Pietro Maria Bardi

Crítico e historiador de arte italiano naturalizado brasileiro. Um dos mais importantes realizadores das artes visuais no Brasil.Pietro Maria Bardi (20/2/1900-1º/10/1999) nasce em La Spezia, na região de Gênova. Depois de repetir três vezes o 3º ano primário, abandona a escola. Aos 10 anos passa a trabalhar como contínuo. Estuda sozinho e com 17 anos publica seu primeiro livro, que trata do colonialismo, e também seu primeiro artigo sobre arte, na Gazeta de Gênova. Nesse mesmo ano toma parte da I Guerra Mundial. Depois do fim do conflito, passa a atuar como repórter em Bérgamo e depois em Milão, onde abre sua primeira galeria em 1927. Funda o jornal Belvedere, que circula até 1931, ano em que se envolve numa polêmica contra a arquitetura academicista a favor do racionalismo. Mais tarde, em Roma, onde tem um estúdio de artes, é apresentado ao jornalista Assis Chateaubriand como a pessoa ideal para criar o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Ligado à esquerda fascista, no pós-guerra é obrigado a deixar a Itália. Aos 46 anos muda-se para o Brasil, onde funda e dirige o Masp, que viria a ser o principal museu da América Latina. Reúne um acervo valioso para o museu ao comprar obras de famílias européias endividadas após a II Guerra Mundial com doações de mecenas brasileiros. No Brasil dos anos 40, observa grande descaso em relação às artes plásticas. Pioneiro na reavaliação da função da instituição cultural, estabelece que o museu seja não só uma coleção de obras-primas, mas também um espaço para debates e cursos de arte, música e dança. Professor de história da arte, jornalista, fundador das revistas Habitat e Mirante das Artes e dono de galeria, afirma nunca ter sido assalariado do Masp. É pai de duas filhas de seu primeiro casamento na Itália. Sua segunda mulher, a arquiteta Lina Bo, é autora do projeto do segundo e atual prédio do Masp (inaugurado em 1968). Vítima de uma parada cardíaca, morre em São Paulo.



publicado por LUCIANO às 12:34