LUCIANO BERIO


Compositor italiano (24/10/1925-27/05/2003). Representante da música multisserial, que acrescenta novas durações, intensidades e timbres à música eletrônica. Começa os estudos com o pai e os continua no Liceo Classico e no Conservatorio Giuseppe Verdi, em Milão. Em 1950, com Karlheinz Stockhausen, Pierre Boulez e Bruno Maderna, trabalha no estúdio da Rádio de Colônia, na Alemanha, onde é criada a música eletrônica. Em 1954, funda com Bruno Maderna o laboratório de música experimental em Milão, o qual dirige até 1961. Em 1956, lança o jornal Encontros Musicais, que discute a música de vanguarda. Muda-se para os Estados Unidos em 1967 e passa a ensinar composição no Mills College, da Califórnia, e na Julliard School of Music, de Nova York. De 1974 a 1980, dirige em Paris o centro de eletroacústica do Instituto de Pesquisas e Coordenação Acústica Pierre Boulez (Ircam). Em 1988 torna-se membro honorário da conservadora Real Academia de Música de Londres, uma prova de sua aceitação generalizada, confirmada pelos vários prêmios recebidos no decorrer da carreira. Suas obras mais conhecidas são Sinfonia (1968), cuja segunda parte, para oito vozes e orquestra, é uma homenagem ao líder negro norte-americano Martin Luther King, e as Folk Songs (1984), inspiradas em canções populares sicilianas. Apresenta em Portugal Concerto para Trombone, com o solista Christian Lindberg e o maestro Niklas Willén, em novembro de 2000. A partir desse ano, dirige a Academia de Santa Cecilia, entidade musical de grande prestígio, em Roma. Em 2002, faz a orquestração do terceiro ato da ópera Turandot, que o compositor clássico Puccini deixou inacabada. Com câncer há vários anos, morre alguns dias depois de uma cirurgia, em 2003.
publicado por LUCIANO às 10:46