Norma Bengell

Atriz e cineasta fluminense. Uma das atrizes mais populares do cinema brasileiro da década de 60. Norma Almeida Pinto Guimarães D'Area Bengell (21/2/1935-) nasce no Rio de Janeiro. Inicia a carreira artística como vedete (cantora e dançarina) em shows de Carlos Machado. Estréia no cinema imitando Brigitte Bardot na chanchada O Homem do Sputnik (1958). Em Os Cafajestes (1961), de Ruy Guerra, protagoniza a primeira cena de nu frontal do cinema brasileiro, o que leva a censura a proibir o filme. Faz em seguida O Pagador de Promessas (1962), Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cannes. Entre 1962 e 1964 trabalha na Itália, na França e nos Estados Unidos. Seu filme internacional de maior expressão é O Mafioso (1962), de Alberto Lattuada, com Alberto Sordi. De volta ao Brasil, estrela Noite Vazia (1964), O Anjo Nasceu (1969), Mar de Rosas (1977) e A Idade da Terra (1980), pelo qual recebe o prêmio especial do júri de melhor atriz no Festival de Veneza. Realiza os documentários de curta-metragem Maria Gladys, uma Atriz Brasileira (1979), Maria da Penha (1980) e Barca de Iansã (1980). Seu primeiro longa-metragem como diretora é Eternamente Pagu (1987), biografia da escritora Patrícia Galvão. Como diretora e produtora de O Guarani (1996), enfrenta problemas na justiça, em outubro de 1999, por causa de irregularidades na prestação de contas do filme. A auditoria do Ministério da Cultura acusa a diretora de apresentar duas notas fiscais falsas para comprovar gastos da produção e de sacar um pró-labore quatro vezes maior que o permitido. Em 2002, a justiça pede o bloqueio dos bens da atriz e condena-a a devolver o dinheiro aos cofres públicos. Norma recorre, mas, em 2003, o Tribunal de Contas da União confirma as irregularidades. No mesmo ano dirige documentários sobre as pianistas Antonietta Rudge e Giomar Novaes, que são lançados no ano seguinte.



publicado por LUCIANO às 05:03