Robert Scheidt


Iatista paulista. Campeão olímpico e mundial da classe Laser. Robert Scheidt (15/4/1973-) nasce na cidade de São Paulo, caçula dos três filhos de um casal de ascendência alemã. Estuda desde a pré-escola no Colégio Porto Seguro e forma-se em administração de empresas pela Universidade Mackenzieem 1996. Aos 9 anos, começa a velejar com o pai - que chegou a competir em três modalidades de iatismo - na represa de Guarapiranga e em Ilhabela, no litoral paulista. Seu irmão Thomas Scheidt, sete anos mais velho, é campeão mundial da classe Pingüim. Robert também pratica tênis e atletismo, optando pela vela por volta dos 14 anos. Em 1991, chega ao seu título mais importante como juvenil, o de campeão mundial júnior da classe Laser, na Escócia. Em 1992 vence pela primeira vez o campeonato brasileiro. Repete o feito em 1994, 1995, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004, quando conquista seu décimo título em Búzios, RJ. Ganha a medalha de ouro nas Olimpíadas de Atlanta (1996) e a prata nas Olimpíadas de Sydney (2000). Scheidt também coleciona ouro nos Pan-Americanos de Mar del Plata, na Argentina (1995), e de Winnipeg, Canadá (1999). Em 2001, conquista em Cork, na Irlanda, seu quinto título mundial da classe laser. É o primeiro brasileiro a ganhar cinco títulos mundiais numa modalidade individual. Os outros títulos foram conquistados em 1995, na Espanha; África do Sul, em 1996; Chile, em 1997; e no México, em 2000. Em 2002, recebe do então presidente Fernando Henrique Cardoso a Cruz da Ordem do Mérito Desportivo, a mais alta condecoração do governo brasileiro aos atletas. No mesmo ano, torna-se hexacampeão mundial da classe laser em Cape Cod, nos Estados Unidos. Em 2003, vence o campeonato pré-olímpico de Atenas, na Grécia, 100º título de sua carreira, e é vice-campeão mundial em Cadiz, na Espanha. Em 2004, torna-se pela sétima vez campeão mundial em Bodrum, na Turquia, e conquista seu segundo ouro olímpico, em Atenas. No final do ano é escolhido pela segunda vez o melhor velejador do ano pela Federação Internacional de Vela, repetindo a indicação de 2001.


publicado por LUCIANO às 10:58