Paulo Maluf


Político paulistano (3/9/1931-). Filho de imigrantes libaneses, nasce em São Paulo e estuda engenharia civil na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Formado em 1954, vai trabalhar na Eucatex, empresa de sua família. Em 1967, aos 36 anos, assume a presidência da Caixa Econômica Federal, seu primeiro cargo público. Dois anos mais tarde, é escolhido pela Aliança Renovadora Nacional (Arena) para ser prefeito de São Paulo. Em 1978, com 47 anos, chega a governador do estado, também indicado pela Arena. É deputado federal do Partido Democrático Social (PDS) em 1982 e disputa a eleição presidencial em 1985, perdendo para Tancredo Neves no colégio eleitoral. Sofre em seguida mais quatro derrotas: ao governo de São Paulo (1986), à prefeitura (1988), à Presidência da República (1989) e ao governo estadual de novo (1990). Em 1992, consegue eleger-se prefeito da capital paulista. Em 1995 funda o Partido Progressista Brasileiro (PPB), com aliados do antigo PDS, e, dois anos depois, já fora da prefeitura, tem o nome envolvido no escândalo dos precatórios – é acusado de usar para outros fins os títulos da dívida pública, ou precatórios, normalmente emitidos para pagar ações judiciais. É acusado também de superfaturamento na compra de frangos para merenda escolar;a granja que fornece o produto está em nome de sua esposa. Os escândalos abalam sua candidatura ao governo do estado em 1998. Depois de liderar toda a campanha e vencer o primeiro turno com vantagem de 1,5 milhão de votos, acaba perdendo no segundo turno para Mário Covas. Perde as eleições para prefeito de São Paulo em 2000 para a candidata Marta Suplicy (PT). Em 2001, é acusado de movimentar contas irregulares em dólares na Ilha de Jersey, paraíso fiscal inglês situado no Canal da Mancha. Nas eleições ao governo de São Paulo de 2002, inicia a campanha em primeiro lugar nas pesquisas, mas acaba derrotado já no primeiro turno. Em 2004, Maluf é novamente derrotado no primeiro turno das eleições para a prefeitura de São Paulo. No mesmo ano, é indiciado pela justiça suíça, por lavagem de dinheiro, pela polícia federal brasileira, por evasão de divisas, e pela procuradoria do estado de São Paulo, por improbidade administrativa.



publicado por LUCIANO às 19:13