MARÍLIA PÊRA - Atriz e diretora de teatro fluminense


Atriz e diretora de teatro fluminense. É considerada uma das principais intérpretes de sua geração, ao lado de Fernanda Montenegro. Marília Pêra da Graça Mello (22/1/1943-) nasce na cidade do Rio de Janeiro, filha dos atores Manuel Pêra e Dinorah Marzullo, que integravam a companhia de Henriette Morineau. Estréia nos palcos aos 4 anos, em Medéia, e passa a infância em turnês pelo Brasil. Aos 16 anos, inicia de fato a carreira como bailarina no musical De Cabral a JK. Nos espetáculos, conhece o cantor, ator e produtor Paulo da Graça Mello, com quem se casa e tem o filho Ricardo. Consagra-se como intérprete na peça Onde Canta o Sabiá (1965). No mesmo ano ingressa na Rede Globo, participando das telenovelas Rosinha do Sobrado e A Moreninha. Em 1968, recebe convite de Chico Buarque para atuar em Roda Viva e é espancada por membros do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), que invadem o teatro onde a peça era encenada. Em 1972, casa-se com o jornalista Nelson Motta, pai de suas filhas Esperança e Nina. Produz e protagoniza a peça Apareceu a Margarida (1973/1974), que lhe rende o Prêmio Molière. Pela atuação no filme Pixote (1980), de Hector Babenco, é eleita a melhor atriz pela Associação Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos. Sua carreira internacional, porém, não deslancha. Grava um disco com Grande Otelo em 1985 e atua como cantora em A Estrela Dalva (1987). Alcança êxito como diretora com a peça O Mistério de Irma Vap que, a partir de 1986, fica o tempo recorde de dez anos em cartaz. Após um longo afastamento, volta à Rede Globo em 1987, na novela Brega & Chique. Em 1988, destaca-se na minissérie O Primo Basílio. Em 1989, durante a campanha presidencial, declara apoio a Fernando Collor de Mello. Em reação, durante uma passeata, manifestantes pró-Luís Inácio Lula da Silva apedrejam em São Paulo o teatro em que apresentava o musical Elas por Ela. Volta às telas em 1996 no filme Tieta do Agreste, de Cacá Diegues. Em 1998 filma O Viajante e faz a novela Meu Bem-Querer. Em 1999, lança sua biografia, Vissi d'Arte - 50 Anos Vividos para a Arte, em parceria com o dramaturgo Flavio de Souza. Em 2002 protagoniza um episódio do programa Brava Gente, exibido pela Rede Globo, em que interpreta a enfermeira Ana Néri. Em 2003, participa do filme Seja o que Deus Quiser, da adaptação cinematográfica de Vestido de Noiva¸ peça de Nelson Rodrigues, e estrela Marília Pêra Canta Ary Barroso, homenagem ao centenário de nascimento do compositor. Na peça de Maria Adelaide Amaral, Madeimoselle Chanel (2004), conta a trajetória da estilista francesa. No mesmo ano participa da novela Começar de Novo, mais uma vez na Rede Globo.

publicado por LUCIANO às 05:54