AUGUSTO BOAL

Diretor e autor teatral fluminense. Criador do Teatro do Oprimido, projeto difundido em todo o mundo. Augusto Pinto Boal (16/3/1931-) nasce no subúrbio da Penha, no Rio de Janeiro. Em 1950, ingressa na Universidade de Colúmbia, nos EUA, e forma-se em dramaturgia e engenharia química. Volta ao Brasil em 1956 e fixa-se em São Paulo. Inicia a carreira de diretor no Teatro de Arena com as peças Ratos e Homens (1956), Eles Não Usam Black-Tie (1958), Arena Conta Zumbi (1965) e Arena Conta Tiradentes (1967). Também atua na produção do musical Opinião (1964), no Rio de Janeiro. Sua teoria do Teatro do Oprimido, que ganha muitos adeptos, propõe permitir que o povo use o teatro em proveito próprio e resgate a arte que existe em cada cidadão. Perseguido na ditadura militar, em 1971 exila-se na Argentina e depois em Portugal, em 1976. Sua técnica é estudada e utilizada em mais de 50 países. Volta do exílio em 1986 e produz os espetáculos O Corsário do Rei (1985) e Fedra (1986), entre outros. É eleito em 1993 vereador do Rio de Janeiro pelo PT, cargo que ocupa até 1996. Em 1997, recebe da Associação Norte-Americana para o Teatro em Higher Education (Athe) o prêmio especial por sua contribuição ao teatro profissional. Na mesma época, participa da montagem de Hamlet com o grupo inglês Royal Shakespeare Company. Retorna aos palcos em 1999 com a peça Carmem, uma sambópera. É autor de vários livros, entre os quais Teatro do Oprimido (publicado em 25 idiomas), 200 Exercícios para Ator e Não Ator e Ainda Bem Que Eu Nasci, este autobiográfico. Em 2000, lança sua autobiografia Hamlet e o Filho do Padeiro, em que narra, com raro humor, histórias de sua vida. Em 2001, realiza um projeto cênico em prisões de São Paulo com atores do Teatro do Oprimido e recebe o título de doutor honoris causa da Queen Mary University of London. Em 2002, com o apoio da Unesco (orgão das Nações Unidas para ciência e a cultura) e de órgãos municipais do Trabalho, da Cultura e dos Transportes de São Paulo, o Teatro do Oprimido forma 1.800 agentes culturais no estado. Em 2003lança O Teatro como Arte Marcial.





publicado por LUCIANO às 17:50