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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ADHEMAR FERREIRA DA SILVA

Atleta paulista. Bicampeão olímpico na modalidade salto triplo. Adhemar Ferreira da Silva (29/9/1927-12/01/2001) nasce em São Paulo, no bairro da Casa Verde, onde vive até hoje. Filho de um ferroviário e de uma cozinheira, começa a trabalhar cedo para reforçar o orçamento doméstico e só aos 18 anos entra pela primeira vez em uma pista de atletismo, levado por um amigo. Entusiasma-se e passa a treinar duas ou três vezes por semana, na hora do almoço, por causa do trabalho. Destaca-se no salto triplo, modalidade da qual se torna recordista sul-americano e mundial. Representa o Brasil nas Olimpíadas de Helsinque, na Finlândia, em 1952, em que conquista uma medalha de ouro. Numa mesma tarde bate quatro vezes o recorde olímpico, chegando a saltar 16,22 m, marca que supera em 21 cm o recorde anterior, de 16,01 m (o atual é 18,09 m, estabelecido em 1996, em Atlanta). Quatro anos mais tarde, em Melbourne, na Austrália, fica outra vez com o ouro e estabelece novo recorde, de 16,35 m. Em 1960, tuberculoso, é desclassificado nos Jogos de Roma e, desde então, não participa mais de Olimpíadas. Forma-se em educação física, em direito e em relações públicas. Entre 1964 e 1967 é adido cultural na Embaixada Brasileira em Lagos, na Nigéria. Depois de anos trabalhando para o Estado, em atividades ligadas ao atletismo, assume em 1996 o cargo de coordenador da área de esportes das Faculdades Santana, em São Paulo.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ADHEMAR GONZAGA

Produtor e diretor de cinema fluminense. Fundador do primeiro grande estúdio brasileiro, a Cinédia. Adhemar de Almeida Gonzaga (26/8/1901-29/1/1978) nasce no Rio de Janeiro. A partir dos 6 anos, deperta tal interesse por cinema que seus pais chegam a interná-lo no Colégio Pio-Americano. Superada a oposição da família, em 1920 estréia como ator no curta-metragem publicitário Convém Martelar? e, em 1922, passa a escrever no Rio-Jornal. Em 1926 lança a revista Cinearte, publicação que chega a ter a maior circulação na América Latina de sua época. Dois anos depois dirige Barro Humano, grande sucesso de bilheteria. Viaja então para Hollywood e conhece produtores e artistas. Funda, em 1930, a Cinédia, no bairro carioca de São Cristóvão, estúdio que lança atores como Carmem Miranda, Marlene, Paulo Gracindo, Grande Otelo e Dalva de Oliveira. Em 46 anos, o estúdio produz cerca de 50 filmes, como A Voz do Carnaval (1936), precursor da chanchada, Boquinha de Seda (1936), Berlim na Batucada (1944), Pif-Paf (1945), O Ébrio (1946), Pinguinho de Gente (1949) e Salário Mínimo (1970). Em 1941 enfrenta as primeiras dificuldades financeiras por causa da escassez de matérias-primas, provocada pela II Guerra Mundial. Outra grave crise, em 1951, interrompe a produção do estúdio. Escreve uma série de críticas e crônicas e os livros A História do Cinema Brasileiro e Setenta Anos de Cinema Brasileiro. A Cinédia volta a funcionar em 1956, no bairro de Jacarepaguá, e, na década de 70, passa a ser alugado para novelas da Rede Globo e filmes publicitários. Gonzaga morre de parada cardíaca, no Rio de Janeiro.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ADOLF HITLER


Líder alemão (20/4/1889-30/4/1945). Nasce em Braunau, na Áustria. Em 1907, vai para Viena estudar desenho. Na época, toma contato com idéias anti-semitas e anticomunistas e as adota. Em 1913 muda-se para Munique, na Alemanha, fugindo do alistamento no Exército de seu país, mas ingressa no Exército alemão no início da I Guerra Mundial. Torna-se cabo e ganha duas vezes a Cruz de Ferro por bravura. Em 1919 filia-se ao Partido Operário Alemão (DAP), organização nacionalista anti-semita, e em 1921 passa a chefiá-lo, transformando-o em Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), apelidado de "nazi". É preso em 1923, durante nove meses, após uma tentativa de golpe de Estado – o putsch de Munique. Na prisão, escreve Mein Kampf (Minha Luta), em que expõe suas idéias. Com a Alemanha em grave crise econômica, milhões de desempregados aderem ao nazismo. Em 1933, Hitler torna-se cidadão alemão e é nomeado chanceler pelo presidente Hindenburg. Com a morte dele, Hitler instaura uma ditadura e assume o papel de führer (guia do povo alemão). Começa então sua expansão militar, a princípio tolerada pelas potências ocidentais. Com a invasão da Polônia em 1939, tem início a II Guerra Mundial. Hitler anexa vários países da Europa e ordena o extermínio de judeus – cerca de 6 milhões são mortos. Quando as tropas soviéticas cercam Berlim, em abril de 1945, suicida-se minutos depois de se casar com a amante Eva Braun.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ADOLFO AIZEN


Editor baiano (1907-1991), nascido na cidade de Juazeiro, um dos responsáveis pela popularização das histórias em quadrinhos no Brasil. Tendo mudado na adolescência para o Rio de Janeiro, inicia a carreira de jornalista no jornal fluminense O Malho. Numa de suas reportagens, visita os Estados Unidos e impressiona-se com o sucesso dos quadrinhos no país – na época, personagens como Flash Gordon e Tarzan criavam legiões de fãs. Aizen compra os direitos dos personagens da King Features Syndicate para publicá-los no Brasil. Em 1934, com o apoio de patrocinadores, lança no jornal A Noite o Suplemento Infantil com quadrinhos estrangeiros e nacionais – estes, assinados por Monteiro Filho. A iniciativa teve estrondoso sucesso; a publicação, a partir do 14º. número, torna-se independente e é rebatizada de Suplemento Juvenil. Em 1945, Aizen funda a Editora Brasil América (Ebal), dedicada exclusivamente a quadrinhos. Além de publicar produções americanas (Marvel, DC Comics, Disney, Mandrake, Fantasma, Dick Tracy), lança muitos artistas brasileiros, como Fernando Dias da Silva, Mário Jacy, Arcindo Madeira, Miguel Hochman, Mário Pacheco, Sálvio, Celso Barroso, Alcyro e Antonio Euzebio. Aizen "quadriniza" os clássicos da literatura (Edições Maravilhosas), a vida dos santos (Série Sagrada) , fatos históricos brasileiros (História do Brasil) e chega a lançar cerca de 40 revistas por mês. Só o Suplemento Juvenil chega à tiragem de 360 mil exemplares por edição. Com o decorrer do tempo e o acirramento da concorrência, sua editora vai perdendo os direitos de publicação de vários personagens estrangeiros e, partir de 1983, passa a dedicar-se apenas a livros infantis. Em 1981, aos 84 anos, Aizen morre no Rio de Janeiro. Em sua homenagem, a União Brasileira de Escritores instituiu o Prêmio Adolfo Aizen para autores de literatura infantil.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ADOLFO CAMINHA

Escritor cearense. Um dos principais representantes do naturalismo no Brasil, sua obra, densa, trágica e pouco apreciada na época, é repleta de descrições de perversões e crimes. Adolfo Ferreira Caminha (29/5/1867-1º/1/1897) nasce na cidade de Aracati. Ainda na infância se muda com a família para o Rio de Janeiro. Em 1883 ingressa na Marinha de Guerra, chegando ao posto de segundo-tenente. Cinco anos mais tarde se transfere para Fortaleza, onde é obrigado a dar baixa, depois de seqüestrar a esposa de um alferes, com a qual passa a viver. Trabalha como guarda-marinha e começa a escrever. Em 1893 publica A Normalista, romance em que traça um quadro pessimista da vida urbana, "esse acervo de mentiras galantes e torpezas dissimuladas". Vai para os Estados Unidos e, das observações da viagem, resulta No País dos Ianques (1894). No ano seguinte provoca escândalo, mas firma sua reputação literária ao escrever Bom Crioulo , obra na qual aborda a questão do homossexualismo. Colabora também com a imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do Comércio. Já tuberculoso, lança o último romance, Tentação, em 1896. Morre no Rio de Janeiro.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ADOLFO LUTZ

