ARRIGO BARNABÉ


Compositor, cantor e instrumentista paranaense. Um dos mais inovadores da música popular brasileira pós-tropicalismo. Arrigo Barnabé (14/9/1951-) nasce em Londrina e muda-se para São Paulo, onde cursa as faculdades de arquitetura e composição na Universidade de São Paulo (USP). O início de sua carreira musical é vinculado ao movimento vanguarda paulistana, com preocupações experimentais e anticomerciais. Em 1979, concorre no Festival Universitário da TV Cultura com as músicas Diversões Eletrônicas, que obtém o primeiro lugar, e Infortúnio. No mesmo ano canta, no Festival da TV Tupi, Sabor de Veneno. Lança no ano seguinte o disco Clara Crocodilo, composto em forma de suíte com arranjos para grupos instrumentais. Nos anos 80, compõe trilhas para cinema e teatro e recebe vários prêmios: no Festival de Gramado (1983), pela trilha sonora do filme Janete, de Chico Botelho; no Riocine Festival (1985), pela música do filme Estrela Nua, de José Antônio Garcia e Ícaro Martins; em 1986, de melhor composição para teatro, pela música de Santa Joana e de melhor trilha sonora no Riocine Festival, pela música de Cidade Oculta, de Chico Botelho; dois anos depois, no Festival de Cinema de Brasília, de melhor trilha sonora, pelo filme Vera, de Sérgio Toledo; no Festival de Cinema de Curitiba, de 1988, de melhor trilha sonora, pela música do filme Lua Cheia, de Alain Fresnot. Nesse período, suas composições são consideradas distanciadas do atonalismo e dodecafonismo do início de sua carreira. Seus discos passam a ser produzidos pelas grandes gravadoras, e não mais por selos independentes. Nos anos 90, retoma seu interesse pela música erudita e compõe a "pseudo-ópera" (segundo sua própria definição) Gigante Negão (1990). Excursiona pelo Brasil e exterior e participa de festivais como os de Berlim (1993) e Córdoba (1995). Em 1999, funda a gravadora Thanx God Record e regrava e relança o álbum Clara Crocodilo. Compõe a trilha sonora do filme do cineasta Ricardo Bravo, Oriundi, de 2000, e participa do longa-metragem O Olho Mágico do Amor, filme da dupla José Antonio Garcia e Ícaro Martins. Em 2001, dá aula em São Paulo na Universidade Livre de Música e monta a ópera O Homem dos Crocodilos - Um Caso Clínico em Dois Atos.




publicado por LUCIANO às 05:34