de imagens da cultura de massa: garrafas de Coca-Cola e latas de sopa Campbell. A partir de 1963 utiliza a serigrafia, técnica que permite a reprodução ilimitada das imagens, realizando séries de retratos de celebridades norte-americanas, como Marilyn Monroe. Em 1966 realiza o filme The Chelsea Girls, já apresentando as principais características de seu cinema underground: diálogos improvisados, imagens não editadas, enredo não-linear, alto erotismo e longa duração (sete horas). Warhol é um dos grandes agitadores culturais dos anos 60 e 70, transformando seu estúdio em Nova York, o Factory, em ponto de encontro de músicos e artistas. Morre em Nova York. Em 1994 é aberto em Pittsburgh o Andy Warhol Museum, o maior dos EUA dedicado a um só artista.



publicado por LUCIANO às 13:53
Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANGELO AGOSTINI

Desenhista, ilustrador e caricaturista brasileiro de origem italiana. É considerado o primeiro cartunista do Brasil. Angelo Agostini (1843-1910) nasce em Vercelli, no Piemonte, e passa a infância e a adolescência com sua avó em Paris, onde estuda pintura. Chega a São Paulo aos 16 anos, acompanhando a mãe, cantora lírica, em turnê pelo país. Em 1864 começa a desenhar para a revista Diabo Coxo e faz ilustrações satíricas, usando o imperador dom Pedro II como tema constante. Em 1867 muda-se para o Rio de Janeiro e cria suas primeiras histórias ilustradas, como As Cobranças. Trabalha também em revistas como O Arlequim (1867), Vida Fluminense (1868), O Mequetrefe e O Mosquito (1868). Sua primeira história com personagem fixo, intitulada de As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte, é publicada na revista Vida Fluminense. Em 1876 funda a Revista Ilustrada, publicação de desenho humorístico muito popular na época, na qual desenvolve As Aventuras de Zé Caipora, a primeira história em quadrinhos de longa duração feita no país. Na revista retrata também, com humor ferino, a vida política nacional. A repercussão de suas charges e caricaturas, favoráveis a teses liberais, como o fim da escravidão e a proclamação da República, leva o deputado abolicionista Joaquim Nabuco a conceder-lhe o título de cidadão brasileiro. Em 1888 parte para a Europa e, na volta, trabalha na revista Dom Quixote. Em seguida vai para a editora O Malho, que lança a revista O Tico-Tico (1905). Suas litografias também influenciam importantes desenhistas da época.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANÍBAL


General cartaginês (247 a.C.-182 a.C.). Nasce em Cartago, na atual Tunísia, cidade-estado poderosa que dominava boa parte do comércio no mar Mediterrâneo. Aos 9 anos, vai para a Espanha, parte do Império Cartaginês. Nutre profundo ódio por Roma, que disputa com Cartago a hegemonia comercial no Mediterrâneo em conflitos que foram chamados de Guerras Púnicas. Em 221 a.C. assume o comando do Exército e, dois anos depois, destrói Sagunto, cidade espanhola aliada dos romanos, dando início à II Guerra Púnica. Decidido a atacar Roma, Aníbal organiza um exército com 90 mil homens de infantaria, 12 mil cavaleiros e 37 elefantes. Perde boa parte dele nas batalhas que precisa travar para atravessar os Pirineus e os Alpes e fica cego de um olho por causa de uma infecção. Mesmo assim, chega às portas de Roma, mas antes de atacar a cidade inimiga tem de voltar a Cartago, sitiada pelo cônsul romano Cipião. Vencido na Batalha de Zama (202 a.C.), é obrigado a aceitar a paz imposta por Cipião. Nomeado mais tarde um dos magistrados supremos de Cartago, organiza alianças no Oriente contra Roma. Novamente derrotado, rende-se em Creta e refugia-se na Bitínia, onde se suicida para não ser preso pelos romanos.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANÍSIO TEIXEIRA

