Niède Guidon

Arqueóloga paulista. Descobridora de vestígios humanos que atestam a ocupação da América do Sul em período muito anterior ao que afirmava a comunidade científica. Niède Guidon (12/3/1933-) nasce em Jaú, a segunda de cinco irmãos. Presta o vestibular para medicina, mas decide ingressar no curso de história natural da Universidade de São Paulo (USP), onde se especializa em zoologia. Começa a carreira em 1959 como professora do nível secundário. Transfere-se para a seção de arqueologia do Museu Paulista e, em 1960, vai para Paris, onde obtém o certificado de pré-história da Sorbonne. Em 1966, é contratada como pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), em Paris. Obtém o título de doutora e de livre-docente em arqueologia também pela Sorbonne. Em 1981, descobre em São Raimundo Nonato (PI) artefatos de pedra lascada que atestam a presença de culturas pré-colombianas há 25 mil anos. Em 1988, anuncia o achado de pedaços de carvão oriundos de uma fogueira, datados de 48 mil anos. Suas descobertas levantam polêmica na comunidade científica. Até então, admitia-se que o homem só teria chegado à América do Sul cerca de 12 mil anos atrás. Condecorada com o título de Cavaleiro da Ordem Nacional do Mérito, do governo francês, aposenta-se em 1998 como mestre de conferências da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris. Dirige a Fundação Museu do Homem Americano, em São Raimundo Nonato, e o Parque Nacional da Serra da Capivara, unidade de conservação incluída na lista do patrimônio histórico mundial pela Unesco. Em fevereiro de 2000, anuncia a descoberta dos restos humanos mais antigos das Américas - dentes datados de 15 mil anos e um pedaço de crânio. Em 2002 divulga o projeto de construção de um parque temático em São Raimundo Notato, onde os turistas vivenciarão situações da pré-história.



publicado por LUCIANO às 11:45