Médico e cientista fluminense. Criador da medicina tropical e da zoologia médica no Brasil, é responsável pela identificação dos principais agentes transmissores da malária. Adolfo Lutz (18/12/1855 - 6/10/1940) nasce no Rio de Janeiro, mas começa sua vida profissional como clínico na cidade paulista de Limeira. Em 1880 consegue o título de doutor em medicina pela Universidade de Berna, na Suíça. Freqüenta universidades importantes da Europa, como as de Londres, de Paris e de Viena, no período das excitantes descobertas médicas de Louis Pasteur. De 1890 a 1893 trabalha como especialista em hanseníase (lepra) no Havaí, assumindo a direção do Hospital Kalihi, na ilha de Molocai. De volta ao Brasil, dirige em São Paulo o Instituto Bacteriológico, hoje chamado de Instituto Adolfo Lutz em sua homenagem. Permanece no cargo até 1908. Convidado por Osvaldo Cruz, trabalha durante 32 anos na chefia de um dos setores do Instituto de Manguinhos, no Rio de Janeiro, onde morre. Participa de expedições pela região do rio São Francisco e pelo Nordeste e Sul do país para pesquisar doenças como hanseníase, esquistossomose, febre tifóide, malária e leishmaniose. Deixa publicados diversos trabalhos médicos.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ADOLPHO BLOCH

Jornalista, empresário da comunicação no Brasil, fundador da Editora Bloch e da Rede Manchete de Televisão. Adolpho Bloch (8/10/1908-19/11/1995) nasce na Rússia, na cidade de Jitomir, numa casa onde funciona a fábrica de gelo e a oficina de tipografia da família. De origem judaica, os Bloch fogem dos rigores da revolução bolchevique e chegam ao Brasil em 1922. Instalam-se no Rio de Janeiro, compram uma máquina tipográfica manual e começam a imprimir folhas numeradas para o jogo do bicho. Os negócios prosperam rapidamente e, no fim dos anos 1930, a família compra sua primeira casa e ergue um prédio de seis andares para a gráfica. Adolfo Bloch, a essa altura já encabeçando os negócios como o único varão entre cinco irmãs, presta serviços de impressão para as editora Brasil América, de Adolfo Aizen, e para a Rio Gráfica de Roberto Marinho, mas sonha em ter produtos editoriais próprios. Em 1952 lança a revista semanal Manchete, inspirada na francesa Paris Match. Pouco tempo após o lançamento, Manchete torna-se líder do mercado, superando a tradicional O Cruzeiro. Seguem-se outras publicações de sucesso: Amiga, Pais & Filhos, Ele &Ela, Geográfica Universal, Fatos & Fotos, Sétimo Céu e Desfile. Amigo íntimo de Juscelino Kubitschek, empresário famoso e influente, Bloch diversifica seus negócios. Nos anos 1970, monta estações de rádio AM e FM. Em 1983 dá seu passo mais ousado: colocar no ar a Rede Manchete de Televisão. Com a promessa de dar ao público uma programação de alto nível, investe pesadamente em instalações e profissionais, mas não obtém o retorno desejado. Endividada, a emissora famosa pelas coberturas do Carnaval carioca e pela antológica novela Pantanal é vendida em 1992. No ano seguinte, Bloch retoma a posse da Manchete na justiça, pois não recebe o pagamento combinado. Até 1995, o ano de sua morte, o empresário teve muitas dificuldades para reerguer a emissora. Em setembro de 2000, com 40 milhões de reais em dívidas, o império Bloch pede falência.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ADONIRAN BARBOSA


Compositor paulista. Sambista de obra original, que retrata com humor o cotidiano da população paulistana e as mudanças causadas pelo progresso. João Rubinato (6/8/1910 - 23/11/1982) nasce na cidade de Valinhos e passa parte da infância em Jundiaí. Em 1924, muda-se para Santo André, na Grande São Paulo, onde consegue empregar-se para ajudar a família. Aos 22 anos vai para São Paulo, onde se emprega como vendedor de tecidos e participa de programas de calouros no rádio. Nessa época adota o pseudônimo Adoniran Barbosa, somando o nome de seu melhor amigo – Adoniran –, e o sobrenome de um ídolo, o cantor Luís Barbosa. Em 1934, conquista o primeiro lugar no concurso carnavalesco da prefeitura de São Paulo, com a marcha Dona Boa, feita em parceria com J. Aimberê. Em 1941 começa a trabalhar como humorista, discotecário e locutor na Rádio Record. Seu primeiro grande sucesso, Saudosa Maloca, é gravado em 1955 pelo conjunto Demônios da Garoa. Em seguida compõe e lança outras músicas célebres, como Samba do Arnesto, Abrigo de Vagabundo e Trem das Onze. Seus sambas são paródias do modo de falar dos moradores de origem italiana de alguns bairros paulistanos, como Barra Funda e Brás. Uma de suas últimas composições é Tiro ao Álvaro, gravada por Elis Regina em 1980. Morre em São Paulo.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AFONSO EDUARDO REIDY

Arquiteto francês naturalizado brasileiro. Um dos principais renovadores da arquitetura brasileira e pioneiro em projetos de habitação social no país. Affonso Eduardo Reidy (26/10/1909-10/8/1964) nasce em Paris, filho de pai inglês e mãe brasileira. Ingressa aos 17 anos no curso de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Ainda estudante se torna assistente na elaboração do Plano Diretor da cidade do Rio de Janeiro. Forma-se em 1930 e desde o início trabalha no setor público. Um ano depois obtém o primeiro lugar no concurso para a construção do Albergue da Boa Vontade no Rio. Já demonstra priorizar a praticidade, o conforto e a economia em lugar da ornamentação. No mesmo ano passa a lecionar na escola de Belas-Artes e no ano seguinte torna-se arquiteto-chefe da prefeitura do Rio de Janeiro, então capital federal. Junto com Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, participa da construção do prédio do Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio da Cultura (1936-1942). Em 1948 torna-se diretor do departamento de urbanismo e comanda o projeto de urbanização do centro do Rio de Janeiro. Casa-se com Carmem Portinho, a terceira mulher a formar-se engenheira no Brasil. Em 1952, cria o Conjunto Residencial de Pedregulho, no Rio de Janeiro, obra que o torna precursor de projetos sociais da habitação e lhe dá o 1º prêmio da Bienal Internacional de São Paulo de 1953. Desde então, ganha projeção internacional. Em 1952 vence o concurso para projetar o Museu de Arte Moderna do Rio, construído entre 1954 e 1959. Outra de suas principais obras é o Museu Nacional do Kweit (1960). Morre de câncer no Rio de Janeiro.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AFONSO ARINOS

Jurista e político mineiro. Um dos principais opositores de Getúlio Vargas, é autor da lei que proíbe as discriminações por raça e cor. Afonso Arinos de Melo Franco (27/11/1905 - 27/8/1990) nasce em Belo Horizonte e forma-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Em 1943 é um dos autores do Manifesto dos Mineiros, que apressa a derrubada da ditadura Vargas. Elege-se deputado federal pela União Democrática Nacional (UDN), em 1947, e notabiliza-se pela lei que define como contravenção penal as práticas de discriminação por raça ou cor. Em 1954 lidera a campanha contra Getúlio Vargas na Câmara dos Deputados. Em 1958 elege-se senador. Ministro das Relações Exteriores em 1961 e 1962, apóia o golpe militar de 1964 contra João Goulart. Afasta-se dos militares por discordar das leis autoritárias, mas colabora propondo reformas constitucionais no governo Ernesto Geisel. É eleito senador em 1986, pelo estado do Rio de Janeiro, e preside a Comissão de Sistematização da Assembléia Nacional Constituinte.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AFONSO PENA


Político mineiro. Presidente da República de novembro de 1906 a junho de 1909. Afonso Augusto Moreira Pena (30/11/1847 - 14/6/1909) nasce em Santa Bárbara, filho de um imigrante português que vem procurar ouro em Minas, no início do século XIX. Estuda direito em São Paulo e entra na política em 1874, como deputado provincial. É eleito, em seguida, deputado por quatro legislaturas sucessivas, de 1878 a 1889. Além de legislador, também atua no Executivo, durante o Império, como chefe dos ministérios da Guerra (1882), da Agricultura (1883) e da Justiça (1885). Com a proclamação da República, é eleito deputado constituinte, em 1890, e presidente da província de Minas Gerais, em 1892. Promulga a lei que muda a capital mineira de Ouro Preto para Curral del Rei, onde é construída a cidade de Belo Horizonte. Elege-se presidente da República, em 1906, apoiado pela aliança política do café-com-leite, formada por paulistas e mineiros. Tão logo assume, toma medidas para valorizar o café na economia. Promove a construção de estradas de ferro e portos e amplia a colonização do interior brasileiro. Em 1907 amplia a rede de comunicações do país ao ligar a Amazônia ao Rio de Janeiro por meio do telégrafo. Em 1908 perde parte do apoio político por confiar a jovens lideranças a sua assessoria política. Além da perda de prestígio, sofre outra, com a morte do segundo de seus nove filhos com Maria Guilhermina de Oliveira Pena, com quem é casado desde 1875. Os dois episódios abalam sua saúde. Morre de pneumonia, no Rio de Janeiro, sem terminar o mandato.