Educador baiano. Responsável pelas reformas do sistema educacional brasileiro que mudaram os rumos do ensino no país. Anísio Spínola Teixeira (12/7/1900-11/3/1971) nasce na cidade de Caitité, no sertão baiano. Estuda em colégios jesuítas em Salvador e forma-se em direito no Rio de Janeiro, em 1922. Volta à Bahia e ocupa o cargo de diretor geral da instrução pública de 1924 a 1929. Reforma o sistema escolar baiano que, nesse período, consegue triplicar o número de matrículas oferecidas. Publica Aspectos Americanos da Educação em 1928. No ano seguinte, conclui a formação em educação no Teacher's College, da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos. Regressa ao Brasil em 1929 e assume a cadeira de filosofia e história da educação da Escola Normal de Salvador. Muda-se para o Rio de Janeiro dois anos mais tarde, trabalhando primeiro como funcionário do Ministério da Educação e Saúde Pública e depois como diretor-geral do Departamento de Educação do Distrito Federal. Em 1932 é signatário do Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova, que propõe a adoção de um sistema escolar público, gratuito, obrigatório e leigo. Desempenha papel de destaque na organização do ensino no país ao aumentar significativamente o número de escolas, implantar programas de treinamento para os professores e aprimorar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Escreve, entre outros livros, A Universidade e a Liberdade Humana (1954) e Educação no Mundo Moderno (1969). Morre no Rio de Janeiro.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANITA GARIBALDI


Revolucionária catarinense. Conhecida por participar da Revolta dos Farrapos e da campanha de unificação da Itália. Ana Maria Ribeiro da Silva (1821 - 4/8/1849) nasce na cidade de Laguna, atual Morrinhos, filha de família humilde. Casada com um sapateiro, apaixona-se pelo italiano Giuseppe Garibaldi, que luta na Revolta dos Farrapos. Deixa o marido e acompanha o revolucionário, participando de várias batalhas. Em 1839 é capturada durante a Batalha de Curitibanos, mas consegue fugir a nado pelo rio Canoas, para se encontrar com Garibaldi em Vacaria. Dois anos mais tarde vai para o Uruguai, onde integra a defesa de Montevidéu contra o ex-presidente Oribe. No ano seguinte se casa com Garibaldi e parte para a Itália. Segue lutando ao lado dele na unificação do país, dando provas de grande bravura, em episódios como a Batalha do Gianicolo. Com a derrota de Garibaldi, os dois são forçados a fugir de Roma, vestidos como soldados. Na viagem para a Suíça, Anita adoece e morre perto de Ravena.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANITA MALFATTI

Pintora paulista. Uma das grandes inspiradoras do movimento modernista, pioneira na renovação das artes plásticas no Brasil. Anita Malfatti (2/12/1896 - 6/11/1964) nasce em São Paulo. Estuda na Alemanha e nos Estados Unidos, onde recebe influência do expressionismo. De volta ao Brasil, realiza uma polêmica exposição individual em 1917, com quadros como O Homem Amarelo, O Japonês e A Mulher de Cabelos Verdes. A mostra provoca violenta reação de críticos conservadores, e Anita Malfatti é atacada pelo escritor Monteiro Lobato num artigo intitulado Paranóia ou Mistificação?, publicado no jornal O Estado de S. Paulo. A favor da artista reúnem-se Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Di Cavalcanti, Guilherme de Almeida e outros. O grupo organiza a Semana de Arte Moderna de 1922. A artista realiza mostras individuais em Berlim, Nova York e Paris. Participa da 1ª Bienal de Artes de São Paulo, em 1951, como artista convidada. A 7ª Bienal (1963) apresenta 45 trabalhos seus em sala especial. Morre no ano seguinte, em São Paulo. Entre suas principais obras estão Tropical (1916), A Estudante (1917), A Boba e Retrato de Mário de Andrade (1922).


