JORGE AMADO


Escritor baiano. O romancista brasileiro mais traduzido e conhecido em todo o mundo. Retrata a Bahia com cores vivas e sensuais. Jorge Amado (10/8/1912-6/8/2001) nasce em Itabuna. Aos 19 anos surpreende a crítica e o público com o lançamento do romance O País do Carnaval. Comunista, desenvolve uma literatura politicamente engajada e, nos anos seguintes, lança dois romances ambientados na região cacaueira de Ilhéus: Cacau (1933) e Suor (1934). O primeiro deles é apreendido pela polícia política de Getúlio Vargas, o que aumenta seu prestígio. A seguir escreve Jubiabá (1935), Capitães da Areia (1937) e Seara Vermelha (1946). Preso durante o Estado Novo, em 1945 é eleito deputado federal constituinte pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Perde o mandato em 1948, depois que o partido é colocado na ilegalidade. Deixa o Brasil e vive cinco anos na Europa e na Ásia. No exílio, escreve Os Subterrâneos da Liberdade, romance em três volumes com história centrada no Rio de Janeiro e em São Paulo, em que faz um panorama do Estado Novo e denuncia as perseguições, as prisões e a tortura dos oposicionistas. Em 1956 rompe com o Partido Comunista Brasileiro por discordar dos crimes praticados no período do stalinismo na União Soviética. Com Gabriela, Cravo e Canela (1958) começa uma nova fase literária, marcada por um estilo picaresco, de personagens malandros e bufões. O livro, de grande sucesso, é transformado em novela para a TV e em filme. Também fazem sucesso no cinema Dona Flor e Seus Dois Maridos (recordista de bilheteria no país) e Tieta do Agreste. Com a visão debilitada que o impedia de ler e escrever, e enfrentado problemas de saúde, Jorge Amado morre a 6 de agosto de 2001. Seu corpo é cremado e as cinzas são jogadas ao pé da mangueira do quintal de sua casa em Salvador.



publicado por LUCIANO às 11:53