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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AFRÂNIO COUTINHO

Ensaísta, crítico literário e jornalista baiano. Responsável pela introdução no Brasil, nos anos 50, do New Criticism norte-americano, movimento que considera a crítica de obra literária como fato autônomo e não vinculada a um contexto histórico determinado. Afrânio dos Santos Coutinho (15/3/1911-5/8/2000) nasce na cidade de Salvador, na Bahia, onde se forma em medicina em 1926. Não chega a exercer a profissão, preferindo dedicar-se à carreira de professor e crítico literário. Muda-se para o Rio de Janeiro e passa a dar aulas no Colégio Pedro II, em 1936. Entre 1942 e 1947 trabalha nos Estados Unidos, na edição da versão em português da Reader's Digest. De volta ao Brasil, cria a primeira cátedra de teoria e técnica literária do país, em 1948, na Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette, no Rio. Em 1958 torna-se catedrático de literatura brasileira e diretor da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 1962. Entre seus inúmeros livros se destacam A Filosofia de Machado de Assis (1940), Aspectos da Literatura Barroca (1950), Da Crítica e Da Nova Crítica (1957), Conceitos de Literatura Brasileira (1960) e Crítica e Críticas (1969). Em 1990 edita a Enciclopédia da Literatura Brasileira juntamente com J. Galante de Sousa. Morre no Rio de Janeiro.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AGATHA CHRISTIE


Escritora e dramaturga inglesa (15/9/1890-12/1/1976). Um dos maiores fenômenos da literatura mundial, com aproximadamente 2 bilhões de exemplares vendidos. Filha de pai norte-americano e mãe inglesa, seu nome de solteira é Agatha Mary Clarissa Miller. O sobrenome Christie vem do primeiro marido, um aviador inglês. Em 1917, desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, escreve o primeiro livro, O Misterioso Caso de Styles, publicado em 1920. Suas 87 obras seguintes – romances, memórias e peças teatrais – são, na maioria, de suspense e rendem-lhe o título de "rainha do crime". Escreve ainda seis romances sob o pseudônimo de Mary Westmacott. Seu personagem mais constante é o detetive Hercule Poirot, um belga, que aparece em 33 livros. Outra personagem conhecida é a curiosa Miss Marple, inspirada na avó de Agatha. Sua peça mais popular é A Ratoeira (1951), encenada mais de 13 mil vezes na Inglaterra. Alguns de seus livros se tornam filmes, como Assassinato no Expresso Oriente (1974) e Morte no Nilo (1978).


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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AGUINALDO SILVA


Escritor e jornalista pernambucano (7/6/1944). Com mais de 20 livros publicados, é roteirista de telenovelas e de minisséries da TV Globo. De família pobre, Aguinaldo Ferreira da Silva nasce em Carpina e lá mora até os 7 anos, quando se muda para o Recife. Estuda em ótimos colégios graças ao esforço dos pais. Aos 14 anos começa a trabalhar em um cartório e, com 16, publica o primeiro livro, A Redenção de Job. Torna-se em seguida repórter do recém-lançado jornal Última Hora, do Nordeste, a convite do jornalista Samuel Wainer. Dois anos mais tarde, muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha no Última Hora carioca e no Jornal do Brasil. Em 1974, passa a subeditor de assuntos policiais do jornal O Globo. Em razão dessa experiência, chega à TV Globo em 1978, como um dos roteiristas do seriado Plantão de Polícia, destacando-se na discussão dos problemas ligados à marginalidade. Em seguida escreve a primeira minissérie para a TV, Lampião e Maria Bonita. Em 1983, assina com Doc Comparato a minissérie Bandidos da Falange. No ano seguinte estréia como novelista, com Partido Alto. Alcança projeção nacional ao escrever com Dias Gomes a novela Roque Santeiro, em 1985. Escreveu O Outro (1987), Tieta (1989), Pedra sobre Pedra (1992), Fera Ferida (1993), A Indomada (1997), Suave Veneno (1999 ) e Porto dos Milagres (2001). Em 2004 emplaca novo sucesso, com Senhora do Destino. Entre seus livros publicados, destacam-se O Crime Antes da Festa e Sábado Maldito.


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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AKIHITO

Imperador do Japão (23/12/1933). Pertencente a uma dinastia que está no poder há mais de 2 mil anos, Tsegu Akihito nasce em Tóquio, filho do imperador Hiroíto, e cursa a Faculdade de Política e Economia da Universidade de Gagushuin. Coroado príncipe em 1951, aos 18 anos, fica conhecido por quebrar rígidas tradições da monarquia japonesa -- como jamais fumar em público – e, principalmente, por casar-se com uma plebéia, Michiko Shoda. Acompanhado da esposa, visita o Brasil em 1967 e retorna em 1978 para as comemorações do 70° aniversário da imigração japonesa. Em 1988, com o pai gravemente doente, assume a regência do Império e passa a desempenhar interinamente as funções de imperador, que hoje se resumem a reger cerimoniais. No ano seguinte, Hiroíto morre e Akihito é feito imperador. Seu reinado recebe o nome de Heisei, que significa Era da Paz e da Concórdia. Em 1997, acompanhado de Michiko, retorna ao Brasil na qualidade de imperador, retribuindo a visita feita a Tóquio, no ano anterior, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2002, Akihito recusa o convite para a festa de abertura da Copa do Mundo de Futebol em Seul, na Coréia do Sul, frustrando as iniciativas do país-sede da Copa de estreitar relações com líderes asiáticos.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AKIRA KUROSAWA

Cineasta japonês (23/3/1910-5/9/1998), responsável pela projeção internacional do cinema do Japão. Nascido em Tóquio, é Adescendente de um clã de samurais. Na juventude trabalha como pintor e ilustrador de revistas, criando anúncios publicitários. Em 1943 inicia a carreira de cineasta como assistente de direção. Torna-se conhecido mundialmente com Rashomon (1950), vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza e do Oscar de melhor filme estrangeiro. Em 1954 filma outro sucesso internacional, Os Sete Samurais, depois adaptado como western pelos norte-americanos. Em suas obras, Kurosawa é fortemente influenciado pela cultura ocidental, o que o leva a ser muito criticado em seu país. Fora do Japão, contudo, é aclamado pela crítica e pelo público. Em meados dos anos 70, recupera-se de uma séria crise pessoal, durante a qual tenta o suicídio. Dirige em 1975 Dersu Uzala, em co-produção com a União Soviética, e ganha o Oscar de melhor filme estrangeiro. Recupera temas do Japão medieval em Kagemusha (1980), realizado com a ajuda do cineasta norte-americano Francis Ford Coppola. Em 1985 filma Ran, uma adaptação da peça O Rei Lear, de William Shakespeare. Em 1990 recebe um Oscar especial pelo conjunto de sua obra. Entre seus últimos filmes estão Sonhos (1990), Rapsódia em Agosto (1991) e Madadayo (1993).



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALBERT CAMUS


Escritor francês de origem argelina (7/11/1913-4/1/1960). Nasce em Mondovi, atual Deraan, na Argélia. Ligado ao existencialismo, escreve O Estrangeiro (1942) e A Peste (1947), entre outras obras. Ganha o Prêmio Nobel de Literatura de 1957. Contraindo tuberculose na juventude, abandona o curso universitário em seu país e se dedica então ao teatro e ao jornalismo. Em 1937 publica O Avesso e o Direito. Em 1938 muda-se para a França, editando no mesmo ano Núpcias. Ganha fama em 1942, quando são lançados O Estrangeiro e O Mito de Sísifo, este último um ensaio falando do absurdo do destino humano. Durante a II Guerra Mundial participa da Resistência Francesa e colabora no jornal clandestino Combat, que se opõe à ocupação nazista. Intelectual de esquerda, rompe com os socialistas em 1952 ao denunciar os campos de concentração na União Soviética. Morre em um acidente de carro, na França, deixando os originais do romance autobiográfico O Primeiro Homem, editado pela filha Catherine em 1994.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALBERT EINSTEIN


Físico alemão radicado nos Estados Unidos (EUA) (14/3/1879-18/4/1955). Autor da Teoria da Relatividade e prêmio Nobel de Física de 1921. Nasce em Ulm, mas vive a infância em Munique e a juventude e início da vida adulta na Suíça. Em 1900 forma-se na Escola Politécnica de Zurique. Cinco anos depois, desenvolve a Teoria da Relatividade Restrita e passa a publicar artigos sobre física teórica. Casa-se com Mileva Maric, antiga colega, com quem tem dois filhos. Em 1909 torna-se professor da Universidade de Zurique e, em 1914, pesquisador do Instituto de Física Kaiser Guilherme, de Berlim, cidade onde passa a residir. Em 1916 publica a Teoria da Relatividade Geral, que apresenta uma nova visão dos fenômenos gravitacionais. Com a chegada de Hitler ao poder, é obrigado a fugir do país por ser judeu. Muda-se para os EUA e obtém a cidadania norte-americana em 1940. O país consegue construir a bomba atômica graças a suas descobertas teóricas. A explosão de duas bombas sobre o Japão, no final da II Guerra Mundial, leva-o a lutar pela fiscalização do uso da energia atômica até sua morte, ocorrida em Princeton.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALBERT MICHELSON