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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANSELMO DUARTE

Cineasta e ator paulista. Considerado o primeiro grande galã do cinema nacional, é o único diretor de cinema brasileiro a receber a Palma de Ouro do Festival de Cannes. Anselmo Duarte Bento (21/4/1920-) nasce em Salto, numa família humilde. Aos 14, anos muda-se para São Paulo, para trabalhar e estudar. Forma-se em economia e, aos 21 anos, vai para o Rio de Janeiro, onde se emprega como corretor. Torna-se redator da revista Observador Econômico e Financeiro. Logo inicia sua carreira artística ao montar a primeira escola de dança do Rio e atuar como bailarino dos cassinos da Urca e do Icaraí. Passa a trabalhar como figurante em filmes nacionais. Estréia como ator em Querida Suzana (1947). Com os filmes A Sombra da Outra (1950) e Tico-Tico no Fubá (1952), em que interpreta o compositor Zequinha de Abreu, firma-se como galã. Em 1957, estréia na direção com Absolutamente Certo. Por seu segundo filme, O Pagador de Promessas (1962), recebe quatro prêmios internacionais, além da Palma de Ouro do Festival de Cannes, a primeira vitória de uma produção do terceiro mundo. Os protagonistas do filme são Leonardo Vilar, Dioníiso Azevedo e Geraldo del Rey. Dirige, entre outros filmes, Vereda da Salvação (1965), baseado em peça de Jorge de Andrade, impedido pelo Itamaraty de ser levado a Cannes por retratar brasileiros maltrapilhos; e Quelé do Pajeú (1969), primeiro nacional a ser produzido em 70mm. Lança o livro autobiográfico Adeus Cinema, em 1993, no qual responsabiliza o movimento do cinema novo por sua marginalização depois da premiação em Cannes, ao classificá-lo como um cineasta academicista. Volta a viver em Salto em 1997 e dedica-se à construção, compra e venda de imóveis. Seu filho, Anselmo Duarte Jr., fez um documentário sobre o pai, De Salto para o Cinema, lançado pela TV Cultura em 2001. Dividido em dez temas que contemplam fases marcantes da vida do ator e diretor , o documentário traz ainda depoimentos de mais de 45 artistas e a apresentação do ator Raul Cortez, que fala sobre o ideário cinematográfico e faz uma homenagem ao cineasta.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTHONY GAROTINHO


Político fluminense, ex-governador do estado do Rio de Janeiro. Anthony Willian Matheus de Oliveira (18/4/1960-) nasce em Campos e é criado pelo avô, imigrante libanês, desde a adolescência, quando perde o pai. Ganha o apelido de Garotinho ao iniciar a carreira de locutor em uma rádio local com apenas 15 anos. Forma-se técnico em contabilidade no Colégio Bittencourt e estuda teatro antes de ingressar na política. Começa como o vereador mais votado de Campos, em 1982. Na ocasião, não assume a vaga porque seu partido, o PT, não atinge o coeficiente eleitoral necessário. Em 1986, elege-se deputado estadual pelo PDT. Dois anos depois, assume a prefeitura de Campos, terminando o mandato com o título de melhor prefeito do país, atribuído pela Associação Brasileira de Municípios. Em 1996, reelege-se prefeito de Campos com 74% dos votos válidos. Deixa o cargo em abril para disputar o governo do estado pela coligação PDT, PT, PSB, PC do B e PCB. Vence o pleito no segundo turno. No transcorrer de seu governo, as alianças políticas que o elegeram começam a se desfazer, e Garotinho rompe com o PT. Em 2002, depois de demitir o secretário de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares, que denunciou a corrupção da polícia estadual, troca o PDT pelo PSB. Em abril de 2002 deixa o governo fluminense para concorrer à Presidência da República, obtendo a terceira maior votação no primeiro turno. No mesmo pleito, sua mulher, Rosângela Barros Assed Matheus de Oliveira, conhecida como Rosinha Garotinho, é eleita governadora do Rio de Janeiro. Em abril de 2003 Rosinha nomeia seu marido como Secretário de Segurança do Estado e em agosto ambos deixam o PSB, ingressando no PMDB.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTOINE LAVOISIER


