Nilo Peçanha


Advogado e político fluminense. Presidente do Brasil de junho de 1909 a setembro de 1910. Assume a Presidência como vice de Afonso Pena, que morre antes do fim do mandato. Nilo Procópio Peçanha (2/10/1867 - 31/3/1924) nasce na cidade de Campos. Filho de agricultores, faz o 1º grau em sua terra natal e completa os estudos no Rio de Janeiro. Forma-se em direito pela Faculdade de Direito do Recife, em 1887, e começa a carreira em Campos. Interessado em política, engaja-se nas campanhas abolicionista e republicana no mesmo ano e, em 1890, é eleito deputado constituinte. Em 1903 elege-se presidente do estado do Rio de Janeiro. Participa como vice-presidente da chapa de Afonso Pena em 1906. Assume a Presidência aos 41 anos. Seu governo, de apenas um ano e três meses, é marcado pela disputa sucessória entre São Paulo e Minas Gerais. A oligarquia paulista lança Rui Barbosa para suceder Peçanha, em aliança com a Bahia. Minas, aliada com o Rio Grande do Sul, apóia o marechal Hermes da Fonseca. Em seu governo, restaura o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio e incentiva a policultura, com o objetivo de diminuir a dependência econômica do país. Preocupado com o extermínio de índios, e pensando em sua integração e pacificação, cria em 1910 o Serviço de Proteção ao Índio, sob a direção de Cândido Rondon. Trata de administrar a questão sucessória com o lema Paz e Amor. Conclui o mandato em 1910, substituído por Hermes da Fonseca. Volta a disputar as eleições para a Presidência em 1921, como candidato da chapa Reação Republicana, de oposição às oligarquias estaduais, mas é derrotado. Morre no Rio de Janeiro.



publicado por LUCIANO às 05:26