Físico norte-americano de origem alemã (19/12/1852-9/5/1931). Prêmio Nobel de Física de 1907, é o primeiro cientista a conseguir medir a velocidade da luz. Nasce em Strelno, cidade pertencente à Prússia, na época território alemão. Muda-se para os Estados Unidos com 2 anos de idade. Estuda ciências na Academia Naval de Annapolis, em Maryland, e passa dois anos na Europa, especializando-se em ótica. De volta aos EUA, dá aulas na Academia Naval e desenvolve o interferômetro, aparelho que lhe permite pesquisar a velocidade da luz. Chega ao primeiro valor – 299.853 quilômetro por segundo – em 1887, com a colaboração do químico americano Edward Morley nos experimentos. Encontra-se na chefia do departamento de física da Universidade de Chicago quando se torna o primeiro cientista norte-americano a receber o Prêmio Nobel da área, em 1907. Morre sem conhecer a avaliação de seus últimos testes, que em 1933 indicariam novo valor para a velocidade da luz. A medida – 299.774 quilômetro por segundo – é apenas 2 quilômetro por segundo superior ao valor definitivo, conhecido apenas na década de 70.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALBERT SABIN


Médico e microbiologista polonês naturalizado norte-americano (26/8/1906-3/3/1993). É o criador da vacina contra a poliomielite. Albert Bruce Sabin nasce em Bialystok, na Polônia. Aos 15 anos emigra com a família para os Estados Unidos (EUA). Forma-se em medicina na Universidade de Nova York, em 1931, e começa a fazer as primeiras pesquisas sobre a poliomielite no Instituto Rockefeller de Pesquisas Médicas. Demonstra como se dá o crescimento do vírus dessa doença em amostras de tecido nervoso humano. Durante a II Guerra Mundial serve como médico no Exército norte-americano e consegue isolar o vírus do birigui, que afeta as tropas em luta na África com forte febre epidêmica. Nesse período desenvolve vacinas contra a dengue e a encefalite japonesa. Em 1954 testa em si mesmo a primeira vacina oral, com vírus vivo e atenuado, contra a poliomielite. O experimento é aprovado para uso nos EUA em 1960 e a vacina passa a ser adotada em todo o mundo. Visita várias vezes o Brasil e recebe do governo brasileiro, em 1967, a Grã-Cruz do Mérito Nacional. Morre em Washington.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALBERTO DE ALMEIDA CAVALCANTI


Cineasta fluminense. Primeiro brasileiro a alcançar destaque no cinema internacional.Alberto de Almeida Cavalcanti (6/2/1897-23/8/1982) nasce na cidade do Rio de Janeiro. Filho de um major do Exército, inicia seus estudos na Escola Militar e chega a cursar um ano de direito. Em 1913 muda-se para a Suíça, onde se forma em arquitetura pela Faculdade de Belas-Artes de Genebra. Ao terminar a I Guerra Mundial, transfere-se para Paris e conhece o cineasta Marcel L'Herbier, que o convida para participar como cenógrafo do filme Ressurreição. A partir daí começa sua longa trajetória no cinema, que inclui a direção de 58 filmes e 35 produções em diversos países. Sua primeira atuação como diretor é em La Jalousie de Barbouillé, em 1924. No ano seguinte filma Le Train Sans Yeux. Em 1926 chama a atenção dos críticos e do público com Rien Que Les Heures. Também produz pequenas comédias para a Paramount. Muda-se para Londres em 1933, onde inicia nova fase na carreira, a de documentarista. Ao lado de John Grierson, realiza inúmeros trabalhos para o General Post Office (GPO) e constrói uma das filmografias mais importantes do documentário mundial. Do GPO passa para a Ealling Films, na qual faz filmes de ficção e documentários, entre eles, sua obra-prima, Na Solidão da Noite (1946). Em 1949 retorna ao Brasil e assume a direção geral do estúdio Vera Cruz, em que fica pouco tempo, até montar sua produtora, a Kino Filmes, responsável pelos longas-metragens Simão, o Caolho (1952) e Mulher de Verdade (1954). Em 1952 escreve Filme e Realidade, um clássico da bibliografia sobre cinema no Brasil. De volta à Europa, filma na Áustria O Senhor Puntilla e Seu Criado Matti (1955), adaptação da obra de Bertolt Brecht, de quem se torna amigo. Em 1960 passa a produzir filmes para a televisão, em especial na França. Volta mais uma vez ao Brasil em 1977, mas se decepciona com o país, que não reconhece seu trabalho nem apóia seus projetos. Ainda assim, faz Um Homem e o Cinema, filme-antologia sobre sua produção. Volta a Paris em 1980, onde morre de embolia cerebral.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALBERTO GUIGNARD


Pintor fluminense. Um dos mestres da pintura moderna brasileira, com marcante preferência por temas populares. Alberto Guignard (25/2/1896 - 25/6/1962) nasce em Nova Friburgo. Ainda adolescente faz cursos na França e na Suíça e estuda pintura na Real Academia de Belas-Artes da Baviera, em Munique (1916) e em Florença (1920), onde reside por três anos. Recebe influências de Cézanne, Matisse e do surrealismo Participa do Salão Nacional de Belas Artes (1924), Bienal de Veneza (1928) e da coletiva brasileira no Roerich Museum (1930), em Nova York. Retorna ao Brasil em 1929 e fixa-se no Rio de Janeiro. Desenraizado inicialmente, logo passa a abordar temas brasileiros, como em A Família do Fuzileiro Naval (1930) e Natureza-Morta com Peixes (1933). Muitas de suas obras são inspiradas no Jardim Botânico e na lagoa de Itatiai. Realiza sua primeira exposição individual na galeria carioca Pró-Arte (1931). Em 1943 orienta o grupo Guignard, uma espécie de ateliê coletivo fundado por Iberê Camargo. No ano seguinte, Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, o convida para dirigir um curso livre de desenho na capital mineira. Registra paisagens de Minas Gerais, como Ouro Preto (1951). A mudança para Minas dá início a uma fase inovadora na carreira do artista: "Maravilhei-me com a luz espetacular de Minas, esta claridade que dói nos olhos", relata. Em 1951 participa da I Bienal de São Paulo e dois anos depois é realizada sua primeira retrospectiva, na capital mineira. Morre em Belo Horizonte.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALBERTO MORAVIA


Escritor italiano (28/11/1907-26/9/1990). Um dos mais importantes escritores italianos modernos, crê na necessidade de haver coerência entre a literatura e a militância política. Alberto Pincherle, que fica conhecido como Alberto Moravia, nasce em Roma e, na adolescência, é obrigado a interromper os estudos para tratar a tuberculose. Seu interesse pela literatura nasce no período em que fica hospitalizado. Começa colaborando em jornais e, em 1929, publica o primeiro romance, Os Indiferentes, uma análise impiedosa da decadência moral da burguesia italiana. De família judaica e militante de esquerda, vive nos Estados Unidos durante a II Guerra Mundial (1939-1945). Retorna à Itália após o conflito e retoma a militância, ao mesmo tempo que cresce seu prestígio no exterior com a adaptação de obras suas para o cinema. Seus temas principais são o desamor, a aridez da vida moderna e a corrupção da alta classe média. Sua obra-prima é O Desprezo (1954), romance em que conta a história de um intelectual abandonado pela jovem mulher. Em 1984 é eleito pelo Partido Comunista deputado ao Parlamento Europeu. Morre em Roma.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALBERTO NEPOMUCENO

Compositor, regente, pianista e organista cearense. É um dos precursores do nacionalismo na música brasileira. Alberto Nepomuceno (6/7/1864-16/10/1920) nasce em Fortaleza. Aos 8 anos muda-se com a família para o Recife (PE) e aprende solfejo e piano com o pai. Com a morte deste, em 1880, torna-se responsável pelo sustento da família e passa a trabalhar como tipógrafo e professor de música. Aos 18 assume a direção dos concertos do Clube Carlos Gomes de Recife. De volta ao Ceará, colabora em diversos jornais ligados à causa abolicionista. Em 1885 muda-se para o Rio de Janeiro e dois anos depois compõe Dança de Negros, uma das primeiras obras com motivos étnicos brasileiros. Em 1888 viaja para estudos em Roma e, a seguir, ingressa na Academia Meister Schulle e no Conservatório Stern, em Berlim. Na Alemanha casa-se com a pianista norueguesa Walborg Bang, em 1893. De volta ao Rio de Janeiro apresenta Série Brasileira (1897), marco do movimento nacionalista, que causa escândalo por usar reco-reco na orquestra. Defende o uso da língua portuguesa na Música erudita no Brasil, tornando-se alvo de críticas. O Garatuja (1904) é considerada a primeira ópera brasileira no que se refere à música, ambientação e uso da língua. Compôs também Artemis (1898), Coração Triste (1899) e Numa Concha (1913). Separado da esposa, doente e em dificuldades financeiras, passa seus últimos anos vivendo com o amigo Frederico Nascimento no bairro de Santa Teresa.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALBERTO SANTOS DUMONT