Químico francês (26/8/1743-8/5/1794). Fundador da química moderna, autor da conhecida Lei de Lavoisier, enunciada de forma simplificada: "Na natureza nada se perde, nada se cria; tudo se transforma". Nasce em Paris e estuda matemática, astronomia, química, física, botânica e geologia. Aos 23 anos é premiado pela Academia de Ciências da França por seu Relatório sobre o Melhor Sistema de Iluminação de Paris. Em 1768 ingressa na academia como coletor de impostos e inspetor-geral das pólvoras e salitres. Entre 1785 e 1787, participa da comissão de agricultura governamental. Apresenta no Tratado Elementar de Química (1789) os fundamentos da nova nomenclatura, criada com o químico Berthollet com base no conceito de elemento químico. É famosa sua lei da conservação das massas, a Lei de Lavoisier, acima citada. Com a Revolução Francesa, elege-se deputado suplente dos Estados Gerais. Em 1790 participa da comissão de estudos sobre o novo sistema de medidas e, no ano seguinte, torna-se secretário do Tesouro francês. É preso em 1793, no chamado Período do Terror, em que a Convenção persegue os coletores de impostos e fecha as academias de ciências, consideradas reacionárias. Condenado à morte na guilhotina, é executado no ano seguinte em Paris.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTÓN TCHÉKHOV


Dramaturgo e escritor russo. É considerado um dos principais representantes do realismo. Nascido em Taganrog, porto do mar de Azov. Antón Pávlovitch Tchékhov (17/1/1860-2/7/1904) recebe educação tradicional, baseada nos clássicos gregos e latinos. Acaba sentindo aversão por essa literatura. Com a falência da família, dá aula particular para pagar os últimos anos de colégio. Em 1876 escreve histórias humorísticas para um jornal da cidade natal. Em 1879 vai para Moscou estudar medicina. Faz estágios em hospitais e publica seu primeiro livro de contos, Narrativas Coloridas, em 1886. Seus volumes de contos, como Palavras Inocentes (1887) e Histórias (1889), estão entre as obras-primas do gênero. Mostram o cotidiano do povo e rompem com a tradição da narrativa literária russa do século XIX. No teatro sua colaboração com o diretor Konstantin Stanislávski, do Teatro de Arte de Moscou, resulta em montagens antológicas, como A Gaivota (1898), Tio Vânia (1899) e As Três Irmãs (1901), responsáveis pela divulgação de sua obra por toda a Europa. Em 1897 contrai tuberculose e muda-se para a Criméia. Morre em uma clínica de repouso na cidade de Badenweiler, na Alemanha.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTON VON WEBER

Compositor austríaco (3/12/1883-15/9/1945). Um dos grandes nomes da escola dodecafônica. Anton Friedrich Ernst von Webern nasce em Viena, de ascendência nobre, e tem com a mãe as primeiras lições de música. Em 1902 entra na Universidade de Viena. De 1904 a 1908, torna-se pupilo de Arnold Schoenberg, que também dá aulas a Alban Berg. O trio inova a música erudita, abandonando o princípio de tonalidade. No início, a proposta não é bem aceita pelo público. Obras como a orquestral Passacaglia (1908) ainda seguem o tonalismo tradicional. Entre 1908 e 1909, Webern faz canções atonais sobre versos de Stefan George. Uma de suas características é a concisão - algumas peças duram poucos minutos e sua obra inteira tem cerca de três horas. Schoenberg formula o dodecafonismo em 1924, e seu antigo aluno adota o sistema. A execução desse tipo de música é proibida pelos nazistas, que acreditam tratar-se de um bolchevismo cultural por derrubar as hierarquias sonoras. Na II Guerra Mundial, quando o Exército russo se aproxima de Viena, Webern foge para Mittersill, próximo de Salzburg, onde é morto acidentalmente por um soldado das forças de ocupação norte-americanas.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTONI GAUDÍ


