Maurício Rocha e Silva


Farmacologista fluminense. Descobridor da bradicinina, substância essencial para o controle da hipertensão. Maurício Oscar da Rocha e Silva (19/9/1910-19/12/1983) nasce na cidade do Rio de Janeiro, o quinto entre seis irmãos de uma família pobre. Aos 11 anos ingressa no Colégio Dom Pedro II. Em 1933 torna-se médico pela Faculdade de Medicina do Rio. Muda-se em seguida para São Paulo e, três anos depois, começa a trabalhar no Instituto Biológico. Um de seus primeiros sucessos é a demonstração de que uma doença de gado cujos sintomas são fotofobia e icterícia se deve à intoxicação por alecrim, erva comum nos pastos. Na década de 40 faz estágios no exterior. Entre 1940 e 1942 estuda na Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, substâncias que agem na corrente sanguínea, como a histamina. Em 1946 continua as pesquisas sobre a circulação do sangue na Universidade London College, na Inglaterra. De volta ao Instituto Biológico, em 1947, descobre a bradicinina, substância até então desconhecida e liberada pelas células humanas após contato com o veneno da cobra jararaca. A substância reduz a pressão arterial, é parte essencial do mecanismo de controle da circulação sanguínea e sua descoberta serve de ponto de partida para a investigação de medicamentos que controlem a hipertensão arterial. Trabalha nesse campo nos anos seguintes, afastando-se apenas para articular a formação de uma organização de cientistas nos moldes de sociedades semelhantes na Europa. Em 1949 participa da fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que preside por três vezes entre 1963 e 1969.



publicado por LUCIANO às 14:09