Aviador e inventor mineiro. Construtor do 14-Bis, o primeiro avião a ultrapassar a barreira de 25 m em vôo oficial, em 23/10/1906. Alberto Santos Dumont (20/7/1873-23/7/1932) nasce em Palmira, hoje rebatizada de Santos Dumont. Filho de um engenheiro e grande fazendeiro de origem francesa, vai para Paris em 1891, onde passa a maior parte da vida. Dedica-se ao automobilismo e logo à aeronáutica. Projeta dirigíveis com motor a petróleo e planeja, constrói e experimenta mais de 20 inventos aeronáuticos. Em 1901 cria o balão dirigível e ganha o Prêmio Deutsch, oferecido à aeronave que contornasse a Torre Eiffel. Em 1906 constrói o 14-Bis e, em 1907, o Demoiselle, avião extremamente leve, menor que o 14-Bis, no qual passeia todos os dias. Substitui o hidrogênio pelo gás de iluminação como combustível para balões, diminuindo o risco de explosões. Inventa o hangar, o relógio de pulso e a porta de correr sobre rodas. Volta ao Brasil em 1928 e, durante uma crise de depressão atribuída por alguns historiadores ao uso bélico do avião, suicida-se no Guarujá, São Paulo.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALCEU AMOROSO LIMA

Escritor carioca (11/12/1893-14/8/1983). Conhecido pelo pseudônimo de Tristão de Athayde, na década de 30 firma-se como o mais influente pensador católico brasileiro. Como crítico literário, é um dos divulgadores do modernismo. Tem obras em diversas áreas, como pedagogia, teologia, história, filosofia e sociologia. Converte-se ao catolicismo em 1928 e torna-se presidente do Centro Dom Vital, organização de prestígio nos meios religiosos e culturais. Democrata-cristão, preside, de 1935 a 1945, a Ação Católica Brasileira, grupo com militância política. Participa do integralismo. A partir dos anos 50, reformula sua posição e passa a liderar setores progressistas da Igreja. Em 1957 ajuda a fundar o Movimento Democrata-Cristão na América Latina, em Montevidéu, Uruguai. Na imprensa, além de fazer crítica literária e cultural, defende os ideais liberais e a democracia representativa. Escreve, entre outros, Contra-Revolução Espiritual (1932), Mitos de Nosso Tempo (1943) e Revolução, Reação ou Reforma (1964). Durante a ditadura militar, destaca-se como defensor dos direitos humanos.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALDOUS HUXLEY


Escritor inglês (26/7/1894-22/11/1963). Intelectual culto e requintado, é precursor da contracultura dos anos 60 e 70. Aldous Leonard Huxley nasce em Godalming, Surrey. Neto do biólogo Thomas Henry Huxley e filho do biógrafo Leonard Huxley, estuda em Eton e forma-se em Oxford, em 1916, ano em que publica seu primeiro livro. De 1919 a 1921 trabalha no jornal Athenaeum. Nos anos seguintes vive na Itália, onde se dedica a seus manuscritos e se torna amigo do compatriota e também romancista D.H. Lawrence. Em 1937 muda-se para os Estados Unidos. Seus primeiros trabalhos nos EUA incluem poesias, pequenas histórias e jornalismo literário, embora tenha ficado famoso com suas novelas satíricas, como Ponto e Contraponto, de 1928. Sua obra mais conhecida é o Admirável Mundo Novo (1932), romance que alerta na época para a possibilidade da desumanização da sociedade pela ciência, por meio da clonagem de seres vivos. Torna-se mais místico em seus últimos trabalhos, como Sem Olhos em Gaza, de 1936, e Ilha, 1962, uma utopia otimista. Contribui com artigos e histórias nas revistas Life, Daedalus e Playboy. Morre em Los Angeles.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALEIJADINHO

Escultor, entalhador e arquiteto mineiro. É considerado o maior escultor do período barroco. Antônio Francisco Lisboa (1730 - 1814) nasce em Vila Rica, atual Ouro Preto, filho de um mestre-de-obras português e de uma escrava. Seguindo os passos do pai, também entalhador, inicia-se na arte ainda criança. Ganha o apelido de Aleijadinho por volta dos 40 anos, quando passa a andar com dificuldade em conseqüência da hanseníase, doença que deforma suas pernas e mãos. Perde progressivamente o uso dos dedos das mãos e dos pés e é obrigado a andar de joelhos e a ter os instrumentos atados para poder esculpir. A limitação não o impede, no entanto, de continuar trabalhando na construção de igrejas, capelas e altares das cidades da região do ouro de Minas Gerais. Muitos críticos dividem a sua obra entre o período anterior à enfermidade, fase de equilíbrio e serenidade (Igreja São Francisco de Assis, 1766, e Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões, 1775, ambas em Ouro Preto), e o período posterior a ela, em que estão suas obras mais consagradas, marcadas pelo expressionismo. Pertence a essa fase, entre 1796 e 1805, sua obra-prima: o conjunto de esculturas Os Passos da Paixão e Os Doze Profetas, da Igreja de Bom Jesus de Matosinhos, na cidade de Congonhas do Campo. O trabalho, que reúne 66 imagens esculpidas em madeira e 12 feitas de pedra-sabão, é considerado um dos mais representativos do barroco brasileiro. Sua obra funde os diferentes estilos barroco, rococó além dos estilos clássico e gótico, com temáticas e materiais nacionais, como a pedra-sabão. Aleijadinho morre em Ouro Preto, pobre e doente, permanecendo esquecido até o início deste século, quando é redescoberto e passa a ser reconhecido como o artista mais importante de todo o período colonial brasileiro. Além das obras que estão em Ouro Preto e Congonhas, seus trabalhos podem ser vistos em outras cidades mineiras, como Sabará, São João del Rey, Mariana, Caeté, Barão de Cocais e Tiradentes.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALEKSANDR SOLZHENITSYN


Escritor russo (11/12/1918-). Prêmio Nobel de Literatura de 1970, Aleksandr Isaevich Solzhenitsyn escreve sobre a opressão do regime comunista soviético e exalta os valores da Rússia tradicional. Nasce em Kislovodsk, numa família de intelectuais. Forma-se em matemática na Universidade de Rostov-na-Donu e faz cursos de literatura por correspondência da Universidade Estadual de Moscou. É capitão da reserva de Artilharia, com participação na II Guerra Mundial (1939-1945). Sua primeira condenação pelo regime soviético, de oito anos de prisão e três de exílio, se dá em 1945, por comentários desfavoráveis à política de guerra stalinista. Reabilitado em 1956, começa a escrever e em 1962 publica seu primeiro romance, Um Dia na Vida de Ivan Denisovitch, uma descrição dos campos de prisioneiros. Em 1968, lança Primeiro Círculo, sobre seus trabalhos como matemático na prisão, e o Pavilhão de Cancerosos, sobre o período em que passa hospitalizado com câncer. Em 1969, é expulso da União dos Escritores Soviéticos por sua postura inconformista. Em 1974, quatro anos após ter sido agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura , publica o primeiro volume de O Arquipélago Gulag, que provoca sua prisão e exílio da União Soviética. No livro, revela o regime de opressão das prisões soviéticas na época stalinista. Os dois volumes que completam a obra são publicados até 1975. No mesmo ano, passa a viver nos Estados Unidos (EUA). Retorna à Federação Russa em 1994, após a dissolução da União Soviética (URSS).



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALESSANDRO SCARLATTI

Compositor italiano é considerado o renovador da ópera napolitana. Piero Alessandro Gaspare Scarlatti (2/5/1660-24/10/1725) nasce em Palermo e estuda Música desde pequeno. Compõe sua primeira obra aos 19 anos e, aos 23, trabalha como diretor de música na Corte sueca. Retorna à Itália em 1684 e é nomeado mestre da Capela Real de Nápoles. Entre 1702 e 1709, passa uma temporada em Florença, sob o patrocínio dos Medici, e mora em Roma, onde atua como diretor-assistente na Igreja de Santa Maria Maggiore. Nesse período escreve duas óperas para Veneza. Uma delas, Mitridate Eupatore (1707), é considerada uma de suas obras-primas. De volta a Nápoles em 1709, reassume o cargo de diretor de música da Capela Real e retoma a produção de música religiosa, cantatas e oratórios. Pai de dez filhos, vários deles músicos, passa a trabalhar em conjunto com alguns dos familiares. A partir de então a família Scarlatti domina a música napolitana. Um de seus filhos, Domenico, torna-se conhecido por revolucionar a escrita para teclado. Ao longo da vida, Scarlatti escreve 115 óperas, 700 cantatas, mais de 200 salmos, inúmeros oratórios e diversas peças de música de câmara. Morre em Nápoles.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALEX RAYMOND