Arquiteto espanhol, é considerado a personalidade mais importante do modernismo catalão, ramo do movimento art nouveau, que pretende a integração entre arte, arquitetura e natureza. Antoni Plàcid Gaudí y Cornet (25/6/1852-10/6/1926) nasce em Reus, perto de Tarragona, e estuda na Escola de Arquitetura de Barcelona. De hábitos austeros, mantém-se solteiro e dedica sua vida à arquitetura, que considera a síntese de todas as artes. A influência de arquitetos da Idade Média é clara já em suas primeiras obras, como a Casa Vicens e o Palácio Güell. Também nesses dois exemplos se notam algumas características constantes na obra de Gaudí: a concepção do prédio como um todo e a abundância de elementos hispano-arábicos. A maior parte de seus trabalhos se encontra na cidade de Barcelona ou nos arredores, como o Parque Güell (1910-1914), feito de fragmentos de ladrilhos, azulejos e outros materiais que o tornam parecido com um imenso mosaico, e a Igreja da Sagrada Família, iniciada em 1883 e ainda em construção, que combina elementos góticos, românticos e modernos. Gaudí morre atropelado por um bonde.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTONIN ARTAUD


Poeta e diretor teatral francês (4/9/1896-4/3/1948). Ligado ao movimento dadaísta e ao surrealismo, é considerado o renovador do teatro francês nos anos 30. Nasce em Marselha e vive em Paris a partir de 1920. Trabalha na revista Demain e, em 1925, publica um livro de poemas surrealistas. Em 1932 lança o Manifesto do Teatro da Crueldade, no qual defende a ruptura com os padrões tradicionais do teatro em nome do "drama metafísico". Para ele, as obras teatrais só têm sentido se expressarem o sofrimento básico do homem e liberarem as forças inconscientes da platéia. Para dar nova dimensão à arte da representação, pesquisa as origens da dramaturgia e evoca a tragédia antiga, os mistérios e a magia do teatro da Idade Média. Em 1935 encena o drama Les Cenci, que é rejeitado pelo público. No ano seguinte refugia-se no México, onde vive entre os índios tarahumara, e publica As Novas Revelações do Ser. Teoriza sobre o teatro da crueldade em O Teatro e Seu Duplo (1938). Passa os últimos dez anos de vida internado em hospitais psiquiátricos.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTÔNIO BANDEIRA

Pintor e desenhista cearense (26/5/1922-6/10/1967). Pioneiro do abstracionismo informal na pintura brasileira. Nasce em Fortaleza e começa na pintura como autodidata, no início da década de 40. É um dos fundadores do Centro Cultural Cearense de Belas-Artes – mais tarde Sociedade Cearense de Artes Plásticas –, no qual participa de coletivas e faz a primeira exposição individual, em 1942. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1945. No mesmo ano mostra seu trabalho na então capital federal e ganha uma bolsa do governo francês para estudar em Paris. Lá, forma com os pintores Camille Bryen e Wols o grupo Banbryols. Depois de uma fase de paisagens expressionistas, pinta formas abstratas, seguindo o movimento que começa a crescer nas artes. Em 1950 volta ao Brasil, onde fica até 1954, retornando então para a França. Nesse período expõe na Associação Brasileira de Imprensa (1951) e no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1951 e 1953). Participa ainda do Salão Nacional de Arte Moderna, em 1952 e 1953, e das bienais de São Paulo de 1953, 1955 e 1959. Na década de 50 e início da de 60 realiza outras mostras individuais e coletivas no Brasil e em muitas capitais européias. Morre em Paris.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTÔNIO BORGES DE MEDEIROS

