JEAN-LUC GODARD


Cineasta e crítico francês (3/12/1930-). Nasce em Paris, onde estuda etnologia e jornalismo. Trabalha como crítico de cinema na revista Cahiers du Cinéma. Começa com a direção de curtas-metragens como Operação Concreto (1954) e Uma Mulher Coquete (1955). No primeiro longa, Acossado (1959), relata o drama de um gângster tentando escapar da polícia com a cumplicidade da amante norte-americana. Nesse filme já estão presentes as características da nouvelle vague, como liberdade de narrativa, uso de câmeras portáteis e filmagens externas. Muito discursivo, o cinema de Godard privilegia as questões existenciais e as relações humanas. Em sua obra, merecem destaque O Pequeno Soldado (1960), Viver a Vida (1962), no qual os atores representam uma cena inteira de costas para a câmera, O Desprezo (1963), Uma Mulher Casada (1964) e A Chinesa (1967). Em 1974, um acidente de motocicleta o deixa temporariamente inválido. Seu filme mais polêmico é Je Vous Salue Marie (1985), que mostra a virgem Maria na cama com um homem. Godard é declarado herege pelo papa João Paulo II e o filme é proibido em diversos países católicos, inclusive no Brasil. No mesmo ano, filma Salve-se Quem Puder – A Vida. Na década de 90 realiza filmes de produção pobre, como JLG por JLG – Auto-Retrato (1995), em que surge na tela para dizer que "a cultura quer matar a arte". Em 1996, filma Para Sempre Mozart e, em 1998, The Old Place. Em 2001, Godard lança Éloge de l'Amour (Elogio ao Amor). Em 2002, com outros sete diretores de peso, participa com o segmento Dans Le Noir Du Temps do filme Ten Minutes Older: The Cello (Dez minutos mais velho – O Cello), uma colagem de trabalhos sobre o conceito do tempo. Em 2003, filma Notre Musique (Nossa Música), que estréia no Brasil no ano seguinte.

publicado por LUCIANO às 12:09