GEORGES SIMENON


Novelista franco-belga (1903-4/9/1989), mundialmente conhecido como criador do detetive Maigret, personagem de 84 histórias policiais. Publicou ainda 136 outras novelas, perfazendo mais de 500 milhões de livros vendidos em todo o mundo. Georges Joseph Christian Simenon nasce na província belga de Liège, num lar de classe média. Aos 16 anos, a doença do pai obriga-o a abandonar os estudos para sustentar a família. Trabalha como padeiro, vendedor de livros e publica a primeira novela, Au Pont Des Arches, na Gazeta de Liège, em 1920. Logo após a morte da mãe, muda-se para Paris, em 1922. No ano seguinte, casa-se com Règine Renchon, uma artista que conhecera em Liège, mas o casamento dura pouco. Na década de 1930, estimulado pelo ambiente parisiense e pelos cenários de suas viagens pelo norte da Europa e África, Simenon produz nada menos que 200 livros sob pseudônimos diversos. Na novela Pietr Le Letton, a primeira em que coloca seu nome verdadeiro, apresenta ao público o inspetor Maigret. O sucesso das histórias do detetive deve-se à maneira intuitiva e psicológica como investiga os crimes – um processo que a crítica compara à hermenêutica, teoria de interpretação do significado das ações humanas. No fim dos anos 1940, vai para Nova York, onde conhece a canadense Denyse Ouimet. Casado com Denyse, em 1949, muda-se para Connecticut, onde vive cinco anos e produz livros ambientados no cenário norte-americano, como Os Irmãos Ricco (1954), sobre a máfia. Volta para a Europa em 1955 e estabelece-se em Lausanne, na Suíça. Nessa fase, sua vida familiar começa a se desmoronar. Simenon inicia, em 1961, o relacionamento com Teresa Sburelin, que se torna uma companheira constante, enquanto a esposa, Denyse, sofre de problemas psicológicos que a levam à internação numa clínica, em 1964. Em 1972, o escritor publica o último livro do inspetor Maigret, Maigret e o Sr. Charles. Suas últimas obras são Os Inocentes (1972), Cartas à Minha Mãe (1974) e Memórias Íntimas (1981), na qual culpa Denyse pelo suicídio da filha Marie-Jo, em 1978. Morre em setembro de 1989 em Lausanne, deixando instruções para que seu corpo fosse cremado, suas cinzas misturadas às da filha e atiradas ao pé de uma árvore de sua casa.



publicado por LUCIANO às 19:57