ARIEL SHARON


Político israelense (27/2/1928-). Nasce em Kfar Malal, na Palestina, na época em que a região era colônia inglesa, e já aos 14 anos entra para a organização militar Haganah. Rapidamente, faz carreira no exército; em 1967, participa como general de brigada da Guerra dos Seis Dias, em que Israel toma territórios da Palestina. A carreira política começa em 1975, quando torna-se conselheiro do primeiro-ministro Yitzak Rabin. A seguir, chefia diversos ministérios: da Agricultura (1977), da Defesa (1981), do Comércio e Indústria (1984), da Construção Civil (1990), da Infra-Estrutura (1996) e das Relações Exteriores (1998). Conhecido pela obstinação em garantir os direitos do povo israelense na disputa da terra palestina, preferindo o uso da força ao diálogo, Sharon é o mentor da invasão ao Líbano em 1982, que expulsa do país o presidente da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat, e resulta em muitas mortes. Por liderar essa operação militar sem a anuência formal do primeiro-ministro israelense Menachen Begin, Sharon é afastado do cargo em 1983, mas não perde a popularidade em seu país e logo volta ao governo. Como ministro da Construção Civil, amplia sensivelmente os assentamentos judeus nos territórios tomados dos palestinos. Em 1999, passa a presidir o Likud, partido político direitista. No ano seguinte, sua visita à mesquita de al-Aqsa, no leste de Jerusalém, é recebida como provocação pelos palestinos e torna-se um dos estopins da segunda intifada contra Israel. Em 2001, é eleito primeiro-ministro com a promessa de defender os israelenses contra o terrorismo árabe. Sharon amplia os assentamentos judeus, controla a circulação nas estradas da região e reage duramente aos atentados dos palestinos, invadindo territórios árabes e bombardeando as casas de militantes anti-Israel. Em 2002, ordena o cerco do quartel-general de Yasser Arafat em Hamallah, mantendo o líder da OLP refém por alguns dias. Por sua linha dura, recebe críticas até de aliados como o presidente americano, George W. Bush. Em meio a uma crise de desconfiança que desmantela a coalizão que governa o país, Sharon convoca uma eleição geral antecipada para 2003, de onde sai vitorioso. No início de 2004 anuncia seu plano de retirada unilateral das colônias e tropas da Faixa de Gaza, causando nova polêmica tanto em Israel como entre os palestinos. Ao mesmo tempo, acelera a construção de um muro cercando a Cisjordânia, e a implantação de centenas de novos assentamentos na região.



publicado por LUCIANO às 09:02