Político gaúcho. Governador do seu estado em diversos mandatos, tem papel de destaque na Revolução de 1930. Antônio Augusto Borges de Medeiros (19/11/1864 - 25/4/1961) nasce em Cachoeira do Sul, onde estuda o primário e o secundário. Começa em São Paulo o curso de direito, que conclui no Recife, em 1885. De volta à cidade natal, trabalha como advogado até ingressar na política pelo Partido Republicano, em 1887. Deputado constituinte em 1890, apóia o presidente Floriano Peixoto na Revolta Federalista de 1893. Assume pela primeira vez o Executivo gaúcho em 1898 e, com pequenas interrupções, mantém-se no cargo até 1908. Volta ao governo cinco anos depois e se reelege duas vezes consecutivas, em 1917 e 1922. Como presidente estadual do Partido Republicano gaúcho, tem importante papel na Revolução de 1930, movimento político-militar que derruba o presidente Washington Luis e leva Getúlio Vargas ao poder. Alia-se logo depois, porém, ao movimento pela convocação de uma assembléia nacional constituinte para a redemocratização do país. Com o apoio dos políticos gaúchos Flores da Cunha e Raul Pilla, do Partido Liberal, organiza o movimento de solidariedade ao Partido Democrático de São Paulo, que reivindica a mesma causa. Liga-se ao movimento dos paulistas na Revolução Constitucionalista de 1932, opondo-se ao governo federal. Com o fracasso do movimento, é preso e confinado no Recife. Anistiado pelo governo de Getúlio Vargas, elege-se deputado à Assembléia Constituinte em 1934. Abandona a política com a instalação do regime do Estado Novo em 1937.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTÔNIO CALLADO


Escritor, dramaturgo e jornalista fluminense. Um dos principais romancistas brasileiros da segunda metade do século. Antônio Carlos Callado (26/1/1917-28/1/1997) nasce em Niterói e começa a carreira jornalística no Correio da Manhã. Forma-se em direito e, em 1941, muda-se para Londres, onde trabalha na BBC. Volta ao Brasil em 1947. Cobre a Guerra do Vietnã para o Jornal do Brasil em 1968. É eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1994. Destaca-se não só pelo texto bem-cuidado como também pelo engajamento político. Em Quarup (1967), cuja história se passa entre 1954 e 1964, o autor mostra a conscientização política de um religioso. Em Bar Don Juan (1971), traça um retrato psicológico da "esquerda festiva", rótulo irônico dado às pessoas que, reunidas em mesas de botequim, esboçavam planos para a derrubada do regime militar que se havia instalado no Brasil em 1964. Reflexos do Baile (1976) é considerado sua obra-prima, e Ruy Guerra transforma Quarup em filme. É autor também de Assunção de Salviano (1954), A Madona de Cedro (1957). Para o teatro, escreveu peças como Pedro Mico (1956) e Cidade Assassinada (1957). Morre no Rio de Janeiro.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTÔNIO CANDIDO

Escritor, ensaísta e professor universitário fluminense. É o mais importante crítico literário brasileiro. Antonio Candido de Melo e Sousa (24/7/1918-) nasce no Rio de Janeiro, mas vive desde a infância em Minas Gerais, estado de origem de sua família. Em 1937 inicia os cursos de direito e de ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP). Abandona o primeiro logo depois e forma-se em ciências sociais em 1941. Torna-se livre-docente de literatura brasileira em 1945 e doutor em ciências em 1954. Em 1974, passa a professor titular de teoria literária e literatura comparada da USP, cargo em que se aposentaria em 1978. De 1964 a 1966, é professor associado da Universidade de Paris e, em 1968, professor visitante da Universidade de Yale (EUA). Nos anos 40, funda a revista literária Clima, em que exerce o cargo de redator-chefe. Entre 1956 e 1960, escreve no Suplemento Literário do jornal O Estado de S. Paulo, que foi organizado por ele. De suas obras de crítica literária, a mais importante é Formação da Literatura Brasileira (Momentos Decisivos), de 1959. Em Os Parceiros do Rio Bonito (1964), faz um estudo sobre o caipira paulista e sua transformação.O livro é considerado um clássico em ensaio sociológico e inspira trabalhos artísticos como a peça Na Carreira do Divino, de Carlos Alberto Soffredini, e Marvada Carne, de André Klotzel. É o quarto escritor brasileiro a receber o Prêmio Camões, em julho de 1998. Em 1999, o Memorial da América Latina expõe toda sua obra e a edição original do livro Formação da Literatura Brasileira, na data de aniversário da publicação, além de fotos e textos de outros autores sobre Antonio Candido. É professor emérito da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), da Faculdade de Ciências e Letras de Assis, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e é, também, professor doutor honoris causa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em 2001, publica a biografia de seu avô Antonio Nicolau Tolentino, Um funcionário da Monarquia - Estudo Sobre o Segundo Escalão.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTÔNIO CARLOS ANDRADA E SILVA


