Osama bin Laden


Terrorista saudita, líder do grupo Al-Quaeda; responsabilizado, entre outras ações, pelos ataques aos Estados Unidos em 11 de setembro. Osama bin Laden nasce na Arábia Saudita, em 1957, numa das mais ricas família do país. Seu pai, o iemenita Mohammad bin Laden, é empresário da construção civil. Desde os primeiros anos escolares, o garoto Osama aproxima-se dos fundamentalistas islâmicos, que combatem os costumes e a influência ocidentais. Na Universidade de Jidá, conhece o professor Abdullah Azzam, ardoroso pregador do islamismo que abandona o trabalho para lutar com os afegãos contra a invasão soviética. Seguindo o professor, em 1979 Bin Laden integra-se à resistência dos guerrilheiros muçulmanos, os quais passa também a financiar. Corajoso, hábil estrategista e carismático, logo se torna um dos líderes da guerrilha. Após a derrota dos soviéticos, em 1989, volta o seu país e é recebido como herói. Passa a trabalhar nas empresas do pai, então já falecido. Em 1990, com a invasão do Kuweit pelo Iraque, Bin Laden propõe reorganizar as tropas afegãs para a defesa da Arábia Saudita. O rei Fahd, porém, prefere a defesa dos norte-americanos. Ofendido, Bin Laden começa a fazer oposição ao governo e acaba tendo de retirar-se do país. Rompe com a família, mas ainda é dono de uma fortuna estimada em 300 milhões de dólares. Depois de cinco anos no Sudão, estabelece-se no Afeganistão, onde estreita as relações com o Taliban – milícia que tomara o poder no vácuo deixado pelos soviéticos –, e forma a rede terrorista Al-Quaeda, composta de 3 mil integrantes espalhados em 40 países. São atribuídos ao Al-Quaeda os atentados contra as embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998, deixando mais de 200 mortos, e o ataque ao World Trade Center e ao Pentágono, nos Estados Unidos, em setembro de 2001. Caçado pelo exército americano em território afegão no fim de 2001, Bin Laden desaparece e não torna a ser visto publicamente. Em novembro de 2002, uma gravação de áudio produzida pela rede árabe de TV al-Jazeera é validada, por especialistas de vários países, como uma prova de que Bin Laden está vivo.

publicado por LUCIANO às 13:22