ANTÔNIO DA SILVA PRADO


Político e industrial paulista. Um dos nomes mais influentes da política nacional no período de transição da monarquia para a república, defensor da abolição da escravatura. Antonio da Silva Prado (25/2/1840-23/4/1929) nasce em São Paulo, filho de Martinho da Silva Prado e de dona Veridiana Valéria da Silva Prado, figuras de destaque da sociedade paulista. Realiza os estudos secundários no Rio de Janeiro, no Colégio Pio XII. Em 1856 entra na Faculdade de Direito de São Paulo, onde conclui o curso de bacharel em ciências jurídicas e sociais. Logo em seguida inicia a carreira política como deputado provincial, cargo que ocupa em dois mandatos (1869-1872 e 1872-1875). Torna-se senador em 1885, ocupando, ao mesmo tempo, o posto de ministro da Agricultura, entre 1885 e 1887. Nessa época, incentiva a substituição do trabalho escravo pela mão-de-obra livre e, como representante da elite rural, negocia com o governo uma forma conservadora para a abolição da escravatura. Luta também pela construção de estradas de ferro, tendo sido presidente da Companhia Paulista de Estradas de Ferro em 1892. Proclamada a República, adere ao novo regime, sendo eleito deputado entre 1890 e 1891. Nesse período, mesmo mantendo o cargo de deputado, cria o Banco do Comércio e Indústria de São Paulo, que se torna o principal estabelecimento de crédito do estado. Com o fim do mandato, em 1891, prefere dedicar-se aos negócios. Só volta à vida pública em 1899, como prefeito de São Paulo. É o político que mais tempo permanece no comando municipal da capital paulista de forma contínua: de 7 de janeiro de 1899 a 15 de janeiro de 1911. Depois, ao declarar-se desgostoso com a nova geração de políticos, torna a afastar-se da política. Mesmo assim, em 1926, como adversário político de Washington Luiz, do Partido Republicano Paulista, ajuda a fundar o Partido Democrático de São Paulo. Ao morrer, no Rio de Janeiro, às véperas da revolução, acredita na vitória de seu partido, que recebe o apoio de Getúlio Vargas.



publicado por LUCIANO às 19:27