Desenhista norte-americano, criador do personagem de história em quadrinhos Flash Gordon. Alexander Gillespie Raymond (2/10/1909-6/9/1956) estuda desenho na Grand Central School of Art, em Nova York. Começa a vida profissional como auxiliar de escritório. Com a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, perde o emprego e resolve tirar proveito de seu talento para o desenho. Torna-se desenhista-assistente no King Features Syndicate, executando histórias assinadas por outros. Depois de ganhar um concurso interno, em 1934, dá início a sua produção. Faz simultaneamente as tiras de Jim das Selvas, Flash Gordon e Agente Secreto X-9, escrito pelo autor de romances policiais Dashiell Hammett. A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa) utiliza seus desenhos como referência na pesquisa de questões de aerodinâmica. Em 1944 deixa os quadrinhos para servir na Marinha, mas retoma os desenhos dois anos mais tarde. Inventa um novo personagem, o detetive-cientista Rip Kirby, que não atinge a mesma popularidade de suas outras criações. Em 1950 torna-se presidente da Sociedade Nacional de Cartunistas, cargo que ocupa até 1951. Morre cinco anos depois em um acidente de carro, com fama de o melhor traço da história dos quadrinhos.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALEXANDER DUBCEK


Político eslovaco (27/11/1921-7/11/1992) que pretende implantar reformas democráticas na ex-Tchecoslováquia, na época uma ditadura sob influência da União Soviética (URSS). Nasce em Uhrovec, na Eslováquia, filho de um militante comunista. Em 1939 torna-se membro do Partido Comunista (PC). Durante a II Guerra Mundial, junta-se à Resistência contra os nazistas. Em 1955 diploma-se em direito. A partir de 1962, participa do Comitê Central do PC. Faz parte da facção dos que querem reformas democráticas, as quais começam a ser implantadas quando ele ascende ao cargo de primeiro-secretário do partido, em janeiro de 1968. No governo, Dubcek amplia a liberdade de expressão e reabilita vítimas do stalinismo. Recebe o apoio de estudantes, intelectuais e trabalhadores, que realizam manifestações nas ruas de Praga em nome do "socialismo com face humana", o que fica conhecido como a Primavera de Praga. Rompe com a URSS, que reage invadindo a Tchecoslováquia com as tropas do Pacto de Varsóvia (organização que reúne as forças militares dos países comunista), em agosto do mesmo ano. Dubcek é preso e levado a Moscou. Libertado pouco depois, reassume com menos poder e é substituído em abril do ano seguinte. Trabalha como embaixador na Turquia até 1971, quando deixa a vida política. Só reaparece publicamente nos anos 80, para apoiar Václav Havel, líder da oposição. Com a queda do regime comunista, em 1989, é eleito presidente do Parlamento. Morre em Praga.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALEXANDER FLEMING


Médico e bacteriologista inglês (6/8/1881-11/3/1955). Responsável pela descoberta da penicilina, substância que revoluciona o tratamento das infecções no século XX. Nasce em Lochfield, no sudoeste da Escócia, e estuda medicina na Universidade de Londres. Conclui o curso em 1906 e começa a pesquisar, em seguida, substâncias com potencial bactericida que não sejam tóxicas ao organismo humano. Chega à descoberta da penicilina e de suas propriedades antibióticas em 1928, ao observar uma cultura de bactérias do tipo estafilococo e o desenvolvimento do mofo a seu redor, onde as bactérias circulam livres. Aprofunda a pesquisa e constata que uma cultura líquida de mofo do gênero Penicillium evita o crescimento dos estafilococos. Publica os resultados desses estudos em 1929, mas não obtém reconhecimento nem recursos financeiros para aperfeiçoar o produto durante os anos seguintes. Só consegue transformar a penicilina em medicamento antibiótico uma década depois da publicação de suas pesquisas, com o apoio dos cientistas norte-americanos Howard Walter Florey e Ernest Boris Chain. A produção industrial começa nos Estados Unidos (EUA) no início da II Guerra Mundial. Fleming, Florey e Chain recebem juntos o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina de 1945.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALEXANDRE DE GUSMÃO


Diplomata paulista. É responsável pela elaboração do Tratado de Madri, o primeiro e mais importante dos acordos de limites, que define oficialmente o mapa do Brasil. Alexandre de Gusmão (1695-1753) nasce na cidade de Santos. Aos 15 anos parte para Portugal, onde inicia o curso de direito na Universidade de Coimbra. Em 1714 é enviado à França como embaixador por dom João V. Continua seus estudos em direito na Universidade Sorbonne, em Paris. Como assessor do conde da Ribeira Grande, participa das negociações que levam ao Tratado de Utrecht (1715), pelo qual a Espanha devolve a colônia do Sacramento à Coroa portuguesa. Em 1719 retorna a Portugal, conclui o curso de direito e torna-se professor da Universidade de Coimbra. Durante sete anos trabalha para a diplomacia lusitana em Roma. Promovido a secretário do rei português e membro do Conselho Ultramarino, retorna a Lisboa. Articula a vinda de colonos portugueses para o sul do país e, em 1743, dirige detalhada pesquisa de nossas fronteiras. Nessa época, Portugal avança com os bandeirantes muito além dos limites do tratado de Tordesilhas. É representante português nas renegociações das divisas, de 1746 até a assinatura do Tratado de Madrid (1750). Por esse tratado, a Espanha fica com a colônia do Sacramento e Portugal, com o território das missões jesuíticas espanholas. Além disso, propõe o princípio da posse de fato, pelo qual as terras ocupadas por portugueses são de Portugal, triplicando o território que originalmente pertencia à Coroa. Dedica-se a escrever diversas obras políticas, como a Coleção de Vários Escritos Inéditos Políticos e Literários de Alexandre de Gusmão (1841). Morre em Portugal.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALEXANDRE DUMAS


Escritor francês (24/7/1802-5/12/1870). Autor de clássicos da literatura de capa-e-espada, gênero literário surgido na Espanha do século XVII, baseado em romances idealizados e desenganos amorosos. Nasce em Villers-Cotterêts, Aisne, filho de um general do Exército de Napoleão, Alexandre Davy de la Pailleterie Dumas. Após a morte do pai, vai a Paris e lança suas primeiras peças. Alcança sucesso com Henrique III e Sua Corte, encenada pela Comédie Française em 1829. Na época tem como colaborador um exilado sueco, Adolphe de Leuven. Em 1831 leva ao palco Napoleão Bonaparte e Antony e passa a criar novelas, sempre com a ajuda de colaboradores, em especial de August Maquet. Em 1844 publica o romance Os Três Mosqueteiros, que o deixa internacionalmente conhecido. O livro faz sucesso ao misturar amor, aventura e humor. No mesmo ano, lança O Conde de Montecristo, outra obra que fica célebre. De hábitos extravagantes, Dumas tem de escrever para saldar suas dívidas. Também tenta conseguir dinheiro com jornalismo e fazendo livros de viagens, mas sem o mesmo sucesso. Morre em Puys, perto de Dieppe, na França. Suas obras completas, publicadas em Paris por Michel Lévy Frères, entre 1860 e 1884, somam 177 volumes.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALEXANDRE, O GRANDE


Rei da Macedônia (356 a.C.-13/6/323 a.C.). Filho do rei Felipe II e da rainha Olímpia, nasce em Pela, antiga capital da Macedônia, região no norte da Grécia. Sob a influência do filósofo Aristóteles, seu preceptor dos 13 aos 16 anos, passa a apreciar filosofia, medicina e ciências. Enquanto Felipe II está fora em uma expedição bélica, Alexandre lidera uma expedição à atual Bulgária, vence os bárbaros locais e erige sua primeira cidade, Alexandrópolis. Pela façanha, torna-se general do Exército do pai com 16 anos. Assume o trono aos 20 anos, após o assassinato de Felipe. Nos 13 anos de reinado, Alexandre, também conhecido como Magno (do latim grande), cria o império mais extenso até então. Domina a Grécia, a Palestina e o Egito, anexa a Pérsia e a Mesopotâmia e chega à Índia. Organiza o Império Macedônico em nove reinos e funda mais de 70 cidades, várias com o nome de Alexandria, que servem para o intercâmbio comercial com China, Arábia, Índia e interior da África. Dessas, a mais famosa é a localizada no delta do rio Nilo, no Egito. As conquistas de Alexandre propagam a cultura grega no Oriente. A criação da biblioteca de Alexandria, com 700 mil volumes, transforma a cidade em centro irradiador da cultura helenística. Alexandre casa-se com Roxana, com quem tem um filho, Alexandre Aegus. Morre aos 33 anos, de febre, na Babilônia.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALFRED HITCHCOCK