Magistrado, político e orador paulista. Irmão de José Bonifácio Andrada e Silva, chefia o movimento que antecipa a maioridade de dom Pedro II. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva (1º/1/1773-5/12/1845) nasce na cidade de Santos. Diplomado em filosofia e direito pela Universidade de Coimbra, inicia carreira política em sua cidade natal. É nomeado ouvidor e corregedor em Olinda (PE), mas é preso após participar da Revolta Pernambucana de 1817. Levado a ferros para a Bahia, permanece encarcerado até ser eleito deputado das Cortes de Lisboa em 1821. Em Portugal revela-se notável orador parlamentar, defendendo a autonomia brasileira e recusando-se a assinar a Constituição que recolocava o país em situação colonial. Em seguida à independência do Brasil torna-se líder da Assembléia Constituinte de 1823, que é dissolvida por dom Pedro I algum tempo depois. Preso e deportado, Antônio Carlos volta ao cenário político nacional apenas no final da Regência. Durante o Segundo Reinado ocupa a pasta do Império, no que ficou conhecido como "ministério das famílias", por dele participarem membros das famílias Andrada, de São Paulo, e Cavalcanti, de Pernambuco. Na reunião em que o imperador destitui o ministério, diz para o irmão Martim Francisco, ministro da Fazenda: "Não te disse, Martim, que quem se mete com criança amanhece molhado? Vamos embora". Morre no Rio de Janeiro.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTÔNIO CARLOS GOMES


Compositor, instrumentista e regente paulista. O mais importante operista brasileiro. Antônio Carlos Gomes (11/7/1836-16/9/1896) nasce em Campinas. Aprende com o pai, o músico Manoel José Gomes, a tocar clarineta e violino e, aos 11 anos, começa a estudar piano. Durante a adolescência apresenta-se com alguns dos 25 irmãos na banda familiar montada pelo pai, para animar bailes. Aos 18 anos escreve uma missa para uma igreja da cidade. Continua os estudos de violino em São Paulo e obtém sucesso com o Hino Acadêmico, em 1859, e a modinha Quem Sabe?, em 1860. No mesmo ano muda-se para o Rio de Janeiro e matricula-se no Conservatório de Música, no qual encena suas primeiras óperas: A Noite do Castelo (1861) e Joana de Flandres (1863). Esta lhe vale uma bolsa de estudos do imperador dom Pedro II para estudar em Milão, na Itália, em 1863, onde se diploma maestro três anos mais tarde. Ganha projeção internacional ao apresentar no Teatro Scala de Milão a ópera O Guarani (1870), baseada no romance de José de Alencar. É condecorado por dom Pedro II com a Ordem da Rosa, a comenda máxima do Império. No ano seguinte casa-se com a italiana Adelina Peri. Ainda na Itália, escreve, entre outras, as óperas Fosca (1873) e O Escravo (1888), suas obras-primas. Lançada no Teatro Scala de Milão, a ópera Fosca é mal recebida pelo público e pela crítica, embora mais tarde seja considerada a sua obra mais importante. Retorna ao Brasil em 1880 na Excursão Lírica Tomás Passini, que viaja em turnê pelo país e tem recepção triunfal. Em 1889 estréia a ópera Lo Schiavo no Teatro Lírico, no Rio de Janeiro, patrocinada pela princesa Isabel, a quem dedica sua composição. Recebe convite para dirigir a Escola de Música de Veneza e o Conservatório do Pará. Doente, prefere voltar ao Brasil. Morre em Belém no ano seguinte.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES


