Orlando Villas Boas

Indigenista brasileiro (12/1/1914-12/12/2002), o mais velho dos irmãos Villas Boas, expedicionários que desbravaram o Centro-Oeste brasileiro nas décadas de 40 a 60. Nasce em Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, filho de um advogado e fazendeiro. Na adolescência, muda-se para a capital do estado. Com a prematura morte dos pais, interrompe os estudos no segundo grau para trabalhar. Com os irmãos Cláudio (1916-1998) e Leonardo (1918-1961), integra-se à expedição Roncador-Xingu, lançada em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas para explorar a região central do Brasil. De 1943 a 1960, cartografando terras e identificando pontos para a fundação de novas cidades, percorre mais de três mil quilômetros e contata 14 tribos indígenas como a dos xavantes, jurunas, kayabis, txucarramães e suyas. Preocupados com a preservação das civilizações nativas, os irmãos Villas Boas pedem ao governo a demarcação de uma reserva indígena e são atendidos pelo então presidente Jânio Quadros, que cria o Parque Nacional do Xingu em 1961. Orlando dirige o parque desde sua fundação até 1967, tomando parte nas negociações para a convivência pacífica das tribos ali instaladas, e preside a Funai por um curto período em 1985. Com o irmão Cláudio, escreve uma dezena livros e vários artigos para revistas – entre elas, a prestigiada National Geographic –, nos quais narra suas experiências com os índios. Uma de suas obras mais famosas é Marcha para o Oeste, com a história da expedição Roncador-Xingu, ganhador do Prêmio Jabuti 1995 de melhor livro-reportagem. Em 1997, Orlando lança o livro Almanaque do Sertão, em que narra seus 45 anos de andanças pelas matas brasileiras. Trabalha ainda como assessor para assuntos indígenas na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Morre de falência múltipla dos órgãos em 12 de dezembro de 2002, em São Paulo.



publicado por LUCIANO às 13:28