Oscar Arias


Político costarriquenho (13/9/1941-). Presidente da Costa Rica, de 1986 a 1990, é responsável pelo acordo de paz entre os países da América Central. Nasce em Heredia. Estuda economia na Universidade da Costa Rica, pós-graduando-se na Universidade de Essex, na Inglaterra. Nos anos 60, começa a militar como socialista no Partido de Liberação Nacional (PLN) e, em 1972, é nomeado ministro do Planejamento pelo presidente José Figueres, posto em que se mantém até 1977. É eleito secretário-geral do PLN em 1979 e, em 1986, vence as eleições para a Presidência. Herdeiro de uma alta dívida externa, toma medidas para sanear a economia do país, promovendo os ajustes necessários à privatização de empresas governamentais. Na época, eclodem guerrilhas contra o governo em vários países da América Central. Arias expulsa os guerrilheiros anti-sandinistas (os "contra") da vizinha Nicarágua, que usam o território da Costa Rica para operações militares, e desmantela campos de treinamento. Em 1987 propõe um plano de paz para os países da América Central que engloba o cessar-fogo entre os governos e as forças rebeldes e a anistia para os presos políticos. Seus esforços resultam na assinatura de um acordo entre Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua, o que lhe vale o Prêmio Nobel da Paz de 1987. Em 1995, critica o Brasil por vender armas para o exterior. Em 1998, participa da elaboração do documento Agenda da Educação para o Ano 2000, a ser proposto aos governos latino-americanos, que determina um ensino básico de no mínimo 12 anos. Toma parte também em uma série de conferências do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) batizada de "Cátedra Século XXI", em novembro de 2000. Preside a Fundação Oscar Arias, entidade para a paz e o progresso humano na América Central.



publicado por LUCIANO às 13:20