Político baiano e senador.. Antônio Carlos Peixoto de Magalhães (4/9/1927-20/7/2007) nasce em Salvador. Forma-se em medicina na Universidade Federal da Bahia, mas não chega a exercer a profissão. Filiado à União Democrática Nacional (UDN), elege-se deputado estadual pela primeira vez em 1954. Reelege-se mais duas vezes para o cargo até ser nomeado prefeito de Salvador pelo regime militar, em 1967. Chega ao governo do estado em 1971, eleito pela maioria arenista na Assembléia Legislativa da Bahia. Conservador, apóia o golpe de 1964 e o regime militar, exercendo grande influência no governo na gestão Geisel (1974-1979), quando preside a Eletrobrás. Em 1984, na transição do governo militar para o civil, apóia a candidatura à Presidência da República de Tancredo Neves, da Aliança Democrática, contra Paulo Maluf. No governo de José Sarney, assume o Ministério das Comunicações. Chega ao governo da Bahia pelo voto direto em 1990, já pelo Partido da Frente Liberal (PFL). Conquista uma cadeira no Senado em 1994, tornando-se presidente da Casa em 1997. Em abril de 1998, sofre duro golpe com a morte do filho, o deputado federal Luís Eduardo Magalhães, vítima de infarto. O senador planejava tornar o filho seu sucessor político. Em 2001, renuncia ao cargo após ser acusado de mandar violar o painel eletrônico do Senado com o objetivo de descobrir o voto dos parlamentares que resultou na cassação do senador Luís Estevão. Em 2002, é reeleito senador pela Bahia.Morre aos 79 anos de idade no dia 20 de julho de 2007 em razão de falência múltipla dos órgãos e insuficiência cardíaca.



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Quinta-feira, 06 DE Março DE 2008

ANTÔNIO CONSELHEIRO

ANTÔNIO CONSELHEIRO, MORTO APÓS BATALHA FINAL EM CANUDOS
Líder popular e religioso cearense. Pregador messiânico e anti-republicano, liderou em Canudos um dos maiores movimentos populares do século XIX no país. Antônio Vicente Mendes Maciel (1828 - 1897) nasce em Quixeramobim e, na juventude, divide-se entre o trabalho no armazém da família e o cartório, onde se prepara para a carreira de advogado. Mas a fuga da mulher com outro homem muda sua vida. Entre 1850 e 1870 percorre o sertão trabalhando na reconstrução de igrejas e cemitérios, ouvindo pessoas e pregando o Evangelho. Entra em choque com as autoridades de Bom Conselho (PE), em razão da cobrança de impostos municipais, e passa a destruir os editais que a anunciam. Critica a República, atribuindo ao novo regime a piora de vida dos pobres. Proibido pela Igreja e perseguido pela polícia, embrenha-se no sertão nordestino. Milhares de sertanejos o seguem até o norte da Bahia, onde se fixa primeiro no Arraial do Bom Jesus, em 1874, e a seguir no Arraial do Belo Monte, em Canudos. Com quase 30 mil habitantes, a comunidade prospera e começa a inquietar os fazendeiros e a Igreja. Conselheiro morre de causas naturais poucos dias antes de Canudos ser destruído por cerca de 6 mil soldados do Exército. A destruição é narrada no livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, considerado um clássico da literatura nacional.


publicado por LUCIANO às 05:48

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Março 2008

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