Cineasta inglês naturalizado norte-americano (13/8/1899-29/4/1980), considerado o mestre do filme de suspense. Nascido em Londres, de família católica, recebe uma educação rígida. Estuda engenharia e começa a trabalhar no cinema fazendo legendas para filmes mudos, em Londres. Em 1923 passa a escrever roteiros e a atuar como assistente de direção. Faz seu primeiro filme, The Pleasure Garden, em 1925. No ano seguinte, dirige o primeiro suspense, O Pensionista. Em 1939 muda-se para os Estados Unidos (EUA) a convite do produtor David Selznick. Seu primeiro trabalho na América, Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940), ganha o Oscar de melhor filme. São típicas de seu estilo as tramas de espionagem, mistério e suspense. Exemplos de seus melhores filmes – em que costuma aparecer, entrando e saindo rapidamente de cena – são Interlúdio (1946), Festim Diabólico (1948), Janela Indiscreta (1954), Um Corpo Que Cai (1958) e Os Pássaros (1963), produção mais cara de Hitchcock, graças aos efeitos especiais usados nas cenas de ataque dos pássaros aos habitantes de um lugarejo. Em Psicose (1960), é responsável por um momento clássico do cinema de suspense, o assassinato no chuveiro. No final da década de 50, dirige o seriado de TV Alfred Hitchcock Presents. Pouco antes de morrer, aos 80 anos, é agraciado pela rainha Elizabeth II da Inglaterra com o título de sir.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALFREDO STROESSNER


Militar e político paraguaio (3/11/1912). Nasce em Encarnación, filho de um imigrante alemão. Cursa a Escola Militar de Assunção e inicia a carreira em 1932. No posto de subtenente, luta contra a Bolívia na Guerra do Chaco (1932-1935), ao fim da qual o Paraguai conquista três quartos do território em disputa, rico em petróleo. Stroessner sobe na hierarquia militar e torna-se comandante-chefe do Exército em 1951. Três anos mais tarde, lidera um golpe contra o presidente Federico Chávez, apoiado pela direitista Associação Nacional Republicana (Partido Colorado). Assume a Presidência depois de uma eleição em que se apresenta como candidato único e instala um regime ditatorial; reelege-se por sete vezes consecutivas. Reprime rebeliões de oposição em 1959 e em 1964. Reduz a inflação, estabiliza o câmbio e investe em obras públicas, construindo escolas e hospitais. Ao mesmo tempo, possibilita que a corrupção se generalize e emprega metade da arrecadação em despesas militares. Em 1973, assina com o Brasil um acordo para a construção da usina hidrelétrica de Itaipu. Em fevereiro de 1989, é deposto por um golpe encabeçado por seu principal colaborador, Andrés Rodríguez Pedotti, e exila-se em Brasília, no Brasil. Adoentado, com câncer de pele, tem como únicas companhias o filho, Gustavo, e os guarda-costas. Sua mulher, Lisia Mora, vive em Miami com a filha Graciela desde a deposição do marido. Nos últimos anos, vários juízes paraguaios pediram a prisão do ex-ditador por tortura e assassinatos, mas, apesar de intensa campanha no Paraguai para sua extradição, ele continua asilado.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALFREDO VOLPI


Pintor brasileiro de origem italiana. Considerado um dos artistas mais importantes da segunda geração do modernismo. Alfredo Volpi (14/4/1896-28/5/1988) nasce em Lucca. Aos 2 anos de idade é trazido para o Brasil, fixando residência em São Paulo. Autodidata, começa a pintar em 1911 ainda adolescente, executando murais decorativos. Em 1922 passa a pintar também sobre tela e madeira. De 1937 a 1940 integra o Grupo Santa Helena, juntamente com Francisco Gonzales Rebolo, Mário Zanini e Aldo Bonadei, e a Família Artística Paulista, que se dedica a uma pintura mais tradicional e figurativa. Em 1944 realiza sua primeira exposição individual. Nos anos 50 evolui para a abstração geométrica, com a série de bandeiras e mastros de festas juninas que se tornaria sua fase mais marcante. Recebe o prêmio de melhor pintor nacional na 2ª Bienal Internacional de Artes de São Paulo (1953). Participa da Bienal de Veneza em 1954 e da 1ª Exposição de Arte Concreta dois anos depois. Morre em São Paulo.


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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALLAN KARDEC


Médico, cientista e professor francês. Principal estudioso e organizador da doutrina espírita, também conhecida como kardecismo. Léon Hippolyte Denisard Rivail (3/10/1804-31/3/1869) nasce em Lyon. Allan Kardec é o pseudônimo que adota mais tarde. Estuda letras e medicina na universidade local. Em 1824 publica um ensaio sobre o aperfeiçoamento do ensino no país. Funda o Instituto Rivail para desenvolver novos cursos com esse sentido, mas é obrigado a fechá-lo em 1835 por dificuldades financeiras. Passa a dar aulas de química, anatomia, astronomia e física em casa. A partir de 1852, atraído por fenômenos espirituais ocorridos nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Alemanha à espera de interpretação, inicia estudos sobre o espiritismo. Em 1854 testemunha uma escrita mediúnica e conclui que ela reflete a manifestação de espíritos sem a interferência humana. Consegue contatar alguns espíritos logo depois e vem a saber, por meio deles, que se havia chamado Allan Kardec em outra vida. Usa esse nome para publicar O Livro dos Espíritos, em 1857, obra fundamental da filosofia espírita. Cria, em 1858, a Revista Espírita e a Sociedade Parisiense dos Estudos Espíritas. Morre em Paris.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALMEIDA JÚNIOR


Pintor paulista. Destacado retratista da vida nacional, particularmente de cenas do interior de São Paulo. José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899) nasce em Itu. Em 1869 ingressa na Academia Imperial de Belas-Artes e tem aulas com Vítor Meireles e Le Chevrel. Viaja para Paris em 1876, com uma pensão dada por dom Pedro II, e aperfeiçoa-se com o artista Alexandre Cabanel. Pinta obras tipicamente acadêmicas, como O Descanso do Modelo (1882) e Leitura (1892). Entra em contato com o impressionismo, mas não se influencia pela nova técnica. Volta ao Brasil em 1882 e decide residir e trabalhar em São Paulo, onde passa a fazer retratos sob encomenda. Exibe o quadro O Derrubador Brasileiro na Exposição Geral de Belas-Artes, no Rio de Janeiro, em 1884. Segue a tendência do retrato clássico, tornando-se um dos primeiros nomes do academicismo brasileiro a valorizar a temática nacional - mais especificamente paulista -, com obras como Amolação Interrompida e Caipira Picando Fumo (1893), esta última considerada clássica. Suas pinturas registram personagens típicos do interior paulista, com seus objetos, roupas e costumes. A mudança agrada ao público e à crítica. É premiado com a medalha de ouro do Salão Nacional de Belas-Artes em 1898. É assassinado por razões passionais em Piracicaba (SP).



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALMIRANTE BARROSO


Militar português que se torna brasileiro pela Constituição imperial de 1824. Responsável pela vitória brasileira na Batalha do Riachuelo, a mais importante da Guerra do Paraguai. Francisco Manuel Barroso da Silva (29/7/1804-8/8/1882) nasce em Lisboa e muda-se para o Brasil, com a família, aos 4 anos de idade. Forma-se na Academia de Marinha do Rio de Janeiro em 1821. Em pouco tempo ocupa todos os postos da hierarquia naval, tornando-se vice-almirante em 1856. Destaca-se pela atuação em combates navais, em especial na Guerra Cisplatina (1825-1828), e pela luta contra os cabanos, no Pará, em 1836. Convocado para a Guerra do Paraguai, comanda a 2ª Divisão Naval, que vai apoiar a reconquista de Corrientes, na Argentina, em 1865. Em 11/6/1865, aos 61 anos, vence a Batalha do Riachuelo, no rio Paraná, decisiva para o triunfo final dos aliados. A vitória assegura a hegemonia brasileira nas comunicações fluviais, isola os principais regimentos paraguaios e leva à rendição das forças de Solano López no Rio Grande do Sul. Pego de surpresa pelas embarcações inimigas na volta de Riachuelo, usa seus navios a vapor como aríetes para derrotá-las. Nos combates seguintes, derrota as resistências paraguaias em Mercedes e Cuevas. Participa da contra-ofensiva nos combates de Curuzu e Curupaiti. Com o fim da guerra, recebe de dom Pedro II o título de barão do Amazonas. É nomeado comandante-em-chefe da esquadra brasileira em 1868 e reforma-se cinco anos depois. Morre em Montevidéu, em 1882, e seus restos mortais retornam ao Brasil em 1908. Hoje estão em um monumento erguido em sua homenagem na praia do Russel, no Rio de Janeiro.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ALUÍSIO DE AZEVEDO

Escritor, jornalista e diplomata maranhense. Principal romancista do naturalismo brasileiro. Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo (14/4/1857 - 21/1/1913) nasce em São Luís. Aos 19 anos muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha como caricaturista no jornal O Fígaro. Seu primeiro romance, Uma Lágrima de Mulher, é publicado em 1879. No ano seguinte volta ao Maranhão e é um dos fundadores de O Pensador, jornal anticlerical. Funda também A Pacotilha, primeiro diário de São Luís. Como romancista, destaca-se por tratar do adultério e dos vícios humanos e seu segundo romance, de 1881, O Mulato, provoca um grande escândalo. A partir de então, novamente morando no Rio, inicia um período de intensa produção literária. Publica A Condessa de Vésper (1882), Casa de Pensão (1883) e A Mortalha de Alzira (1884). O Cortiço, um de seus romances mais conhecidos, é lançado em 1890. Cinco anos depois publica sua última obra, O Livro de uma Sogra. Abandona a atividade de escritor para se dedicar à carreira diplomática. Morre em Buenos Aires, onde servia como vice-cônsul do Brasil.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

ÁLVARES DE AZEVEDO


Poeta, dramaturgo e contista paulista. É um dos principais poetas da segunda fase do romantismo brasileiro. Manuel Antônio Álvares de Azevedo (12/9/1831-25/4/1852) nasce em São Paulo. Inicia seus estudos no Rio de Janeiro, onde escreve a coletânea de poemas Lira dos Vinte Anos (1844), obra que seria publicada apenas após sua morte, como todas as demais. Em 1847, volta para São Paulo e ingressa na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Destaca-se pela facilidade em aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental. Durante o curso, produz uma peça inspirada em Otelo, de Shakespeare; traduz Parisina, de Lord Byron; funda a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano; e dá início ao drama O Conde Lopo, do qual só restam fragmentos. Inspirado pelas idéias românticas de Byron e Almeida Garrett, aborda temas como descrença, morbidez, anticlericalismo, prazer pelo sofrimento, amor e morte. Participa ativamente de grupos literários, entre eles a Sociedade Epicuréia. Escreve ainda o romance A Noite na Taverna (publicado em 1878) e a peça de teatro Macário (editada em 1855). Já com tuberculose, escreve um de seus poemas mais famosos, Se Eu Morresse Amanhã! Morre no Rio de Janeiro, aos 20 anos.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AMACIO MAZZAROPI


Ator e cineasta paulista. Imortaliza no cinema o personagem inspirado em Jeca Tatu e com ele é sucesso de bilheteria por quase trinta anos. Amacio Mazzaropi (9/4/1912-13/6/1981) nasce na cidade de São Paulo e, ainda garoto, muda-se com a família para Taubaté. Filho de um comerciante, passa a infância sem dificuldades financeiras. Antes mesmo de completar o ginásio, troca o banco escolar pela arquibancada do circo, onde vende pirulito. Estréia no teatro profissional em 1945, com a peça Filho de Sapateiro, Sapateiro Deve Ser, e, em 1946, ingressa na Rádio Tupi, no programa Rancho Alegre, que permanece no ar por sete anos. Em 1952 atua em Sai da Frente, o primeiro de oito filmes produzidos pela Companhia Vera Cruz. Seis anos depois, já com sua produtora, PAM Filmes, realiza Chofer de Praça. Em 1959 obtém do Instituto de Medicamentos Fontoura os direitos para o cinema sobre o personagem Jeca Tatu, criado em 1919. O caipira estereotipado, que vence obstáculos ao lançar mão de artimanhas aprendidas na vida simples do campo, aparece nas telas pela primeira vez em 1959, no filme Jeca Tatu. Em 1970 recebe o prêmio especial da Embrafilme por Uma Pistola para Djeca, que consegue a maior bilheteria nacional até então. Seu trabalho só começa a ser reconhecido pela crítica após 30 anos de carreira, o que prejudicou a documentação de sua obra. Amante de teatro e leitor de gibis, opõe-se ao movimento do cinema novo. Solteiro, deixa ao morrer, em São Paulo, uma coleção de 22 filmes produzidos e um roteiro inacabado.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AMADOR AGUIAR

Banqueiro paulista. É o fundador do maior banco privado da América Latina, o Bradesco. Amador Aguiar (11/2/1904-24/1/1991) nasce em Ribeirão Preto, um dos 12 filhos do lavrador João Antônio Aguiar. Com 12 anos é obrigado pelo pai a abandonar os estudos para trabalhar na agricultura. Quatro anos depois foge para Bebedouro (SP), onde consegue emprego num restaurante. Logo ingressa em uma tipografia, na qual perde o dedo indicador direito numa máquina de impressão. Em 1926 passa a trabalhar como office-boy na filial do Banco Noroeste da cidade de Birigüi e, em apenas dois anos, chega ao cargo de gerente. Dedica-se à leitura sobre atividades bancárias, tornando-se cada vez mais especializado. Em 1943 adquire em sociedade com amigos a Casa Bancária Almeida, uma empresa falida da cidade de Marília que é rebatizada com o nome de Banco Brasileiro de Descontos, Bradesco. A morte repentina de um dos sócios faz de Amador Aguiar seu diretor-presidente. Três anos depois, a sede da instituição é transferida para a rua 15 de Novembro, no centro da capital paulista, e, em 1953, é instalada em Osasco, na Grande São Paulo. No início da década de 50, o Bradesco bate recordes de depósitos à vista e torna-se o maior banco privado nacional. "Só o trabalho pode produzir riquezas" é a frase de inspiração de Aguiar, gravada na fachada da matriz da empresa. Homem de hábitos simples, nunca usou talão de cheques. Em 1990 afasta-se da administração do banco. Morre em São Paulo, de parada cardíaca.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AMADOR BUENO


Fazendeiro paulista. É aclamado rei do Brasil com a tentativa de brasileiros e espanhóis proclamarem a independência de Portugal. Amador Bueno da Ribeira (?-1649), "O Aclamado", nasce em São Paulo, filho de espanhóis. Funcionário do governo colonial e proprietário de inúmeros escravos, participa de bandeiras e luta contra os holandeses. Eleito por diversas vezes vereador, preside a Câmara Municipal da Vila de São Paulo. Em 1627 é nomeado ouvidor da capitania hereditária de São Vicente e assume, sete anos mais tarde, o cargo de provedor e contador da Fazenda e, depois, o de capitão-mor governador. Em 1641 os espanhóis residentes na Vila de São Paulo desejam aclamá-lo rei e proclamar a independência de São Paulo como Estado soberano. A atitude vem em resposta ao levante nacionalista que ocorre em Portugal, que extingue a União Ibérica. Em todo o resto do Brasil a rebelião anticastelhana é apoiada sem maiores dificuldades, mas, em São Paulo, os espanhóis tentam impedir a adesão dos paulistas à independência de Portugal. Amador Bueno é escolhido porque, além da ascendência sevilhana, possui grande quantidade de escravos e ocupa cargos de relevância durante sua vida. O plano falha. Amador Bueno recusa, alegando lealdade ao rei dom João IV, e refugia-se no Mosteiro de São Bento e, depois, na cidade de Santos. O levante paulista é considerado a primeira tentativa de brasileiros de escolher o seu próprio governante. Morre em São Paulo.



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Sexta-feira, 07 DE Março DE 2008

AMARTYA SEN


Economista indiano (1933-). Prêmio Nobel de Economia de 1998, seus trabalhos teóricos contribuem para uma nova compreensão dos conceitos sobre miséria, fome, pobreza e bem-estar social. Amartya Kumar Sen nasce na cidade de Shantiniketan, em Bengala Ocidental. Em 1952, vai para a Inglaterra estudar economia na Universidade de Cambridge. De volta à Índia, dá conferências na Universidade de Jadavpur e torna-se professor da Escola de Economia de Delhi. Intensamente marcado pela fome que atinge seu país, aprofunda o estudo das economias dos países em desenvolvimento e as condições de vida das populações mais pobres do planeta. Em 1981, escreve seu livro mais conhecido, Pobres e Famintos: Um Ensaio sobre Direito e Privação. Analisando catástrofes na Índia, em Bangladesh, na Etiópia e no Saara africano, Sen demonstra que até quando o suprimento de alimentos não é significativamente inferior que o de anos anteriores pode ocorrer privação e fome. Sua conclusão é que a escassez de comida não constitui a principal causa da fome, como acreditam os acadêmicos, e, sim, a falta de organização governamental para produzir e distribuir os alimentos. Depois de lecionar na Índia e nos Estados Unidos, Sen assume o cargo de professor titular do Trinity College, no Reino Unido, em 1988, e se torna o primeiro não britânico a ocupar a posição. Professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, no final da década de 1990, faz mudanças nos cálculos com que é levantado o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano de cada país de modo a torná-lo mais próximo da realidade sócio-econômica das nações. Uma das alterações consiste em recalcular o impacto da melhoria de renda dos países mais pobres. Em 2000, visita ao Brasil e lança o livro Desenvolvimento como Liberdade. No mesmo ano, recebe a Ordem Nacional do Mérito Científico pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Na Europa e nos Estados Unidos, onde seus trabalhos são lidos e discutidos, ele participa regularmente de encontros, congressos e seminários.




publicado por LUCIANO às 07:44

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